A Guerini, A Palma – recensione ad «Anton Popovič. La scienza della traduzione. Aspetti metodologici. La comunicazione traduttiva». «Cadernos de Tradução», 2009

Popovič (1933 – 1984) pode ser considerado, junto com Holmes e outros, um dos precursores do nascimento da disciplina ciência da tradução. Conhecido também como teórico eslovaco da literatura e da tradução, neste livro segue o filão aberto por Jakobson sobre a concepção semiótica da tradução, seguido mais tarde por Torop com a Tradução Total (2000). Popovič propõe um modelo universal de processo tradutório, considerado em sua acepção interdisciplinar, e não mais como uma área ou subárea da linguística ou da literatura. Fundamento para a moderna ciência da tradução, este livro apresenta as bases para a refundação da disciplina, utilizando uma nova e mais científica terminologia: prototexto e metatexto, por exemplo, no lugar de texto de partida e texto de chegada. Por prototexto deve-se entender o texto original, considerado pelo estudioso eslovaco como modelo primário, que serve como base para as manipulações textuais de segundo grau (ex.: tradução). O metatexto é definido por Popovič como o modelo do prototexto, a modalidade de realização da invariante intertextual entre os dois textos. A relação metatexto-prototexto pode ser definida como relação invariante-variante. O livro, composto pelos sete capítulos nos quais é dividido, contém também glossário, referências bibliográficas, bibliografia e índice analítico. A Introdução é escrita por um dos tradutores do livro, Bruno Osimo, grande conhecedor das teorias desenvolvidas por autores da escola de Tartu. Osimo afirma que a tradução deste livro é “literal, adequada, livre” e para traduzir as palavras russas e eslovacas sempre usou apenas o seu exato “equivalente” (p. IX). Osimo ainda informa que este livro é o “pilar da ciência da tradução”, publicado em 1975, em língua eslovaca, que só teve uma edição em russo, de 1980, e que agora foi vertido para o italiano; ressalta, também, que mereceria uma tradução em outras línguas e sugere o inglês, por ser a língua 184 Resenhas franca do momento (p. XI). Em inglês, temos o Dictionary for the Analysis of Literary Translation (1975-76), a partir de aulas que Popovič lecionou em Alberta (Canadá). Este trabalho de Popovič nos mostra que a tradução é uma disciplina autônoma e pode viver fora das sombras da linguística, da teoria e da crítica literária. Isso é factível se a tradução for estudada a partir de um ponto de vista semiótico e interdisciplinar. Podemos dizer que a base deste livro se encontra no breve ensaio de Jakobson, “Aspectos Linguísticos da Tradução”, de 1959, e mais tarde (20 anos depois) ganha corpo com Torop e a Tradução Total, principalmente na ampliação da questão da tradução metatextual. Além disso, como mostra Osimo ainda na sua Introdução, neste livro o autor mostra que não existe uma divisão entre arte e ciência/teoria nos estudos aqui propostos, pois os dois ramos devem caminhar juntos. Mas é o próprio Popovič a nos dar uma ideia geral do livro quando afirma que “com este livro desejo dar um panorama das questões tradutórias fundamentais do ponto de vista da teoria da comunicação” e responde aos seguintes questionamentos “elementares”: “o que é a tradução, como nasce, de que tipo de texto se trata” (p. XXVII), pois, segundo ele à época, havia uma lacuna de trabalhos teóricos sólidos nesse setor. Ademais, a teoria da tradução proposta por Popovič deve se desenvolver sob a égide da teoria semiótica da comunicação, abrindo-se para o campo interdisciplinar. Nos países eslavos, o método científico é utilizado também nas disciplinas humanísticas, e La scienza della traduzione. Aspetti metodologici considera a análise literária baseada exclusivamente em paradigmas lógicos. É o que caracteriza também o estudo do processo tradutório dentro da tradução semiótica, um conceito de tradução lato sensu, a que Torop (2000) chamará de Tradução Total. Ressalte-se que como processo tradutório se entende qualquer transformação de um “primeiro” texto (prototexto) em um “segundo” texto (metatexto), verbal ou extraverbal. O capítulo 1, acrescentado pelo autor na ocasião da publicação russa, em 1980, resume a situação em que se encontrava a ciência da tradução, e nele o autor sistematiza os grupos de Resenhas 185 pesquisa, dentro dos níveis teó- ricos e de observação prática em que esta ciência estava dividida. Popovič distingue três grupos: o dos “pesquisadores solitários”, criticado por ele já que considera imprescindível, para um estudioso, conhecer a literatura sobre a sua disciplina; o grupo dos centros de pesquisas sobre tradução literária, importantes também pela divulgação de seus trabalhos; o grupo das escolas de pesquisa tradutória. A escola soviética é aqui considerada ocupando o primeiro lugar em nível mundial. O capítulo 2, sobre as questões metodológicas e comparativistas, é dedicado às várias metodologias de pesquisa, à teoria da tradução literária e à ciência da tradução em uma perspectiva interdisciplinar. Apontamos como relevantes a introdução do conceito de Ljudskanov do “princípio da invariante funcional do texto” (p. 120), assim como a formação multidisciplinar do tradutor que, além do talento estilístico, deve conhecer as línguas e seus sistemas (linguística contrastiva) e o significado ideológico (sociocultural) do trabalho tradutório. A tradução como processo comunicativo é o tema do capí- tulo 3. Aqui, temos a contribui- ção mais específica dos estudos de Popovič, em que o processo tradutório é analisado a partir do processo comunicativo. Nesse capítulo é feita uma importante crítica à tradução como gênero, e é enfrentado o conceito da “traduzionalità” [traduzibilidade] da comunicação textual, definido como a contradição própria vs outro no texto, que pode ser subdividido em uma série de oposições (naturalização vs estrangeirização; folclorização vs urbanização etc.). Os papéis do leitor na comunicação da tradução e do redator na sua composição estão presentes ainda no terceiro capítulo, enquanto no capítulo 4 o metatexto é detalhado em uma análise da estrutura a partir das noções de invariante e transformações estilísticas, chegando à estrutura linguística e à tipologia da tradução. O capítulo 5 aborda a questão da comunicação no estilo tradutório. O estilo do texto e a estilística do tradutor são analisados como elementos para a compreensão em nível textual e do discurso, e como são transpostos no metatexto. Considerações centrais quando se fala em tradução literária já que, como Popovič nos lembra, “[a] tradução não é 186 Resenhas simples substituição de palavras em nível linguístico e temático segundo regras gramaticais” (p. 69). As normas estilísticas da cultura receptora e do metatexto estão incluídas nesse estudo. Os capítulos 6, 7 e 8 são dedicados respectivamente aos problemas de semiótica da tradução, aos contextos da tradução e aos desdobramentos práticos da tradução. Entre os problemas de semiótica está o fator intertemporal da tradução, o conceito que expressa a divergência cronológica entre os receptores do prototexto e do metatexto (problemas de diferenças entre tempo e espaço da cultura do metatexto e do prototexto). No 7° capítulo, Popovič se dedica à tradução intracultural, conhecida também como atualização de textos antigos ou de traduções antigas; aos outros textos que estão perto do metatexto; à dimensão textual definida “metacomunicação”, ou seja, a tudo que acontece com o texto na cadeia comunicativa após a sua produção. Ao final do livro, uma lista em ordem alfabética dos termos utilizados e suas definições tem o papel de nortear os leitores dentro da tradutologia. Trata-se da tradução ao italiano do Dictionary for the Analysis of Literary Translation. Para finalizar, podemos dizer que o livro é destinado a tradutores, pesquisadores, docentes de tradução que se dedicam à tradu- ção de maneira geral, mas mais especificamente aos que se interessam por crítica da tradução. Graças à edição italiana, primeira tradução em língua ocidental (embora não franca), temos a oportunidade de conhecer mais a fundo o trabalho deste grande pesquisador e grande comparatista eslovaco, que nos abre uma luz sobre os estudos escritos em línguas eslavas, riquíssimos em contribuição científica sobre tradução, mas muito pouco conhecidos no ocidente por causa – ironicamente em se fa- – ironicamente em se fa ironicamente em se falando de tradução – das barreiras linguísticas

Andréia Guerini Anna Palma UFSC

Popovič, Anton. La scienza della traduzione. Aspetti metodologici. La comunicazione traduttiva. Milano: Hoepli, 2007, 189 p. Tradução de Daniela Laudani e Bruno Osimo.

 

Boris Fëdorovič Egorov, The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots Isaak Iosifovič Revzin, Language as a Sign System and the Game of Chess Ksenia Elisseeva Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

Boris Fëdorovič Egorov, The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots

Isaak Iosifovič Revzin, Language as a Sign System and the Game of Chess

Ksenia Elisseeva

Civica Scuola Interpreti e Traduttori
Laurea specialistica in Traduzione

primo supervisore: professor Bruno OSIMO
secondo supervisore: professoressa Antonella RICCIARDI

Master: Langages, Cultures et Sociétés
Mention: Langues et Interculturalité
Spécialité: Traduction professionnelle et Interprétation de conférence Parcours: Traduction littéraire
estate 2008

© The Johns Hopkins University Press 1977
© Ksenia Elisseeva per l’edizione italiana 2008

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Abstract

This thesis proposes a translation of two articles by two famous Soviet semioticians, Boris Egorov and Isaak Revzin. The scientific article by Egorov regards the cartomantic reading of a person’s life as the creation of a plot in literature. Egorov’s goal is to use the cartomantic system as a rudimentary model for the analysis of literary plots. The article by Revzin pursues Saussure’s analogy between language and chess. By comparing language and chess, he seeks to show that the human intellect uses similar constructions, elements, relations of elements and rules to solve the various tasks of processing information. The second part of this thesis provides a commentary on the translation, the strategy used and the main translational problems.

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Sommario

Abstract………………………………………………………………………………………. 3 Sommario …………………………………………………………………………………… 4 Traduzione con testo a fronte ………………………………………………………… 5

The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots……………… 6 Sistemi semiotici elementari e tipologia degli intrecci……………………… 7 Language as a Sign System and the Game of Chess…………………… 34 La lingua come sistema di segni e il gioco degli scacchi……………….. 35

References ……………………………………………………………………………….. 50 Riferimenti bibliografici………………………………………………………………… 51 Analisi traduttologica…………………………………………………………………… 54

Fonte, autori, argomento. …………………………………………………………. 55 Egorov Boris Fedorovič ………………………………………………………… 56 Revzin Isaak Iosifovič …………………………………………………………… 57

Analisi traduttologica ……………………………………………………………….. 58 Riferimenti bibliografici………………………………………………………………… 62

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Traduzione con testo a fronte

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Chapter 6

The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots1.

B. F. Egorov

The exceptionally stormy development of semiotics has naturally brought with it study of the most diverse sign systems, and even cartomancy, fortune- telling with playing cards, has proven to be an object of research. M. L Lekomceva and B. A. Uspenskij’s innovative and intelligent essay has provided us with many valuable and interesting formulations (Lekomceva, Uspenskij 1962: 84-86). However, the present study does not in fact accept one of their essay’s main theses, that the system of fortune-telling «contains the potential for several interpretations» and the fortune-teller «always possesses several degrees of freedom».

In the essay mentioned, emphasis is put on studying the pragmatics of the “game” for the fortune-teller and for the person having his fortune told. “Professional” fortune-telling is definitely presupposed, in which a fortune-teller conducts a game of divining past and present with his naive victim. But in such a “game”, particularly when the victim does not look at the cards or understands nothing about them, one can speak not of several but of infinite degrees of freedom. For the “professional” fortune-teller, the cards are a pure fiction, and information is received not from the cards but from the external and internal appearance of the person having his fortune told and from his reaction to the fortune-teller’s words. Even the prediction of the future is usually not obtained from the cards: a future is constructed for the victim that is capable of achieving the most “mercenary” effect, and it is based on a study of his character.

1 This article appeared also in Russian as «Prostejšie semiotičeskie sistemy i tipologiâ sûžetov», in Trudy po znakovym sistemam, II (Tartu: Tartu University Press, 1965), 106-115.

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Capitolo 6

Sistemi semiotici elementari e tipologia degli intrecci1.

B. F. Egorov

Lo sviluppo eccezionalmente rapido della semiotica ha naturalmente favorito lo studio dei diversi sistemi segnici, e anche la cartomanzia, divinazione mediante le carte da gioco, è diventata oggetto di studio. L’articolo innovativo e brillante di M. I. Lekomceva e B. A. Uspenskij ci ha fornito una serie di formulazioni valide e interessanti (Lekomceva, Uspenskij 1962: 84-86). Tuttavia nel presente saggio una delle più importanti tesi espresse dagli studiosi, secondo i quali il sistema della cartomanzia «è un terreno soggetto a varie interpretazioni» e il cartomante «ha sempre parecchi gradi di libertà», viene respinta.

Gli autori dell’articolo pongono l’accento sullo studio della pragmatica del “gioco” della cartomante e di chi vi si rivolge. Viene utilizzato il metodo “professionale” di divinazione, in cui la cartomante conduce con la sua ingenua vittima il gioco volto a indovinare il passato e il futuro. Trattandosi di un “gioco”, soprattutto quando la vittima non guarda le carte o non ne capisce molto, si può dire che i gradi di libertà sono, più che parecchi, infiniti. Per la cartomante “professionale”, le carte sono oggetto di pura finzione, e le informazioni non vengono apprese dalle carte stesse ma dall’apparenza esterna e interna del cliente e dalla sua reazione alle parole della cartomante. Nemmeno la predizione del futuro avviene tramite la lettura delle carte: il futuro della vittima viene rappresentato in modo tale da poter ottenere il massimo effetto “mercenario” ed è basato sullo studio del carattere della persona interessata.

1 Questo articolo è apparso anche in lingua russa e si intitola «Prostejšie semiotičeskie sistemy i tipologiâ sûžetov», in Trudy po znakovym sistemam, II (Tartu: Tartu University Press, 1965), 106-115.

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Such a method of fortune-telling does not belong in general to scientific study as a sign system because it is susceptible to an infinite number of degrees of freedom and accordingly to infinite probable outcomes. However, it can be of great interest for game theory and for psychologists.

On the contrary, “honest” fortune-telling, which is most prevalent inside a circle of acquaintances and in telling one’s own fortune, is as a rule a rigid system almost devoid of freedom of choice. In this system, each card has one unique meaning that can vary only in strictly stipulated, isolated instances; various nuances of meaning are created only in the context of the entire distribution of cards, as is discussed below. Obviously such a system is elaborated during a centuries-long developmental process in which the most significant and diverse actions and consequences are selected, and in this form it attracts our attention as a system of plots.

I shall take as my example one of the systems of fortune-telling which is widespread in Petersburg-Leningrad1. This system is only one variant of Russian methods of fortune-telling; of course fortune-telling as a “serious” attribute of everyday Iife is now almost extinct in our country, and has been preserved mainly as an amusement.

Depending on the person whose fortune is being told, an appropriate face card is chosen from among the cards; in this system, kings and queens are the only face cards used. In personal, direct fortune-telling, the queen of spades naturally loses validity for ethical reasons, but in indirect, impersonal fortune- telling, it is theoretically possible to utilize the queen of spades, especially if the fortune-teller has grounds for thinking that a woman is a “villainess”.

1 There are a great many systems of cartomancy, and the literature describing the various methods is extremely extensive. We shall mention only a few books in the Russian language: Gadal’nye karty znamenitogo prof. Svedenborga (Moscow, 1859); Gadanie o prošedšem, nastoâŝem i buduŝem (Moscow, 1891); Polnoe rukovodstvo k gadaniû na kartah (Sankt Peterburg, 1912).

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Tale metodo di divinazione non può essere considerato un sistema segnico e di conseguenza un oggetto di studio scientifico poiché suscettibile a un numero infinito di gradi di libertà e quindi di esiti possibili, ma può essere interessante per la teoria del gioco e la psicologia.

Al contrario, la cartomanzia “onesta”, quella praticata tra persone che si conoscono, e l’auto-cartomanzia, di norma costituiscono un sistema rigido, quasi privo di ogni libertà di scelta. In questo sistema, ogni carta ha un unico significato che può variare solo in casi isolati, rigorosamente specificati; le varie sfumature di significato sono create nel contesto della completa distribuzione delle carte. Questo caso verrà esaminato successivamente. Questo sistema ha evidentemente subìto nei secoli un lungo processo evolutivo nel quale sono state selezionate diverse azioni e conseguenze significative. Concentreremo la nostra attenzione su questa forma del sistema in quanto sistema di intrecci.

In qualità di esempio analizzerò uno dei sistemi di divinazione diffuso a Pietroburgo-Leningrado1, uno dei tanti metodi di cartomanzia usati in Russia. La cartomanzia, intesa come attributo “serio” della vita di ogni giorno, nel nostro paese si è quasi estinta; è sopravvissuta intesa meramente come gioco.

A seconda dell’oggetto di divinazione [di cui viene predetto il futuro; N.d.T.] dalle carte figure ne viene scelta una appropriata; nel sistema in questione vengono usate solo le figure del re [K] e della donna [Q]. Nella divinazione personale, diretta, la donna di picche [Q♠] viene esclusa per motivi etici; mentre nella divinazione indiretta, impersonale, soprattutto se il soggetto di divinazione [la persona che interessa all’oggetto o, nel caso dell’autocartomanzia, la persona che la cartomante ha in mente; N.d.T.] è una donna considerata “malvagia”, può essere scelta la donna di picche.

1 Vi sono svariati sistemi cartomantici e la letteratura che descrive i vari metodi è estremamente vasta. Accenniamo solo ad alcuni dei libri in lingua russa sull’argomento: Gadal’nye karty znamenitogo prof. Svedenborga (Mosca, 1859); Gadanie o prošedšem, nastoâŝem i buduŝem (Mosca, 1891); Polnoe rukovodstvo k gadaniû na kartah (Sankt Peterburg, 1912).

9

The following table lists the meanings of the face cards and of the predicate cards that denote a state or action. A deck of thirty-six cards is used in the fortune-telling.

10

Nella tabella riportata di séguito vengono elencati i significati delle carte figure e delle carte predicato, cioè quelle di stato e di azione. [Nella tabella e in tutto il saggio i nomi delle carte verranno abbreviati secondo il sistema usuale: A♣ - asso di fiori, K♠ - re di picche, Q♥ - donna di cuori, J♦ - fante di quadri, 10♣ - 10 di fiori e così via; N.d.T.]. In questo sistema di divinazione si usa il mazzo contenente trentasei carte.

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Suit Denomination

Clubs ♣

Spades ♠

Hearts ♥

Diamonds ♦

Ace (A)

bank (+ K♣ + Q♣ – their house)

blow (+ K♠ + Q♠ – their house)

family house (+ K♥ + Q♥ – their house)

receipt of a letter

King (K)

“financial” (employee, elderly man or widower)

soldier

married man, not old

unmarried person

Queen (Q)

elderly lady or widow (+ K♣ – his lady)

villainess (+ K♠ – his lady)

married woman, not old (+ K♥ – his lady)

girl

Jack (J)

troubles in connection with the bank (+ K♣ + Q♣ – their troubles)

unpleasant, unjust troubles (+ K♠ – his troubles)

domestic troubles (+ K♥ + Q♥ – their troubles)

pleasant, amusing troubles

10

great change

unpleasantness, illness (+ K♠ – interest toward the person)

domestic card

large amount of money

9

change (+ 10♣ – very great change; + K♣ + Q♣ – affectionate attitude toward the person)

unpleasantness, illness (+ 10♠ – very bad; + K♠ + Q♠ – affectionate attitude towards the person; + Q♠ – villainous intent)

domestic love (+ K♥ + Q♥ – their love for someone)

small amount of money (+ 10♦ – very large amount of money)

8

financial conversation

unpleasant conversation (+ K♠ – conversation with him)

domestic conversation

cheerful conversation

7

financial meeting

late meeting (+ K♠ – meeting with him)

quick meeting

cheerful meeting

6

financial journey

long journey

short journey

early, pleasant journey

12

Seme Valore

Fiori ♣

Picche ♠

Cuori ♥

Quadri ♦

Asso (A)

edificio pubblico (+ K♣ e Q♣ – loro casa)

colpo (+ K♠ e Q♠ – loro casa)

casa (+ K♥ e Q♥ – loro casa)

recapito di una lettera

Re (K)

uomo (impiegato) “pubblico”, anziano o vedovo

soldato

uomo sposato, non anziano

uomo celibe

Donna (Q)

donna anziana o vedova (+ K♣ – sua donna)

donna malvagia (+ K♠ – sua donna)

donna sposata, non anziana (+ K♥ – sua donna)

donna nubile

Fante (J)

faccende legate a un edificio pubblico (+ K♣ e Q♣ – loro faccende private)

faccende inutili (spiacevoli) (+ K♠ – sue faccende private)

faccende famigliari (+ K♥ e Q♥ – loro faccende private)

faccende divertenti

10

grande cambiamento

dispiacere, malattia (+ K♠ – interesse per il soggetto)

carta di famiglia

molto denaro

9

cambiamento (+ 10♣ – grande cambiamento; + K♣ e Q♣ – relazione sentimentale con il soggetto)

dispiacere, malattia (+ 10♠ – molto grave; + K♠ e Q♠ – relazione sentimentale con il soggetto; + Q♠ – cattive intenzioni)

affetto tra membri della famiglia (+ K♥ e Q♥ – loro amore per qualcuno)

poco denaro (+ 10♦ – moltissimo denaro)

8

conversazione formale

conversazione spiacevole (+ K♠ – conversazione con lui)

conversazione in famiglia

conversazione divertente

7

incontro formale

incontro successivo (+ K♠ – appuntamento con lui)

incontro imminente

incontro divertente

6

viaggio per scopi non personali

viaggio lontano

viaggio non lontano

viaggio di piacere a breve

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It is evident that as a rule the majority of cards have a single meaning. Only in particular cases do some cards acquire special meanings or nuances, and here context begins to play an essential role.

Cartomancy proceeds in the following manner. Pairs of cards are drawn consecutively from the deck until the card appears that is the basis for the fortune-telling and constitutes the person’s card. The card paired to it is “next to” and “close to” the person. The person’s card (1) is placed in the center, the rest of the cards are gathered into the deck again and reshuffled, and then the cards are laid down. We shall omit the details of laying out the cards as essentially unimportant and shall describe only the result of the distribution. Two cards (2, 3), and then four more (4-7), are placed on the person’s card; they are what the person has “on his heart”. The other cards are arranged in eight groups around the center in the following way:

16, 17 1 18, 19

Nine cards obviously remain outside the distribution; they are discarded and do not take part in the fortune-telling. Cards 8-15 describe the person’s past (“what was”), cards 16-19 describe the present (“what is”), and cards 20-27 describe the future (“what will be”).

22 20, 21

24 23

2, 3

27 25, 26

4, 5, 6, 7

12 11

8, 9 10

14

13, 14 15

È evidente che di norma la maggioranza delle carte ha un solo significato. Solo in casi particolari alcune carte acquisiscono un significato o una sfumatura speciale e il contesto comincia a esercitare un ruolo fondamentale.

La cartomanzia avviene nel modo seguente. Coppie di carte vengono consecutivamente estratte dal mazzo fino quando esce la carta che rappresenta l’oggetto di divinazione. La carta-compagna indica quello che è «accanto» o «vicino» alla persona. La carta dell’oggetto (1) vene collocata al centro, le carte rimanenti vengono di nuovo raccolte nel mazzo, mescolate e distribuite. Ometteremo i dettagli della distribuzione in quanto privi d’importanza essenziale e descriveremo solo i risultati. Due carte (2, 3) e dopo altre quattro (4-7) vengono collocate sopra la carta dell’oggetto e rappresentano quello che l’oggetto «ha nel cuore». Le altre carte vengono collocate in otto gruppi attorno alla carta centrale come segue:

16, 17 1 18, 19

È evidente che nove carte restano escluse dalla distribuzione; queste carte vengono scartate e non partecipano alla divinazione. Le carte 8-15 caratterizzano il passato dell’oggetto («quel che c’era»), le carte 16-19 – il presente («quel che c’è»), le 20-27 – il futuro («quel che ci sarà»).

22 20, 21

24 23

2, 3

27 25, 26

4, 5, 6, 7

12 11

8, 9 10

15

13, 14 15

“Reading” the cards takes place in this sequence: initially the cards that the person has “on his heart” are read (at first 2-3, then 4-7), then come “what was”, “what is”, and “what will be”. The order of the cards within a group can be significant for all groups except the center. The positions of the cards in relation to the center, the person, are important because reading takes place from the center to the periphery in a sequence such as 1-17-16 or 1-(13, 14)-15. The person “acquires” the last card by and through the intermediate card or cards. For example, if card 16 stands for the journey and card 17 is an individual, then the person whose fortune is being told turns out to be on a journey because of this individual; if, on the contrary, 16 is an individual and 17 is the journey, then this individual will come on a journey to the person whose fortune is being told. Clearly the sentences, “a meeting due to money” and “money due to a meeting”, have different meanings. In short, the syntax in reading all eight peripheral groups requires a “direct” order of words from the center to the last card and does not permit inversion. The order of the cards is neutral only in isolated cases; for example, 9♣ + K♣ + Q♣ signify an affectionate attitude toward the person whether they are in extreme or middle position. As a result, a structure is created in which the sum, so to speak, of simple elements generates a complex whole whose overall meaning is changed substantially by varying correlations of elements.

After the reading of the entire distribution of cards comes the divination of “what remains to the person”, what the final result of this or another period of the person’s life will be. It is also possible to make subsequent distributions of the cards on themes such as “what will soothe”, “for you”, “for the home”, and “for the heart”. Only very primitive sentences are created by these divinations, which are limited in number to between three and nine cards, together with the predivination that determines the person’s card by the paired card “next to” it. Therefore we can omit them from consideration without detriment, and henceforth shall only consider the basic distribution of cards.

Reading this distribution generates an entire “history” of the person’s life and thus creates a plot. There are an extraordinarily great, though finite, number of plots.

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La “lettura” delle carte avviene come segue: prima di tutto si leggono le carte «nel cuore» dell’oggetto (prima le 2-3, dopo le 4-7), poi «quel che c’era», «quel che c’è» e «quel che ci sarà». L’ordine delle carte all’interno di ogni raggruppamento può essere significativo per tutti i gruppi a accezione di quello centrale. È fondamentale il posizionamento delle carte rispetto al centro, l’oggetto; la lettura avviene partendo dal centro verso la periferia, cioè in questo ordine: 1→17→16 oppure 1→(13, 14)→15. L’oggetto “acquisisce” la carta esterna tramite la/e carta/e intermedia/e e grazie a esse. Se, per esempio, la carta 16 significa «viaggio» mentre la 17 è una figura, l’oggetto farà a breve un viaggio grazie all’individuo rappresentato dalla figura 17; se invece 16 sta per un individuo e 17 è un viaggio, l’individuo 16 sta per arrivare da lontano verso l’oggetto. È chiara la differenza tra le affermazioni «incontro a causa di denaro» e «denaro a causa di incontro». In breve, la sintassi nella lettura di tutti gli otto gruppi periferici richiede l’ordine “diretto” delle parole, dal centro alla carta esterna, e non ammette inversioni. L’ordine delle carte è neutro solo in casi isolati; per esempio, 9♣ accanto a K♣ e Q♣ sia nella posizione laterale che in quella centrale significa «relazione sentimentale con il soggetto». In séguito si crea una struttura nella quale la somma degli elementi, supponiamo, semplici genera un insieme complesso il cui senso generale cambia notevolmente variando le correlazioni tra gli elementi.

Alla lettura dell’intera distribuzione delle carte segue la divinazione di «quel che resta» all’oggetto, di quale risultato finale del periodo di vita attuale o immaginato lo attende. Sono inoltre possibili le successive distribuzioni delle carte sul tema «quel che conforterà», «per te» [per l’oggetto], «per la casa» [per la famiglia], «per il cuore». Siccome in questi tipi di divinazione, e anche nella fase iniziale in cui dalla carta-compagna della carta dell’oggetto si predice «quel che è accanto», si usa un numero limitato di carte (da 3 a 9) e vengono generate delle frasi primitive, le si può considerare meno rilevanti per la nostra ricerca, quindi ci occuperemo prevalentemente della distribuzione principale.

La lettura di questa distribuzione ci porta a conoscere l’intera “storia” dell’oggetto creando un intreccio. Il numero degli intrecci è estremamente alto, ma finito.

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Even if we disregard the variants generated by the order of the cards within the group and consider only the possibility that cards in the deck have of being the person’s card, or of being in groups like “on the heart”, “what was”, “what is”, or “what will be”, then according to the formula of combinations the number of plots will be equal to 12•1022. Taking into account all the variants arising from diverse arrangements or permutations of cards within each of the peripheral groups, this number must be multiplied yet another one hundred times and becomes twelve septillions or 12•1024. If the three billion inhabitants of the terrestrial globe were each to make a new distribution of cards every minute, they would exhaust all the variants after ten billion years of uninterrupted labor; but it is calculated that the solar system will only last approximately another eight billion years, and certainly people will find themselves more interesting and important pursuits during this period.

Moreover, the enormous number of plots are created by thirty-six cards, a very limited set of signs. Hence arises one of the cardinal questions of the theory of plots, that of the “primary element”. On the basis of the material of folklore and of ancient and medieval literature, the academician A. N. Veselovskij suggested that the primary plot element is the motif, «the simplest narrative unit which responds figuratively to the diverse inquiries of the primitive mind or of everyday observation» (Veselovskij 1940: 500). An eclipse of the sun and abduction of a girl are typical motifs. V. Â. Propp later set himself the goal of creating a complete list of motifs of fairy tales by analyzing one hundred plots from Afanas’ev’s collection of tales. He defined his primary elements more exactly as functions and obtained thirty-one such functions, including “a member of the family leaves home”, “a ban is imposed on the hero”, “a ban is broken”, and so on (Propp, 1968: 25-65). It seems that functions can be divided into even smaller units such as “hero”, “departure”, “ban”, “antagonist”, “deception”, and “struggle”, which would turn out to be at least half as few functions as thirty-one. But the fact remains that such units do not aid us at all in understanding the essence of the fairy tale, for they cannot be freely correlated with each other: to wit,

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Anche se ignoriamo le varianti originate dall’ordine delle carte all’interno del gruppo e consideriamo solo la possibilità che ogni carta del mazzo ha di diventare la carta dell’oggetto, la carta del gruppo «nel cuore», «quel che c’era», «quel che c’è» e «quel che ci sarà», secondo il calcolo combinatorio il numero degli intrecci è approssimativamente pari a 12•1022. Calcolando tutte le varianti derivanti dalla diversa disposizione o permutazione degli elementi all’interno di ogni gruppo periferico, questo numero va ulteriormente moltiplicato per 100 e diventa dodici settime potenze di un milione, cioè 12•1024. Se ognuno dei tre miliardi di abitanti del globo terrestre facesse una nuova distribuzione ogni minuto, si esaurirebbero tutte le varianti in dieci miliardi di anni di lavoro ininterrotto; è stato calcolato però che il sistema solare durerà solo altri otto miliardi di anni e le persone, sicuramente, nel frattempo troveranno di meglio da fare.

Inoltre, questo grande numero di intrecci è creato da sole trentasei carte, un numero molto limitato di segni. Da qui deriva una delle questioni cardinali dell’intrecciologia, quella dell’“elemento primario”. Sulla base del materiale folcloristico e della letteratura antica e medievale, l’accademico A. N. Veselovskij ha supposto che l’elemento primario dell’intreccio sia il motivo, «la più elementare unità narrativa che risponde figurativamente a diverse indagini della mente primitiva o delle osservazioni quotidiane» (Veselovskij 1940: 500). Alcuni dei motivi tipici sono l’eclissi solare e il rapimento della fanciulla. Successivamente V. Â. Propp si era posto l’obiettivo di completare un elenco dei motivi della fiaba attraverso l’analisi di cento intrecci dalla raccolta di fiabe di Afanas’ev. Per essere precisi, ha definito i suoi elementi primari come «funzioni» e ne ha individuate trentuno tra cui: «un membro della famiglia va via di casa», «all’eroe viene posto un divieto», «un divieto viene violato» e così via (Propp, 1968: 25-65). Le funzioni potrebbero essere suddivise ulteriormente in unità ancora più piccole, come «eroe», «partenza», «divieto», «antagonista», «inganno», «lotta» e diventare perciò la metà del numero proposto da Afanas’ev, ma queste unità non facilitano affatto la comprensione dell’essenza della fiaba poiché non possono essere liberamente correlate tra loro, vale a dire:

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the ban is imposed on the hero, and not on the antagonist or donor; the antagonist is precisely the one who is properly punished (the thirtieth function) and not the hero or his helper. Syncretic thought operated by using integral segments that themselves represented short plots and that passed undivided from tale to tale, and therefore further differentiation of Propp’s functions would be senseless.

The increasing complication of life and the emergence of an elemental dialectics in thought led to a more flexible and free correlation in the artist’s consciousness between the separate elements of a function, as well as to the appearance of many completely new elements and functions. It would be very valuable to analyze the process of disassociation of motif-functions into more minute units and the emergence of new motif-functions as it takes place over the course of many centuries; for instance, the plot of Puškin’s Ruslan i Lûdmila could be compared, by using Propp’s method, with traditional fairy tale plots. A characteristic feature of modern literature is the disassociation of motifs into their component parts or submotifs, which enter into free interactions with each other as subjects and predicates. Growth in the number of elements increases proportionally to the number of ties between them, which in turn complicates the structure as a whole. Therefore, attempts to reduce all the diversity of world dramaturgy to three dozen or so plots are naïve (see Polty 1895).

Although the origin of cartomancy dates from extreme antiquity, contemporary cartomantic systems are the fruit of a new era. In them, each card is not a motif or “little plot”, but an element that only generates a plot in conjunction with other elements. In turn, each element or card cannot be divided further, and all thirty-six cards are indivisible elements. It is very difficult to classify these elements without taking into consideration the common division into subjects (face cards) and predicates (actions or states). No hierarchy based on suit or denomination, aesthetic or ethical categories, can be observed in our system. The feebly outlined opposition in face cards between the sexes, and the contrast in suits between old and young, married and unmarried, is entirely absent in predicates. Predicates can be conventionally grouped in twelve categories,

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il divieto è posto all’eroe e non all’antagonista o al donatore; è l’antagonista che viene punito a dovere (la trentesima funzione), non l’eroe o il suo aiutante. Il pensiero sincretico ha agito attraverso segmenti interi che di per sé rappresentavano intrecci brevi che passavano intatti di fiaba in fiaba; di conseguenza un’ulteriore suddivisione delle funzioni di Propp non avrebbe senso.

Le condizioni di vita in peggioramento e la nascita della dialettica spontanea nel pensiero hanno portato a una correlazione più flessibile e libera nella coscienza dell’artista tra i vari elementi di una funzione e inoltre hanno portato alla comparsa di molti elementi e funzioni completamente nuovi. Sarebbe molto utile analizzare il processo di disintegrazione di motivi-funzioni in unità più piccole e la comparsa di elementi nuovi che avviene nel corso di molti secoli; per esempio l’intreccio di Ruslan i Lûdmila di Puškin può essere paragonato, secondo il metodo di Propp, agli intrecci tradizionali della fiaba. Un aspetto caratteristico della letteratura moderna è la disintegrazione dei motivi nelle parti integranti, sottomotivi o soggetti e predicati che entrano in relazioni libere tra loro. La crescita del numero degli elementi aumenta proporzionalmente al numero dei legami tra loro, e questo a sua volta complica la struttura in generale. Sono perciò ingenui i tentativi di limitare tutta la diversità della drammaturgia mondiale a una trentina di intrecci (si veda Polty 1895).

Nonostante le origini della cartomanzia risalgano alla più remota antichità, i sistemi cartomantici contemporanei sono frutto di una nuova epoca. Ogni carta qui non è un motivo o un “piccolo intreccio”, ma un elemento che genera un intreccio se collegato ad altri elementi. Ogni elemento o carta a sua volta non può essere divisa ulteriormente; tutte le trentasei carte sono perciò elementi indivisibili. È molto difficile classificare questi elementi senza prendere in considerazione la suddivisione comune in soggetti (carte figure) e predicati (azioni o stati). Nel nostro sistema è assente ogni suddivisione in base a semi e valori, categorie etiche ed estetiche. La contraddizione poco evidente, nelle carte figure, tra sessi, e il contrasto nei semi tra anziano e giovane, sposato e non sposato è del tutto assente nei predicati. I predicati possono essere formalmente raggruppati in dodici categorie

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and many denominations have a common type of meaning for all or some suits:

1. change;
2. troubles;
3. illness;
4. receiptofmoney; 5. love;

6. family;
7. conversation;
8. meeting;
9. journey;
10. blow;
11.receipt of a letter; 12.sojourn in some house.

These twelve groups of predicates acquire a more specific meaning in context; some groups, at least two, seven, eight, and nine, are four variants of the same meaning. Almost all meanings in group classification are ethically and aesthetically neutral. Figure cards remain neutral as a rule even in the substitution of suits; Q♠ is an exception, but only in the absence of her cavalier, since the auxiliary status of K♠ frees Q♠ from any condemnation or even ethical suspicion. The groups of predicates one, two, six, seven, eight, nine, eleven, and twelve are neutral in themselves. Only four and five convey a clearly positive meaning, while three and ten are negative; due to their uniqueness, as a rule these groups include only one card, or more rarely two cards. Predicates of the majority of groups are evaluated only when their suit and value are specified, as in unpleasant troubles (J♠), amusing troubles (J♦), unpleasant conversation (8♠), cheerful conversation (8♦). It turns out that the second part of a card’s conventional meaning, its value or denomination, designates, as it were, the state or action itself, while the first part, its suit, introduces something qualitative, evaluative, or attributive.

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e molti valori hanno lo stesso significato per tutti i semi o per alcuni:

1. cambiamento,
2. faccende,
3. malattia,
4. riscossionedidenaro, 5. amore,

6. famiglia,
7. conversazione,
8. incontro,
9. viaggio,
10. colpo,
11.recapito di una lettera, 12.permanenza in un edificio.

Questi dodici gruppi di predicati acquisiscono un significato più specifico nel contesto; alcuni gruppi – il secondo, il settimo, l’ottavo e il nono – sono le quattro varianti dello stesso significato. Quasi tutti i significati nella classificazione di gruppo sono eticamente ed esteticamente neutrali. Normalmente le carte figure restano neutrali nonostante il significato generale del seme: la donna di picche ne è l’eccezione solo quando il suo “cavaliere” è assente dato che la posizione “ufficiale” di K♠ libera Q♠ da qualsiasi condanna o sospetto di carattere etico. I gruppi dei predicati uno, due, sei, sette, otto, nove, undici e dodici sono neutri. Soltanto il quattro e il cinque esprimono un significato chiaramente positivo, mentre il tre e il dieci sono negativi; e proprio grazie alla loro unicità questi gruppi comprendono di solito solo una o al massimo due carte. I predicati della maggioranza dei gruppi diventano positivi o negativi a seconda del seme e del valore: faccende spiacevoli (J♠), faccende divertenti (J♦), conversazione spiacevole (8♠), conversazione divertente (8♦). Risulta che la prima parte della denominazione convenzionale della carta – il suo valore – significa lo stato, l’azione, invece la seconda parte – il seme – introduce una caratteristica qualitativa, valutativa o attributiva.

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However, it is significant that a number of predicates do not specify a precise meaning even with substitution of suit and value; a long journey or financial meeting tell us nothing or almost nothing by themselves. This pertains particularly to 10♣ and 9♣, which constitute group one of predicates. “Change” is such a broad term that in fact it embraces all the other groups of predicates, any of which introduces change into the person’s life. It would surely be tempting to adopt an order of reading that passes from the less informative to the more informative cards, for instance from 10♣ to A♠ or 9♦1, but in our system the amount of information conveyed by a card does not influence the order of reading. Possibly, therefore, “change” should not be considered as including all the other signs of the system, but rather all the rest of the possible predicates not contained in the table of meanings. Strictly speaking, it is impossible to measure abstractly a relative amount of information or even to establish a hierarchical scale, since the informational meaning of a card can increase considerably in any specific context; and moreover, the person whose fortune is being told, whether a listener or viewer of the process of distribution and reading, could experience various subjective reactions to any card. For a certain person, a card that in context is more informative may prove to be far less quantitatively and qualitatively informative than a supposedly rather uninformative card, and vice versa. As in perceiving a work of art, subjective associations cannot be avoided, and therefore several, if not an infinitely great number, of referential variants can correspond to the sign’s meaning. But also as in art, there exists none the less an objective system of rudimentary symbols that can be transcribed by “formulae” (the cards’ conventional signs), by distribution in a quadrant, or more conveniently,

1 For example, this is how M. I. Lekomceva and B. A. Uspenskij describe the system known to them, in «Gadanie na igral’nyh kartah kak semiotičeskaâ sistema», 86.

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Tuttavia è significativo che alcuni predicati non specifichino né generalizzino il significato neanche nel caso della sostituzione del seme o del valore; un viaggio lontano o un incontro formale di per sé non ci dicono niente o quasi niente. Questo riguarda in particolar modo 10♣ e 9♣, facenti parte del primo gruppo di predicati. «Cambiamento» è un termine talmente vasto che in effetti comprende tutti gli altri gruppi di predicati, ognuno dei quali introduce un cambiamento nella vita dell’oggetto. Sarebbe sicuramente stato allettante adottare un ordine di lettura tale da analizzare le carte meno informative prima di quelle più informative, partendo per esempio da 10♣ per arrivare a A♠ o 9♦1, ma nel nostro sistema di divinazione la quantità d’informazioni contenute in una carta non influisce sull’ordine di lettura. È probabilmente per questo motivo che la categoria «cambiamento» non va considerata un contenitore di tutti gli altri segni del sistema, ma piuttosto tutti gli altri possibili predicati vanno esclusi dalla tabella dei significati. A rigor di termini, è impossibile misurare in modo astratto una quantità relativa di informazioni o anche stabilire una scala gerarchica, poiché il significato informativo di una carta può diventare considerevolmente più intenso in un contesto specifico; e inoltre l’oggetto di divinazione, essendo un ascoltatore o uno spettatore del processo di distribuzione e di lettura, può sperimentare diverse reazioni soggettive a qualunque carta. Una carta più informativa nel contesto può risultare per una persona quantitativamente e qualitativamente molto meno informativa di quanto non lo sia una carta presumibilmente poco informativa e viceversa. Così come nella percezione di un’opera d’arte una persona non può evitare associazioni soggettive, così al significato di un segno possono corrispondere diversi, se non innumerevoli, varianti referenziali. Tuttavia, esattamente come nell’arte, esiste un sistema oggettivo di simboli univoci che può essere trascritto da “formule” (denominazioni convenzionali delle carte) o attraverso la distribuzione in un quadrante o, più comodamente,

1 Per esempio, è così che M. I. Lekomceva e B. A. Uspenskij descrivono un sistema che gli è noto, in «Gadanie na igral’nyh kartah kak semiotičeskaâ sistema», 86.

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by an “unraveled” line that retains the order of reading cards by groups and arranges the cards within each group in the order in which they should be read. Here, for example, is the transcription of a distribution, showing the card of the person whose fortune is being told (Q♥) and separating the groups within each temporal stratum with semicolons: Q♥, on her heart 7♥, 6♣; J♠, J♣, 10♥, A♦, what was K♠, A♥, 6♠; 7♣, 8♠; K♣, 9♦, 8♣, what is A♣, K♦; 9♥, K♥, what will be 7♦, 10♦, 8♥; 6♥, J♦; Q♠, A♠, 7♠.

Thus we can describe the plot of cartomancy conventionally and unambiguously, as with a game of chess, so that any reader can interpret its factual and emotional details. It is far more difficult to analyze the plots of works of art. A writer writes down a complete text by drawing upon the enormous reservoir of poetic vocabulary and saturates it with his ideas, emotions, and associations. The subsequent inclusion of the reader’s subjectivity is wholly natural and analogous, though also more complex, to reading the distribution of the cards. Here “formulization” does not entail a simple ruling of a table into four suits by nine denominations, with inscription of the corresponding meanings of the cards, but rather an extremely difficult examination of how to elaborate the very principles of classification. Some principles will be needed by the researcher interested in plot syntax, plot grammar, and the dialectics of correlating plot elements; other principles will be needed by the historian of plots. Special scales must be created in each instance, and we literary scholars unfortunately do not yet possess a “Mendeleev’s table” of plots. The necessity of creating such tables during the next few years hardly needs to be demonstrated1.

1 True, there are still opponents of typology in literary scholarship in general who say that it destroys the specificity and unique individuality of artwork and writer. For some reason they do not protest against the classification, let us say, of characters in psychology or of types in anthropology. In those cases, systematics obviously does not suppress the distinctiveness of individuals. But why then is it contraindicated in literary scholarship?

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in forma “dettagliata”, in una linea che mantiene l’ordine di lettura delle carte per gruppi e dispone le carte all’interno di ogni gruppo secondo l’ordine in cui vanno lette. Qui di seguito, per esempio, è riportata la trascrizione di una distribuzione in cui gli strati temporali vengono contrassegnati e divisi da parentesi di diversa forma: «nel cuore» – {}, «quel che c’era» – <>, «quel che c’è» – [], «quel che ci sarà» – (). I gruppi all’interno di ogni stato possono essere separati da punto e virgola. La carta dell’oggetto verrà contrassegnata dal corsivo. La trascrizione risulta quindi: Q♥ {7♥, 6♣; J♠, J♣, 10♥, A♦}, <K♠, A♥, 6♠; 7♣, 8♠; K♣, 9♦, 8♣>, [A♣, K♦; 9♥, K♥], (7♦, 10♦, 8♥; 6♥, J♦; Q♠, A♠, 7♠).

È quindi possibile descrivere l’intreccio della cartomanzia in modo convenzionale e univoco, come nel gioco degli scacchi, in modo che ogni lettore possa interpretare i suoi dettagli fattuali ed emotivi. È molto più difficile invece analizzare gli intrecci di un’opera letteraria. Il processo di stesura dell’opera richiede l’uso del vasto vocabolario poetico e contiene idee, emozioni e associazioni dell’autore. Vi si aggiunge naturalmente l’interpretazione soggettiva del lettore, in un modo analogo alla lettura delle carte, ma assai più complesso. Qui la “formulizzazione” non si limita a tracciare una tabella con quattro colonne per i semi e nove per i valori e a compilarla con i corrispettivi significati delle carte, ma consiste piuttosto in uno studio estremamente difficile per elaborare i princìpi stessi di classificazione. Un ricercatore interessato alla sintassi, alla grammatica dell’intreccio, alla dialettica delle relazioni tra gli elementi dell’intreccio, usa princìpi diversi da quelli applicati da, supponiamo, uno storico dell’intrecciologia. In ogni caso sarà necessario creare una tabella diversa. Noi studiosi di narratologia purtroppo non disponiamo ancora di una “tavola periodica di Mendeleev” degli intrecci. Il fatto che simili tabelle dovranno essere create nei prossimi anni è indubbio1.

1 È vero che esistono ancora critici di tipologia generale nella narratologia secondo i quali la tipologia distrugge la specificità e l’individualità irripetibile di un’opera d’arte o di uno scrittore. Per una strana ragione non protestano contro la classificazione, diciamo, di caratteri in psicologia o di tipi in antropologia. In quei casi la sistematica, evidentemente, non reprime la particolarità degli individui. Ma per quale ragione allora è controindicata per la narratologia?

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Comparative study of literatures, epochs, writers, and schools is greatly impeded by the lag in plot analysis, and plot theory remains in a petrified state although there is more than sufficient preliminary material. Researchers of literary plots could already be profiting from the services of contemporary computers1, but they cannot do so until a rigorous and exact system of classification is elaborated.

Plot analysts can be aided by plot systems already in existence, such as the cartomantic system that we have examined. Except for simple systems like the detective story (see Ŝeglov: 153-155; Revzin 1964: 38-40), the literary scholar does not treat two or three dimensions like the fortune-teller’s suit, denomination, and time group, and thus we must create multidimensional tables. But the main dimensions of the cartomantic system enter into literary scholarship as a particular case. Denomination, conventionally speaking, remains a principal dimension for the literary scholar and fabulist, and includes persons, actions, and states as well as the grouping of topics and concepts. Suit is analogous to a plot-table of distinctive traits and evaluations that are ethical-aesthetic and qualitative. This series is particularly important so that we can transmit in our formulae evaluations by the author of the events and characters he has depicted. Scales of time and space are also possible. In the cartomantic system, the majority of “circumstantial” categories of place, cause, and effect, are expressed by the predicates themselves; in literary scholarship, they can be included in the scales of actions and states, or of topics and concepts, by adding categories such as time and purpose.

To be sure, a limited set of signs threatens to impoverish the diversity of plot connections and meanings, and hence our task is to discover units that would reflect in totality all the essential features necessary for this research. Even the most detailed plot formula

1 The broad dissemination of teaching and examining machines during the next few years will render the problem of the “formulization” of plots even more acutely urgent.

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Lo studio comparato di letterature, epoche, scrittori e correnti è fortemente ostacolato dall’arretratezza dell’intrecciologia; la teoria dell’intreccio si trova in uno stato pietrificato nonostante il materiale preliminare sia più che sufficiente. Gli studiosi degli intrecci narrativi avrebbero già potuto servirsi dei computer contemporanei1, ma questo non sarà possibile finché non sarà elaborato un sistema rigido ed esatto di classificazione.

D’aiuto agli intrecciologi può essere il sistema degli intrecci esistente, in particolar modo il sistema di cartomanzia che abbiamo analizzato nel presente saggio. A eccezione dei sistemi semplici, come quello di un giallo (si veda Ŝeglov: 153-155; Revzin 1964: 38-40), il narratologo non si accontenta di due o tre dimensioni come il seme, il valore, e il gruppo temporale nel presente sistema di divinazione, ma necessita di una tabella pluridimensionale. Ma le principali dimensioni del sistema cartomantico fanno parte di questa tabella come caso particolare. Il valore resta la dimensione principale per il narratologo-fiabista e comprende oltre alle figure e alle azioni-stati la categoria di cose e concetti-idee. Nella tabella degli intrecci, al posto della categoria dei semi, compare la categoria del tratto distintivo e della valutazione, ossia la categoria etico-estetica e qualitativa. Questi criteri sono fondamentali soprattutto per trasmettere con le nostre formule la valutazione che l’autore dell’opera attribuisce agli eventi e ai personaggi. Sono possibili anche i criteri del tempo e dello spazio. Nel sistema della cartomanzia la maggior parte delle categorie “circostanziali” di luogo, causa ed effetto sono espresse dai predicati stessi; e possono far parte delle categorie di stati-azioni o cose-concetti insieme alle categorie di tempo e scopo.

È chiaro che una sequenza limitata di segni rischia di impoverire la diversità dei legami e dei significati dell’intreccio, ed è proprio questa la difficoltà: trovare unità capaci di riflettere nella sua totalità tutti gli aspetti essenziali per questo studio. Persino la formula dell’intreccio più dettagliata non

1 La grande diffusione di macchine-insegnanti e macchine-esaminatori dei prossimi anni renderà ancora più attuale il problema della “formulizzazione” degli intrecci.

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can certainly never take the place of the text itself in its entirety as a work of art, just as no opus of literary scholarship can become a substitute for the object being examined. When the necessary methods of “segmentation” have been elaborated, a reliable system of classification will be created rapidly by means of dichotomies and antinomies.

Twentieth-century literature, which is exceptionally allusive, associative, and often both metaphorical and metonymical, makes ciphering very complex. Metaphors and metonyms do not in themselves create insuperable difficulties, for what is implied can be given in brackets or as a denominator or denominators. It is immeasurably more difficult to show with formulae the meaning of an entire, complex system in which the terms receive a somewhat or totally new meaning not according to the ordinary rules known to the reader (as when Q♠ acquires various meanings in different contexts) but according to some utterly peculiar movements of authorial thought. The new meaning in such a system does not arise automatically from the context, but requires special designation and can consist either of an addition to the sum of existing terms or of a partial or total replacement of existing terms by something new. The problem of how complex structures arise from simple elements is of special interest to the analyst of plot grammar, who must create special signs to describe the different modes of interrelation between the elements, by using L. Hjelmslev’s linguistic “algebra”, for instance (Hjelmslev 1960: 264-389).

Many questions remain to be resolved. The researcher encounters extraordinary difficulty in attempting to reflect extratextual connections with the text in formulization of poetic plots. The problem of the detail and criteria of proportion for ciphering the plot in each specific research method must be considered attentively, along with a dozen great and small problems that are the urgent tasks of the immediate future. In conclusion, we must point out to those who would discredit our approach that formalization in general, the mathematization of literary processes for the purpose of more exact, conclusive analysis, has nothing in common with

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potrà mai sostituire il testo nel complesso in quanto opera d’arte, così come nessuna opera letteraria potrà sostituire l’oggetto dello studio. Nel momento in cui verranno elaborati i necessari metodi di “segmentazione”, verrà creato rapidamente un sistema compatto di classificazione tramite dicotomia e antinomia.

La letteratura del Novecento, straordinariamente allusiva, associativa e spesso sia metaforica che metonimica, rende la cifratura molto complessa. Metafore e metonimie di per sé non creano difficoltà irrisolvibili poiché le informazioni sottointese possono essere rese tra parentesi o sotto forma di denominatore/i. Il compito di gran lunga più difficile è esprimere il senso di un sistema intero, complesso, nel quale i componenti acquisiscono qualcosa di nuovo, un significato completamente diverso e non secondo le regole usuali che il lettore conosce (ne è un esempio Q♠, che acquisisce significati diversi nei contesti diversi), ma secondo un ordine particolare del pensiero dell’autore. Il significato nuovo in tale sistema non deriva automaticamente dal contesto, ma richiede una designazione speciale e può consistere sia nell’aggiunta alla somma dei termini esistenti sia nella sostituzione totale o parziale di termini esistenti con qualcosa di nuovo. Il problema dell’origine di strutture complesse da elementi semplici interessa in modo particolare lo studioso nel campo della grammatica dell’intreccio il quale deve creare segni speciali per descrivere diversi metodi di interrelazione tra gli elementi, con l’aiuto, per esempio, dell’“algebra” linguistica di L. Hjelmslev (1960: 264-389).

Vi sono ancora tanti problemi da risolvere. Lo studioso il cui cómpito sarà quello di raffigurare i legami extratestuali con il testo e di “formulizzare” gli intrecci poetici, si troverà di fronte a un’enorme difficoltà. Sarà necessario valutare attentamente il problema del dettaglio e dei criteri di proporzione per cifrare l’intreccio per ogni metodo di ricerca. Nel prossimo futuro dovranno essere risolte questa e altre decine di difficoltà maggiori o minori. Per concludere, facciamo notare ai possibili critici del nostro approccio che la formalizzazione in generale e la matematizzazione di processi letterari allo scopo di un’analisi più esatta, conclusiva, non ha niente in comune con il

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formalism. The scholar will not operate according to our method by using “naked form”, but by employing the elements that are most rich in content, whether it is a matter of analyzing plot, style, or any other category or aspect. This mathematization should aid literary scholarship by opposing scientific analysis to the unsubstantiated talk of subjectivists of all kinds. «Thought, in rising from the concrete to the abstract, does not deviate from the truth if it is correct … but approaches it. … all scientific (correct, serious, nonabsurd) abstractions reflect nature more profoundly, truthfully, completely» (Lenin 1936: 166).

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formalismo. Lo studioso non dovrà applicare il nostro metodo usando la “nuda forma”, ma gli elementi ricchi di contenuto, che si tratti di analisi dell’intreccio, dello stile o di qualunque altra categoria o aspetto. Questa matematizzazione deve contrapporre l’analisi scientifica precisa alle chiacchiere non comprovate dei soggettivisti. «Il pensiero che parte dal concreto per arrivare all’astratto non si discosta, se è corretto [...], dalla verità, ma ci si avvicina [...]. Tutte le astrazioni scientifiche (corrette, serie, non assurde) riflettono la natura in modo più profondo, realistico e completo» (Lenin 1936: 166).

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Chapter 7

Language as a Sign System and the Game of Chess1.

I. I. Revzin

Language is a system that has its own arrangement. Comparison with chess will bring out the point. In chess, what is external can be separated relatively easily from what is internal. The fact that the game passed from Persia to Europe is external; against that, everything having to do with its system and rules is internal. If I use ivory chessmen instead of wooden ones, the change has no effect on the system; but if I decrease or increase the number of chessmen, this change has a profound effect on the “grammar” of the game.

F. de Saussure 1.1 It will be beneficial for the development of semiotic theory to pursue Saussure’s analogy (Saussure 1933: 45). This is all the more timely because cybernetic model-building has encountered fundamental difficulties in relation not only to the game of chess but to linguistic tasks such as machine translation, apparently for similar reasons: in both cases man essentially uses his intuition, while model-building in terms of complete mastery has been

unsuited to solving such problems.

1.2. We have proposed the following comparisons on the basis of structural, not external, traits. It would have been possible in particular to regard the chess match as a dialogue or even an argument, in which each pair of sentences is linked by an adversary relationship, but we do not do this.

1 This article also appeared in Russian as «K razvitiû analogii meždu âzykom kak znakovoj sistemoj i igroj v šahmaty» in Tezisy dokladov IV Letnej školy po vtoričnym modeliruûŝim sistemam: 17-24 avgusta 1970. (Tartu: Tartu University Press, 1970), 177-185.

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Capitolo 7

La lingua come sistema di segni e il gioco degli scacchi1.

I. I. Revzin

La lingua è un sistema che conosce soltanto l’ordine che gli è proprio. Un confronto col gioco degli scacchi farà capire meglio tutto ciò, poiché in tale caso è relativamente facile distinguere ciò che è esterno da ciò che è interno: il fatto che il gioco sia passato dalla Persia in Europa è d’ordine esterno, ed è interno, al contrario, tutto ciò che concerne il sistema e le regole. Se sostituisco dei pezzi in legno con dei pezzi in avorio il cambiamento è indifferente per il sistema: ma se diminuisce o aumenta il numero dei pezzi, questo cambiamento investe profondamente la “grammatica” del gioco.

F. de Saussure 1.1 Per lo sviluppo della teoria semiotica sarebbe utile continuare l’analogia di Saussure. È attuale tanto più che la modellizzazione computerizzata non solo del gioco degli scacchi ma anche di processi linguistici, la traduzione automatica per esempio, ha riscontrato alcune fondamentali difficoltà per ragioni evidentemente simili: in entrambi i casi l’uomo usa molto la propria intuizione, mentre la modellizzazione con il calcolo

completo delle mosse possibili è inadatta per risolvere queste difficoltà.

1.2 I raffronti riportati in seguito sono basati su fattori strutturali, non esterni. In particolare si sarebbe potuto considerare la partita a scacchi un dialogo o una discussione in cui in ogni coppia di proposizioni c’è un nesso di carattere avversativo, ma non lo facciamo.

1 Questo articolo è apparso anche in lingua russa e si intitola «K razvitiû analogii meždu âzykom kak znakovoj sistemoj i igroj v šahmaty» in Tezisy dokladov IV Letnej školy po vtoričnym modeliruûŝim sistemam: 17-24 avgusta 1970. (Tartu: Tartu University Press, 1970), 177-185.

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If the 2.12. move in the chess match is compared below with the lexical morpheme, the smallest significant unit in the sentence, this is not done in order for a sentence to be considered as a gradual, “move by move”, accumulation of morphemes either clarifying or negating the meaning of the preceding sentence (Hockett 1961: 220-236) – this is a very common notion – but in order for these elements to occupy a similar position in the structure of the whole.

1.3. Comparing a chess match with dialogue is only useful when we are involved in both cases with two participants who are alternately active and passive and who pursue a definite goal: winning at chess or achieving understanding in the act of communication. Achieving understanding is considered somehow self-evident, but in fact the participants have to overcome a substantial amount of “noise” having to do with nonconvergence of their semantics and nonconvergence of their grammar and phonology, which is also theoretically possible1. Moreover, situations are possible in which the speaker deliberately tries to conceal his meaning. This stance brings him closer to the position of the chess player, who as a rule tries to hide the meaning of a move, although in chess as well there are quite a few moves whose meaning is obvious to the other participant. Thus we are concerned with goal-directed activity in both objects of study; let us now examine the means of achieving the goal.

2.0. We shall consider both objects of study as structures, collections of elements with fixed relations between them.

1 See following pages.

36

Se la mossa 2.12. nella partita a scacchi è paragonata a un morfema lessicale, unità minima della proposizione significativa, lo si fa non perché una proposizione sia considerata un accumulo graduale, “mossa per mossa”, di morfemi che chiarificano o cancellano il senso della proposizione precedente (Hockett 1961: 220-236) – un’opinione molto diffusa – ma perché questi elementi occupano posizioni vicine nella struttura dell’insieme.

1.3. Il confronto di una partita di scacchi con il dialogo è utile solo se disponiamo in entrambi i casi di due partecipanti passivi e attivi a rotazione e che perseguono uno scopo preciso: vincere nel gioco e farsi comprendere nell’atto di comunicazione. Farsi comprendere è considerato un fattore evidente; in realtà i partecipanti devono superare una considerevole quantità di “rumore” causato dalla divergenza tra le loro abitudini semantiche e, teoricamente è possibile, grammaticali e fonologiche1. Inoltre, possono esservi casi in cui un parlante nasconda di proposito le proprie intenzioni. Tale atteggiamento si avvicina a quello dello scacchista che cerca di solito di mascherare il senso di una mossa, nonostante negli scacchi vi siano molte mosse il cui significato è ovvio all’altro giocatore. In entrambi gli oggetti di studio dunque siamo di fronte a un’attività finalizzata; cerchiamo ora di esaminarne gli strumenti per raggiungere lo scopo.

2.0. Prenderemo in considerazione entrambi gli oggetti di studio come strutture, insiemi di elementi con interrelazioni fisse.

1 Si veda le pagine successive.

37

2.1 Elements.

Chess

Language

2.1. The square.

2.1. Some nonsign background.

2.1.1. A very small set of pieces, sixteen in all, of which six are different. The first significant elements are

2.1.1. A very small set of auxiliary morphemes: affixes, inflections, grammatical prepositions, and in generaI “empty words”.

2.1.2. a finite number, however large, of moves, i.e., of three elements: initial position, new position, chess piece. The move has a very broad meaning which is realized differently each time in

2.1.2. The first significant element is the lexical morpheme; there is a finite number, however large, of morphemes. It is still a potential meaning which is realized in the elements of

2.1.3. a finite number of configurations of pieces, each of which is characterized by its own traits: pawn chain, center, copula, weak point, squares of a given color, opposition, check, zugzwang, etc. The number of such traits is finite; from these configurations is formed

2.1.3. a finite set of words, each of which is characterized by a finite set of traits (Revzin 1969: 63-74): the word’s differential traits, semes, and semantic valences. From these words is formed

2.1.4. an infinite set of positions: the arrangement of all the pieces on the chessboard at a given moment of time t. The positions can be divided into correct and incorrect positions; it is impossible to arrive at an incorrect position by a correct play from initial position. There is an intermediate class of positions that can only be arrived at by completely ignoring the game’s principles and that are meaningless from the standpoint of the player’s practice but not from that of the theoretician.

2.1.4. an infinite set of sentences, which can be subdivided into sentences that are correct, incorrect, and an intermediate class.

2.1.5. Match

2.1.5. Text

2.1.6. Outcome: winning, draw, losing

2.1.6. Understanding, incomplete understanding, lack of understanding

38

2.1. Elementi.

Scacchi

Lingua

2.1.0. Scacchiera

2.1.0. Un contesto non semiotizzato

2.1.1. Un numero molto piccolo di pezzi, sedici in tutto, ma solo sei tipi diversi. I primi elementi significativi sono:

2.1.1. Un numero molto piccolo di morfemi ausiliari: affissi, flessioni, preposizioni grammaticali e “parole vuote” in generale.

2.1.2. un numero finito, ma grande, di mosse, cioè di tre elementi: posizione iniziale, nuova posizione, pezzo. La mossa ha un significato molto generale che si attualizza ogni volta in modo diverso con

2.1.2. La prima unità significativa è il morfema lessicale; vi è un numero finito, ma grande, di morfemi. È anche il significato potenziale attualizzato negli elementi

2.1.3. un numero finito di configurazioni di pezzi, ognuna di quali è caratterizzata dai tratti particolari: catena di pedoni, centro, copula, punto debole, case di un certo colore, opposizione, scacco, zugzwang ecc. Il numero di questi tratti è finito: da queste configurazioni si formano

2.1.3. della quantità finita di parole, ognuna caratterizzata da una quantità finita di tratti (Revzin 1969: 63-74): tratti differenziali di parole, semi e valenze semantiche. Da queste parole si forma

2.1.4. innumerevoli posizioni (la disposizione di tutti i pezzi sulla scacchiera in un tempo t). Le posizioni possono essere suddivise in posizioni corrette e scorrette; è impossibile giungere a una posizione scorretta con un gioco corretto dalla posizione iniziale. Esiste una classe intermedia di posizioni alle quali si può arrivare ignorando completamente i princìpi di gioco, ma le quali sono prive di significato, secondo il punto di vista dello scacchista ma non del ricercatore.

2.1.4. un’infinita quantità di proposizioni, che possono essere suddivise in corrette, scorrette e di una classe intermedia.

2.1.5. Partita

2.1.5 Testo

2.1.6. Risultato: vincita, patta, perdita

2.1.6. Comprensione, comprensione incompleta, incomprensione

39

2.2. Relations.

Chess

Language

2.2.1. The interaction between the pieces: the correlation between the strength and number of attacking and defending pieces, “the coefficient of tension” in the main zones of play, the saturation of valence1

2.2.1. Syntagmatics: valent connections between words

2.2.2. Recollection of previous moves, for instance in connection with the rule about threefold repetition of a position, and especially of possible future positions. The question is not so much that of the positions themselves as of their configurational traits. (See 2.1.3.)

2.2.2. Paradigmatics: recollection of connections between words and sentences not present in the text

2.2.3. A specific instance of the preceding is the relation between abridging the position and isolating support configurations: the pawn backbone, open lines, pawn superiority on the flank, bishops of opposite colors, etc. Ability to abridge the position makes it possible to foresee the situation for many moves in advance, which is not possible with a full set of pieces.

2.2.3. Abridging sentences to initial words, usually to the predicate, is a special type of relation in a sentence, as is abridging each dependent cluster to a single word, usually a pronoun. This abridgment makes it possible to reduce all the diverse formations of the sentence to a finite number of equivalent classes, and thus, according to Donald Michael’s theorem, to conceive of language as the product of a finite automaton.

2.3. Operations.

Applying the relations mentioned in 2.2. and other possible relations in order to achieve an objective makes it possible to speak of combinations of relations.

1 The valence of a chess piece means the number of squares that it can attack; the valence is saturated if sufficiently valuable pieces of the opponent stand on these squares. From our viewpoint, it was precisely valences that were formalized in previously proposed models of the game of chess.

40

2.2. Relazioni.

Scacchi

Lingua

2.2.1. Interazione tra pezzi: correlazione tra potenza e numero di pezzi che attaccano e/o si difendono, “coefficiente di tensione” nelle principali aree di gioco, saturazione della valenza1.

2.2.1. Sintagmatica, ossia legami valenti tra le parole

2.2.2. Memoria delle mosse precedenti, in relazione alla regola della triplice ricorrenza della posizione, e soprattutto delle possibili posizioni future. Non si tratta tanto delle posizioni stesse quanto delle loro caratteristiche configurazionali (si veda 2.1.2.).

2.2.2. Paradigmatica, ossia la memoria dei legami assenti nel testo tra parole e proposizioni.

2.2.3. Il caso specifico dell’affermazione precedente è la relazione tra la circoscrizione della posizione e l’individuazione delle configurazioni d’appoggio: catene di pedoni, posizioni aperte, superiorità dei pedoni sul fianco, alfieri di colore contrario, ecc. La capacità di circoscrivere la posizione permette di prevedere la situazione per molte mosse future, ciò che è impossibile fare attraverso il calcolo completo delle mosse possibili.

2.2.3. Un tipo specifico delle relazioni nella proposizione è la relazione tra la circoscrizione della proposizione alle parole iniziali, solitamente in funzione di predicato, e nel contempo la circoscrizione di ogni gruppo dipendente a una singola parola, solitamente al pronome. Questo permette di limitare la moltitudine di componenti di una proposizione a un numero finito di classi equivalenti e di conseguenza, in base al teorema di Colin Mayhill, di concepire il linguaggio come generato da un meccanismo finito.

2.3. Operazioni.

L’applicazione delle relazioni menzionate nel 2.2 (e non solo) per raggiungere l’obiettivo permette di parlare dell’insieme di operazioni.

1 Per «valenza» di un pezzo si intende il numero delle case che essa può attaccare; la valenza è saturata se su quelle case sono esposti pezzi importanti dell’avversario. Dal nostro punto di vista sono proprio le valenze a essere state formalizzate nei modelli precedenti del gioco degli scacchi.

41

Chess

Language

2.3.1. “Tactics”: making a decision on the basis of logical reasoning, (“calculation”, as chess players say) or on the basis of traits of type 2.1.3.

2.3.1. Ascertaining meaning by means of transformational analysis = logical deduction, or with the support of the differential traits of words.

2.3.2. “Strategy”: ascertaining a position’s strong elements by means of mental abridgment (See 2.2.3).

2.3.2. Ascertaining the phrase’s structural skeleton by means of abridgment (See 2.2.3).

Note. At this point it can be shown that the comparison works precisely the other way around, for while in chess “strategy” is most important, in linguistic analysis preference is given to the equivalent of “tactics”, as in the characteristic distinction between “deep” and “surface” structure. However, it appears that both types of operations are equally important in their respective instances.

3. Let us now analyze the types of rules applied to our objects of comparison.

3.1. First and foremost, there are rules that constitute the system itself; it is precisely these that Saussure had in mind, at least as applied to chess.

Chess

Language

Rules determining the possible moves for each piece in certain configurations

Rules determining the use of auxiliary morphemes given the sentence’s structural meaning

Forbidden

Permitted

Forbidden

Permitted

It is prohibited, for example, to pIace the king on a threatened square.

All the remaining rules

Violation of certain types of grammatical agreement

Usually a rule has this form: to express such – and- such a meaning it is permitted to use one or another format.

42

Scacchi

Lingua

2.3.1 “Tattica”: arrivare a una decisione basandosi sul ragionamento logico (o «calcolo» come dicono gli scacchisti) oppure sui tratti del tipo 2.13.

2.3.1. Accertamento del senso attraverso l’analisi trasformazionale (inferenza logica) o l’appoggio sui tratti distintivi di parole.

2.3.2. “Strategia”: accertamento degli elementi fondamentali della posizione attraverso la circoscrizione dei pensieri (si veda 2.2.3).

2.3.2. Accertamento della struttura della frase attraverso la circoscrizione (si veda 2.2.3).

Nota. A questo punto è possibile dimostrare che il raffronto si verifica esattamente “al contrario” dato che nel gioco degli scacchi la “strategia” è più importante, mentre nell’analisi linguistica la preferenza viene attribuita alla “tattica” (per esempio nella distinzione tipica tra struttura “profonda” e “superficiale”). Nonostante ciò entrambi i tipi di operazioni sono importanti per entrambi gli oggetti in questione.

3. Passiamo all’analisi dei tipi di regole applicabili agli oggetti confrontati.

3.1. Innanzitutto, esistono regole che costituiscono il sistema stesso; è proprio queste regole che intendeva Saussure, se dovessimo applicarle al gioco degli scacchi.

Scacchi

Lingua

regole che determinano le possibili mosse per ogni pezzo in date configurazioni

regole che determinano l’utilizzo dei morfemi ausiliari avvalendosi del significato strutturale prestabilito della proposizione.

Proibito

Permesso

Proibito

Permesso

è proibito per esempio posizionare il re sulla casa a rischio

tutte le altre regole

violare certi tipi di concordanze

solitamente la regola ha la seguente forma: per esprimere un certo significato è permesso usare un certo formante

43

Note. “Agreement” means a rule for connecting auxiliary morphemes. The regimen governing the connection between the auxiliary morphemes of one word and the lexical morphemes of another generally does not possess a very high degree of interdiction.

3.2. Another type of rule is aimed at achieving the maximum effect within a given system. These rules can be divided into two groups.

3.2.1. Rules of a general nature, i.e., general organizational principles for the text or match.

Chess

Language

Principles for the development of pieces, i.e., “one piece is not moved twice in the opening”; for capturing the center in the opening; or for the movement of pawns opposite which there are no hostile pieces in the endgame.

Ivanov’s postuIate (Ivanov 1963: 156-178) about the inadmissibility of different objects’ having an identical meaning within a single situation; the principle of the availability of common semes, “supplementary valence”; in words which are directly linked syntactically or in a more general form, the principle of redundant encoding.

3.2.2. Rules based on knowledge of a specific precedent.

Chess

Language

Recommendations for openings; for example, “how Botvinnik pIayed against …“; reference to basic endgame schemes, and in the middle game even to individual matches, i.e., “a construction similar in many ways to the well-known match between Braunschweig, Duke of Morfì, and Count Isoire”1.

Orientation on the basis of a set of model sentences (Revzin 1966: 3- 15).

1 This report was written under the strong influence of D. Bronstejn’s commentaries on the matches at the Zurich tournament of aspirants, from which this phrase is taken.

44

Nota. Per «concordanza» s’intende una regola di accordo morfologico tra i morfemi ausiliari. Le reggenze, che determinano l’accordo tra i morfemi ausiliari di una parola e i morfemi lessicali dell’altra, normalmente non possiedono un alto grado di proibizione.

3.2. Un altro genere di regole riguarda il raggiungimento del massimo effetto all’interno di un certo sistema. Queste regole possono essere suddivise in due gruppi.

3.2.1. Regole di carattere generale (princìpi generali di organizzazione del testo e, di conseguenza, della partita).

Scacchi

Lingua

Princìpi di sviluppo dei pezzi («un pezzo non viene mai mosso due volte nella fase d’apertura del gioco»), occupare il centro nella fase d’apertura oppure promuovere il pedone che non ha un pedone avversario nella fase finale.

Il postulato del linguista russo Ivanov (Ivanov 1963: 156-178) secondo il quale è inammissibile che gli oggetti differenti vengano denotati in modo identico in una stessa situazione; il principio di esistenza dei semi generali o “valenza supplementare” nelle parole collegate tra loro sintatticamente o più generalmente il principio di codificazione ridondante.

3.2.2. Regole basate sul rimando a un precedente specifico.

Scacchi

Lingua

Consigli per la fase d’apertura, (per esempio: «in questo modo Botvinnik ha sfidato …»), rimandi agli schemi usuali di fase finale, mentre nel mediogioco si può ricorrere ai rimandi alle partite famose («situazione, molto simile alla nota sfida Paul Morphy vs Duca Von Braunschweig e Conte Isouard»)1.

Orientamento su proposizioni-modello (Revzin 1966: 3-15).

1 Questo articolo è stato fortemente influenzato dai commenti di D. Bronštejn sulle partite al torneo degli aspiranti giocatori di Zurigo. Questa frase è presa da quel contesto.

45

3.3. Finally, there are rules that pertain to the system’s external use.

4. There are completely different violations for each of the types of rules cited, which witnesses indirectly to the differences between them.

4.1. Rules of the 3.1. kind generally cannot be violated, for their violation results in violation of the system. It is true, as pointed out in the note to 3.1., that there are intermediate cases in language, such as grammatical government, whose violation brings us to 3.2.

4.2.1. Rules of the 3.2.1. kind can of course be violated, most of all because, generally speaking, it is possible for the different participants to make use of them to a different extent. However, violation of these rules does not necessarily lead to reduced effectiveness. On the contrary, in chess, as in language, the creative but by no means unpremeditated violation of the 3.2.1. rules can exert a very powerful effect, as happened with hypermodernism in chess of the 1920s.

4.2.2. Violation of the 3.2.2. rules is involved where orientation on the basis of mode1s plays a different role according to various inclinations2.

4.3. Violation of the 3.3. rules can go unpunished if it is not noticed by the other participant and does not affect achievement of the goal set by the speaker or player; let us note that in the case of language the goal here is precisely to deceive the hearer; see 1.3.

1 From our viewpoint, such rules do not pertain to the postulates of language but rather to the postulates of good sense; see Karpinskaâ, I. I. Revzin 1966: 34-36. For another viewpoint, see Wheatley 1970: 34, according to which language contains a semantic rule of the type, “A says: I promise X, entails: A intends X”.

2 The author has devoted a special study to this question.

Chess

Language

The rule “remove a piece after capturing it”; the time-limit, etc.

The requirement that the speaker really believe what he says1.

46

3.3. Infine, esistono regole riguardanti l’aspetto puramente esterno del gioco.

4. Per ognuno di questi tipi di regole ci sono diversi tipi di violazioni, una testimonianza indiretta della loro differenza.

4.1. Le regole del tipo 3.1. non possono essere violate poiché la loro violazione comporta la violazione dell’intero sistema. Anche se nella lingua, come precisato nella nota in 3.1., vi sono regole intermedie (è il caso delle reggenze) la violazione delle quali ci porta a 3.2.

4.2.1. Le regole del tipo 3.2.1., s’intende, possono essere violate soprattutto perché i giocatori possono applicarle in misura diversa. Tuttavia la loro violazione non necessariamente porta all’abbassamento dell’efficacia che si può ottenere. Al contrario, sia negli scacchi sia nella lingua la violazione artistica (non quella calcolata) delle regole 3.2.1. può avere una forte influenza sull’esito (si veda l’ipermodernismo negli scacchi negli anni Venti).

4.2.2. Lo stesso avviene per le regole del tipo 3.2.2., dove l’orientamento verso i modelli nelle correnti diverse svolge un ruolo differente2.

4.3. La violazione delle regole 3.3. può rimanere impunita nel caso il giocatore avversario non dovesse notarlo e non incidere sul raggiungimento dello scopo posto dal parlante (o giocatore). Bisogna precisare che nel caso della lingua lo scopo è proprio quello di ingannare l’ascoltatore (si veda 1.3.).

1 Dal nostro punto di vista, tali regole non riguardano i postulati della lingua, ma i postulati del buon senso; si veda Karpinskaâ, I. I. Revzin 1966: 34-36. Per un altro punto di vista, si veda Wheatley 1970: 34, secondo cui nella lingua opera la regola semantica del tipo: “A dice: prometto X, comporta: A intende X”.

2 L’autore ha dedicato un studio speciale a questo argomento.

Scacchi

Lingua

la regola «se tocchi un pezzo con la mano devi eseguire la mossa con quel pezzo», i limiti temporali e così via.

il parlante deve intendere quello che dice1

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If the violation is noticed, this disclosure obviously leads to punishment in the case of chess; punishment is not always obvious in the case of language, although the violation affects the hearer’s notion of the speaker’s morals.

5.1. The goal of this report has been to show that the human intellect seems to make use of similar constructions to solve different tasks pertaining to the processing of information, and therefore it is advisable to describe them in a single system.

5.2. Also, examining possible systems and types of rules is useful in considering any modeling systems having to do with rules and norms.

48

Se, invece, la violazione viene rilevata, si ricorre alla punizione – ovvia nel caso degli scacchi e non altrettanto ovvia nella lingua (la violazione incide sull’opinione che l’ascoltatore ha della morale del parlante).

5.1. Lo scopo di questa comunicazione è dimostrare che l’intelletto umano, evidentemente, usa costrutti simili per la soluzione di problemi diversi che riguardano l’elaborazione delle informazioni e che è quindi opportuno descriverli in un unico sistema.

5.2. D’altra parte lo studio dei sistemi e dei tipi di regole possibili è utile per lo studio di qualsiasi sistema modellizzante che abbia a che fare con regole e norme.

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Wheatley, J., Language and Rules, The Hague Paris, 1970

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Analisi traduttologica

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Dedicherò questa parte della mia tesi all’analisi degli articoli la cui traduzione è riportata sopra. L’argomentazione si strutturerà secondo lo schema classico dell’analisi traduttologica con l’individuazione del lettore modello e delle dominanti. Inoltre, illustrerò brevemente in un capitolo a parte la strategia traduttiva e i problemi di traduzione.

Ma prima di cominciare l’analisi vorrei concentrare la mia attenzione sugli autori degli articoli in questione e sugli articoli stessi.

Fonte, autori, argomento.

«The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots» e «Language as a Sign System and the Game of Chess» sono due articoli tratti dal volume Soviet Semiotics a cura di Daniel Peri Lucid (The Johns Hopkins University Press, Baltimora, 1977). Nel libro sono raccolti numerosi saggi scientifici di autori appartenenti alla scuola sovietica di semiotica, come Boris Uspenskij e Ûrij Lotman.

La semiotica è la scienza dei segni linguistici e non linguistici, della loro produzione, trasmissione e interpretazione, o dei modi in cui si comunica e si significa qualcosa, o si produce un oggetto simbolico. Una semiotica moderna si profila già con Peirce, che pone le basi di una teoria filosofica in cui hanno forte rilievo, tra l’altro, la nozione di «semiosi illimitata» e la suddivisione di tre tipi diversi di segni, ossia icone, indici e simboli, a seconda che il rapporto con il referente sia di similarità, come nelle icone, di contiguità o convenzionale. Ma è soprattutto con Ferdinand de Saussure e Louis Hjelmslev che si afferma la teoria semiotica moderna. È chiarito lo statuto formativo del significante e del significato; è proposta la nozione di «funzione segnica» e altre nozioni ancora hanno validità generale e appaiono di straordinaria importanza per lo sviluppo della semiotica, come quelle di codice e di commutazione, di rapporti sintagmatici e di rapporti associativi, di sincronia e di diacronia, di sistema come meccanismo produttivo di segni, di unità minime differenziali dal significante, di senso e di atto semico. Su queste basi la semiotica, insieme con la linguistica e

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l’estetica, ha conosciuto un vasto sviluppo al quale hanno contribuito a vario titolo e con diverse prospettive teoriche – non sempre coincidenti con quelle di Saussure e Hjelmslev – Tynânov, Âkobson, Lotman e Uspenskij. Lotman e Uspenskij appartengono alla scuola sovietica di semiotica e sono stati i primi a teorizzare l’analisi dei «sistemi modellizzanti secondari», cioè di tutti quei sistemi semiotici, diversi dalle lingue, in cui si esprimono specifici modelli di concezione del mondo e di elaborazione umana della realtà (dai miti al folclore, dalle religioni all’arte).

Egorov Boris Fedorovič (nato nel 1926), narratologo russo, ricercatore in scienze filologiche (1967), docente universitario (dal 1978 presso l’Università della storia russa; RAN). Argomenti di cui Egorov si occupa sono: tratti peculiari della critica russa dell’Ottocento e il posto che occupano nella letteratura e nella cultura nazionali, slavofilismo, social-utopisti, critica estetica. Ha pubblicato: O masterstve literaturnoj kritiki (1980), Bor’ba èstetičeskih idej v Rossii serediny XIX veka (1982, 1991), Očerki po istorii russkoj kul’tury XIX veka (1996). Dal 1978 al 1991 – vicepresidente e dal 1991 presidente del comitato di redazione dell’accademia russa delle scienze «Literaturnye pamâtniki».

Nel suo articolo «The Simplest Semiotic Systems and the Typology of Plots» Egorov argomenta contro Lekomceva e Uspenskij per aver dato troppa importanza alla pragmatica del gioco nel quale una cartomante professionale dispone di una libertà illimitata nella lettura delle carte. Egorov insiste sull’oggettività della descrizione semiotica e paragona la lettura da parte della cartomante della vita di una persona alla creazione di un intreccio, in una maniera prestabilita, variando solo la posizione del segno all’interno di un gruppo limitato di segni, le carte nel mazzo. Lo scopo dello studioso è usare il sistema di divinazione mediante le carte da gioco come modello primitivo per l’analisi dell’intreccio letterario (oggetto della narratologia). Sia il sistema cartomantico che quello degli intrecci è basato su una serie di elementi primari e su dati metodi di distribuzione. Egorov mette in evidenza il fatto che il sistema semiotico della letteratura abbia una sintassi che potrebbe essere classificata in

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un’eventuale «tavola periodica di Mendeleev» degl’intrecci. Dall’interrelazione di elementi semplici nascono strutture testuali complesse.

Revzin Isaak Iosifovič (1923—1974), linguista, ricercatore in scienze filologiche (1964), membro dell’Istituto di lingue straniere. Pubblicazioni nel campo di linguistica strutturale (teoria generale della modellizzazione, fonologia, grammatica), di semiotica e di poetica. Revzin ha creato, con Rozencvejg, un modello dei tipi di traduzione in Linguistica strutturale contemporanea. Problemi e metodi, del 1977. Ha definito cinque tipi di traduzione: interlineare o parola per parola, letterale, semplificante, precisa e adeguata.

L’articolo «Language as a Sign System and the Game of Chess» di Revzin approfondisce l’analogia di Saussure tra la lingua e il gioco degli scacchi. Mettendo a confronto il sistema linguistico e il sistema di gioco il linguista russo cerca di dimostrare che l’intelletto umano usa nel processo di elaborazione delle informazioni costruzioni simili a quelle di un programma computerizzato che fa la previsione delle mosse possibili nel gioco. In entrambi i sistemi Revzin segnala un numero limitato di elementi – pezzi negli scacchi e morfemi nella lingua – che generano numerose posizioni nel primo caso e vocaboli e proposizioni nel secondo. A livello di relazioni tra componenti, le connessioni tra parole assomigliano alle relazioni tra pezzi sulla scacchiera. Tattica e strategia del gioco vengono paragonate alla struttura superficiale e profonda della lingua. Inoltre, entrambi i sistemi sono costruiti con quelle regole che costituiscono il sistema stesso e altre che mirano a un effetto massimo all’interno del sistema. Il gioco degli scacchi sembra un sistema molto meno complesso di quello della lingua, ma l’approccio di Revzin consistente nel trovare similitudini tra questi sistemi completamente diversi permette il tentativo di creare un unico modello generale.

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Analisi traduttologica

Entrambi gli articoli di cui ho proposto una traduzione sono testi prevalentemente argomentativi, destinati non solo a un pubblico colto e già esperto in materia, ma anche a un appassionato di semiotica e di linguistica (lettore modello). Sono due testi dal taglio piuttosto professionale, ma non eccessivamente accademico, e neanche di saggistica divulgativa, con l’utilizzo di una terminologia settoriale (a volte spiegata nelle note e nel corpo del testo) e numerosi rimandi a testi e saggi delle varie discipline. Lo stile degli autori è abbastanza lineare, piano, sobrio, spesso difficile non perché la sintassi sia contorta, ma per la complessità dei concetti espressi. Inoltre, sono presenti alcune caratteristiche proprie dei testi scientifici, quali l’uso del passivo e dello universal we.

Dal punto di vista traduttologico la dominante di entrambi i testi è quella informativa per cui ho prestato molta attenzione al lessico adeguato e pregnante, all’esattezza terminologica che mi ha portato a un lavoro preliminare di ricerca, sicuramente più tramite il web che su testi cartacei, per familiarizzarmi con concetti e termini chiave. Oltre che dei concetti semiotici e linguistici gli articoli si avvalgono di una terminologia specifica del gioco degli scacchi in Revzin e della cartomanzia in Egorov. Ho consultato, come accennato prima, dizionari, testi paralleli di riferimento, internet affinché la traduzione fosse il più aderente possibile al testo. Ho ritenuto corretto verificare su fonti elencate nei riferimenti bibliografici informazioni, date, nomi contenuti nei testi. Questa è stata la mia strategia traduttiva.

Per la traslitterazione dei nomi scritti in cirillico mi sono servita delle norme ISO 9 del 1995 in cui ad ogni simbolo cirillico corrisponde un solo simbolo latino. La tabella riportata in seguito rappresenta il metodo di traslitterazione attualmente in uso e uno di quelli precedenti in cui a un carattere cirillico possono corrispondere più caratteri latini, come nel caso delle lettere Ч, Ш, Ц ecc.

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Russo

GOST 7

ISO 9

А, а

A, a

A, a

Б, б

B, b

B, b

В, в

V, v

V, v

Г, г

G, g

G, g

Д, д

D, d

D, d

Е, е

JE, je

E, e

Ё, ё

JO, jo

Ë, ë

Ж, ж

ZH, zh

Ž, ž

З, з

Z, z

Z, z

И, и

I, i

I, i

Й, й

J, j

J, j

К, к

K, k

K, k

Л, л

L, l

L, l

М, м

M, m

M, m

Н, н

N, n

N, n

О, о

O, o

O, o

П, п

P, p

P, p

Р, р

R, r

R, r

С, с

S, s

S, s

Т, т

T, t

T, t

У, у

U, u

U, u

Ф, ф

F, f

F, f

Х, х

KH, kh

H, h

Ц, ц

CZ, cz

C, c

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Ч, ч

CH, ch

Č, č

Ш, ш

SH, sh

Š, š

Щ, щ

SHH, shh

Ŝ, ŝ

Ъ, ъ

Ы, ы

Y’, y’

Y, y

Ь, ь

Э, э

È, è

È, è

Ю, ю

JU, ju

Û, û

Я, я

JA, ja

Â, â

La maggiore difficoltà traduttiva dei due saggi è stata quella terminologica: trovare il corrispondente giusto, verificare che il contesto in cui lo trovavo fosse affidabile. Analizzerò ora con un esempio la strategia traduttiva che ho usato per risolvere questa difficoltà:

− traduzione di «language» nell’articolo di Revzin: lingua versus linguaggio.

Il vocabolario Traccani definisce in questo modo la parola «lingua» (ometto significati impertinenti):

lingua s. f. [lat. lĭngua (con i sign. 1 e 2), lat. Ant. dingua]. [...]. 4 a Sistema di suoni articolati distintivi e significanti (fonemi), di elementi lessicali, cioè parole e locuzioni (lessemi e sintagmi), e di forme grammaticali (morfeme), accettato e usato da una comunità etnica, politica o culturale come mezzo di comunicazione per l’espressione o lo scambio di pensieri e sentimenti, con caratteri tali da costituire un organismo storicamente determinato, con proprie leggi fonetiche, morfologiche e sintattiche [...]. b. Usato assol., con riferimento generico: la grammatica, la sintassi, il lessico o vocabolario d’una l.; il carattere (e ormai ant. l’indole, il genio) d’una l.; la storia, l’evoluzione della l. [...].

Ecco invece come viene definita la parola «linguaggio» nello stesso vocabolario:

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linguaggio s. m. [der. di lingua]. – 1. Nell’uso ant. o letter., e talora anche nell’uso com. odierno, lo stesso che lingua, come strumento di comunicazione usato dai membri di una stessa comunità [...]. 2. a In senso ampio, la capacità e la facoltà, peculiare degli essere umani, di comunicare pensieri, esprimere sentimenti, e in genere di inforrmare altri essere sulla propria realtà interiore o sulla realtà esterna, per mezzo di una sistema di segni vocali o grafici; e lo strumento stesso di tale espressione e comunicazione (inteso in senso generico, senza riferimento a lingua storicamente determinate). [...]. b. estens. Facoltà di esprimeresi attraverso altri segni, sia gesti, sia simboli. In partic., l’insieme dei mezzi espressivi e stilistici, diversi dalla parola, che sono peculiare della varie arti. [...]

Analizzando bene le definizioni mi sono resa conto che il loro campo semantico è molto simile, ma che la parola «lingua» è più adatta per il saggio in questione perché è quella usata da Saussure (l’argomento del saggio di Revzin approfondisce l’analogia tra la lingua e gli scacchi tracciata da Saussure) e dai linguisti in generale. Per verificare quest’ultima affermazione ho inserito nel motore di ricerca il nome del linguista svizzero accanto alla parola «lingua» e successivamente accanto a «linguaggio» e ho notato che nel caso della prima combinazione di parole vi sono molte più occorrenze nei siti affidabili di linguistica e scienza della traduzione.

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Riferimenti bibliografici
Egorov, B. F., «Prostejšie semiotičeskie sistemy i tipologiâ sûžetov», in Trudy

po znakovym sistemam, II, 1965, Tartu, Tartu University Press, 106-115. Karpov, A. E., Il manuale degli scacchi di Karpov Anatolij, Milano, Walt Disney

Company Italia, 1997.

Lucid, D. P., Soviet Semiotics, Baltimore, The Johns Hopkins University Press, 1977.

Osimo, B., La traduzione saggistica dall’inglese: guida pratica con versioni guidate e glossario, Milano, Hoepli, 2007

Osimo, B., Manuale del traduttore: Guida pratica con glossario, Milano, Hoepli, 2004

Osimo, B., Propredeutica della traduzione: Corso introduttivo con tavole sinottiche, Milano, Hoepli, 2001

Osimo, B., Storia della traduzione: riflessioni sul linguaggio traduttivo dall’antichità ai contemporanei, Milano, Hoepli, 2002

Revzin, I. I., «K razvitiû analogii meždu âzykom kak znakovoj sistemoj i igroj v šahmaty» in Tezisy dokladov IV Letnej školy po vtoričnym modeliruûŝim sistemam: 17-24 avgusta 1970, 1970, Tartu, Tartu University Press, 177- 185.

Saussure, F. de, Corso di linguistica generale, Bari, Editori Laterza, 1972 Torop, P., Total’nyj perevod, Tartu, Tartu Ülikooli Kirjastus, 1995. Traduzione

italiana La traduzione totale, a cura di B. Osimo, Modena, Logos 2000.

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Dirk Delabastita, There’s a Double Tongue. An Investigation into the translation of Shakespeare’s wordplay, with special reference to Hamlet, Amsterdam, Rodopi, 1993, p. 1-54. Traduzione italiana a cura del gruppo di studenti del terzo corso di traduzione Inglese-Italiano (germanisti) dell’A. A. 2000-2001 presso l’ISIT: , Anna Bencivenga, Alessia Bonifazi, Mara Cristina, Laura Fedeli, Andrea Ferrari, Jessica La Porta, Angelo Leghi, Marta Manzoni, Olivia Mossotti, Silvia Nicodano, Maria Poli, Valeria Pozzi, Nadia Quartini, Ornella Santoro, coordinati da Bruno Osimo. Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

Dirk Delabastita, There’s a Double Tongue. An Investigation into the translation of Shakespeare’s wordplay, with special reference to Hamlet, Amsterdam, Rodopi, 1993, p. 1-54.

Traduzione italiana a cura del gruppo di studenti del terzo corso di traduzione Inglese-Italiano (germanisti) dell’A. A. 2000-2001 presso la Civica Scuola Interpreti e Traduttori: Anna Bencivenga, Alessia Bonifazi, Mara Cristina, Laura Fedeli, Andrea Ferrari, Jessica La Porta, Angelo Leghi, Marta Manzoni, Olivia Mossotti, Silvia Nicodano, Maria Poli, Valeria Pozzi, Nadia Quartini, Ornella Santoro, coordinati da Bruno Osimo.

Capitolo 1

Traduzione e scienza della traduzione

0 Introduzione

Nella tradizione occidentale la comunicazione verbale tra gli esseri umani è diventata oggetto di studio di diverse discipline scientifiche, tra le quali la linguistica, la narratologia, la filosofia del linguaggio, gli studi sociali, la teoria della comunicazione e altre ancora. Anche la traduttologia rientra in questo gruppo, dal momento che si concentra su alcuni tipi di comunicazione bilingue e multilingue. Si può difatti dire che la traduttologia vi occupa una posizione unica (e poco invidiabile), poiché, se vuole riuscire a comprendere le condizioni e le regole su cui si basano le attività di trasferimento multilingue insite nel processo traduttivo, deve anche assolvere il compito di unificare le teorie sulla comunicazione intralinguistica e sulla cognizione e la comunicazione in generale può contribuire al suo sviluppo. La scienza della traduzione è ancora in fase di formazione, e i problemi ancora insoluti sono enormi. Questi possono derivare dagli sviluppi incerti delle discipline a cui è collegata e su cui fa affidamento e/o dalle complessità risultanti dalla sua peculiare posizione intermedia. Questo capitolo vuole essere una descrizione di alcuni problemi fondamentali che questa disciplina deve affrontare. La traduzione viene intesa come triplo processo di ricodifica (sul piano linguistico, culturale e testuale-retorico), e ciò richiede delle scelte, sia perché il codice del prototesto e il codice del metatesto sono asimmetrici, sia perché i testi tendono ad avere un’organizzazione complessa. Nelle sue decisioni il traduttore è fortemente influenzato dalle norme del polisistema ricevente. In aggiunta si danno alcuni spunti sui possibili sviluppi futuri della scienza della traduzione.

1 Problema numero uno della traduzione: l’anisomorfismo dei codici non artificiali

1.1 Ricodifica linguistica
1.1.1 Un enunciato linguistico non possiede un significato intrinseco a disposizione immediata di chiunque se lo trovi semplicemente davanti. Gli enunciati possono diventare segni significativi solo per chi conosce il linguaggio naturale in cui sono formulati. Il significato deriva non tanto dai singoli “messaggi”, quanto dalle multiple relazioni tra i messaggi e i “codici” o sistemi segnici convenzionali usati: quali elementi del repertorio del codice sono stati selezionati, e secondo quali regole sono stati combinati? Possono sembrare domande molto banali nell’era della semiotica, ma nella realtà di tutti i giorni è raro che chi usa la lingua sappia comprenderne tutte le implicazioni. In nome dell’economia cognitiva, oltre che per altri motivi, abbiamo la tendenza ad astrarci da tutti quei meccanismi intricati senza i quali le parole sarebbero prive di senso. È necessario fare ricorso a una forma di linguaggio poetico per farci riscoprire la dicotomia fondamentale tra segni e oggetti (Jakobson). Questa dicotomia ci si rivela in tutta la sua realtà anche quando si vuole imparare il significato di un enunciato prodotto in un linguaggio sconosciuto: l’enunciato può essere a disposizione nella sua fissa materialità, per esempio sotto forma di segni scritti su una superficie, e può comunicare una parvenza di significatività linguistica, ma resta comunque decisamente impenetrabile e si rifiuta testardamente di svelare i suoi significati. Non possono esistere segni significativi senza sistemi segnici, affinché la comunicazione possa avere luogo i codici devono essere condivisi.
Nel caso appena descritto, fortunatamente, si può invocare l’aiuto di un traduttore. Il traduttore deve, o dovrebbe, avere padronanza non solo del codice linguistico nel quale è formulato il messaggio originale, inaccessibile ai riceventi finali, ma anche del codice del metatesto che i riceventi conoscono bene. È perciò in grado di sostituire un messaggio nel protocodice con un messaggio nel metacodice, e in tale processo di deve trasferire un nucleo minimo di significato “invariante”.
Sebbene questo modello di traduzione come processo di ricodifica sia diventato un patrimonio acquisito, è necessario non dare per scontate tutte le sue implicazioni. Presuppone, dunque, che i linguaggi naturali si possano considerare codici; questo termine compare effettivamente nel vocabolario critico di una schiera impressionante di teorici della traduzione, tra i quali Ďurišin, Jakobson, Koller, Ladmiral, i teorici della Scuola di Lipsia (Kade, Neubert, Jäger), Nida, Pergnier, Reiß, Richards, la Scuola stilistica slovacca (Miko, Levý, Popovič), Steiner, la Scuola di Tel Aviv (Even-Zohar, Toury), Van den Broeck, Wilss e altri. La sua interpretazione esatta varia quanto ci si può aspettare dall’eterogeneità dell’elenco. In alcuni teorici il termine compare solo occasionalmente come semplice sinonimo high-tech di «linguaggio naturale», ma in altri casi il suo uso presenta implicazioni concettuali precise sia nella teoria linguistica che nella teoria della traduzione.
Il concetto semiotico di «codice» deriva dalle scienze dell’informazione e della telecomunicazione:
un codice è una trasformazione concordata, solitamente biunivoca e reversibile, mediante la quale è possibile convertire messaggi da un insieme di segni a un altro. Tipici esempi sono il codice Morse, il semaforo e il codice dei sordomuti. Nella nostra terminologia operiamo quindi una netta distinzione tra lingua, che si sviluppa organicamente nel corso del tempo, e codici, che sono inventati con uno scopo preciso e seguono regole esplicite che sono state inventate[1].

Secondo le caratteristiche elencate da Colin Cherry, le lingue umane certamente non rispondono alla definizione tecnica di «codice», come non hanno mancato di far notare i teorici contrari a un uso esteso del concetto[2]. Per esempio, la comunicazione per mezzo di una lingua non è affatto basata su un accordo precedente tra parlante e ascoltatore. Le lingue sono invece radicate in un comportamento sociale che ha una lunga storia; si devono imparare con la pratica e inoltre sono soggette a cambiamenti. Poi, nella lingua sono codificati non messaggi preesistenti, ma pensieri, esperienze, una visione del mondo. Come determinare se la decodifica produce gli stessi pensieri? Inoltre, spesso è stato fatto notare che nelle lingue non esiste un rapporto biunivoco tra signifiant e signifié corrispondente alle inequivocabili regole di trasformazione dei codici tecnici. Infine, i tradizionali modelli che rappresentano in che modo funzionano i codici linguistici nella comunicazione umana sono stati criticati perché troppo statici e unidirezionali e quindi inadatti a dare conto delle caratteristiche dinamiche, interattive della comunicazione verbale reale[3].
Naturalmente i presupposti su cui poggia l’applicazione del concetto di «codice» alla lingua umana necessitano di una spiegazione. Considerare codice un linguaggio naturale implica, tra l’altro, accettare le seguenti tesi: (i) Il linguaggio è un mero strumento a disposizione del singolo: il suo uso o non uso e la sua precisa modalità d’uso dipendono esclusivamente dalle intenzioni comunicative del singolo, e il soggetto che usa la lingua è signore e padrone dei significati dei propri messaggi. (ii) Esiste una serie di “significati puri” prelinguistici senza parole convogliati dal linguaggio.
Il minimo che si possa dire è che questi punti di vista sono contraddittori. Si afferma spesso, quindi, che ben lungi dall’essere un’entità presemiotica o asemiotica, l’uomo viene alla luce proprio nella misura in cui partecipa sempre più all’ordine simbolico del linguaggio durante il processo di socializzazione (cfr. i), e che il significato di un enunciato verbale non può essere astratto dalla sua formulazione verbale, essendo i significati prodotto di sistemi di significazione (cfr. ii). Si è qui posti di fronte a due punti di vista completamente differenti sul linguaggio e le sue relazioni con il significato: il linguaggio come espressione del significato versus il linguaggio come produttore di significato. Ma c’è in gioco ancora più della semplice opposizione tra due teorie del linguaggio. Gli strutturalisti hanno rifiutato l’idea che i Significati o i Soggetti abbiano una vita preverbale indipendente in un qualche campo trascendentale a sé stante. Il significato deriva da strutture di significato ed è perciò una categoria prettamente storica. La concezione della lingua come codice (ossia la lingua come mera espressione di significato) può conseguentemente essere criticata in quanto ideologica, poiché rappresenta la tipica tendenza delle culture umane a investire di obiettività i propri signifié, di presentarli come “fatti di natura” assoluti e universali, in breve, come entità trascendentali e quindi incontestabili. Descrivendo la lingua come codice, la si estrae dalla complessa realtà storica in cui è radicata, e la si trasforma in un mezzo di comunicazione presumibilmente omogeneo e neutro che chiunque può controllare.
Se questa analisi della metafora della lingua come codice è corretta, ci si può ragionevolmente aspettare che i meccanismi culturali che mette a nudo risalgano a un periodo anteriore all’invenzione della teoria dell’informazione e che si manifestino in altre forme vecchie e nuove. Sembra che sia proprio così. Il concetto di lingua come codice e di testi come messaggi (e, in definitiva, di traduzione come “ricodifica”) può essere in realtà recepito come versione moderna tecnologica di una di quelle metafore di cui viviamo[4], più precisamente della cosiddetta metafora del nastro trasportatore, secondo la quale i parlanti mettono idee preesistenti nelle parole e inviano queste parole-con-idee ai destinatari, che devono semplicemente disimballare le idee dall’involucro verbale[5]. Le parole rappresentano semplici contenitori inviati lungo un nastro trasportatore. È possibile documentare che idee simili sulla lingua, sul significato e sulla natura della comunicazione hanno una lunga tradizione. Dalle analisi di Lakoff e Johnson (1980) possiamo inferire che hanno lasciato il segno persino sulla struttura idiomatica della nostra lingua.
È indubbio che l’opposizione tra queste due visioni della lingua ha conseguenze di vasta portata per la teoria della traduzione. Prima di prenderle in considerazione, vorrei chiarire l’uso che faccio del termine «codice». Se ci si riferisce a una lingua naturale come «codice», si usa una metafora. Per questo è necessario essere consapevoli dell’esatto oggetto concreto (ground), o tertium comparationis, che sta alla base dell’immagine. In primo luogo, l’analogia percepita fra il tenore e il veicolo della metafora può riguardare il principio semiotico generale secondo il quale, perché un dato enunciato sia efficace dal punto di vista comunicativo, è necessario che entrambi i parlanti conoscano il sistema che vi sta alla base. In questo caso la metafora è ineccepibile; non vi è alcun dubbio che per decifrare l’Amleto bisogna conoscere l’inglese, così come è necessario avere una buona conoscenza del Morse per capire il senso di un messaggio di punti e linee, o che, come tutti i genitori sanno, le lingue straniere possono essere utilizzate come codici segreti. Tuttavia, se la metafora si basa sull’idea che le lingue naturali condividono con i codici tecnici altre caratteristiche, come per esempio l’essere trasparenti e neutri, la sua accettabilità dipende dal tipo di teoria linguistica (e posizione ideologica) che si adotta. Dato il mio orientamento strutturalista, non posso che continuare a usare il termine «codice» nella sua generale e prima accezione ed essere debitamente consapevole della distanza tra questa interpretazione libera e il concetto «originale», «stretto» o «tecnico».
1.1.2 Se si ritiene che le lingue siano codici in senso stretto, ossia che la lingua sia solo uno strumento a cui si ricorre per esprimere significati autosufficienti, la traduzione può essere considerata un processo bifasico. Nella prima fase il significato del testo è dissociato dalla sua espressione verbale originale; nella seconda è espresso di nuovo ma questa volta nella metalingua. Per queste due fasi di decodifica e ricodifica, Wilss[6] propone la coppia terminologica deverbalizzare (entsprachlichen) versus riverbalizzare (verssprachlichen). Anche in questo caso, la terminologia tecnologica è recente ma il concetto circola da secoli. Così, in molti scritti sulla traduzione rinascimentali e postrinascimentali
trova espressione in una serie di opposizioni metaforiche basate sui concetti di «esterno» versus «interno» o «percettibile» versus «impercettibile», come anima e corpo, materia e spirito, indumento e corpo, cofanetto e gioiello, guscio e nucleo, bacino e liquido contenuto, cassapanca e i suoi contenuti[7].

In un tale concetto di traduzione
l’extérieur seul change, le contenu est le même; on le transvase d’une langue dans une autre [...]. En fin de compte et sans chercher à être paradoxal, on serait tenté de dire que les langues sont extérieures au processus de la traduction; elles sont le réceptacle du sens qui est exprimable dans n’importe laquelle d’entre elles[8].

Il mio rifiuto di qualsiasi interpretazione rigida della metafora del codice significa che devo respingere questa rappresentazione del processo traduttivo perché non è valida. Il concetto di significato come prodotto della lingua sembra esigere che il processo traduttivo venga descritto con un modello trifasico. Supponendo che un codice linguistico sia un insieme di minuscoli segni significativi (unità di signifiant e di signifié) e di regole di combinazione, il processo traduttivo può essere considerato, almeno in linea di principio, composto delle tre seguenti fasi: (i) La scomposizione o analisi del prototesto nelle strutture e negli elementi costitutivi della protolingua. (ii) La sostituzione degli elementi della protolingua (elementi e strutture grammaticali) derivante dall’analisi del prototesto con elementi corrispondenti della metalingua (elementi e strutture grammaticali). Comprendere per quale motivo questi elementi corrispondenti della metalingua possono, o devono, essere scelti dall’intero repertorio di quest’ultima, cioè comprendere l’esatta natura di questa “corrispondenza” fra le unità del prototesto e quelle del metatesto, è evidentemente uno dei punti cruciali della teoria della traduzione. (iii) La ricomposizione o sintesi del metatesto sulla base del prodotto della fase di trasferimento, in cui gli elementi di metalingua selezionati sono combinati nel metatesto.
Questa rappresentazione è davvero molto diversa dal procedimento di decodifica-ricodifica che corrisponde alla interpretazione rigida della metafora della lingua come codice. La differenza principale è che il processo traduttivo non abbandona mai l’ambito della semiotica, ossia avviene nelle lingue e fra le lingue, ma mai al di là delle lingue. Una seconda differenza cruciale riguarda la natura della relazione fra prototesti e metatesti, che finora ho vagamente descritto come una sorta di “corrispondenza”. I modelli traduttivi di decodifica e ricodifica tendono a presupporre che il processo traduttivo possa (e debba, perché solitamente è questa l’implicazione normativa) garantire una relazione di identità o quasi-identità fra i significati del prototesto e del metatesto. È una conseguenza logica del modo in cui tali modelli valutano il ruolo cognitivo della lingua. Se la lingua è solo la veste del significato, l’espressione linguistica può essere davvero sostituita senza influenzare il significato. La teoria strutturalista mette in dubbio la validità di questa argomentazione:
non avremo mai, e in effetti non abbiamo mai avuto, un “trasporto” di puri signifié da una lingua a un’altra, o, all’interno della stessa lingua, che lo strumento (o “veicolo”) del signifiant lasci vergini e intatti[9].

L’alternativa strutturalista quindi presenta una concezione completamente diversa della relazione tra i significati di prototesto e metatesto. Rifiutando qualsiasi pretesa di identità semantica fra i due, insiste sull’inevitabilità dei cambiamenti di significato nella traduzione. Il fatto che il significato del prototesto e quello del metatesto non possono che essere diversi deriva dalla tesi centrale dello strutturalismo, secondo la quale la lingua come produttrice di significato va intesa come struttura di relazioni interne autosufficiente e autodeterminante. Il significato di un elemento linguistico è il prodotto del suo valore relazionale all’interno della rete semantica della lingua di appartenenza. Il significato è una caratteristica delle singole lingue, e ciò preclude la possibilità di trovare nella metalingua elementi linguistici che abbiano lo stesso significato degli elementi della protolingua di cui cercano di essere i sostituti.
Se è impossibile ottenere una relazione di identità semantica fra prototesto e metatesto, è stato ipotizzato che nella traduzione può e dovrebbe essere realizzata una relazione di stretta equivalenza. Tuttavia, dal punto di vista del nostro modello strutturalista, deve essere esclusa anche questa possibilità. Il termine «equivalenza» deriva probabilmente dalla matematica[10]. Là denota una relazione riflessiva, simmetrica e transitiva fra due entità. Non è facile vedere come possa una relazione traduttiva essere riflessiva, ma sono soprattutto gli altri due criteri a presentare difficoltà insormontabili. Se le relazioni traduttive fossero simmetriche (A:B Þ B:A), la ritraduzione di qualsiasi metatesto riprodurrebbe il prototesto. Se fossero transitive ([A:B e B:C] Þ A:C), la traduzione nel codice linguistico C della traduzione nel codice linguistico B di qualsiasi prototesto, dovrebbe coincidere con la traduzione diretta del prototesto nel codice linguistico C. È evidente che le relazioni traduttive non soddisfano questi requisiti. Per esempio, le relazioni traduttive sono in sommo grado irreversibili[11] a causa dell’anisomorfismo delle lingue naturali, ossia il fatto che lingue diverse hanno strutture diverse. Non esiste una corrispondenza biunivoca sistematica né tra i singoli segni delle lingue né tra le relazioni interne che intercorrono tra loro in ogni lingua. È banale dire che le lingue differiscono tra loro al punto di ostacolare gravemente la traduzione di un testo da una lingua all’altra. Tuttavia, come ha sottolineato Toury[12], i problemi riscontrati in una traduzione interlinguistica non derivano tanto dalla semplice differenza tra protolingua e metalingua, quanto dal loro essere anisomorfe (o asimmetriche). Lo si può illustrare chiaramente comparando normali traduzioni interlinguistiche con i processi di ricodifica tra codici tecnici o artificiali.
Di solito i codici artificiali non presentano alcuna difficoltà di ricodifica (ossia in relazione con altri codici particolari), per quanto i codici in questione differiscano l’uno dall’altro. È infatti evidente che i codici artificiali sono stati appositamente concepiti per corrispondere il più possibile al sistema di segni con il quale devono comunicare. I codici artificiali hanno un fine specifico, sono fatti per essere isomorfi, sono parassiti per concezione. Per esempio, l’insieme delle relazioni tra i segni del codice Morse e il sistema di scrittura alfabetica è stato stabilito a priori per assicurare la massima corrispondenza reciproca. Ne consegue che tra loro esiste un grado massimo di traducibilità: i metatesti risultanti sono sempre accettabili in conformità alle regole del metacodice (ovvero casi corretti di utilizzo del metacodice) e corrispondono in massimo grado ai prototesti (fatto misurabile, per esempio, mediante test di ritraduzione). L’insieme delle relazioni a priori tra codici artificiali consente un’economia di trasferimento così elevata perché
non si riferisce mai a tali codici come sistemi complessivi su vari livelli, ma solo a uno o più livelli. È evidente che questi livelli servono da variabili di questo tipo predefinito di trasferimento, mentre gli altri livelli rimangono inalterati assumendo quindi lo status di invarianti[13].

I codici non artificiali come le lingue naturali non possono invece fare affidamento su nessuna definizione a priori di corrispondenza tra codici. Dopo tutto, le lingue sono sempre soggette a una certa evoluzione dovuta a molti fattori, tra cui le mutevoli condizioni sociali e materiali in cui avviene la comunicazione verbale. Anche se a volte prendono in prestito elementi lessicali o persino grammaticali da altre lingue, questi prestiti vengono poi integrati completamente, e ridefiniti in conformità con la rete semantica della lingua ricevente, e il loro scopo ultimo è rispondere alle necessità funzionali intraculturali del gruppo sociale in questione, non di facilitare il trasferimento interlinguistico da o verso altre lingue[14]. Non è quindi difficile comprendere perché coppie di lingue diverse (nonostante relazioni genealogiche tra ceppi di lingue dello stesso ceppo e somiglianze tipologiche anche tra lingue non affini) abbiano inevitabilmente un certo livello di anisomorfismo.
A livello pratico, la mancanza di isomorfismo implica che in traduzione debbano essere effettuate delle scelte.
Dal punto di vista della situazione lavorativa del traduttore, in qualsiasi momento della sua professione (ossia dal punto di vista pragmatico), la traduzione è un PROCESSO DECISIONALE: una serie composta da un dato numero di situazioni conseguenti – mosse di un gioco – situazioni che impongono al traduttore di scegliere tra un dato numero (molto spesso definibile in modo preciso) di alternative[15].

I due punti 1.1.2.1. e 1.1.2.2. analizzano ulteriormente la natura di queste scelte.
A livello teorico occorre trarre le seguenti conclusioni. Innanzitutto la traduzione interlinguistica sembra caratterizzata da un certo grado di indeterminatezza. Di solito dieci trascodifiche indipendenti di un prototesto dal codice Morse al codice Braille producono dieci versioni finali identiche: la ritraduzione riproduce il prototesto. Tuttavia è molto probabile che dieci traduzioni verso il francese di un testo inglese differiscano tra loro in misura minore o maggiore, e lo stesso vale per la ritraduzione. È indubbio che le relazioni che di fatto intercorrono tra gli elementi del prototesto e quelli del metatesto sono in parte descrivibili da un punto di vista semantico. I linguisti e gli scienziati della traduzione hanno elaborato determinate categorie descrittive applicabili oltre i confini di un singolo sistema linguistico e sono perciò utili a individuare i cambiamenti semantici che avvengono, o non avvengono, nelle fasi di trasferimento. Tali tentativi di classificare le relazioni traduttive tra protocodice e metacodice sono stati sviluppati, tra l’altro, nel contesto della stilistique comparée. Tuttavia avere a disposizione queste etichette generiche (per quanto possano essere utili per diversi scopi) non risolve la questione dell’anisomorfismo delle lingue. Rimane il livello di arbitrarietà relativo alla selezione degli elementi “corrispondenti” nel metacodice, per quanto siano precisi gli schemi con i quali possiamo classificare le diverse scelte possibili.
Questo mi spinge a una nota terminologica. Nel caso del processo di trascodifica tecnica, la relazione tra prototesto e metatesto può essere legittimamente descritta come relazione di equivalenza in senso stretto, grazie alle relazioni ben definite tra i codici artificiali in questione. Nella traduzione interlinguistica, il termine non può essere invece applicato alle relazioni tra prototesto e metatesto poiché ha implicazioni matematiche. Ciononostante, il termine è ampiamente utilizzato in traduttologia[16]. In che misura è giustificabile l’uso di questo termine? Sebbene il termine non sia applicabile alla traduzione nella sua accezione originale e in senso stretto, non troviamo nulla in contrario al suo uso: (i) in senso approssimativo; dopotutto le lingue non sono totalmente idiomorfiche e, in certe aree ristrette di significato, possono avere un dato grado di isomorfismo, soprattutto tra lingue e culture affini; (ii) in senso puramente descrittivo, che tralascia in toto le origini e le implicazioni matematiche del termine: la traduzione è equivalente alla sua fonte se ha la stessa funzione in una data cultura. Tuttavia, come nel caso di «codice», è necessario diffidare del carico metaforico della parola. In quanto segue, eviterò il rischio di ambiguità ricorrendo ad aggettivi come «equivalenza stretta» (cfr. il concetto matematico), «equivalenza relativa» o «approssimativa» (cfr. i) e «equivalenza empirica» (cfr. ii).
Un’ultima precisazione teorica riguarda la nota questione della traducibilità. In che misura è possibile la traduzione – se è possibile – data la natura sostanziale delle differenze tra le lingue? Coloro che tendono a considerare uguali le lingue naturali e i codici tecnici sono piuttosto ottimisti riguardo alla trasferibilità dei significati. Le formulazioni verbali sono semplice espressione di significati, per questo l’incompatibilità tra protocodice e metacodice non ha molta importanza. Tuttavia, se si accetta che lingua e significato non possono essere facilmente dissociati, è molto più probabile che le caratteristiche idiomorfiche delle lingue siano considerate di ostacolo alla traduzione, dal momento che precludono equivalenza e identità di significato oltre le barriere linguistiche. La mia impostazione strutturalista potrebbe indurmi a condividere quest’ultima posizione, sostenendo che l’effetto cognitivo più o meno profondo della struttura del linguaggio e la natura essenzialmente anisomorfa delle lingue minano il successo della traduzione. Tuttavia tali affermazioni vanno respinte perché sono basate su un concetto a priori di traduzione, ovvero il concetto secondo il quale i significati del prototesto e del metatesto devono essere equivalenti in senso matematico, ossia identici. In questo modo la domanda «Un testo può essere tradotto?» si riduce a «Un testo può essere tradotto in modo da assicurare identità o stretta equivalenza di significato?». Non è affatto necessario limitare tanto il concetto di traduzione, dato che non è intrinsecamente sbagliato concepire la traduzione con diversità o cambiamenti di significato. Oltre a non essere necessario, nuoce allo sviluppo della scienza della traduzione come disciplina empirica (vedi capitolo 3, paragrafo 1.4).

1.1.2.1 Vediamo ora qual è l’effetto più immediato dell’anisomorfismo delle lingue sul processo traduttivo. Catford sostiene che
fondamentalmente, ogni lingua è sui generis; viene suddivisa in categorie in base a relazioni che intercorrono all’interno della lingua[17].

Le lingue sono sistemi strutturati; inoltre, lingue differenti sono strutturate in modo differente. Quindi, la traduzione interlinguistica non può mai essere un semplice o meccanico processo di sostituzione. La corrispondenza tra gli elementi del metacodice e quelli del prototesto non può essere realizzata sulla base di una serie incontestabile di relazioni predefinite tra protocodice e metacodice. Come già sottolineato, questo comporta il più delle volte la necessità di fare scelte tra i diversi elementi del metacodice; analogamente, l’equivalenza stretta risulta impossibile. I traduttori, allora, devono accontentarsi della soluzione che più si avvicina e cercare nel metacodice l’elemento che perlomeno abbia un significato (un valore relazionale) che rifletta in modo ottimale il significato (valore relazionale) dell’elemento del prototesto. I traduttori cercano di portare al massimo il grado relativo di isomorfismo presente tra protocodice e metacodice, cercando in quest’ultimo l’elemento (per così dire) equivalente in modo ottimale al suo corrispettivo del prototesto. Propongo di chiamare questo metodo traduttivo «approccio analogico».
Diversamente dal processo traduttivo omologico, di cui parleremo nel prossimo paragrafo, la ricerca di analoghi spesso è considerata l’unica forma di traduzione linguistica vera e propria. Forse perché è quello che assomiglia di più all’”ideale” della ricodifica in senso stretto. Data l’impraticabilità di una mappatura completa degli elementi del protocodice e del metacodice, si cerca almeno di sfruttare al massimo il grado di simmetria linguistica a disposizione. In questo senso l’analogia può essere considerata una forma debole di isomorfismo. Bisogna comunque tenere sempre presenti i limiti di questo tipo di strategia traduttiva. Il successo potenziale con un metodo traduttivo linguistico analogico sono limitate da almeno quattro fattori: (i) l’effettivo livello di divergenza tra protocodice e metacodice: più le differenze tra le due sono sostanziali, più è difficile escludere un livello di arbitrarietà nella selezione degli elementi del metacodice sulla base dell’analogia (ii) la misura in cui certi significati culturali si sovrappongono alla pura semantica linguistica dell’elemento del prototesto; questo significa che una traduzione linguisticamente analogica può non essere efficace dal punto di vista della semantica culturale (vedi paragrafo 1.2); (iii) la misura in cui certi vincoli testuali relativi all’applicabilità e all’appropriatezza degli enunciati nelle varie situazioni regolano l’uso della grammatica e del lessico del metacodice (vedi paragrafo 1.3). (iv) la misura in cui l’elemento del prototesto è governato da funzioni semantiche ad hoc determinate dalla specifica configurazione testuale in cui occorre (vedi paragrafo 2).

1.1.2.2 La ricerca di analoghi linguistici spesso è considerato l’unico metodo legittimo di trasferimento, ma basta dare un’occhiata alla realtà della traduzione per giustificare la presenza di un secondo metodo di rappresentazione degli elementi linguistici del prototesto nel metatesto. Questo secondo metodo consiste nella selezione degli elementi del metacodice – o addirittura nella loro invenzione ad hoc se non sono disponibili nel metacodice – sulla base di una somiglianza formale con l’elemento del prototesto da tradurre. La selezione o la creazione di questi omologhi può avvenire non considerando in parte o del tutto il valore relazionale analogico sul piano semantico. In altre parole, l’elemento linguistico del prototesto non è considerato principalmente un’unità semantica funzionale la cui forma serve solo a differenziare e stabilizzare il suo significato come avviene col metodo analogico, ma piuttosto un’unità formale o semplice signifiant. Così, in base al principio dell’omologia, una frase del prototesto – il cui significato dipende dalle relazioni tra i suoi componenti grammaticali e lessicali all’interno dell’intero protocodice – viene tradotta come mera sequenza di parole (la cosiddetta traduzione parola per parola) o addirittura di suoni (la cosiddetta traduzione fonologica). Molti altri fenomeni traduttivi rientrano in questo tipo di strategia, compreso l’uso di prestiti, falsi amici, e il caso estremo della copia diretta, o non-traduzione. Questi fenomeni sono ben noti, dato che si manifestano in molte altre situazioni multilinguistiche, soprattutto nei processi di apprendimento della seconda lingua. Basandosi sul famoso studio di Weinreich Languages in Contact (1953), linguisti teorici e applicati sono giunti a considerarli fenomeni di interferenza.
In generale, i fenomeni di interferenza linguistica non sono ben visti, perciò i traduttologi normativisti spesso bollano gli omologhi traduttivi come soluzioni inadeguate al problema dell’isomorfismo delle lingue. Non è difficile capire il perché di questo atteggiamento negativo così diffuso. Non si può negare che gli omologhi traduttivi tendano a ignorare la dimensione semantica degli elementi linguistici del prototesto che sostituiscono o, piuttosto, ripetono. Gli elementi del prototesto sottoposti a traduzione omologica in realtà sono quasi dissociati dal codice in cui erano stati codificati, dal quale traggono valore semantico. Di conseguenza, il significato degli elementi del metacodice è molto meno equivalente a quello dei loro omologhi di quanto sarebbe con un metodo analogico. In casi estremi, può capitare che nel metacodice non ve ne sia traccia. Negando in modo totale o parziale la semantica del protocodice, non avviene alcuna ricodifica “reale”:
la corrispondenza formale [è la] qualità tipica di una traduzione che riproduce nel metacodice le caratteristiche formali del prototesto in modo meccanico. Spesso la corrispondenza formale distorce la struttura grammaticale e stilistica della lingua ricevente, distorcendo così il messaggio, determinando fraintendimenti o grande fatica nel ricevente[18].

Anche le teorie della traduzione di tipo descrittivo, cioè che non si basano su preconcetti su ciò che la traduzione è o dovrebbe essere, riconoscono chiaramente il carattere speciale dei casi di interferenza linguistica[1]. Comunque, i metodi di traduzione basati sull’omologia linguistica sono usati molto più spesso di quanto ai loro detrattori piaccia ammettere, e il loro campo di applicazione è molto più vasto e vario di quanto ritengano accettabile. Né possono essere giustificati attribuendoli a mera incompetenza o alla difficoltà di trovare analoghi soddisfacenti[2]; lo testimoniano gli innumerevoli casi in cui traduttori esperti preferiscono omologhi anziché analoghi ragionevolmente equivalenti a loro disposizione. Questa scelta è da attribuire a diversi fattori: l’autorità del prototesto o del suo autore, il prestigio del protocodice o della protocultura in generale, il desiderio di aggiungere un tocco esotico al metatesto, il desiderio di influenzare il metacodice e così via.
1.2 Ricodifica culturale
1.2.1 Nonostante la loro condizione privilegiata, le lingue naturali non sono però gli unici mezzi di significazione, comunicazione e organizzazione che le culture umane hanno a disposizione e su cui si basano. Vengono in mente molti altri esempi di sistemi di segni: codici etici, codici legali, segnali militari, linguaggi informatici, codici cifrati, codici culinari, codici della moda, codici architettonici, codici pittorici, codici musicali, di cinesica e prossemica, sistemi di valori ideologici, routine e rituali della vita quotidiana e così via. Questi elenchi fanno sorgere una domanda:
Come si fa a porre fine a questo inventario? Tutto è segno: i regali, le nostre case, il nostro arredamento, i nostri animali domestici[19].

Nelle prossime pagine userò il termine «codice culturale» per un particolare gruppo di sistemi segnici culturali come quelli appena elencati. Partirò da due presupposti, che la cultura è una sorta di struttura complessa che produce significato (e non si limita ad esprimerlo, quindi è esclusa qualsiasi interpretazione rigida della metafora del codice) e che i codici linguistici e i codici culturali non coincidono (anche se sono organizzati con i medesimi princìpi strutturali). Intendo argomentare che il concetto di codice culturale è uno strumento euristico utile perché permette di concettualizzare alcuni fenomeni di trasferimento “culturale” che sembrano proprio distinguibili dalle difficoltà di ricodifica “linguistica”.
Non è necessario ripetere che nessun testo nasce in un vuoto culturale. I testi nascono in – o in reazione a – un preciso contesto, a cui si può alludere, che può essere tematizzato, commentato o sottinteso in altri modi. Di conseguenza, si può ritenere che i testi contengano un carico di significati culturali sopra (accanto, dentro) i loro significati linguistici. A chi legge il Re Lear di Shakespeare non basta disporre di una buona conoscenza della lingua del periodo elisabettiano. Deve anche avere familiarità con il codice culturale elisabettiano: si presuppone una conoscenza di base delle leggi di successione, dei codici d’onore e di obbedienza filiale, delle strutture sociali feudali e così via; vi sono allusioni all’astrologia, alle leggende, alla moda – le scarpe scricchiolanti, il frusciare della seta, i profumi di zibetto – e così via. Le parole del Re Lear sono intrise di cultura elisabettiana.
In questa sede non ci occupiamo del modo in cui questi significati culturali sono (rap)present(at)i nei testi. Mi limito a citare i concetti di connotazione (Hjelmslev) e di mito (Barthes), che offrono un approccio interessante a questo problema. Secondo questi concetti, il segno linguistico è (per così dire) svuotato dal codice culturale, nel senso che viene nella sua interezza ridotto allo status semiotico di mero signifiant a cui si accosta successivamente un signifié convenzionale creando il segno culturale.
Dovremo analizzare più approfonditamente le relazioni fra codici linguistici e codici culturali, al livello generale dei sistemi segnici più che a livello dei singoli segni. È stato ipotizzato (vedi anche il paragrafo 1.1.2) che, dato il nostro punto di partenza, si debbano dare per scontati almeno alcuni legami fra il linguaggio da una parte, e il pensiero (individuale) e la cultura (collettiva) dall’altra. Secondo questa ipotesi, i linguisti hanno dimostrato che la struttura della lingua rispecchia in effetti diversi aspetti della realtà sociale, per esempio nella composizione e nell’organizzazione del lessico, nella struttura della grammatica, nella presenza di socioletti e altre varietà linguistiche, ecc. La presenza di numerose tracce di significati culturali all’interno della struttura stessa della lingua pone inevitabilmente
un problema fondamentale per la linguistica […] [cioè] se la conoscenza del mondo sia separata dalla conoscenza linguistica, e come debba procedere la caratterizzazione di quest’ultima. (Kess & Hoppe 1981: 95)

Per dirlo con parole mie, la distinzione fra codici linguistici culturali è accettabile in assoluto? Oppure, per ricorrere ai termini sintetici usati da alcuni partecipanti a questo dibattito, un dizionario (che raccoglie e organizza la conoscenza di una lingua) è diverso da un’enciclopedia (che raccoglie e organizza la conoscenza del mondo)?
Sostanzialmente ci si può avvicinare alla questione da due parti. Dal punto di vista del codice culturale la questione è in che misura i codici e i sottocodici culturali conducono un’esistenza autonoma, cioè indipendente dall’ordine del linguaggio. Per esempio, ci si può domandare se un codice pittorico possa funzionare senza parole oppure no. È possibile la comunicazione pittorica senza l’ausilio della lingua, considerando l’importante ruolo della critica d’arte, dei manifesti, delle brochure ecc? Le categorie semantiche dei codici di immagini sono predeterminate dalle categorie semantiche del codice linguistico? Nel complesso, risulta che nelle riflessioni sull’arte e sulla cultura il linguaggio viene comunemente ritenuto in un certo qual modo il meccanismo centrale nella produzione di significato in ambito culturale. Lo stesso Saussure considerava il linguaggio il “più importante” sistema di segni della cultura umana (1966; 16,68), ma non si è mai diffuso sul potenziale del modello strutturalista per l’analisi dei fenomeni non linguistici. Una teoria strutturalista sulla cultura in cui veniva assegnato un posto centrale al linguaggio è stata elaborata molti anni dopo dai semiotici della letteratura e della cultura della scuola di Tartu. Secondo questa teoria, il linguaggio è un sistema di modellizzazione primario, e la cultura un sistema di modellizzazione secondario. Il linguaggio plasma la percezione e la comprensione del mondo che ci circonda alla maniera di Sapir e Whorf, e lo stesso fa la cultura, ma al secondo grado: agisce su o viene applicata alle categorie del linguaggio, e ha come scopo la modifica e l’intensificazione delle forme di percezione primaria. Il ruolo centrale del linguaggio è infatti un cardine di questa teoria della cultura:

La struttura della lingua, il modello di mondo che rappresenta, a loro volta influenzano il modo in cui individui e cultura percepiscono e comprendono la realtà; si può discutere sull’entità di questa interazione ma non sul processo in sé. Le lingue naturali sono un sistema di modellizzazione primario nel senso più letterale del termine, e praticamente tutti gli aspetti dei processi di percezione e comprensione dell’individuo vengono in qualche misura influenzati da questo sistema interpretativo primario. […] La lingua in quanto mezzo principale di comunicazione è la base di numerosi altri sistemi sociali – tradizioni, convenzioni sociali, rituali, religione, […] arti figurative. (Lotman 1976: xiv)

Anche le forme artistiche non verbali come la pittura, ecc., sono considerate «im Banne der Sprache» (Flamend 1985). Mentre l’ipotesi sulla cultura della scuola di Tartu lascia una certa autonomia ai codici secondari, è chiaro che in ultima analisi la cultura viene considerata dipendente dal linguaggio. Questi atteggiamenti logocentrici hanno dominato la seconda metà del secolo, e ciò ovviamente ha determinato reazioni critiche da parte di artisti e critici d’arte offesi per la natura riduttiva insita in questa egemonia linguistica. Nonostante questo dissenso, si può tranquillamente concludere che la cultura rimane nel complesso piuttosto logocentrica, e si potrebbe affermare, citando Jakobson, che siamo governati da una tradizione di imperialismo linguistico.
Dal punto di vista opposto, cioè quello della lingua naturale, il tema dell’interdipendenza della linguistica e dei codici culturali si può ridurre a questa domanda: fino a che punto si può descrivere il linguaggio senza fare riferimenti alla realtà extralinguistica? È possibile compilare una grammatica o un dizionario descrittivi senza fare ricorso a significati presi dal codice culturale? Le diverse risposte a questa domanda rischiano di portarci in discussioni linguistiche (e ideologiche e filosofiche) sulle quali non intendo dilungarmi per ragioni pratiche. Vorrei solamente evidenziare il fatto che negli ultimi venti o trenta anni il panorama linguistico è stato dominato dalla grammatica generativa, il cui orientamento generale è universalistico e aculturale. Ci troviamo perciò di fronte a un paradosso non indifferente nel quale gli studiosi della cultura tendono a inserire il linguaggio al centro delle loro ipotesi, mentre, al contrario, la principale tendenza della linguistica attuale è incline piuttosto a isolare il linguaggio dall’ambiente culturale che lo circonda. Ad ogni modo, spero che da queste riflessioni abbozzate sia emerso che le questioni in gioco toccano direttamente le componenti teoriche della scienza della traduzione.
Ho già affermato che accetterò la distinzione tra codici linguistici e codici culturali; si suppone quindi che alcuni significati culturali saranno fuori dalla portata di un’analisi puramente linguistica. Sebbene in un prototesto possono essere codificate linguisticamente alcune caratteristiche della protocultura, presupporrò che la produzione, la comprensione, e la traduzione di un prototesto dipende anche dall’ utilizzo “adeguato” di alcuni segni culturali che possono essere separati dal codice linguistico. Questa posizione non sarà immune da possibili critiche, ma è in accordo con il principio strutturalista secondo il quale il linguaggio deve essere studiato come un sistema autonomo. Inoltre, si possono aggiungere due notevoli argomenti di natura pragmatica; in primo luogo, come intuito da traduttori, critici della traduzione, giurie di concorsi di traduzione, studiosi della traduzione, ecc., nella traduzione bisogna distinguere i problemi socioculturali dai problemi di trasferimento linguistico. Questa intuizione è confermata dalla presenza nel nostro vocabolario critico di termini quali modernizzazione e naturalizzazione da una parte, e storicizzazione ed esotizzazione dall’altra, che denotano il modo in cui viene trattata la dimensione culturale del prototesto . Il secondo argomento pragmatico (collegato all’altro) è la coesistenza di due metodi di traduzione nel caso in cui nel prototesto si registri la presenza di elementi che ne accrescono il peso culturale. Il primo metodo punta a un massimo grado di equivalenza linguistica senza però raggiungere quella culturale. Il secondo metodo favorisce invece l’equivalenza sul piano culturale a scapito del grado di equivalenza linguistica. Si può individuare abbastanza precisamente, per lo meno intuitivamente, la differenza fra i due approcci nel modo in cui il traduttore tratta le informazioni di carattere culturale dell’elemento del prototesto. Nel prossimo paragrafo tratteremo in maniera più sistematica dei diversi metodi di trasferimento culturale.
1.2.2. Anche le culture, come i linguaggi, sono fenomeni storici molto complessi in continua evoluzione a causa dei cambiamenti nel loro ambiente esterno e nei bisogni funzionali interni. ILa conseguenza di questo dinamismo intrinseco è uno sviluppo autonomo dei codici delle diverse culture che tendono ad essere fortemente discordanti e anisomorfi. È tanto più vero in quanto possiamo affermare che le culture (come le lingue) non sono borse piene di singoli elementi alla rinfusa, ma piuttosto strutture con un’organizzazione complessa le cui molteplici relazioni interne determinano la significatività culturale di ogni elemento. Come la ricodifica linguistica (vedi paragrafo 1.1.2.), ciò determina molte difficoltà di trasferimento.
Non sempre il traduttore, affrontando una traduzione interlinguistica, ha bisogno che avvenga anche il trasferimento del significato culturale. Ci sono casi in cui la traduzione viene effettuata all’interno di un unico sistema culturale (ma bilingue), cosicché un cambiamento del codice linguistico non implica necessariamente un cambiamento del codice culturale. È inoltre facile osservare che alcune forze centripete nella nostra civiltà occidentale e la diffusione delle comunicazioni di massa su scala mondiale stanno abbattendo molte barriere culturali prima più difficili da superare. Questo però non vuol dire che stia per cominciare l’era planetaria prevista da Teilhard de Chardin. Né che dobbiamo trascurare i numerosi punti di differenziazione culturale locale che restano e resteranno per sempre. Bisogna talora superare grandi distanze culturali specialmente con le culture non occidentali o con testi del passato che negli anni sono diventati culturalmente esotici se non del tutto incomprensibili.
Ci sono molti modi per superare i punti di asimmetria tra il codice culturale della lingua dell’originale e il codice culturale ricevente. Come ho appena detto, ci sono due strategie di base.

1.2.2.1. Una prima strategia consiste nella sostituzione di elementi linguistici del prototesto con elementi linguistici del metatesto che riflettono al meglio il significato culturale anziché linguistico. In altre parole, l’elemento del metatesto ha un significato culturale analogo; il suo valore relativo all’interno del codice culturale ricevente è un’approssimazione ottimale del valore relazionale della sua controparte nel codice culturale emittente. Un esempio chiarirà queste formulazioni astratte. Come ho detto sopra, in Re Lear Shakespeare nomina le «creaking shoes», oggetto che, nel codice culturale elisabettiano, era segno di moda. Una traduzione olandese come «krakende shoenen» [scarpe scricchiolanti N.d.T.] viene intuitivamente riconosciuta come analogo ragionevolmente equivalente a livello linguistico; tuttavia, non convoglierebbe il significato culturale della frase originale. Tramite un analogo culturale, d’altro canto, si cercherebbe proprio di trovare un’equivalenza approssimativa sul piano culturale, se necessario anche a scapito del grado di equivalenza linguistica. Nel nostro esempio si potrebbe fare riferimento a una marca di scarpe attuale di gran lusso o di gran moda.
L’esempio ci è anche utile per mostrare che i significati culturali in realtà non possono essere estirpati dal codice culturale che li ha generati, perciò l’analogia tra i segni culturali derivanti da codici diversi può essere solo molto approssimativa. Di nuovo (come per gli analoghi linguistici) in certi casi riusciamo a intuire la natura della relazione tra loro, che è ben diverso da una misura accurata dei gradi di equivalenza culturale. Perciò (come con la selezione degli analoghi linguistici), l’anisomorfismo dei codici culturali impone inevitabilmente un livello importante di arbitrarietà nella selezione degli analoghi culturali. Il processo traduttivo è anche qui un processo di selezione, ed è quindi impossibile usare il termine «equivalenza» in senso stretto. Non sorprende che la selezione di elementi localizzanti del codice culturale ricevente sia stata considerata
il problema forse più delicato che un traduttore di un testo letterario deve affrontare. Il senso e il valore comunicativo possono, nel complesso, essere misurati con relativa facilità e relativa precisione per quanto riguarda “l’uso comune” prevalente nella lingua emittente e nella lingua ricevente al momento della stesura del prototesto e del metatesto. Ma come si può misurare il valore degli elementi di tempo-luogo-tradizione nel prototesto?[3]

Forse è per questo che la maggior parte delle teorie normative attuali tende a considerare con sufficienza gli analoghi culturali. A volte si afferma addirittura che il ricorso a una strategia basata su analoghi culturali privi i metatesti del diritto di chiamarsi «traduzioni». Spesso si ritiene che gli analoghi culturali facciano riferimento al contenuto del prototesto, che il traduttore deve traghettare completamente, stando alla metafora del nastro trasportatore; se il traduttore si rifiuta di farlo. il metatesto va chiamato «adattamento», non «traduzione». Un altro fattore che può spiegare la valutazione generalmente negativa degli analoghi culturali è che la mente tende a essere piuttosto sensibile alle interferenze delle diverse situazioni culturali. Di solito disapproviamo la «incongruous jumble of ancient and modern manners»[4], ossia la mescolanza di àmbiti culturali diversi. Consideriamo anche la connotazione negativa che si dà al concetto di «anacronismo». Per quella ragione, gli analoghi culturali causano spesso disagi, a meno che, naturalmente, non venga trasposto radicalmente l’intero contesto culturale del prototesto. Infine, viene a volte sottolineato il fatto che gli analoghi culturali sono destinati a vita breve a causa dei cambiamenti diacronici nel codice culturale ricevente. Più ci sono riferimenti alla cultura ricevente del momento, prima il metatesto risulta datato.
1.2.2.2. Il secondo metodo di trasferimento dei significati culturali consiste nella produzione di omologhi culturali. A livello di ricodifica linguistica, il metodo omologico è caratterizzato dal fatto che l’elemento linguistico del prototesto viene considerato principalmente come unità formale (piano dei significanti) anziché semantico-funzionale (piano dei significati). A livello culturale vale una definizione parallela. La differenza sta ovviamente nella natura speciale dei significanti dei segni culturali. Se ci atteniamo all’interpretazione di Hjelmslev o Barthes, i significanti culturali sono definiti come intero segno linguistico a cui si attribuisce un significato culturale. Se perciò si usa il metodo omologico per trasferire segni culturali, la resa della semantica culturale aggiuntiva dei rispettivi elementi del prototesto passa in secondo piano rispetto a una resa il più possibile equivalente di questi elementi dal punto di vista linguistico. Dal punto di vista dei codici culturali in questione, si ha a che fare con un processo di copia formale in cui la semantica del prototesto viene quasi ignorata. Questo in certi casi determina volte oscurità o addirittura errori di comprensione (falsi amici culturali), specialmente se si devono coprire grandi distanze culturali. Tuttavia, non va sottovalutata la capacità di risolvere i problemi dei riceventi. Nell’esempio delle «creaking shoes», una resa culturalmente omologa (poniamo krakende shoenen in olandese) probabilmente è efficace sul piano comunicativo, anche se forse in modo meno diretto, purché i lettori o gli spettatori del Re Lear possano ricavare indizi sufficienti dal contesto complessivo da trarne la giusta connotazione culturale. In complesso, l’effetto ultimo degli omologhi culturali è spesso limitato all’introduzione di un tocco di couleur locale esotico che non era stato codificato dall’autore del prototesto né percepito dal pubblico del tempo. Forse questo fattore di ridondanza informazionale in parte sta alla base dell’attuale preferenza critica per tali metodi omologici rispetto agli analoghi culturali. Altre possibili ragioni sono state spiegate alla fine del paragrafo precedente (prestigio della cultura emittente ecc.).
Nella misura in cui è possibile distinguere i codici linguistici dai codici culturali, le decisioni prese dai traduttori a livello di trasferimento culturale hanno evidenti ripercussioni sul livello del trasferimento linguistico e viceversa. Le conseguenze vengono approfondite nel paragrafo 2. Per il momento possiamo distinguere approssimativamente le seguenti forme di interdipendenza: gli analoghi linguistici sono anche analoghi culturali nella misura in cui le caratteristiche culturali sono codificate a livello linguistico; nella misura in cui il significato culturale di un elemento del prototesto non è coperto dalla sua descrizione linguistica, gli omologhi culturali coincidono con gli analoghi linguistici; alle stesse condizioni, la produzione di analoghi culturali può richiedere cambiamenti radicali sul piano linguistico. Queste osservazioni permettono di trarre almeno una conclusione importante: l’introduzione del livello culturale ha quantomeno aumentato il numero di metatesti possibili realizzabili sulla base di un prototesto. Nel prossimo paragrafo entrerà in gioco un fattore di ulteriore complicazione.

1.3. Ricodifica testuale

1.3.1 Perché un enunciato sia efficace nella comunicazione orale gli eventuali destinatari del messaggio devono saper attribuire a tutte le frasi che compongono il messaggio il significato linguistico corretto e pertanto devono possedere lo stesso codice linguistico del parlante. Inoltre, per decifrare i significati culturali codificati nei segni linguistici, devono avere una sufficiente padronanza del codice culturale che viene usato. Finora, però, una terza dimensione è stata scarsamente considerata: le incomprensioni e le mancate comunicazioni avvengono anche quando l’eventuale destinatario del testo non è attrezzato a sufficienza all’utilizzo del codice che governa l’uso del linguaggio. Il contributo apportato da questa terza dimensione alla semantica complessiva di un testo e il suo rapporto con la traduzione saranno gli argomenti di questo paragrafo.
In base al famoso schema triadico di Morris si potrebbe dire che lo studio di un sistema di segni come il linguaggio consiste nell’analisi di tre tipi distinti di relazioni: quelle tra i segni (sintassi), quelle tra i segni ed il loro significato convenzionale (semantica), e quelle tra i segni ed i loro fruitori (pragmatica). In molti approcci tradizionali al linguaggio (e alla letteratura) l’interesse è concentrato soprattutto sui primi due tipi di relazioni. In particolare il primo è stato analizzato a fondo da studiosi che mirano a ricostruire la struttura interna delle lingue e che considerano la frase come unità fondamentale della loro analisi. Il terzo tipo di relazioni è entrato a far parte del dominio degli studi del linguaggo solo di recente. È merito di teorici dell’atto di parole come John Austin e John Searle se riconosciamo che l’uso del linguaggio è soggetto a certe regolarità tanto quanto le lingue stesse, e che lo studio del linguaggio non si può quindi limitare o ridurre all’analisi di frasi isolate, astratte dai loro contesti discorsivi. Se consideriamo il contesto linguistico e situazionale complessivo, scopriamo che per parlare e per scrivere compiamo, in effetti, tre atti diversi. Innanzi tutto costruiamo ed enunciamo frasi con un certo potenziale interpretativo (in altre parole la produzione di significati proposizionali o atto locutorio). Nello stesso tempo viene compiuto un cosiddetto atto illocutorio con il quale vogliamo che il nostro enunciato costituisca un atto di asserzione, elogio, domanda, promessa, avvertimento, e via dicendo. E spesso compiamo anche un cosiddetto atto perlocutorio, intendendo provocare un effetto sulle azioni o sullo stato mentale dell’interlocutore che vada oltre la semplice comprensione, per esempio rabbia, intimorimento, convincimento, reazione, e via dicendo. La cosa importante in queste distinzioni è che esse postulano una differenza tra le parole e le cose che si possono fare con le parole (cfr. il titolo del libro di Austin How to Do things with words[5] del 1962). Secondo questa teoria del linguaggio, in cui l’uso del linguaggio è considerato parte integrante della comunicazione umana, i “fini” del mittente del testo sono chiaramente più importanti della scelta dei “mezzi” linguistici. Quindi, gli atti illocutori non sono la conseguenza degli atti locutori. Si ritiene che l’atto illocutorio compiuto usando una certa frase conferisca all’enunciato di quella frase una particolare forza illocutoria. Questa triplice distinzione può essere riassunta nel seguente modo: un parlante enuncia delle frasi con un particolare significato (atto locutorio), e con una particolare forza (atto illocutorio), per ottenere un certo effetto sull’interlocutore (atto perlocutorio). (Kempson 1977: 51)
Quindi, le regole che governano l’uso del linguaggio sono di un ordine gerarchico più elevato delle regole linguistiche in senso stretto. Alla luce di questa voluta forza illocutoria e dell’effetto perlocutorio, queste regole d’ordine più elevato determinano per convenzione quali segni linguistici e quali combinazioni di segni linguistici devono essere selezionati dal repertorio complessivo del codice linguistico, non solo, ma anche quali caratteristiche sopralinguistiche aggiuntive devono comparire nel messaggio. Queste convenzioni possono operare su vari livelli. Elencherò in breve alcuni dei parametri che possono essere manipolati: la scelta degli strumenti grafici ed ortografici (nella comunicazione scritta); la preferenza o la resistenza a varietà linguistiche specifiche quali socioletto, dialetto, idioletto, ecc.; la preferenza o la resistenza a certe caratteristiche lessicali o grammaticali; l’uso di particolari strutture narrative, strategie argomentative, ecc.; l’uso di organizzatori del testo quali titoli, paragrafi, strofe, capitoli, ecc.; l’uso di altri strumenti per la coesione del testo e di convenzioni quali anafora, marcatori del discorso, ecc., l’uso di caratteristiche matricali specifiche quali topoi, formule, motivi, ecc.; la desiderabilità e l’esatta natura di schemi formali aggiuntivi quali allitterazioni, metro, tropi, figure, ecc.; i modi di interazione (per esempio la deissi) con altri sistemi semiotici (nei testi teatrali, nelle sceneggiature dei film, nei cartoni animati, negli annunci pubblicitari e simili). È questo un inventario schematico e provvisorio, ma che illustra adeguatamente i molteplici modi in cui gli enunciati si distinguono come realizzazioni di atti specifici di parole. È giusto ricordare che alcuni dei parametri elencati riguardano aspetti del linguaggio che appartengono al piano dei significanti, per esempio gli aspetti della sonorità. Questa semantizzazione delle proprietà formali è tipica degli atti di parole poetici o letterari; vedi sotto.
Come già detto, l’abbinamento dei tipi di strutture linguistiche con i vari tipi di forza illocutoria è una convenzione. Per esempio una domanda come «why not stop here” in inglese è di solito un suggerimento. Tradotta in ebraico standard perde la sua forza illocutoria secondaria ed opera solo come domanda. (Blum-Kulka 1981: 93)
Le varie convenzioni dell’inglese e dell’ebraico che governano la scelta e l’uso delle strutture del linguaggio qui non coincidono. Sul piano linguistico in senso stretto il valore semantico della frase inglese e di quella ebraica è all’incirca lo stesso, tuttavia la loro semantica complessiva non coincide a causa del diverso potenziale illocutorio e perlocutorio.
Dato che gli enunciati (come la frase singola nell’esempio precedente) possono manifestare il loro effetto pragmatico solo all’interno degli insiemi testuali cui appartengono, e poiché molte delle convenzioni che governano l’uso della linguaggio riguardano la costruzione testuale complessiva degli enunciati, propongo di classificare tutte le convenzioni di cui ho parlato come «codice testuale”. Le differenze nell’organizzazione testuale sono, poi, ciò che contraddistingue un’affermazione ironica rispetto ad una diretta, o ciò che costituisce la specificità di un testo giuridico, di una lettera commerciale, di un documento di una conferenza, di una commedia di costume, di una poesia simbolista, e via dicendo. Gli stessi fattori differenziano anche ogni singolo caso di queste tipologie di testo dalla semplice concatenazione delle frasi che lo compongono. Il testo sarà riconosciuto come un’unità singola di significato con un certo grado e un certo tipo di coerenza; attraverso i suoi marcatori di genere si presenterà come un membro o un quasi membro di una particolare classe di testi; di conseguenza verranno suscitate delle aspettative nel destinatario del testo che sarà spinto a adottare la disposizione alla lettura che per convenzione è pertinente al tipo di atto di parole.
In molte culture il codice letterario si può distinguere come un sottocodice speciale del codice testuale complessivo. Si può fare questa distinzione sia sulla base di un tipo particolare di organizzazione testuale che esso impone al materiale linguistico, sia sulla base della funzione culturale specifica che esso conferisce ai testi: l’aspetto più importante di un messaggio letterario diviene la costruzione del messaggio in quanto tale, incluse le sue caratteristiche formali che vengono semantizzate e diventano parte integrante del significato complessivo del testo (vedi paragrafo 2). Questo dare maggior rilievo alla forma del messaggio spesso comporta collocare in secondo piano altre funzioni tipiche dell’uso del linguaggio, determinando così un grande sconvolgimento dei modi comuni del discorso linguistico-testuale, in cui la vera formulazione linguistica e testuale del messaggio è, di fatto, nascosta o trasparente, poiché l’intento comunicativo è quello di perseguire “fini” più pragmatici. Questo spiega perché i testi artistici hanno un carico informativo tanto elevato. Ne consegue anche che gli strumenti utilizzati nel codice letterario non possono essere studiati in modo proficuo se vengono concepiti come invariabili, o se la comunicazione letteraria è considerata di per sé diversa dagli altri modi del discorso. Si può determinare in modo corretto quale sia la funzione letteraria (estetica, artistica) di un testo solo tenendo conto del background dinamico del codice testuale nel suo insieme. Questa dimensione storica spiega, per esempio, perché alcuni testi vengono decodificati come testi letterari anche se in origine non erano stati codificati come tali, o viceversa.
Utilizzare il termine «codice” in una dissertazione sui sistemi testuali letterari e non letterari significa incontrare nuovamente alcuni problemi teorici fondamentali. Soprattutto nella critica letteraria, l’applicazione del concetto di codice ha sollevato dure critiche. Fokkema (1985) prende in esame tutte le possibili obiezioni, cercando poi di confutarle sistematicamente. Tuttavia, sebbene si tenda a condividere il senso delle sue argomentazioni, alcune rigorose confutazioni falliscono nel loro intento. Per esempio, l’obiezione secondo cui codici precisi si baserebbero su un accordo precedente tra fonte e destinazione, mentre non esiste alcun accordo tra scrittore e lettori, viene «invalidata» nel momento in cui Fokkema «lascia cadere» questo requisito e rende meno precisa la definizione di codice[20]. È, come ovvio, semplicemente impossibile invalidare l’obiezione in modo accettabile. Scrittori diversi e persino opere diverse tendono a introdurre ideoletti propri e l’opera d’arte crea unilateralmente il proprio codice (autocodificazione). Si consideri che Lotman[21] descrive il rapporto tra il codice dell’autore e il codice del lettore in termini di lotta. Come scrive Culler,
la letteratura mina, parodia e rifugge costantemente da qualunque cosa minacci di diventare un codice rigido o un insieme di norme esplicite per l’interpretazione. […] Le opere letterarie non mentono mai interamente all’interno dei codici che le definiscono e ciò è quanto rende l’investigazione semiologica della letteratura un’impresa così allettante[22].

Ci sono altri problemi. Da un lato, si potrebbe mettere in discussione le ipotesi che stanno alla base della mia distinzione tra il codice testuale e il codice culturale, ipotesi che molti critici intertestualisti saranno riluttanti ad accettare. Dall’altro, le ipotesi secondo cui il codice testuale è considerato diverso dal codice linguistico non sono meno controverse. Dopo tutto, come Roland Barthes e altri studiosi ci farebbero credere, non c’è un discorso «puro» né un «grado zero» della retorica. Tuttavia, a difesa della mia decisione potrei fare riferimento a un fenomeno quale la licenza poetica (a quanto pare i codici letterari possono persino giustificare gli abusi delle regole grammaticali più elementari) o alla chiara tendenza dei sottocodici letterari e degli altri sottocodici testuali a non curarsi dei limiti linguistici. Potrei anche citare le importanti teorie della scuola di Tartu. Ma la considerazione decisiva è che sembrano esistere due metodi distinti di traduzione in particolare per la rappresentazione di segni testuali del prototesto. Vengono spiegati nei paragrafi 1.3.2.1 e 1.3.2.2.

1.3.2 Il fatto che gli enunciati verbali siano sempre soggetti a qualche forma di codifica testuale è molto importante per lo studioso di traduzione. Questo, comunque, non implica che una considerazione degli aspetti “testuali” o pragmatici dei segni testuali elimini o riduca l’indeterminatezza delle operazioni di trasferimento linguistico e culturale. Tuttavia, è quanto si aspettano in genere gli studiosi di traduzione.
La nostra intenzione è stata quella di esemplificare una strategia per affrontare i testi e le relative traduzioni cercando di elaborare criteri per una descrizione oggettiva del luogo e della funzione di ogni dato passaggio di un testo all’interno di un sistema di questo genere, per generare istruzioni traduttive adeguate al tipo di testo. Basandosi su una tale strategia, dovrebbe essere possibile sostituire intuitivamente decisioni di quantificazione (cui la teoria tradizionale della traduzione non è ancora capace di rinunciare) con semplici decisioni binarie. Perciò, non dovremo più considerare le traduzioni «molto buone», «più liriche», «piuttosto goffe» o «molto eleganti». In definitiva, dovrebbe esserci solo una traduzione «giusta» o «sbagliata»[23].

I problemi di traduzione incontrati finora vengono semplicemente aggravati dall’introduzione del fattore testuale. Una prima importantissima conseguenza è che spesso la codifica testuale del materiale linguistico plasma testi con un alto grado di strutturazione interna. Ulteriori relazioni testuali ad hoc vengono sovrapposte alle relazioni gerarchiche esistenti tra le frasi (grammatica) e alle relazioni orizzontali che collegano le varie frasi (concatenazione), ciò che spesso porta a un alto grado di complessità semantica intratestuale. L’effetto di questo primo fattore è discusso nel paragrafo 2.
In secondo luogo, analogamente ai codici linguistici e culturali, i codici testuali possono essere descritti come reti complesse di relazioni funzionali interne. Di nuovo traduttori e traduttologi non possono far altro che affrontare la mancanza di adattamento reciproco tra codici testuali tra i quali deve essere eseguito il trasferimento di elementi testuali. In realtà, la dimensione precisa di questa asimmetria differisce ampiamente[24]. Nel caso di certe tradizioni internazionali (il Classicismo francese del diciottesimo secolo, il giallo moderno ecc.) le differenze locali sono a volte molto sottili. In generale, dovremmo accettare il fatto che, ogni qualvolta ci sia un cambiamento di codice linguistico, c’è anche quantomeno un grado minimo di divergenza tra il codice testuale emittente e il codice testuale ricevente. Questo grado minimo è il corollario di convergenza tra il codice primario, linguistico e il codice secondario, testuale, poiché codici testuali tendono a basarsi su certe peculiarità fonologiche, grammaticali ecc. del codice linguistico:
l’influenza formativa della lingua nazionale basata su sistemi di modellazione secondari è un fatto reale e indiscutibile. È importante soprattutto nella poesia[25].

oppure come scrive Levý
die Sprache entwickelt oft schon aufgrund ihrer tektonischen Eigenschaften besonders günstige Voraussetzungen für bestimmte Kunstmittel [26]

La vera natura dell’incompatibilità tra (coppie di) codici testuali appartiene al campo di ricerca di discipline come la stilistica comparata, la sociolinguistica contrastiva, la testologia contrastiva, la comparatistica letteraria, l’analisi del discorso, la grammatica testuale e così via. Restrizioni pratiche mi impediscono di soffermarmi su questi aspetti: è il giunto il momento di osservare più da vicino i possibili metodi di trasferimento testuale.
1.3.2.1 È probabile che i traduttori vengano confrontati con caratteristiche testuali del prototesto sconosciute o insolite nel codice testuale del metatesto; forse il prototesto appartiene a un genere del codice emittente che o non esiste nel codice del metatesto oppure esiste in una forma leggermente differente (segnali di genere differenti) o in una posizione totalmente differente. Sono disponibili due opzioni fondamentali, le quali, ancora una volta, possono essere caratterizzate per mezzo dei concetti dell’analogia e dell’omologia. La soluzione analogica consiste nell’utilizzare una caratteristica stilistica, segnale di genere, tipo di testo, ecc. che appartenga al codice del metatesto e vi occupi una posizione al massimo grado equivalente alla posizione che la caratteristica del prototesto occupa all’interno del proprio codice testuale. Così, il traduttore francese di un sonetto shakespeariano adotta una forma di sonetto continentale invece di copiare le caratteristiche formali del prototesto. A causa dell’anisomorfismo dei codici testuali in questione, un’equivalenza rigorosa tra forme del genere è irrealizzabile e ci si deve rassegnare a un certo grado di indeterminatezza; perciò anche qui la forte tendenza delle procedure di selezione continua ad essere unidirezionale.
C’è stata di recente una forte spinta verso lo sviluppo di un modello descrittivo universale in relazione al quale si potrebbe misurare il grado di equivalenza tra il valore relativo di delle caratteristiche del prototesto versus quelle del metatesto all’interno dei rispettivi codici testuali. Secondo alcuni teorici degli speech act, per esempio, i concreti speech act sono legati alla cultura soltanto a un livello superficiale, poiché possono essere considerati realizzazioni di un gruppo di regole di base universali. Ciò creerebbe la possibilità teorica di uno standard di raffronto. Quanto ai fenomeni stilistici, un tentativo interessante è stato fatto dallo studioso slovacco František Miko. La sua teoria dell’espressione, secondo la quale particolari mezzi stilistici in un linguaggio sono da mettere in relazione con «qualità di espressione» più astratte e universali, sembrerebbe dare il via a
una valutazione sistematica dei mutamenti espressivi che si verificano in una traduzione formando così una base per la classificazione oggettiva di differenze tra la traduzione e l’originale[27].

Comunque, resta da vedere se la teoria universalistica di Miko sia attuabile nella realtà. In modo diverso, anche la teoria polisistemica della letteratura e della cultura offre certi criteri comparativi nel senso che dà un modello concettuale per l’analisi dei testi, delle caratteristiche dei testi e dei modelli di testo nell’evoluzione delle letterature e delle culture. Permette di caratterizzare e quindi di confrontare i tipi di testo e le caratteristiche di testo rispetto al loro status visto all’interno dell’insieme dinamico del codice testuale; a questo scopo offre criteri come conservatore versus innovativo, epigonico versus sperimentale, alto versus basso, canonico versus non canonico, indigeno versus esotico, sistemico versus non sistemico ecc. Tuttavia, sebbene alcuni dei suoi praticanti tendano a una concezione ontologica del concetto di sistema o siano impegnati nella ricerca di universali culturali e traduttivi, in linea di principio l’orientamento della teoria polisistemica è esplicitamente storico più che universalista. Ciò che le analisi polisistemiche dei codici testuali rivelano sempre è proprio la loro complessa organizzazione strutturale, la natura funzionale e dinamica e quindi la loro irriducibilità. Qualsiasi equivalenza tra caratteristiche del codice del prototesto e analoghi del codice del metatesto è, perciò, nel migliore dei casi approssimativa.

1.3.2.2 Una soluzione omologica al problema dell’asimmetria del codice testuale consiste nella copia diretta di caratteristiche del segno pertinente del prototesto. La sua semantica testuale, funzione del suo valore relazionale all’interno dell’intero codice del prototesto, è quasi al di fuori delle caratteristiche di cui si tiene conto a vantaggio della riproduzione delle caratteristiche formali. Questo tipo di strategia traduttiva è esemplificato dalle traduzioni continentali dei Sonetti di Shakespeare che rispettano lo schema rimico e le convenzioni metriche inglesi nonostante le diverse tradizioni autoctone in materia di sonetti.
2 Problema traduttivo numero due: l’organizzazione complessa dei messaggi

2.1 Nelle pagine precedenti la traduzione è stata considerata come processo di ricodifica tripla, sui piani linguistico, culturale e testuale. Dato che i codici non artificiali risultano non reciprocamente riducibili, ho discusso in che modo singoli segni del prototesto in queste condizioni sarebbero trasferibili nei metacodici, per esempio per mezzo di omologhi e analoghi. Ma nella vita vera i traduttori hanno a che fare con testi.
Se i problemi del trasferimento effettivo di singoli elementi del prototesto costringono il traduttore a fare certe scelte, l’identificazione stessa di questi singoli problemi di trasferimento dipende da una serie di scelte preliminare e non meno problematica riguardanti la scomposizione del prototesto. Quando il modello strutturali del prototesto elude le categorie di un unico schema tassonomico, la delimitazione delle singole unità traduttive sarà aperta a un livello sostanziale di indeterminatezza. Il processo traduttivo, anche in questi casi, appare come processo selettivo.
2.2 Il fenomeno appena descritto è particolarmente significativo quando è in gioco il trasferimento di caratteristiche testuali (sezione 1.3.2); è notoriamente una grande preoccupazione per i traduttori di testi letterari e una ragione sufficiente per molti scienziati della traduzione per dichiarare intraducibile la poesia.
La letteratura è caratterizzata dalla compresenza di modelli organizzativi diversi (verso, metro, ripetizioni di suoni, sintassi, isotopie ecc.) che interagiscono in vari modi tra loro e con gli strati sottostanti di significato linguistico e culturale. Ne consegue un’unità molto complessa in cui non è più possibile distinguere signifiant e signifié: si confondono in un unico segno totale, icona perfetta del mondo esclusivo che incarna. Questa compresenza di strutture in conflitto nei testi artistici è uno dei temi principali degli scritti della scuola semiotica di Tartu. Lotman si occupa della dialettica tra proprio e altrui nei sistemi, dove spesso per «altrui» si intendono quegli elementi provenienti da altri sistemi che sono inglobati nel proprio sistema conservando le loco caratteristiche di estraneità. Quando la collocazione di elementi è marcata, ossia inusuale, spezza gli automatismi percettivi del testo e genera un effetto artistico.
Dunque secondo Lotman è la multisistemicità delle opere d’arte letterarie a conferire loro unità strutturale, le loro caratteristiche uniche, l’alto contenuto informativo, la loro «energia” specifica e, in effetti, la loro irripetibilità. Lotman non ha dedicato molti articoli al problema della traduzione letteraria, ma l’osservazione che segue mostra in modo chiaro in quale direzione lo porti la sua teoria del testo letterario.
Le difficoltà fondamentali della traduzione di un testo letterario sono dovute alla necessità di restituire i legami semantici che esistono a livello fonologico e grammaticale. Se a livello fonologico fosse questione soltanto di riprodurre armonie imitative, allitterazioni o altre cose del genere, le difficoltà sarebbero minori. Ma le connessioni semantiche specifiche che compaiono in cirtù del cambiamento in un testo letterario del rapporto tra rivestimento sonoro della parole e la sua semantica, e la semantizzazione del livello grammaticale sembrano non poter essere sottoposti ad alcuna traduzione esatta (Lotman 1973: 16).

Secondo questa concezione sistemica del testo, i singoli elementi di un testo vengono a far parte di una serie di relazioni ad hoc con altri elementi testuali (Toury 1980: 95-96). Secondo Lotman, queste relazioni possono modificare considerevolmente la semantica di qualsiasi elemento testuale rispetto al suo carico semantico abituale. Un esempio molto semplice è rappresentato dall’ironia, che mostra come in un testo una parola possa addirittura assumere un significato esattamente opposto a quello che ci aspetteremmo sulla base del suo valore all’interno del codice linguistico; basti pensare all’effetto del discorso di Antonio in relazione al significato della parola «honorable» in Giulio Cesare , scena III,ii. Analogamente, l’uso di termini arcaici in un testo può essere indicatore di uno stile aulico, ma anche un mezzo per parodiare tale stile. Nei due casi possono essere stati usati gli stessi elementi del repertorio del codice linguistico; la distinzione sta solo nel differente ambito di relazioni testuali nel quale rientrano tali parole.
Di conseguenza, ha senso introdurre una distinzione fra il valore semantico che un elemento ha di norma sulla base della sua posizione relazionale all’interno del codice a cui appartiene, e il valore semantico che questo termine assume all’interno delle relazioni testuali specifiche in cui è inserito. In effetti, questa distinzione è già stata formulata parecchi anni fa dal formalista russo Tynjanov (1971 [1927]). Utilizzando i termini tynjanoviani autofunzione e sinfunzione[6], giungiamo alla formulazione che segue: l’autofunzione di un elemento in un’opera letteraria (ovvero il valore relazionale di quell’elemento all’interno del codice a cui appartiene) non coincide necessariamente con la sua sinfunzione (cioè con il suo valore relazionale all’interno del testo letterario considerato) ed è ad essa subordinato in ogni occorrenza testuale. La differenza fra le due è di grande importanza per la pratica della traduzione letteraria e, quindi, anche per la teoria della traduzione: entra in gioco un nuovo problema.
Tutto quello che è stato esposto nei paragrafi precedenti sulla traduzione (letteraria) era frutto di un punto di vista autofunzionale. Le argomentazioni implicitamente a sostegno di questo approccio possono essere parafrasate come segue: il valore aggiunto che la sinfunzione di un elemento dell’originale rappresenta rispetto alla sua autofunzione è conseguenza delle relazioni strutturali che l’elemento in questione mantiene con gli altri segni che costituiscono l’originale; se il traduttore riesce a trovare elementi corrispondenti che abbiano autofunzioni equivalenti nella lingua della traduzione, nel testo tradotto emergono automaticamente gli stessi gruppi di relazioni strutturali; in questo modo le sinfunzioni dell’originale vengono mantenute. In breve, il surplus di senso ottenuto dall’interazione degli elementi dell’originale viene riprodotto nella traduzione, se i singoli elementi possono essere tutti resi in modo equivalente: se il traduttore si occupa delle autofunzioni, le sinfunzioni sanno badare a sé stesse.

Sebbene questa argomentazione sia in sé indubbiamente corretta, è ovvio che le premesse su cui si basa non sono per niente realistiche. In primo luogo si pone il problema principale della traduzione: la ricerca di elementi singoli nella traduzione che abbiano valore semantico più o meno equivalente nelle due lingue è disseminata di grandi difficoltà. Nella traduzione letteraria questi problemi diventano ancora più seri. Fino ad ora ci siamo occupati principalmente del trasferimento (ottimale) dei significati (valori semantici) dell’originale. Eppure è evidente che anche le relazioni testuali interne che differenziano sinfunzioni da autofunzioni si basano su proprietà puramente formali delle componenti testuali, per esempio sui suoni. Anzi, la differenziazione tra autofunzioni e sinfunzioni sta, in gran parte, proprio nella semantizzazione di tali caratteristiche formali. Questo significa che il traduttore dovrebbe cercare di ottenere un’equivalenza ottimale non solo a livello di significato, ma anche a livello di significanti. Tali requisiti sono però incompatibili sulla base di un ben noto principio: nel linguaggio naturale le relazioni tra significanti e significati sono fondamentalmente arbitrarie (cfr. anche capitolo 2, paragrafo 1.2). Di conseguenza, sembra possibile immaginare una «traduzione in prosa”, che tenti di offrire una resa più o meno equivalente di una poesia di Shakespeare nei termini delle autofunzioni semantiche delle sue diverse componenti linguistiche; sembra possibile immaginare anche una «traduzione in versi” che dia una fedele riproduzione degli aspetti fonologici e prosodici dell’originale. Ma i problemi iniziano quando si vuole riprodurre il testo di Shakespeare in modo da conservare le interazioni testuali specifiche tra le sue varie componenti, cioè le sue sinfunzioni.

Cosa possono fare i traduttori davanti ad un testo tanto complesso? In linea di massima, sembrano esistere due opzioni principali. Scegliendo la prima, il traduttore potrebbe decidere di ignorare le particolari strutture dell’originale o persino interi livelli di strutturazione dell’originale, per avere massima libertà d’azione nel trasferimento ottimale degli elementi e delle strutture dell’originale su altri livelli. L’esempio più tipico di tale approccio è una traduzione in prosa che fin dall’inizio abbandona ogni speranza di riprodurre i suoni e le strutture metriche dei versi dell’originale, per concentrarsi maggiormente sul lessico e sulla grammatica. È chiaro che questo approccio non riuscirà a trasferire le complessità sinfunzionali dell’originale. Il secondo tipo di strategia presuppone un traduttore che metta da parte del tutto il punto di vista dei singoli segni dell’originale e le loro autofunzioni. In realtà segue la procedura inversa: cerca cioè di definire le sinfunzioni che agiscono nell’originale e di trasferire quelle invece dei singoli segni linguistici, culturali e testuali dell’originale, dalla cui interazione sono definiti. Nella formulazione (normativa) di Z. Klemensiewicz:

L’originale deve essere considerato come un sistema e non come una somma di elementi, come un’unità organica e non come un accumulo meccanico di elementi. Il compito del traduttore non è né riprodurre né trasformare gli elementi e le strutture dell’originale, bensì cogliere le loro funzioni e utilizzare strutture ed elementi della lingua madre che per quanto possibile siano sostituti e controvalori di questa lingua con la stessa attitudine ed efficacia funzionale. (citato da Levy 1969: 21-22)

Invece di affermare che anche il trasferimento equivalente di singole caratteristiche testuali specifiche produce un’unità sinfunzionale equivalente, questa strategia olistica mira a trasferire gruppi di caratteristiche testual-funzionali. D’altronde questo è il fondamento della visione tradizionale secondo cui la poesia non può essere tradotta ma solo ricreata. È una concezione difficile da accettare come tale, perché si intende la traduzione in termini restrittivi (cfr.oltre), ma c’è un che di vero. Di conseguenza, dobbiamo accettare la possibilità che la resa – non equivalente a livello ottimale dal punto di vista autofunzionale – di due strutture dell’originale, che si intersecano, instauri comunque una relazione di equivalenza approssimativa a livello sinfunzionale tra l’originale e la traduzione. In altre parole, ad alcune condizioni i cambiamenti semantici dal punto di vista dei segni componenti dell’originale potrebbero benissimo essere il prerequisito per instaurare un grado maggiore di equivalenza a livello dell’originale e della traduzione intesi come macrosegni.
Sfortunatamente, queste sono tutte formule molto astratte e, per quanto riescano a sistematizzare intuizioni comuni, non vi è ancora un modo per controllare la loro validità nella realtà basata sull’osservazione. Da un lato, sembra non esista uno strumento per la misurazione intersoggettiva dei gradi di equivalenza sinfunzionale. Sotto quest’aspetto, la scienza della traduzione dipende da una teoria preliminare del testo (letterario), ovvero una teoria che sia in grado di spiegare con precisione il modo in cui i nessi strutturali presenti nei testi si riflettono sulla semantica che i diversi segni che formano il testo posseggono individualmente in virtù del loro valore all’interno del codice.
Nei paragrafi sulla traduzione poetica ho esaminato questioni piuttosto complesse e probabilmente discutibili. Spero che ciò non abbia suscitato la falsa impressione che la poesia debba essere considerata qualcosa di totalmente diverso dalla normale scrittura, forse addirittura qualcosa di natura più nobile, e che siamo conseguentemente di fronte a due forme e qualità di traduzione completamente diverse, la traduzione letteraria versus la traduzione normale. Al contrario, le distinzioni fra i testi poetici più complessi e il testo di prosa più elementare sono di natura graduale, e in tal senso l’attinenza del nostro secondo problema traduttivo è variabile. In un certo senso, comunque, la discussione sui casi estremi di strutturazione testuale complessa in questo contesto è del tutto opportuna, poiché ci dà una degna conclusione per i paragrafi 1 e 2 in quanto sembra che siamo più lontani che mai dalle procedure predefinite e semplici di trasferimento che ci saremmo potuti aspettare dopo la metafora della ricodifica.

3 Alcune Conclusioni

3.1 Tipi di relazioni traduttive
Con l’ausilio di argomentazioni derivanti principalmente dalla tradizione strutturalista, ho cercato di mostrare che la traduzione non condivide alcune caratteristiche importanti con i processi di ricodifica tecnica. Potremmo ottenere un quadro un po’ più chiaro di tali differenze specificando meglio la varietà di relazioni traduttive come avvengono nella traduzione “reale” versus il tipo unico di relazioni prototesto-metatesto come nel caso della ricodifica pura. Perché sia possibile tale paragone abbiamo bisogno di un sistema di classificazione in grado di darci un controllo concettuale sui vari tipi di cambiamenti e non cambiamenti distinguibili nei processi di trasferimento tra due sistemi. Fortunatamente questo sistema generale di categorie di trasformazione esiste già. Ho in mente le categorie sostituzione, ripetizione, omissione, aggiunta e permutazione già usate secoli fa dagli antichi retori e riscoperte di recente dalla linguista contemporanea (per esempio da Noam Chomsky) e dalla teoria della letteratura (per esempio da Popovič 1976 e Van Gorp 1978).
Passo ora a esaminare brevemente ciascuna di queste cinque categorie di trasformazione. Ne emerge che la prima, la sostituzione, è l’unica a verificarsi nei processi di ricodifica pura. Nella traduzione, invece, nessuna di loro può essere esclusa[28].
3.1.1 Nel caso della sostituzione, l’elemento corrispondente del prototetso viene sostituito da un elemento del metatesto caratterizzato da un valore relazionale più o meno equivalente. Questo equivale a quello che è stato finora definito principio analogico.
Nella ricodifica pura tutte le relazioni tra elementi del metatesto e i loro corrispondenti nel prototesto ricadono in questa categoria. Inoltre, data la simmetria strutturale tra i codici interessati, soddisfano pienamente i criteri dell’equivalenza matematica. Ma nella traduzione tra codici non artificiali si verifica una equivalenza pura soltanto in un numero di casi molto limitato. Non esistono teorie semantiche operazionali e universali che possano fungere da tertium comparationis e selezionare in modo inequivocabile il quasi equivalente più prossimo per ogni elemento del prototesto. Nell’ambito della ricodifica non artificiale, l’analogia è dunque un concetto elastico. Certe sostituzioni a determinate condizioni possono essere considerate più equivalenti e analoghi migliori o più simili rispetto ad altri, ma tutto sommato sono giudizi che lasciano il tempo che trovano. A complicare il quadro, l’equivalenza autofunzionale in certi casi va infranta a vantaggio dell’equivalenza sinfunzionale, soprattutto nella traduzione letteraria.

3.1.2 Gli altri quattro tipi di relazioni sono tipici della ricodifica in senso lato (traduzione).
Nel caso della ripetizione, l’elemento del prototesto non viene sostituito, bensì semplicemente ripetuto o trasferito direttamente dal prototesto al metatesto. Le sue caratteristiche formali vengono in parte o del tutto riprodotte nel metatesto senza considerare l’equivalenza semantica massimale. Ciò corrisponde a quello che è stato chiamato principio omologico. Come è già stato osservato, il fatto che trascuri la semantica del prototesto viene talvolta giudicato un grave difetto, specialmente a livello di ricodifica linguistica:
In che modo affidarsi troppo a un modello di corrispondenza formale indebolisce l’identità semantica? Questo modello identifica la traduzione con la correlazione di segni da un codice all’altro, senza prendere in considerazione le diverse relazioni strutturali tra il segno e gli altri segni nei rispettivi codici. In altre parole, questo modello presuppone un’equivalenza tra i singoli elementi semiotici e le regole che governano la loro ricombinazione in unità linguistiche superiori, sia strutturali sia semantiche. Se è concepibile reperire equivalenti formali funzionali, questi però hanno relazioni diverse nei rispettivi codici, rendendo tale modello meno adatto a riprodurre il significato[29].

Ad ogni modo, per controbilanciare questa concezione, devo sottolineare che vi sono teorie normative alternative della traduzione che favoriscono una linea d’approccio “non-illusionistica” o “esotizzante”, e di conseguenza sono più propense ad approvare i metodi omologici. Inoltre – a prescindere da qualsiasi preconcetto normativo – non si può ignorare il semplice fatto che, in effetti, i trasferimenti omologici avvengono molto spesso.
Una caratteristica importante degli omologhi nella traduzione è la loro capacità di effettuare o rafforzare determinati cambiamenti diacronici all’interno dei codici riceventi. Attraverso gli omologhi la traduzione può divenire un canale per l’introduzione di nuovi elementi nel repertorio del codice ricevente o per la modifica di quelli esistenti. Tale processo si attua ogniqualvolta i casi di interferenza tra codice emittente e codice ricevente non vengono più percepiti come tali. A mo’ di esempio potrei citare la graduale adozione di prestiti nel lessico del codice linguistico ricevente (livello dei codici linguistici), la diffusione della cultura biblica e dei valori cristiani mediante le traduzioni della Bibbia (livello dei codici culturali), l’introduzione di nuove caratteristiche testuali o di un nuovo genere letterario in un altro sistema (livello dei codici testuali) e via dicendo. A questo proposito, gli omologhi traduttivi sono in netta antitesi con gli analoghi traduttivi. Questi ultimi sono sempre esempi “corretti” di uso del codice ricevente, e perciò è molto improbabile che vi causino cambiamenti. Tuttavia, ciò non significa che i metodi di traduzione analogici non possano avere un ruolo strategico nello sviluppo storico di un sistema di segni; però il loro ruolo conservatore anziché innovativo poiché implicano un ripudio più o meno polemico degli elementi estranei e un attivo sostegno ai codici indigeni.
A prima vista può sembrare sorprendente che una strategia traduttiva definibile come forma di non traduzione si manifesti in testi prodotti e ricevuti come «traduzioni». Il nostro scetticismo su quest’idea, tuttavia, è dovuto solo alla nostra incapacità di vedere al di là del cosiddetto buonsenso traduttivo, secondo cui la traduzione sarebbe una categoria distinta, coerente e universalmente definibile. Lo scopo di questo capitolo è mostrare che tali concezioni sono inadeguate. In questo contesto è un’idea stimolante, che incoraggia a integrare la scienza della traduzione in uno studio più generale del discorso, considerare che le sostituzioni linguistiche, culturali o testuali – che, come è stato detto, spesso vengono considerate procedure esclusivamente traduttive – si verificano sistematicamente in testi considerati originali o non tradotti, per esempio nell’uso dei prestiti lessicali, dei prestiti stilistici o semantici ecc.
3.1.3 Nel caso dell’omissione, un particolare elemento del testo originale non viene assolutamente reso nel testo tradotto, nemmeno con un analogo ipoequivalente. Molto probabilmente numerosi traduttologi normativi esiterebbero a considerare legittimo questo processo traduttivo:
In teoria, il traduttore deve giustificare ogni parte o aspetto del senso cognitivo e pragmatico nel testo della lingua dell’originale (Newmark 1981: 149)
Qualsiasi potatura o sfoltimento del testo originale rende meno definita la separazione tra traduzione e adattamento e vanno perciò evitati. Tuttavia, checché ne dicano i critici, le omissioni sono molto frequenti nell’attuale realtà della traduzione per molte ragioni differenti. Come segue dal paragrafo 2, spesso le omissioni non possono essere evitate, essendo i testi originali organizzati in modo complesso: l’opzione di rendere certi elementi o certe strutture del testo originale con la massima equivalenza possibile potrebbe richiedere il sacrificio di altri elementi o strutture del testo originale. Alcuni tra questi potrebbero essere ancora riconoscibili in un analogo ipoequivalente, altri potrebbero essere ripresi in qualche altra parte del testo grazie ad alcuni artifici di compensazione (cfr. infra), altri però potrebbero semplicemente sparire senza lasciar alcuna traccia.
3.1.4 Nel caso dell’aggiunta, il testo tradotto risulta avere dei segni di componente linguistica, culturale o testuale che apparentemente non appaiono nell’originale. Le possibili cause per cui tali elementi, non presenti nel testo originale, vengono inseriti dal traduttore sono molteplici. Di nuovo, la struttura complessa del testo originale potrebbe essere una limitazione di una certa importanza: l’omissione e l’aggiunta vanno a braccetto, soprattutto se il traduttore vuole mantenere le proprietà macrostrutturali o la stessa lunghezza dell’originale. Molto spesso, tuttavia, le aggiunte devono essere spiegate secondo altri principi. È molto nota, per esempio, la tendenza dei traduttori a produrre un testo tradotto più ampio rispetto all’originale: ciò è in parte dovuto al loro interesse, psicolinguisticamente comprensibile, alla chiarezza e alla coerenza, che li induce a esplicitare dei passi complicati, fornendo i collegamenti mancanti, a mettere a nudo argomentazioni implicite e, in generale, a dare al testo una formulazione più completa. Per quanto questa tendenza non intenzionale all’esplicitazione parafrastica sia comprensibile (e, di nuovo, sia frequente nella pratica traduttiva), non è molto apprezzata da numerosi traduttologi contemporanei:
Tutte le norme traduttive sono un tentativo di impedire che il traduttore propenda per l’extrema ratio, la parafrasi. (Newmark 1981: 130)
In altri casi ancora, le aggiunte sono dovute a interventi consapevoli e intenzionali da parte del traduttore, che, per esempio, ritiene forse di poter migliorare le qualità estetiche della sua traduzione, aggiungendo la rima a un prototesto che ne è privo, usando un linguaggio più ricco di metafore, amplificando il sapore esotico del testo, e così via.
3.1.5 Per definire la quinta categoria, la permutazione, è necessario integrare alla prospettiva autofunzionale quella sinfunzionale. La quinta categoria non riguarda il trasferimento vero e proprio di singoli segni dell’originale, bensì le relazioni tra le rispettive posizioni testuali nell’originale e nella traduzione: l’elemento del testo originale viene reso nella traduzione (per mezzo di un omologo o di un analogo, talvolta comportando qualche forma di aggiunta o riduzione), ma la sua posizione all’interno della traduzione non corrisponde alla posizione relativa della sua controparte nell’originale. Quando i traduttologi utilizzano il termine «compensazione» intendono una relazione traduttiva di questo tipo.
All’interno della categoria delle permutazioni vi è un’operazione traduttiva degna di essere ricordata in modo particolare: il traduttore distingue due livelli del discorso, il livello testuale e quello metatestuale, e relega la resa di un elemento del testo originale o di una sua caratteristica nel secondo livello. Lo status metatestuale di questo secondo livello del discorso viene segnalato con mezzi convenzionali, come l’uso delle note a piè di pagina, delle parentesi o del corsivo. Questo metodo particolare di ridistribuzione dei segni del testo originale (per il quale potrebbe essere coniato il termine «compensazione metatestuale») non di rado va a braccetto con metodi traduttivi omologhi: le informazioni metatestuali compensano la frequente mancanza di forza comunicativa di questi metodi. Il fatto che la compensazione metatestuale possa combinarsi con altre categorie di trasformazione risulta anche chiaro dal legame frequente con la categoria dell’aggiunta; molte informazioni descritte nelle note a piè di pagina, ecc., apportano delle aggiunte rispetto all’originale.
3.1.6 Questi cinque tipi di operazione possono essere presenti a livello di ricodificazione linguistica, culturale e testuale. Non bisogna presumere che le decisioni dei traduttori a questi tre livelli siano necessariamente coerenti. È bene tenere in mente la raccomandazione espressa da James S Holmes nella sua trattazione delle diverse traduzioni in inglese contemporaneo di un rondò medioevale in francese:
Sembrerebbe che ci sia una resistenza particolare a trasporre una poesia del passato in una metapoesia completamente contemporanea a tutti i livelli, priva di qualsiasi elemento che indichi i suoi legami con un’epoca precedente. Se quest’ipotesi è corretta, significa che la tendenza a classificare in generale le traduzioni come modernizzanti o storicizzanti deve lasciar posto a un’analisi più elaborata che, per ogni traduzione, definisca un profilo più complesso. (Holmes 1988: 41-42)
In teoria, dovrebbe essere necessaria e sufficiente l’applicazione delle cinque categorie di trasformazione sopra citate a ognuno dei tre livelli di codice a permettere l’«analisi più elaborata» dell’intero gruppo di relazioni tra testo tradotto e originale cui Holmes deve aver pensato. In pratica, le cose risultano più complesse e numerosi fattori limitano i reali potenziali descrittivi delle distinzioni fatte sopra: la natura problematica dei limiti teorici fra i tre codici; i margini indefiniti della prima categoria (sostituzione); la complessa struttura gerarchica dell’intero gruppo di relazioni traduttive che collegano originale e traduzione; e, ultima ma non meno importante, la mancata coincidenza dei punti di vista autofunzionale e sinfunzionale; questa impone che proprio l’identificazione di coppie formate da “problemi” del testo originale e “soluzioni” della traduzione venga molto complicata dal fatto che è probabile che gli elementi del testo tradotto non siano altro che delle soluzioni parziali di problemi altrettanto parziali.
Questi fattori rendono l’intero modello difficile da usare in un reale e dettagliato confronto di testi. Ecco perché lo userò solo indirettamente nella mia trattazione sulla traduzione dei giochi di parole. Tuttavia, sarebbe esagerato affermare che il modello sia privo di qualsiasi capacità descrittiva. Per illustrare le utili distinzioni generali che se ne possono ricavare, ho incluso la seguente griglia (figura 1) che distingue alcuni tipi importanti di traduzioni classificati secondo i miei due parametri: le cinque categorie di trasformazione e i tre livelli di codice. Alcuni dei termini contenuti nei riquadri del diagramma provengono dal linguaggio specialistico di diversi critici e studiosi di traduzione; ecco perché non tutti i termini usati sono comparabili o compatibili. Indicano traduzioni in cui un particolare tipo di relazione traduttiva è così rilevante da definire l’intero gruppo di relazioni tra originale e traduzione. In una traduzione non integrale, per esempio, le omissioni sono così frequenti a livello microstrutturale, e/o riguardano a tal punto certe proprietà macrostrutturali del testo originale, da essere percepite come elementi caratterizzanti della strategia traduttiva nel suo insieme.

3.2 Tipi comunicativi di equivalenza

3.2.1 La maggior parte dei concetti precedentemente espressi dipende direttamente da una definizione saussuriana di significato (in senso linguistico). Nei miei termini valore, posizione relativa ecc., il lettore avrà giustamente riconosciuto un’eco diretta del concetto saussuriano di valeur, certamente uno dei suoi concetti fondamentali. Ora esaminerò la definizione che lo stesso Saussure diede di questo concetto, definizione che mostra una probabile alternativa per avvicinarsi alla traduzione, che potrebbe avere la pretesa di rendere più giustizia alla dimensione “comunicativa” della traduzione; ad ogni modo, in fin dei conti, questa alternativa non si rivelerà molto diversa né può essere usata come una porta di servizio attraverso la quale l’immagine della traduzione, intesa come ricodificazione in senso stretto, può rientrare di nascosto.
Il concetto di valeur è, in effetti, preso in prestito dall’economia. Nella citazione seguente Saussure sviluppa la metafora e mostra come i valori (cioè valeurs) linguistici siano simili a tutti i valori al di fuori della lingua in quanto

sembrerebbero regolati dallo stesso principio paradossale. Sono sempre formati da:
(1) una cosa diversa che può essere scambiata con una il cui valore deve essere determinato; e
(2) cose simili che possono essere confrontate con la cosa il cui valore deve essere determinato.
È necessaria la presenza di entrambi i fattori perché ci sia un valore. Perciò per determinare il valore di una banconota da 5 franchi bisogna sapere: (1) che può essere scambiata con una quantità fissa di qualcosa di diverso, per esempio pane; e (2) che può essere confrontata con un valore simile dello stesso sistema, per esempio una moneta da 1 franco, o con monete di un altro sistema (un dollaro ecc.). Allo stesso modo una parola può essere scambiata con qualcosa di diverso, un’idea; ma può anche essere confrontata con qualcosa della stessa natura, un’altra parola. (Saussure, 1966)

Così suppongo che il valeur di un segno linguistico possa essere definito sia dalla posizione relativa nella struttura linguistica (il secondo fattore nella citazione qui sopra, cioè valeur nel senso stretto della parola), che dalla sua capacità di denotare alcune entità extralinguistiche (il primo fattore nella citazione, cioè la signification saussuriana). Vorrei ora indicare in che modo questa distinzione tra le due definizioni saussuriane di valeur sembra estremamente importante ai fini della traduzione; a questo punto limiterò il discorso al campo della ricodificazione linguistica.
Finora mi sono limitato a definire i valori come opposizioni all’interno della struttura della lingua (livello della langue), in altre parole il secondo fattore della citazione di Saussure. In base a questa definizione si giunge alla conclusione che nella traduzione è impossibile avere un’equivalenza rigorosa e perciò che, per coloro la cui definizione normativa di traduzione richieda una tale equivalenza, la traduzione stessa è impossibile. Lo stesso Saussure non si occupa quasi mai della traduzione ma alcuni suoi commenti in proposito fatti en passant risultano abbastanza chiari:

Se le parole stessero per concetti preesistenti, avrebbero tutti equivalenti esatti di significato da una lingua all’altra; ma non è così: (Saussure, 1966)

Nonostante in queste ultime pagine potrebbe sembrare che la prima definizione di valeurs, cioè i significati, sia stata accantonata, sono molti gli studiosi di traduzione che oggi ritengono che questo fattore sia decisivo sia per la traduzione che per la teoria della traduzione. Insistono sul fatto che la traduzione non si basi su codici (tra i quali operano molte opposizioni strutturali), ma piuttosto su messaggi concreti (che stabiliscono un certo rapporto con la realtà extralinguistica). Tradurre è questione di parole e non di langue:

On n’a pas en effet à traduire des mots, mais des concepts, pas des syntagmes, mais des idées, pas des phrases, mais des démonstrations, des arguments, etc. […](Pergnier, 1976, p. 92)[7]

Secondo questi studiosi il traduttore dovrebbe occuparsi dell’equivalenza non a livello dei valeurs (il secondo fattore saussuriano), ma piuttosto a livello delle significations (il primo fattore saussuriano). L’equivalenza non deve risiedere nelle parole, ma (nel loro rapporto con) i concetti o le idee che vengono espresse attraverso le parole. Se il primo scopo è considerato utopico data l’asimmetria strutturale di due lingue, il secondo potrebbe essere perseguito più facilmente. Secondo questo modo di pensare è evidente che il cambio prospettico da valeurs a significations potrebbe contenere un’argomentazione fondamentale per chi si sente chiamato a difendere la tesi della traducibilità (Mounin, 1963, pp. 266-270). Alla stessa stregua, qualcuno può sentire un suo probabile uso come metodo strategico per vincere l’indeterminatezza della traduzione, che sarebbe insormontabile secondo l’analisi a livello dei valeurs, e per giustificare certe posizioni normative. Prima di discutere queste implicazioni, vorrei mostrare la portata di questo cambio di prospettiva.

3.2.2 Lo stacco concettuale da langue a parole in fatto di traduzione può essere osservato nelle relativamente poche teorie incastonate nella tradizione saussuriana ortodossa (es. Pergnier, 1976; Van Eynde, 1985, pp. 53-54; per citare altri esempi). Più numerosi sono gli esempi che possono essere tratti da teorie meno direttamente legate alla tradizione dello strutturalismo, che mostrano senz’ombra di dubbio una tendenza verso la teoria della traduzione de la parole. La prossima citazione, sulle condizioni dell’equivalenza traduttiva, mostra il senso generale delle argomentazioni di queste ultime teorie

Nella traduzione totale, i testi nella lingua originale (SL) e in quella ricevente (TL) vengono considerati equivalenti traduttivi quando in una data situazione risultino intercambiabili. […] Lo scopo della traduzione totale deve […] essere scegliere equivalenti nella TL che non abbiano “lo stesso significato” delle parole nella SL, ma la maggior sovrapposizione possibiledi gamme situazionali (Catford, 1965)

Catford parla di un concetto generale di «situazione data» che sembra includere almeno queste tre componenti: il mittente del messaggio, il segmento di realtà sul quale incide, il ricevente del messaggio. Il traduttore “comunicativo” deve centrare la sua attenzione, o almeno credere di farlo, su ognuna di queste tre componenti. Di conseguenza possiamo dividere sommariamente i concetti della traduzione “comunicativa” in tre gruppi, che vado ora ad illustrare brevemente[8]:
equivalenza emotiva: il criterio dell’equivalenza riguarda la misura in cui gli intenti comunicativi dell’autore del testo originale debbano essere mantenuti dal traduttore. Un esempio è il concetto di traduzione espresso da Koschmieder e parafrasato da Wilss (1982) come segue:

Tradurre è trovare «das Gemeinte» (G) (il significato inteso), in termini di contenuto e stile dello «Zeichen» (Z) (signifiant) in relazione al «Bezeichnetes» (B) (signifié) della lingua originale e trovare lo «Zeichen» corrispondente nella lingua ricevente che, in relazione al «Bezeichnetes» della stessa, darà lo stesso «Gemeinte» nella lingua ricevente.

Un’enfasi di questo genere sulle intenzioni espressive dell’autore del testo originale può essere ritrovata in certi approcci ermeneutici alla traduzione, in approcci (alla traduzione) ispirati dalla teoria del’enunciazione, e così via.
equivalenza referenziale: qui, tenendo conto di una certa situazione nella realtà, il criterio di equivalenza richiede che il valore di verità della proposizione del testo originale debba essere mantenuto nella traduzione. Ho scelto un breve passo tratto da un articolo di Eugenio Coseriu, la cui ben nota distinzione tra Bedeutung, Bezeichnung e Sinn testimonia chiaramente il suo rifiuto di vedere la traduzione come un’operazione a livello di valeurs:

Das Problem beim Übersetzen ist […] das Problem der identischen Bezeichnung mit verschiedenen Sprachmitteln, d.h. nicht etwa »Wie übersetzt man diese oder jene Bedeutung dieser Sprache?«, sondern »Wie nennt man den gleichen Sachverhalt bzw. Tatbestand in einer anderen Sprache in der gleichen Situation?« (Coseriu, 1978: 21)[9]

equivalenza conativa: il criterio di equivalenza prevede che il traduttore debba mirare alla maggiore somiglianza possibile tra il pubblico originario del testo originale e quello ultimo del testo tradotto. Per dirla come Nida & Taber (1969: 1), che promuovono un concetto di traduzione cosiddetto dinamico:

Una volta lo scopo della traduzione era la forma del messaggio […]. Il nuovo scopo, invece, si è spostato dalla forma del messaggio alla risposta di chi lo riceve.
Perciò va determinata la risposta che il ricevente dà al messaggio tradotto. Questa risposta deve essere poi confrontata con il modo in cui il pubblico aveva reagito al messaggio nella sua forma originaria.
3.2.3 Tentiamo ora di determinare, dal punto di vista comunicativo, le implicazioni teoriche di questo importante cambiamento di prospettiva. Prima di tutto è opportuno specificare che il cambiamento è in sé una mossa assolutamente accettabile; risponde a quanto da noi intuito e cioè che la traduzione è, in realtà, un trasferimento di enunciati concreti e non di strutture linguistiche astratte: di conseguenza, nella traduzione è in gioco “qualcosa in più” delle semplici strutture linguistiche in questione. Inoltre, tutto questo non contraddice assolutamente la definizione saussuriana di significato.
Il problema è, quindi, appurare se gli approcci comunicativi alla traduzione aggiungono qualcosa di nuovo rispetto ad un tipo di approccio che si occupa, non del trasferimento di significations, ma del trasferimento di valeurs. Naturalmente la risposta è sì se un tale tipo di concezione della traduzione basata sul concetto di valeur sembra dare conto soltanto del livello linguistico del trasferimento. Non si discute più sul fatto che nella traduzione vi sia un “qualcosa in più” (culturale, testuale) con cui la traduttologia deve fare i conti. A questo riguardo le definizioni comunicative di traduzione e di equivalenza traduttiva, nonostante il loro carattere prevalentemente normativo, costituiscono un enorme passo avanti se paragonate ad altre concezioni meramente linguistiche che riducono la traduzione alla sola sostituzione del lessico e della grammatica del codice della lingua emittente. Quindi non è esagerato dire che hanno contribuito in modo sostanziale allo sviluppo teorico della disciplina. Attirando la nostra attenzione sulla dimensione testuale della traduzione (vedi par. 1.3) hanno mostrato, una volta per tutte, che gli studi sulla traduzione non devono essere confusi con il confronto strutturale delle lingue (vedi anche Toury 1980: 14).
Comunque le inadeguatezze di concezioni meramente linguistiche della traduzione derivano dal loro ingiustificato trascurare le dimensioni “non linguistiche” della traduzione e non dal loro concentrarsi, in modo apparentemente errato, sui valeurs (piuttosto che sulle significations). Il modello di traduzione presentato in questo capitolo si basa prevalentemente sul livello dei valeurs, ma non senza includere anche i livelli di ricodifica testuale e culturale, applicando i concetti di valeur e langue anche a questi ultimi. Un tale modello sembra quindi perfettamente in grado di rendere giustizia alla dimensione comunicativa della traduzione senza per questo abbandonare la sfera dei valeurs. Potrebbe essere dimostrato, per esempio, che la distinzione classica tra la cosiddetta corrispondenza formale (l’equivalenza tra semplici testi) e l’equivalenza dinamica (l’equivalenza tra messaggi comunicativi) si può ridurre ad una serie di distinzioni graduali:
Tra un’analisi del Prototesto e un processo di trasferimento prototesto-metatesto che considera il prototesto codificato solo a livello linguistico da un lato e, dall’altro lato, un’analisi del prototesto e un processo di trasferimento prototesto-metatesto nel quale viene affidata ai livelli culturali e testuali dell’organizzazione semantica una posizione di maggiore importanza, se non addirittura una posizione gerarchica dominante;
Tra una strategia di trasferimento del prototesto che ricorre frequentemente a soluzioni traduttive omologiche anche a livello linguistico da un lato e, dall’altro lato, una strategia di trasferimento del prototesto che di solito favorisce soluzioni traduttive analogiche.
In altre parole, se si vuole spiegare cosa sia questo “qualcosa in più” che le definizioni comunicative di traduzione vogliono comprendere non è necessario scostarsi dai valeurs e rivolgersi a considerazioni di signification. Del resto credo che una simile conclusione concordi con quanto teorizzato da Saussure. La citazione tratta dal Corso nel paragrafo 3.2.1 sembra suggerire che sia i valeurs sia le significations abbiano un ruolo di uguale importanza nel determinare il significato (linguistico). Comunque nel Corso ci sono altri punti nei quali Saussure ipotizza una relazione di dipendenza tra i due. In ultima analisi è la serie di relazioni strutturali all’interno della langue che determina i possibili usi della stessa in casi concreti di parole:

È abbastanza chiaro che inizialmente il concetto [del verbo «juger” D.D.] non è nulla, o meglio, esso è solo un valore determinato dai suoi rapporti con altri valori ad esso simili, e che, senza di essi la signification non esisterebbe. (Saussure 1966: 117).

La stessa argomentazione può essere applicata ai livelli dei codici culturali e testuali: perché un segno culturale o testuale diventi semioticamente sign-i-ficante ci deve essere un codice convenzionale (langue) superiore e al contempo indipendente dalla particolare occorrenza del segno (parole). Le funzioni comunicative di un testo verbale possono essere provocate solo dalla presenza, all’interno del testo, di alcuni segnali convenzionali che acquistano significato grazie alla conoscenza condivisa di questo sistema di segni preesistente. Credere che le funzioni comunicative dei testi siano in un qualche modo estranee agli effettivi segni del testo sarebbe un tipico esempio di pensiero conduit-metaphor.
Giunti a questo punto dovrebbe emergere l’essenza dell’intero paragrafo. Se l’equivalenza nel vero senso della parola sembra impossibile a livello dei valeurs, non è sicuramente pensabile a livello di significations poiché queste ultime dipendono dai primi. In breve il passaggio a un punto di vista comunicativo sulla traduzione non risolve né può risolvere il problema dell’indeterminatezza della traduzione. Eppure questo può proprio essere l’obiettivo latente di certe teorie “comunicative”: poiché affermazioni normative riguardanti l’equivalenza o l’identità di significato in traduzione non possono trovare conferma sul piano dei valeurs, vengono difese sul piano delle signification. Dal momento che questo appare però impossibile secondo la logica saussuriana, i teorici di approccio comunicativo sono portati ad adeguarsi alla conduit-metaphor e alla rappresentazione non semiotica della traduzione vista come processo di decodifica e ricodifica. Quindi le rappresentazioni della traduzione come decodifica e ricodifica e le definizioni “comunicative” della traduzione possono essere considerate un tentativo congiunto di razionalizzare particolari concezioni normative della traduzione.
Un testo tradotto che sia la ricodifica (linguistica, culturale e testuale) completa di un prototesto porta l’intero potenziale “messaggio” di quest’ultimo. Il problema dell’impossibilità di operare questa piena equivalenza all’interno della ricodifica non può essere risolto spostando la propria attenzione dalla causa («Fino a che punto entrambi i testi sono completamente equivalenti?”) all’effetto («Fino a che punto entrambi i messaggi sono completamente equivalenti dal punto di vista comunicativo?”). Inoltre, anche se non c’è niente di male nello studiare certi effetti, dobbiamo occuparci del problema pratico: che, cioè, dal punto di vista metodologico, non siamo molto più preparati a studiare questi effetti (i gradi di equivalenza comunicativa) di quanto non lo siamo a studiare i fattori che li determinano (i gradi di equivalenza prototesto-metatesto). Come potrebbero affermazioni[10] riguardanti il valore comunicativo equivalente, l’equivalenza dell’impatto sul lettore e così via essere provate in modo intersoggettivo, senza basarsi su una propria intuizione personale? Anche se è vero che alcuni studiosi hanno sviluppato metodi promettenti per l’analisi empirica di alcuni aspetti di questo problema, a questo livello i gradi di equivalenza tra effetti comunicativi sono probabilmente più difficili da calcolare di quelli tra fenomeni testuali. Il principio di equivalenza dinamica, per esempio, presuppone che la comprensione del METATESTO da parte del “destinatario medio” rifletta «la comprensione vera o presunta” del PROTOTESTO da parte dei destinatari originari (Nida & Taber 1969 23). I problemi che emergono da questa affermazione ingannevolmente semplice, incluso lo status del lettore medio del PROTOTESTO e di quello del METATESTO e il problema di metodi per verificare la comprensione, sono difficili da risolvere. Non c’è da stupirsi che teorie traduttive normative di tipo comunicativo vengano spesso accusate di arbitrarietà. È il caso, per esempio, delle seguenti citazioni:

L’equivalenza dinamica è basata sul principio dell’effetto equivalente, e cioè sul fatto che la relazione tra destinatario e messaggio dovrebbe mirare ad essere uguale alla relazione tra i destinatari originari e il messaggio nell’originale. [Eugene Nida D.D.] cita, quale esempio di questo tipo di equivalenza, la traduzione di “Romani 16:16” di J.B. Phillips dove l’idea di «greeting with a holy kiss” (salutare con un bacio santo) viene resa con «give one another a hearty handshake all round” (darsi una forte e sincera stretta di mano). Con questo esempio di quella che sembra «una traduzione inadeguata e di cattivo gusto” emerge la debolezza dei tipi di equivalenza definiti da Nida in modo impreciso. (Bassnett – McGuire 1980:26)
In assenza di una qualsiasi base oggettiva di valutazione, la reazione del lettore della lingua ricevente non può essere prevista così come non può essere misurata la reazione del lettore della lingua emittente e lo spostamento dell’enfasi dal testo a ipotetici aspetti di ricezione porta a parzialità e distorsione illimitata. (Brotherton s.d.:37).

3.3 Livello intermedio delle norme di traduzione

Ogniqualvolta i traduttori si assumono l’impegno di rendere un testo in una lingua, una cultura e un sistema testuale differenti devono confrontarsi con molti problemi di scelta sia nello scomporre il prototesto, sia nell’operazione trasferimento vero e proprio a di tradurre delle singole unità traduttive. Il risultato di questo processo non è quindi quasi mai in una relazione di perfetta rigorosa equivalenza con il prototesto, così che molte traduzioni piú o meno divergenti di un singolo testo possono coesistere, come spesso accade, all’interno della stessa cultura ricevente. L’importante interrogativo che ora ci interessa è perché sembra che i traduttori usino del tutto questa vasta gamma di strategie traduttive possibili.
Tutte le volte in cui si prendono in esame certi specifici campi dell’attività traduttiva, si è colpiti dalla ricorrenza di certi tipi di comportamento traduttivo, la cui preferenza apparentemente ha la meglio sull’intera gamma di opzoni possibili. Il grado di indeterminatezza che distingue la traduzione dai processi di ricodifica pura e determina la disponibilità di varie strategie di traduzione non sempre si accompagna a una varietà altrettanto ampia di metodi effettivamente utilizzati dai traduttori. Inoltre, questa scelta di metodi di traduzione spesso varia sistematicamente in relazione a determinati parametri socioculturali come il genere letterario del prototesto, il prestigio della cultura emittente, le dimensioni, la stabilità, ecc. della cultura ricevente, e cosí via. Di conseguenza,

sans avoir tous les textes et tous les traducteurs d’une certaine époque, l’historien parviendra même à formuler des règles de prévisibilité: avant d’avoir étudié certains textes particuliers, il sait à quelles options et stratégies il peut s’attendre. (Lambert s.d.: 19)

C’è, in altre parole, una sistematica disparità tra ciò che è teoricamente possibile e ciò che si osserva nelle situazioni socioculturali specifiche. Finora il tentativo più interessante di integrare questo fatto importante in una teoria di traduzione è stato intrapreso da Gideon Toury, il cui concetto chiave di norme di traduzione sembra fornire una risposta adeguata al problema[11].

Una norma è sia una sorta di istruzione concreta, sia un criterio per poi valutare la prestazione. Funge da limite per chi fa parte di una comunità ogniqualvolta vuole svolgere il tipo di attività comportamentale alla quale fa riferimento la norma. Le norme sono basate sul principio del comportamento mimetico o imitativo, poiché esigono che queste attività siano eseguite secondo un determinato modello. Una norma può, ma non necessariamente deve, essere formulata esplicitamente. Le norme occupano infatti un secondo piano terreno intermedio molto ampio tra due estremi:

regole obbiettive, relativamente assolute (in certi domini campi comportamentali, perfino leggi stabili, formulate) da una parte, e tratti idiomorfici completamente soggettivi dall’altra. [...] Le norme in sé stesse non occupano solamente un punto della scala, ma una sezione graduata dell’intero continuum. (Toury 1980: 51)

Pertanto le norme possono essere più o meno rigide. Le norme vengono

acquisite – addirittura interiorizzate – dai singoli membri della comunità durante il processo di socializzazione (ibidem).

Questo spiega perché esse ci sia una forte tendenza a negare la propria loro normatività. Per quanto le norme siamo relative e storicamente variabili, coloro che aderiscono a una determinata norma spesso sostengono che il comportamento richiesto corrisponde a una logica naturale o universale e che è l’unico comportamento “ragionevole” possibile.

Da queste caratteristiche sembra che l’esistenza e il funzionamento di una norma possano essere inferiti da vari fenomeni: (i) certe regolarità di comportamento in situazioni in cui ci si sarebbe potuto anche aspettare altri tipi di comportamento; (ii) la valutazione positiva o negativa di concreti casi di comportamento che si conformano o no alla norma; (iii) formulazioni esplicite della norma, come raccomandazioni, obbligazioni, dissuasioni, proibizioni ecc.; (iv) l’alto status canonizzato di certi casi precedenti di comportamento, considerati ottimali e perciò realizzazioni esemplari di una data norma, cosi che possono essere prescritte come modello per successive situazioni operative.

La loro definizione implica che

c’è un punto fermo nel ha senso presupporre l’esistenza di norme solo in quelle situazioni che in teoria permettono più varianti di comportamento. (Toury 1980: 51)

La traduzione interlinguistica risulta proprio un’attività comportamentale nella quale si dimostrano possibili varie linee di azione, cosicché le norme di traduzione possono essere considerate limiti che guidano i traduttori nella scelta di metodi di traduzione “adatti” tra una gamma di opzioni disponibili. L’articolo di Toury The nature anad role of norms in literary translation (1980: 51-63) offre una visione chiara dei vari livelli ai quali possono essere operative le norme di traduzione. Consentitemi di ricordare brevemente che quelle che Toury chiama norme preliminari sono quelle che governano proprio la selezione delle opere (autori, generi letterari, scuole ecc.) e anche quelle che riguardano la tolleranza per forme di traduzione indiretta o di seconda mano. Le norme operative di Toury sono i limiti che guidano le decisioni durante il processo di traduzione vero e proprio. La cosiddetta norma iniziale determina il concetto generale della traduzione; questa opzione globale per un certo tipo di traduzione serve da punto di riferimento generale per decisioni operative più specifiche. Questa norma iniziale è

un mezzo utile per indicare la scelta di base del traduttore tra due alternative opposte [...]: si sottomette o al prototesto con i suoi nessi testuali e le norme da esso espresse e in esso contenute, o alle norme linguistiche e letterarie attive nella lingua ricevente e nel polisistema letterario ricevente, o in una sua parte. (Toury 1980:54)

L’adesione al primo tipo di norma iniziale risulta nella determina la produzione di traduzioni adeguate (o source-oriented). Anche se c’è una buona probabilità che tali traduzioni non rispondano alle aspettative testuali standard dei lettori del metatesto, le traduzioni del secondo tipo sono dette accettabili (o target-oriented) proprio per il loro impegno ad andare incontro il più possibile alle aspettative dei lettori modello. Nella terminologia precedentemente utilizzata in questo primo capitolo, le traduzioni di tipo adeguato si sforzerebbero di rendere in modo completo l’intera organizzazione semantica del prototesto, comprese le sue gerarchie sinfunzionali; metodi omologici verrebbero adottati per segni culturali e testuali del prototesto; linguisticamente. sarebbero da preferire analoghi a costo dei necessari cambiamenti dettati dalla norma. Le traduzioni di tipo accettabile invece mostrerebbero una preferenza complessiva per gli analoghi a tutti i livelli, senza fare a meno di analoghi poco equivalenti, aggiunte, eliminazioni.
In conseguenza dell’introduzione del concetto di norma, la traduttologia dovrà d’ora in avanti tenere conto di tre livelli sui quali possono essere instaurati i rapporti traduttivi tra prototesto e metatesto (Toury 1980): (i) a livello di competenza traduttiva teorica si può considerare tutta una gamma di relazioni possibili tra prototesto e i molti metatesti potenziali; (ii) a livello delle norme di traduzione vengono postulati alcuni di questi potenziali rapporti prototesto-metatesti come costituenti una vera equivalenza traduttiva, mentre altri vengono respinti a priori come soluzioni di traduzione non valide; (iii) a livello empirico di prestazione traduttiva lo studioso può intuire quali tipi di rapporti traduttivi sono stati effettivamente stabiliti dai traduttori.
Ogni modello teorico per la descrizione o la creazione di potenziali rapporti di equivalenza dovrà essere davvero molto comprensivo, un modello per rapporti intertestuali in generale, in quanto le distinzioni tra traduzioni, adattamenti ecc. non possono essere definite in anticipo. Come quelli del secondo gruppo, i rapporti nel terzo gruppo costituiranno necessariamente un sottoinsieme di questo primo gruppo di tutti i rapporti possibili. Se la gamma delle relazioni effettive si sovrapponga significativamente a quella delle relazioni richieste è un’altra questione. Dovremmo ricordare che una norma può essere più o meno rigida, che i traduttori possono decidere di non rispettare le norme esistenti, che possono nascere sistemi di norme alternativi e causare conflitti e così via. Una caratteristica decisiva delle norme di traduzione – anzi, di ogni norma – è proprio il fatto che non operano in un vuoto eterno, aculturale. Come tutte le norme, le norme di traduzione sono relative e storiche. Sono legate gerarchicamente alle altre norme che regolano il comportamento umano in campi di attività affini o più ampi, e possono perfino coesistere con altre norme all’interno dello stesso campo di attività. Nell’ultimo caso le due norme potrebbero essere in concorrenza, e qualsiasi delle due potrebbe finire per avere il sopravvento e diventare dominante; le trasgressioni di una norma potrebbero venire copiate e portare infine allo sviluppo di una norma alternativa, e così via.

Attualmente è accettata da molti l’idea secondo la quale le norme traduttive sono in correlazione con altre serie di norme all’interno della lingua, della cultura e del sistema testuale ricevente. Dobbiamo molto della comprensione di questi meccanismi al cosiddetto paradigma dei polisistemi nello studio della letteratura e della traduzione, dove svolgono un ruolo di rilievo. Secondo alcuni teorici del polisistema quali Even-Zohar, Toury, Lambert, Lefevere e molti altri, il modo più efficace per studiare letterature, lingue e culture (in breve, i diversi modelli del comportamento umano governati da segni) è quello di pensarli come polisistemi, vale a dire come sistemi di sistemi. Infatti, questi studiosi hanno sviluppato alcuni concetti che si rifanno ai tardi formalisti russi e agli strutturalisti di Praga, che riconoscono come loro padri spirituali. La teoria del polisistema si propone enfaticamente come un aggregato d’ipotesi che mira fondamentalmente a promuovere la ricerca descrittiva. Si distingue da molte altre forme di strutturalismo poiché sostituisce qualunque concetto di struttura staticamente sincronico, astorico e omogeneo, con un concetto eterogeneo e più dinamico. Fenomeni culturali come la letteratura non vengono studiati in termini di un’unica rete chiusa di relazioni (che giustificherebbe difficilmente la diacronia dei fatti letterari), bensì come insiemi complessi di molteplici reti di relazioni. Ipotizzando la coesistenza di molti sistemi di questo tipo, che implica una molteplicità d’intersezioni tra sistemi e quindi una molteplicità di conflitti e lotte per il dominio, il culturologo può rendere giustizia sia al carattere strutturale e organizzato della cultura, sia all’eterogeneità e alla diacronia di questa. Allo stesso modo, lo sviluppo della teoria del polisistema può essere interpretato come un tentativo di superamento del divario precedentemente incolmabile, nello studio della letteratura, tra l’impostazione teorica e quella storica.
Un profilo più dettagliato del pensiero polisistemico riguardo a letteratura e cultura ci porterebbe troppo lontano, ma è necessario dire alcune parole sulla possibile posizione e funzione dei testi tradotti all’interno del polisistema culturale o, piuttosto, – dato che questo è l’ambito in cui sono state condotte la maggior parte delle ricerche – all’interno dei polisistemi letterari. Come si correlano le norme traduttive con le altre norme che formano la complessa struttura del sistema letterario ricevente? Ne risulta che le traduzioni sono oggetti di studio privilegiati perché spesso forniscono ai culturologi accesso diretto al cuore dei meccanismi evolutivi della cultura, favorendo l’analisi sia della dinamica interna sia delle diverse relazioni intersistemiche del sistema letterario ricevente. Come faceva notare Even-Zohar, nella traduzione le prime due norme basilari corrisponderanno nella maggior parte dei casi a due specifiche serie di condizioni sistemiche:
(i) i testi tradotti hanno l’obiettivo di determinare un cambiamento nel centro dominante di un (sotto)sistema letterario:
dato che l’azione traduttiva, nel momento in cui assume una posizione primaria, partecipa al processo di creazione di nuovi modelli, la preoccupazione più grande del traduttore non è di trovare modelli preconfezionati nel suo “bagaglio culturale”, nel quale i testi originali potrebbero essere trasferiti; al contrario, il traduttore è pronto a violare le convenzioni locali. Con tali premesse, le possibilità che una traduzione sia vicina all’originale in termini di adeguatezza (in altre parole, una riproduzione delle relazioni testuali dominanti dell’originale) sono molto più numerose. (Even-Zohar 1978: 124-125)

(ii) i testi tradotti non svolgono una funzione primaria (innovativa), bensì una funzione secondaria (conservatrice) rispetto al centro dominante del (sotto)sistema letterario:
poiché lo sforzo maggiore del traduttore è di concentrarsi per trovare i migliori modelli preconfezionati per il testo estraneo, il risultato è spesso una traduzione non adeguata o (come preferisco dire) una più grande discrepanza tra l’equivalenza raggiunta e l’adeguatezza postulata (Even-Zohar 1978: 125).

3.4 Riconsiderare lo schema comunicativo
3.4.1 L’introduzione del concetto intermedio di norma traduttiva ha conseguenze di vasta portata. Se la traduzione è un processo decisionale, i vincoli che influenzano tali decisioni non comprendono solo fattori più o meno accidentali o soggettivi (gusto personale, competenza linguistica, condizioni lavorative ecc.) e fattori più o meno oggettivi (censura, disponibilità di strumenti per il traduttore, restrizioni dettate dal codice ecc). Dobbiamo anche tener conto dell’effetto dei vincoli intersoggettivi che sono direttamente collegati alla posizione prospettiva o alla funzione del Metatesto all’interno del sistema ricevente e che sono estranei al Prototesto e alla situazione comunicativa nel quale è nato e funzionava. Inoltre, tale interferenza è attiva ad ogni stadio del complesso processo semiotico che porta alla produzione di traduzioni: dalla decisione iniziale di eseguire traduzioni, attraverso la selezione dei prototesti e la possibilità di rifiutarsi o meno di usare determinati testi intermedi, fino alle vere e proprie procedure di scomposizione e trasferimento.
Queste considerazioni sollevano seri dubbi sulla validità non solo della immagine di ricodifica pura quale adeguata rappresentazione del processo traduttivo – se ce ne fosse ancora bisogno –, ma anche dell’intero schema comunicativo doppio, o per lo meno dei presupposti su cui poggia. Secondo lo schema comunicativo doppio: (i) l’atto comunicativo nella traduzione avviene davvero tra il Mittente del Prototesto e il Destinatario del metatesto, ma per alcuni motivi pratici è stato poi suddiviso in due fasi con l’introduzione del traduttore come intermediario, (ii) l’unica funzione, benché riconosciuta difficile, del traduttore è di agire in qualità di trasformatore di messaggi; (iii) i cambiamenti traduttivi tra il Prototesto e il Metatesto sono di norma accidentali e possono essere spiegati in modo soddisfacente come “rumore”. (A sostegno di ciò, si sostiene che la comunicazione ideale senza “rumore” sia rara persino in situazioni monolingui.)
Tali presupposti sono a volte nascosti, ma trovano anche una formulazione esplicita, per esempio in alcune teorie semiotiche formalizzate della traduzione. La seguente citazione ne è un esempio significativo:
L’obiettivo cibernetico del processo è creare le condizioni neces­sa­rie per raggiungere, in situazioni bilingui, lo stesso obiettivo della co­mu­ni­cazio­ne monolingue, cioè la trasmissione di informazio­ni co­stanti. (Ludskanov 1975: 6)

Ovviamente, interpretazioni di questo genere sottovalutano radicalmente fino a che punto le considerazioni attinenti esclusivamente alla fase ricevente dello schema comunicativo doppio (che è dopotutto la fase in cui nasce realmente il metatesto!) influiscano sull’intero processo di trasferimento. In altre parole, il carattere unidirezionale del doppio modello comunicativo preclude ingiustamente il riconoscimento dei principali effetti retroattivi esercitati dai fattori della fase finale proprio sulla fase iniziale e sulla fase di trasferimento dell’intero processo. In modo molto radicale, Gideon Toury ha tratto questa conclusione:
Parlando in termini semiotici, è chiaro che è la cultura ricevente, o una sua parte, a svolgere il ruolo scatenante della decisione di tradurre e del processo traduttivo. La traduzione quale attività teleologica per eccellenza è in gran parte condizionata dagli obiettivi che si prefigge, e questi obiettivi vengono fissati nella e dalla prospettiva del/i sistema/i ricevente. Ne consegue che i traduttori operano innanzitutto nell’interesse della cultura verso la quale traducono, e non nell’interesse del testo originale, per non parlare della cultura originale. […] Le traduzioni sono parte di un solo sistema: il sistema ricevente. (Toury 1985: 18-19)

Il doppio modello comunicativo può ancora essere utile come mezzo per studiare comodamente tutti i fattori implicati nella comunicazione traduttiva, ma le sue lacune emergeranno subito non appena si proporrà come icona dei veri processi tradottivi: tende a oscurare la vera natura semiotica della traduzione.

3.5 Studi sulla traduzione
Come ha illustrato Jiři Levý (1967), la teoria matematica dei giochi contiene diverse categorie che potrebbero rivelarsi utili per una descrizione formale di processi decisionali quali la traduzione. Fra le altre cose Levý introduce i concetti di «istruzione definizionale» (ossia un’istruzione che definisce il paradigma sulla base del quale il traduttore deve fare la sua scelta) e di «istruzione selettiva» (ossia un’istruzione che governa l’effettiva selezione del traduttore tra le possibili alternative secondo certi criteri). Ciascuna istruzione selettiva può a sua volta definire un nuovo paradigma, vale a dire un sottoinsieme del precedente insieme di alternative, e diventare quindi l’istruzione definizionale di questo sottoinsieme, e così via, fino a che il processo di selezione non si conclude con un paradigma di un solo membro. Un principio alla base del modello di Levý è che l’analisi dei processi decisionali comprenda necessariamente anche la ricostruzione del paradigma sulla base del quale il traduttore dovrà fare o avrà fatto le sue scelte.
A pensarci, la rappresentazione di Levý rivela una certa somiglianza con la rappresentazione dei rapporti traduttivi a tre livelli di Gideon Toury. Il livello dei rapporti potenziali indica l’insieme dei possibili equivalenti traduttivi; è a questo livello, si potrebbe dire, che opera l’istruzione definizionale di Levý. Il resto del processo traduttivo, che porta infine a un paradigma di un solo membro, è governato da varie restrizioni tra le quali sono particolarmente rilevanti le norme traduttive. Abbiamo visto come Toury affermi che ha senso presupporre l’esistenza di norme solo in quelle situazioni che in teoria permettono più varianti di comportamento. È proprio il ruolo delle norme quello di fornire istruzioni riguardo al tipo di comportamento da preferire in determinate circostanze: le norme hanno, per definizione, carattere selettivo. Quindi, non sono del tutto diverse dall’istruzione selettiva di Levý in quanto le une e l’altra governano la selezione di un sottoinsieme a partire da insiemi più grandi di possibili traduzioni.
Ma non c’è alcun bisogno di insistere oltre il tollerabile sulla somiglianza fra le rappresentazioni di Levý e di Toury. Il solo scopo di questo confronto è di sottolineare la necessità di elaborare in questa disciplina una componente teorica a cui attribuire le seguenti funzioni: (i) l’ipotetica ricostruzione del paradigma contenente i diversi tipi di rapporto possibili tra prototesto e metatesto, dato un certo prototesto, e dell’insieme dei codici usati nel protosistema e nel metasistema; si tratta, cioè, di una ricerca di tutti i possibili tipi e gradi di equivalenza; (ii) l’ipotetica previsione dei modi in cui questa varietà di tipi di equivalenza prototesto-metatesto è in relazione ai vari tipi di norme traduttive e condizioni del sistema.
Vorrei sottolineare l’importanza di questo punto poiché vorrei che proprio su tale aspetto si concentri una futura correzione nell’ambito della traduttologia descrittiva. A causa del maggior rilievo conferito alle norme e all’esecuzione, questo approccio alla scienza della traduzione ha ampiamente trascurato la materia teorica di cui ho appena parlato, in particolare quella indicata al punto (i). Storicamente, questo relativo disinteresse per il livello teorico è del tutto comprensibile, come conseguenza, cioè, della consueta associazione della teoria della traduzione con gli approcci normativi, rivolti al prototesto, speculativi o strettamente linguistici le cui riduzioni erano state proprio d’incentivo al cambiamento di paradigma. Inoltre, l’impeto antitetico che stava dietro il cambiamento di paradigma ha avuto effetti molto positivi, soprattutto perché ha ristabilito un contatto tra lo studioso e i fatti empirici promuovendo lo studio degli effettivi rapporti prototesto-metatesto e dei concetti normativi che li governano. Ora, però, sembra che sia giunto il momento per la traduttologia descrittiva di superare il suo scetticismo rispetto alla teoria della traduzione e di riaprire o intensificare il dialogo con la linguistica, la semiotica, la filosofia del linguaggio, le varie discipline contrastive ecc. Uno dei compiti che deve affrontare è quello di riciclare il lavoro teorico fatto in precedenza in questo campo, gran parte del quale può rivelarsi di grande aiuto,
anzitutto per via di un lungo e tradizionale interesse per questioni di “equivalenza” versus “corrispondenza formale” [...] Deve ancora liberarsi, comunque, dei pregiudizi prescrittivi insiti nella maggior parte degli approcci a tali questioni. L’elemento prescrittivo può infine trovare una sua collocazione nelle estensioni applicate di questa disciplina[30].

In effetti, parecchi segnali sia all’interno sia al di fuori della scienza descrittiva della traduzione indicano che questi futuri sviluppi sono già stati avviati. La mia analisi del problema specifico della traduzione del gioco di parole vuole essere un modesto contributo a questa tendenza. Si compone di due parti. Per prima cosa tratterò il problema teorico dei rapporti potenziali: quali sono le possibili tecniche di traduzione dei giochi di parole, ci sono restrizioni a queste possibilità? Tali argomenti sono affrontati nel terzo capitolo. Il modello provvisorio di competenza così ottenuto dovrebbe quindi permettermi di descrivere con maggior precisione come alcuni traduttori di Shakespeare abbiano, di fatto, superato i giochi di parole del prototesto e quali siano stati le norme e i modelli che hanno governato il loro comportamento. Il resoconto delle mie scoperte è nel capitolo quattro.
Ma prima di tutto è necessario un ulteriore capitolo introduttivo in cui indicherò esattamente quale gamma di fenomeni venga compresa nella definizione di gioco di parole.

La pubblicazione di questo testo nel sito avviene con il gentile permesso dell’autore e della casa editrice Rodopi. Per qualsiasi informazione circa l’acquisto del volume in inglese, rivolgersi a http://www.rodopi.nl/functions/search.asp?BookId=ATS+11.

[1] La distinzione tra cambiamenti traduttivi obbligatori e facoltativi, tema fondamentale nel lavoro di studiosi come Van den Broeck o Toury (vedi Vanderauwera 1985, p. 34-35), è un caso eclatante. Mentre i cambiamenti obbligatori, detti anche cambiamenti dettati dalle regole, vengono imposti al traduttore dalle particolari proprietà strutturali del metacodice, i cambiamenti facoltativi o dettati dalle norme sono dovuti a vincoli meno rigidi, come le preferenze personali, le convenzioni stilistiche, le norme traduttive e così via. I cambiamenti dettati dalle regole sono identificabili come categoria speciale in quanto caratterizzabili come alternativa alla copia omologica diretta, formale degli elementi linguistici del protocodice.
[2] Naturalmente gli omologhi sono sempre a portata di mano.
[3] Lefevere 1975, p. 100.
[4] Tytler 1978: 265
[5] Tradotto nella prima versione italiana del 1974 come Quando dire è fare, ed in maniera più letterale in una versione del 1987: Come fare cose con le parole.
[6] Nella traduzione italiana Einaudi «cofunzione». NdT
[7] Non bisogna tradurre parole, ma concetti, non sintagmi ma idee, non frasi ma dimostrazioni, argomentazioni, etc. (Pergnier, 1976)
[8] Tutte le citazioni provengono da testi sulla traduzione; non è ben chiaro se la distinzione tra questi tre tipi, che sono costrutti ad opera di teorici della traduzione, abbiano in realtà valore
[9] Il problema nel tradurre è il problema di rendere lo stesso significato con diversi mezzi linguistici, quindi non tanto «Come si dice questa o quella parola in questa lingua?» ma piuttosto «Nella stessa situazione, come verrebbe espresso lo stesso fatto o la stessa cosa in un’altra lingua?» (Coseriu, 1978)
[10] Ho avuto un po’ di problemi a tradurre questa frase. In particolar modo ho avuto problemi con la parola “claims”. Alla fine mi sono decisa per il significato dato dal Webster’s Collegiate Dictionary che dice: “An assertion open to challenge” e l’ho quindi tradotta con “affermazione”
[11] Le mie osservazioni sulle nrome sono perlopiù basate su Toury 1980 51-62; si veda anche Hermans 1991.

[1] (Cherry 1978, p.8)
[2] (es. Schmitz 1980)
[3] (es. Kurz 1976)
[4] (Lackoff & Johnson 1980)
[5] (Reddy 1979)
[6] (1982 : 62)
[7] (Hermans 1985 a : 120)
[8] (Ledere 1973: 25).
[9] (Jacques Derrida, citato in Van den Broeck 1988a: 272)
[10] (Wilss 1982: 137)
[11] (Levý 1967 : 1176; Toury 1980 : 13 : etc)
[12] (1980: 11-18)
[13] Toury 1980:13
[14] Vedi anche Toury 1980:13
[15] Levý 1967:1171
[16] Van den Broeck & Lefevere 1984: 77-82
[17] Catford 1965, p. 27.
[18] Nida e Taber 1962, p. 203.
[19] Guiraud 1975, p. 90.
[20] Fokkema 1985, p. 649.
[21] Per esempio 1976, p. 127-131.
[22] Culler 1976, p. 105.
[23] (Wertheimer 1974: 43)
[24] (Lambert 1983a).
[25] (Lotman 1976: 20).
[26] Levý 1969, p. 39.
[27] (Popovič 1970: 84)
[28] Van den Broeck 1984/1985: 132-134.
[29] Siskin 1987: 131-132.
[30] Toury 1985: 34-35.

Fare l’amore di questi tempi. La rubrica di Luca Fontana come esempio di traduzione interculturale ELENA DETTAMANTI Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

Fare l’amore di questi tempi. La rubrica di Luca Fontana come esempio di traduzione

interculturale

ELENA DETTAMANTI

Civica Scuola Interpreti e Traduttori via Alex Visconti, 18 20151 MILANO

Relatore Prof. Bruno OSIMO

Diploma in Scienze della Mediazione Linguistica ottobre 2006

© Elena Dettamanti 2006, per la tesi
© Editoriale Diario SpA 1998-2006, per gli articoli in appendice

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Fare l’amore di questi tempi.

La rubrica di Luca Fontana come esempio di traduzione interculturale. Elena Dettamanti

ABSTRACT IN ITALIANO

La tesi si basa su un lavoro di analisi della traduzione interculturale. Si è individuata nella rubrica Fare l’amore di questi tempi di Luca Fontana, pubblicata su Diario della settimana, una possibile fonte di materiale per una ricerca. Il lavoro si incentra su un’ipotesi: ogni singolo articolo di Luca Fontana è un esempio di traduzione interculturale. In ciascun articolo un elemento della cultura è stato individuato come prototesto, e uno o più elementi come metatesto. Una prima fase di analisi degli articoli ha evidenziato alcune variabili dei processi traduttivi: il numero dei metatesti, la connotazione di una delle culture come conformista o anticonformista e la connotazione di una delle culture come dominante o subordinata. Le variabili hanno permesso di delineare una tabella dei tipi di attualizzazione possibili. Ne sono risultati dodici prototipi di traduzione. Collocando gli articoli nei rispettivi prototipi, solo sei tipi di traduzione sono risultati effettivamente rappresentati dagli articoli di Fontana. Per ogni prototipo è stato analizzato in particolare un articolo che mostra le caratteristiche principali del tipo di traduzione interculturale a cui appartiene.

ENGLISH ABSTRACT
This thesis is based on the analysis of intercultural translation processe. Fare l’amore di questi tempi, Luca Fontana’s column published weekly on Diario della settimana, has been focused on as a source for research. This work is based on a hypothesis: Luca Fontana’s column is an example of intercultural translation process. In every article a cultural element has been identified as a prototext, and one or more elements as metatexts. The first step of analysis of the articles has pointed out some variables in translation processes: the number of metatexts, the connotation of one of the cultures as conformist or non-conformist and the connotation of one of the cultures as dominant or subordinate. These variables allowed to draw a table of the possible actualizations of the prototexts. This resulted in twelve possible types of translation. By assigning Luca Fontana’s articles to the single types of translation, only six types were actually represented by Luca Fontana’s articles. For every type of translation, one article has been analyzed in detail to demonstrate the main features of the type of translation to which it belongs.

RESUME EN FRANÇAIS

Cette thèse se fonde sur un travail d’analyse de la traduction interculturelle. La rubrique de Luca Fontana, Fare l’amore di questi tempi, publiée régulièrement dans l’hebdomadaire Diario della settimana, a été choisie comme source de recherche. Ce travail se base sur une hypothèse: chaque article de Luca Fontana est un exemple de traduction interculturelle. Dans chacun d’eux un élément de la culture a été choisi comme prototexte, et un ou plusieurs éléments comme métatextes. Une première phase de l’analyse des articles a mis en évidence certaines variables des processus de traduction: le nombre des métatextes, la connotation d’une des cultures comme conformiste ou anticonformiste ainsi que la connotation d’une des cultures comme dominante ou subordonnée. Ces variables ont permis de rédiger un tableau des types de traduction possibles. Le résultat a été la détermination de douze types de traduction possibles. En classant les articles de Luca Fontana dans les types de traduction appropriés, seuls six types de traduction ont été reconnus comme étant effectivement représentés par les articles de Luca Fontana. Pour chaque type un article a été analysé en détail afin d’expliquer les caractéristiques principales du type de traduction dont cet article fait partie.

2

Sommario

  1. 0  Premessa ………………………………………………………………………………. 50.1 Descrizione del materiale …………………………………………………… 5 0.2 Premessa terminologica……………………………………………………… 5
  2. 1  Primo capitolo – La traduzione della cultura………………………….. 71.1 La traduzione culturale ………………………………………………………. 7 1.1.1 Il concetto di cultura ……………………………………………………… 7 1.1.2 La traduzione intraculturale……………………………………………. 8 1.1.3 La traduzione interculturale………………………………………….. 101.2 La tipologia traduttiva ……………………………………………………… 11 1.2.1 Prototipo di traduzione n ̊4 …………………………………………… 13 1.2.2 Prototipo di traduzione n ̊5 …………………………………………… 13 1.2.3 Prototipo di traduzione n ̊6 …………………………………………… 13 1.2.4 Prototipo di traduzione n ̊8 …………………………………………… 14 1.2.5 Prototipo di traduzione n ̊9 …………………………………………… 14 1.2.6 Prototipo di traduzione n ̊12 …………………………………………. 15

    1.3 La semiosi………………………………………………………………………. 15 1.3.1 La traduzione come passaggio da segno a oggetto…………… 16 1.4 L’abduzione ……………………………………………………………………. 17 1.5 Il ruolo di Luca Fontana nella traduzione interculturale ……….. 17 1.5.1 Luca Fontana come espressione della cultura di confine ….. 18 1.6 Il lettore modello …………………………………………………………….. 18

  3. 2  Secondo capitolo – Analisi dei testi……………………………………….. 202.0 Materiale empirico…………………………………………………………… 20 2.1 Le donne di Shakespeare ………………………………………………….. 20 2.2 Francia o Spagna?……………………………………………………………. 23 2.3 La filosofia di mammà……………………………………………………… 26 2.4 Due culture a confronto ……………………………………………………. 292.4.1 La veste profumata ……………………………………………………… 29

    2.4.2 Il piacere comprato ……………………………………………………… 32 2.5 La soluzione del mistero…………………………………………………… 35 2.6 I fustigatori inglesi…………………………………………………………… 38

  4. 3  Appendice – I testi di Luca Fontana……………………………………… 41
  5. 4  Riferimenti bibliografici ……………………………………………………… 73

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Elenco delle illustrazioni

  1. Le donne di Shakespeare 20
  2. Francia o Spagna? 23
  3. La filosofia di mammà 26
  4. La veste profumata 29
  5. Il piacere comprato 32
  6. La soluzione del mistero 35
  7. I fustigatori inglesi 38
  8. I leoni di Almodovar 40
  9. Lacrime per Falstaff 41
  10. Bessie senza una lira 42
  11. Repressione eufemistica 43
  12. Tutti nerovestiti 44
  13. Susanna e i vecchioni 45
  14. Borse di fuga triennali 46
  15. La musa al ritorno 47
  16. Giocate un po’ di più 48
  17. Medea (molto) britannica 49
  18. Contro la guerra 50
  19. Il diritto alla compagnia 51
  20. Boschi ombrosi e rovine 52
  21. Uno schianto di prof 53
  22. A bocca aperta 54
  23. Il buon samaritano 55
  24. Eurostar senza desideri 56
  25. Eroica castità 57
  26. Ai romani piaceva la… 58
  27. Sogni di guerra 59
  28. Le visite notturne 60
  29. Il corpo smembrato 61
  30. I dolori delle donne 62
  31. Lussuria e bon ton 63
  32. L’onesto Jago 64
  33. In stato di quiete 65
  34. L’eterna estate di Monicelli 66
  35. Eva, Adolfo e Heidi 67
  36. Medea in villetta 68
  37. Cartulina ‘e Napule 69
  38. Disprezzata regina 70
  39. La famiglia naturale 71
  40. La maledizione di Diana 72

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0.1 Descrizione del materiale

Premessa

Questa tesi si basa su un lavoro di ricerca che ha lo scopo di identificare, tra le innumerevoli forme di comunicazione, un esempio di traduzione interculturale e in seguito di svolgere un’analisi per individuare tutti gli elementi che rendono il mio materiale una traduzione interculturale a tutti gli effetti. Fenomeno che non è lampante se non a chi studia la traduzione come scienza in tutte le sue forme.

Per svolgere la tesi, è stata individuata una rubrica che sembrava significativa e adatta allo scopo. Si tratta di Fare l’amore di questi tempi di Luca Fontana del Diario della settimana, rivista settimanale che si occupa di attualità. La rubrica in questione appare nel settimanale a partire dal 1998. All’inizio non è una rubrica fissa e non compare tutte le settimane, ma negli ultimi anni si è imposta come imperdibile appuntamento del settimanale. Gli argomenti presentati nella rubrica spaziano, dall’amore alla politica, dalla musica al teatro, ma una costante rimane sempre la vena ironica dell’autore.

La prima fase del lavoro è stata di ricerca. Ho raccolto un campionario di 40 articoli dal 1998 al 2006. Nella seconda fase, quella pratica, ho svolto un lavoro di analisi. Ho stabilito le varianti che caratterizzano i vari processi traduttivi che si producono negli articoli, arrivando all’individuazione di 12 tipi di traduzione. Ho pertanto potuto collocare gli articoli nel loro gruppo di prototipo di traduzione.

Nella terza fase, che corrisponde al secondo capitolo della tesi, ho schematizzato e analizzato un articolo per ogni tipo di processo traduttivo.

0.2 Premessa terminologica

Prima di presentare la prima parte teorica, e per rendere chiara la seconda parte pratica, credo che sia utile fare un’introduzione sulla terminologia presente nella tesi.

Nella seconda parte, quella pratica, il lavoro comprende l’elaborazione degli articoli attraverso

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schemi che esplicano i passaggi traduttivi che percorre l’autore della rubrica, Luca Fontana, nella sua riflessione sulla società italiana, a volte consapevolmente altre volte inconsapevolmente, e i miei passaggi traduttivi che avvengono durante la mia analisi. Negli schemi compaiono termini propri del linguaggio della scienza della traduzione, come «prototesto» e «metatesto».

Questi due termini fanno ormai parte della traduttologia e sono alla base del concetto di «traduzione». Sono stati introdotti da Popovič (1975).

Con il termine «prototesto» si definisce il testo dal quale parte la traduzione. È insomma il testo d’origine. In una traduzione interlinguistica, da una lingua A a una lingua B, è il testo esposto nella lingua A. Il prototesto può non indicare solamente un testo scritto, come si pensa spesso quando si parla di traduzione. Il prototesto può essere un testo non verbale, ma indica comunque il punto da cui parte il processo traduttivo.

Il prototesto è soggetto della continuità intertestuale (Popovič 1975) e va considerato solamente in relazione alla sua potenzialità di generare un processo traduttivo. Non può essere studiato come elemento concluso e indipendente.

Con il termine «metatesto» si indica il testo prodotto a conclusione del processo traduttivo. Seguendo l’esempio precedente, se parliamo di traduzione da una lingua A a una lingua B, il metatesto è il testo nella lingua B. Come nel caso del prototesto, il metatesto può non essere un testo verbale. È comunque il punto di arrivo di una traduzione.

Il metatesto implica nella sua definizione l’esistenza di un prototesto, che però non potrà mai riprodurre in modo completo. Infatti non esiste una vera e propria equivalenza tra metatesto e prototesto.

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Primo capitolo – La traduzione della cultura

1.1 La traduzione culturale

Uno dei campi verso i quali l’approccio semiotico ha allargato il concetto di «traduzione» è quello culturale. Per «traduzione culturale» s’intende un processo nel quale, a prescindere da eventuali cambiamenti interlinguistici, si passa da una cultura a un’altra, ossia si modificano i riferimenti dati per scontati, il cosiddetto «implicito culturale».

1.1.1 Il concetto di cultura

Per svolgere una tesi sulla traduzione è doveroso introdurre il concetto stesso di «traduzione». Per «traduzione» si intende qualsiasi processo che trasformi un testo (testo che non deve essere considerato necessariamente come testo verbale) in un altro testo. Questa definizione di «traduzione» evidentemente non limita il processo alla trasformazione di un testo da una lingua verso un’altra lingua. Esso permette quindi di allargare questo concetto ad altre forme: possono essere così ritenute delle traduzioni ad esempio la scrittura e la lettura.

Se si considera questa definizione più ampia di «traduzione», si capisce come la distinzione tra traduzione interculturale e intraculturale sia più difficile del previsto. Per «traduzione interculturale» si è sempre intesa una traduzione da una lingua A a una lingua B e per «traduzione intraculturale» a una traduzione all’interno della stessa lingua. Se però si fa una distinzione tra traduzione interlinguistica e intralinguistica si capisce come vi sia una netta differenza con i concetti di traduzione interculturale e intraculturale.

Si delinea così una netta distinzione tra lingua e cultura. Anche se non bisogna confondere questi due concetti, non si deve pensare che essi non siano in relazione tra loro. Il concetto di cultura è molto più ampio rispetto a quello di lingua che può essere considerato un suo sottoinsieme. La lingua è uno degli elementi che formano la cultura di un individuo o di una società e che permette di differenziarla da altre culture.

Considerando la lingua come sottoinsieme della cultura è ora più facile pensare che il concetto di cultura non possa più essere limitato a una distinzione tra due lingue. La parola «cultura» racchiude un significato molto più ampio: «una cultura è un modo di percepire la realtà» (Osimo 2002). Se si pensa

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però che la realtà sia una cosa oggettiva, questo non deve trarre in inganno poiché la percezione è un fattore totalmente soggettivo. La propria esperienza, il contesto ambientale, sono tutti fattori che entrano in gioco quando ci si relaziona alla realtà. Questi cambiano continuamente da individuo a individuo e quello che per uno può essere scontato perché già entrato a far parte della sua esperienza per un altro può essere completamente nuovo. È così che si differenziano la parte esplicita e la parte implicita di un testo. Il non-detto può risultare facile da comprendere per un individuo che appartiene al contesto culturale in cui l’enunciato è prodotto, per un altro individuo estraneo a tale cultura la parte implicita può essere totalmente indecifrabile. È questo che rende ogni cultura unica e la differenzia dalle altre.

Riconoscere che la propria cultura è solo una delle possibili percezioni della realtà è un passo molto importante per l’accettazione del diverso. Vi sono due atteggiamenti possibili: l’«altrui nel proprio» e l’«appropriazione dell’altrui». Nel primo caso l’individuo riconosce la diversità tra le culture, è consapevole della soggettività della percezione ed è aperto a un continuo confronto con le altre culture. Nel secondo caso l’individuo guarda la realtà estranea attraverso i parametri della propria cultura per «omogeneizzare la diversità per farla apparire simile a ciò a cui si è abituati» (Osimo 2002).

La dinamica proprio/altrui è il concetto alla base della «semiosfera», concetto introdotto da Lotman. La «semiosfera» è il macrosistema delle culture. Ogni cultura è rappresentata da un sottoinsieme che si sovrappone parzialmente ad altri sottoinsiemi, cioè ad altre culture. Le culture interagiscono continuamente tra loro ed è per questo che il confine di ogni sottoinsieme non è mai netto. La «semiosfera» è sempre aperta a nuove trasformazioni poiché le relazioni tra le culture cambiano continuamente nel tempo e nello spazio.

L’universo delle culture visto in questo modo permette di mettere in luce la specificità di ogni cultura. La suddivisione di questo macrosistema può avvenire a più livelli: si può partire da sottoinsiemi più grandi come gli stati o i continenti fino ad arrivare ai singoli individui. Ogni individuo incarna così una cultura diversa.

Questo concetto di cultura più ampio ci permette di comprendere in modo più preciso la differenza tra «traduzione intraculturale» e «traduzione interculturale».

1.1.2 La traduzione intraculturale

La traduzione di un testo può avvenire all’interno di una stessa cultura o tra due culture diverse. Nel primo caso la traduzione si definisce «traduzione intraculturale».

Come esempio si può prendere una traduzione che avviene all’interno della cultura italiana. In questo caso la definizione di «cultura» avviene a livello di nazione e prende in considerazione i cittadini italiani. Ma se si considera il concetto di «cultura» più ampio descritto nel paragrafo

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precedente, si può pensare che una «traduzione intraculturale» avvenga per esempio all’interno di un gruppo di persone che non rappresentano per forza tutti i cittadini italiani ma solo una parte. In questo caso il concetto di cultura è più specifico.

Quando si parla di traduzione all’interno della stessa cultura, cioè quando la cultura emittente coincide con la cultura ricevente, non è detto che non insorgano problemi di traducibilità di un testo. La «traduzione intertestuale» avviene anche all’interno di una stessa cultura. Per «intertesto» si intende un testo che contiene citazioni, rimandi o allusioni a un altro testo. La difficoltà di decodifica degli intertesti è proporzionale all’implicitezza o esplicitezza della citazione, rimando o allusione. Vi sono tre parametri di decodifica. Il primo è legato all’implicitezza dell’esistenza dell’intertesto, cioè se vi sono dei segni grafici che indicano la presenza dell’intertesto. Ad esempio se esso è racchiuso nelle virgolette. Il secondo riguarda l’implicitezza della fonte dell’intertesto. A volte la fonte è chiaramente indicata dall’autore, in altri casi viene data per scontata. Il terzo parametro riguarda l’esplicitezza della funzione dell’intertesto. Anche quest’ultima può essere esplicita nella cultura dell’autore, in altri casi può risultare difficile capire il motivo di una citazione.

A seconda del grado di implicitezza/esplicitezza di un intertesto, cambia il grado di difficoltà di decodifica di un testo. Questo non è che uno dei problemi che insorgono durante una traduzione. Quando si affronta una traduzione culturale si relazionano tre culture: la cultura emittente (quella in cui nasce il prototesto), quella del traduttore (quella dove avviene la mediazione) e quella ricevente (quella in cui nasce il metatesto). Ogni testo è caratterizzato da una sua cultura che si distanzia dalle altre. La distanza culturale tra due testi può essere espressa sotto forma di coordinate che tengono conto della differenza, nei due testi, di questi elementi: le «coordinate cronotopiche» (Osimo 2001). La parola «cronotopo» significa «tempospazio» ed indica quindi le coordinate spazio-temporali di un testo, a cui si aggiungono le coordinate culturali.

Il fattore temporale incide enormemente sulla distanza tra culture, le quali acquisiscono o perdono elementi nel corso degli anni. Questo cambiamento è percepibile anche all’interno della stessa cultura.

L’aspetto geografico è un altro elemento che distanzia due culture. I toponimi locali sono dati per scontati all’interno della stessa cultura mentre in un’altra possono assumere persino significati diversi o devono essere resi espliciti.

Altro elemento è lo stile dell’autore che rende un testo più o meno marcato. In alcuni casi questa marcatezza può non essere riconosciuta dal traduttore, il quale vi sovrappone inconsciamente un suo stile; in altri casi il traduttore ritiene preferibile tralasciare la marcatezza per rendere il testo più accettabile nella cultura ricevente. In questo secondo caso il traduttore opera una manipolazione consapevole del testo.

Per evitare errori di traduzione o incomprensioni nell’analisi di un testo, è necessario introdurre il concetto di dominante. Essa viene definita come la componente intorno alla quale si focalizza il testo e che ne garantisce l’integrità. Anche se questa definizione sembra indicare un elemento ben distinto del testo, vi possono essere nel medesimo testo diverse dominanti con grado di importanza diverso. Si

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possono individuare in un testo due funzioni: la funzione informativa e la funzione estetica. La funzione informativa può riguardare ad esempio la cronologia degli eventi o il senso dell’opera. In alcuni casi può essere esplicita e comparire nel titolo dell’opera. La funzione estetica è legata al suono, allo stile dell’autore, del personaggio o alla sintassi.

Quando si resta all’interno di una stessa cultura, cioè quando la cultura dell’autore coincide con quella del lettore, è più facile riconoscere la dominante di un testo. Ciò nonostante possono insorgere incomprensioni e il lettore può fraintendere la dominante di un testo. Ad esempio, un romanzo storico può essere letto come un romanzo giallo anche se la dominante dell’autore era la ricostruzione storica di una determinata epoca.

Molti dei problemi legati alla traducibilità non riguardano soltanto la traduzione intraculturale, anzi essi aumentano quando si passa a una traduzione interculturale, cioè quando la cultura dell’autore non coincide più con quella del lettore.

1.1.3 La traduzione interculturale

Con il termine «traduzione interculturale» si definisce una traduzione in cui il traduttore attua una mediazione tra due culture distinte. L’autore e il lettore appartengono a due culture diverse.

Nel caso della traduzione interculturale i problemi legati alla traducibilità di un testo aumentano. I problemi già anticipati nel paragrafo precedente riguardano anche la traduzione interculturale. Le distanze tra le coordinate cronotopiche risultano accentuate quando si passa da una cultura a un’altra. Inoltre la dominante è tanto più difficile da trasmettere alla cultura ricevente se quest’ultima si differenzia dalla cultura emittente.

Un problema cruciale della traduzione interculturale è la differenza di specializzazione di una cultura rispetto a un’altra. Ogni cultura risulta più specifica in alcuni campi rispetto a un’altra cultura. Un esempio significativo è quello della neve tratto da Whorf: nella cultura eschimese il campo semantico di «neve» è molto più dettagliato rispetto per esempio a quello italiano. Il semplice verbo «nevicare» non esiste in questa cultura. Esistono dei termini più specifici per differenziare i tipi di nevicate: ad esempio «cade neve ghiacciata che non fa presa sul terreno».

La specificità non riguarda soltanto il campo semantico ma per esempio anche quello grammaticale. Il russo e l’italiano si differenziano per l’utilizzo o meno dell’articolo. L’inglese e l’italiano ne prevedono un utilizzo diverso.

Nel passare da una cultura più specificante a una meno specificante vi è il rischio di tralasciare un significato importante di una parola o di un determinato aspetto di quella cultura. Si genererebbe in questo modo un residuo traduttivo. Allo stesso tempo, nel passaggio da una cultura meno specificante a una più specificante si può cadere nell’eccesso di ridondanza.

Quando ci si trova davanti a due culture diverse è ancora più evidente l’inesistenza di una traduzione perfetta. Aspirare all’equivalenza è totalmente impensabile trovandosi di fronte alle

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differenze culturali di un testo. In questo caso il traduttore deve scegliere tra due approcci introdotti dallo scienziato della traduzione Toury: quello dell’adeguatezza e quello dell’accettabilità.

I concetti di cultura altrui nella propria e di appropriazione della cultura altrui, già introdotti nel paragrafo 1.1.1, sono fondamentali per distinguere i due approcci.

Tra il prototesto e il metatesto intercorre la distanza cronotopica che in un caso può essere percorsa dal lettore che si avvicina così alla cultura altrui, nell’altro caso è il prototesto che grazie al traduttore si avvicina al lettore. Nel primo caso si parla di «traduzione adeguata». Il prototesto viene conservato ed è compito del lettore fare uno sforzo per percorrere la distanza cronotopica ed avvicinarsi alla cultura emittente. In questo caso la lettura risulta più complicata poiché ricca di esotismi e realia, ma allo stesso tempo arricchisce maggiormente il lettore.

Nel caso della traduzione accettabile avviene il contrario. Il metatesto conserva pochissime caratteristiche del prototesto. In questo caso è il prototesto che tramite la mediazione del traduttore viene avvicinato al lettore. La lettura risulta più facile, gli esotismi e gli elementi di straniamento culturale vengono tradotti nella cultura ricevente per facilitare la comprensione del lettore. È il traduttore che percorre la distanza cronotopica tra il prototesto e il metatesto. I realia della cultura emittente vengono tradotti con realia della cultura ricevente o standardizzati.

Non è sempre il traduttore che decide quale approccio scegliere. In alcuni casi è la stessa cultura a decidere: vi possono essere infatti fattori di tipo politico, la presenza o meno di una cultura dominante o in altri casi la cultura editoriale che predilige un determinato approccio.

1.2 La tipologia traduttiva

Ciascun articolo di Luca Fontana è un esempio di traduzione. Come ogni traduzione presenta due elementi fondamentali: prototesto e metatesto. Per individuare quale sia il tipo di traduzione a cui ci si trova di fronte, si deve verificare se questi due elementi, prototesto e metatesto, nascono nella stessa cultura o appartengono a due culture diverse, se ci si trova cioè di fronte a una traduzione intraculturale o a una traduzione interculturale. La scelta dell’uno o dell’altro tipo di traduzione dipende dal punto di vista con cui si analizzano i testi.

Un’analisi degli articoli di Luca Fontana potrebbe considerare i testi come appartenenti alla sfera della cultura italiana, ad esempio. In questo caso si considererebbero prototesto e metatesto come appartenenti alla stessa sfera culturale. Ci si troverebbe di fronte a una traduzione intraculturale.

Quello che però interessa maggiormente degli scritti di Fontana è l’analisi della società; società che appare varia, molteplice e soggetta a molte interpretazioni. Lo stesso vale per la cultura, il quale concetto è più allargato, come presentato nel paragrafo 1.1.1. «Ognuno ha un proprio linguaggio interno, una propria cultura che è anche una lettura soggettiva della realtà» (Osimo 2002). Ne deriva che il sistema culturale di riferimento può di volta in volta inglobare un solo individuo, un gruppo di persone, una nazione intera. Come afferma Lotman,

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in base alle limitazioni che il ricercatore impone al suo materiale di studio, si può parlare di cultura pan-umana in generale, della cultura di questa o quell’area geografica oppure di questa o quell’epoca, della cultura, infine, di questa o quella comunità variabile nelle sue dimensioni ecc. (Lotman, 1973: 44).

Seguendo questa definizione, ciascun articolo di Luca Fontana è una traduzione interculturale in cui il prototesto e il/i metatesto/i appartengono a due culture diverse. Cultura emittente e cultura ricevente non coincidono. Sotto questo aspetto i problemi legati alla traducibilità aumentano se si considera che molti elementi impliciti per la cultura emittente possono non esserlo per la cultura ricevente.

Dopo aver individuato il tipo di traduzione, si passa all’analisi dei processi traduttivi. La relazione tra prototesto e metatesto/i cambia. Non si è sempre di fronte allo stesso tipo di traduzione. Ciò nonostante vi sono degli elementi costanti che accomunano i vari prototipi. In ogni tipo compaiono un prototesto (P), un metatesto o più metatesti (M) e il ruolo che svolge la cultura (C). Il numero dei metatesti varia a seconda del tipo di traduzione: ci può essere un solo metatesto, due metatesti (M1 e M2) o un numero di metatesti superiore a 2 (M3, M4…). Il metatesto non è l’unico elemento variabile. La cultura cambia a seconda della sua connotazione. Una cultura può essere conformista o anticonformista, oppure avere un ruolo di cultura dominante o subordinata.

Le variabili sono quindi tre: il numero dei metatesti, la connotazione di una delle culture come conformista o anticonformista, la connotazione di una delle culture come dominante o subordinata. Considerando queste variabili le combinazioni possibili sono dodici. La tabella sottostante illustra tutte le dodici combinazioni:

tipi di attualizzazione possibili

numero dei metatesti

connotazione di una delle culture come conformista o anticonformista

connotazione di una delle culture come dominante o subordinata

1

1

sì

no

2

1

sì

sì

3

1

no

sì

4

1

no

no

5

2

sì

no

6

2

sì

sì

7

2

no

sì

8

2

no

no

9

3 o più

sì

no

10

3 o più

sì

sì

11

3 o più

no

sì

12

3 o più

no

no

La tabella mostra tutte le dodici combinazioni, ma il campionario degli articoli di Fontana analizzato non soddisfa tutti e dodici i tipi di attualizzazione possibili. Gli articoli ricoprono sei dei dodici tipi di traduzione possibili e specificatamente i numeri 4, 5, 6, 8, 9 e 12.

Di seguito verranno illustrati i sei prototipi di traduzione con il rispettivo elenco degli articoli che ne fanno parte. Tutti gli articoli possono essere consultati in appendice.

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1.2.1 Prototipo di traduzione n ̊4

Il tipo di traduzione n ̊4 presenta un solo metatesto. Questo significa che dal prototesto parte un solo processo traduttivo.

Non è presente nessuna contrapposizione tra cultura conformista o anticonformista quindi nessuna delle culture è connotata in modo conformista o anticonformista. Le culture del metatesto vanno considerate in modo generico; culture diverse che si relazionano.

Inoltre non esiste una connotazione di una delle culture come dominante o subordinata, le due culture sono sullo stesso piano e hanno la stessa importanza.

Nel caso specifico degli articoli di Fontana facenti parte di questo prototipo di traduzione, nel metatesto l’autore colloca due visioni del prototesto: una in chiave storica, l’altra in chiave moderna. Poiché dal prototesto nasce un solo metatesto, la visione nelle due letture rimane la stessa nonostante la distanza temporale tra le due culture.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: I leoni di Almodovar, Le donne di Shakespeare, Lacrime per Falstaff, Bessie senza una lira.

1.2.2 Prototipo di traduzione n ̊5

Nel prototipo n ̊5 dal prototesto si generano due processi traduttivi: i metatesti sono pertanto due.

In questo caso esiste una vera e propria contrapposizione tra le culture dei due metatesti. Una cultura è connotata come conformista, l’altra come anticonformista. Nel caso specifico degli articoli di Fontana, il M1 rappresenta la cultura conformista e il M2 la cultura anticonformista.

La contrapposizione, tuttavia, avviene alla pari. Fontana mette in contrasto le due culture, ma nessuna delle due prevale sull’altra. Non vi è quindi una connotazione di una delle culture come dominante o subordinata.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: Repressione eufemistica, Tutti nerovestiti, Susanna e i vecchioni, Francia o Spagna?.

1.2.3 Prototipo di traduzione n ̊6

In questo tipo di traduzione, dal prototesto si generano due metatesti. I processi traduttivi che nascono dal prototesto sono pertanto due.

Come nel prototipo precedente, vi è la connotazione di una delle culture come conformista o anticonformista. Il primo metatesto rappresenta la cultura conformista e il secondo metatesto la cultura anticonformista.

A differenza del prototipo di traduzione precedente, in questo caso la cultura anticonformista tenta una “ribellione” o un coinvolgimento della cultura conformista verso una visione nuova della realtà. Il

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risultato però è nullo poiché la cultura conformista del M1 prevale sulla cultura anticonformista del M2. Vi è quindi una connotazione di una delle culture come dominante o subordinata.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: La filosofia di mammà, Borse di fuga triennali, La musa al ritorno.

1.2.4 Prototipo di traduzione n ̊8

In questo tipo di traduzione sono raggruppati la maggior parte degli articoli di Fontana. Infatti una buona parte degli articoli presenta due metatesti e le culture contrapposte vanno considerate in senso generale. Nessuna delle culture è connotata come cultura conformista o anticonformista o come cultura dominante o subordinata.

Poiché gli articoli facenti parte di questo tipo di traduzione sono numerosi, la relazione tra la cultura del M1 e la cultura del M2 varia a seconda dei casi. In alcuni articoli le due culture si limitano a esprimere una loro opinione sul prototesto. In altri casi dal prototesto nascono due fazioni: i sostenitori e gli oppositori. In altri articoli i due metatesti rappresentano due aspetti del prototesto. Ad esempio, nell’articolo Cartulina ’e Napule dal prototesto «Napoli» nascono due metatesti di cui il primo rappresenta la Napoli povera e il secondo la Napoli ricca. Nel loro insieme i due aspetti permettono di delineare una visione completa del prototesto.

Un ultimo caso è la contrapposizione tra due culture appartenenti a mondi completamente diversi. Ad esempio, nell’articolo La veste profumata si contrappongono la cultura marocchina e la cultura italiana.

Nonostante queste peculiarità che contraddistinguono ogni caso, nessuna cultura in tutti gli articoli appartenenti a questo tipo di traduzione prevale sull’altra. È Fontana in un secondo tempo che svolge un’analisi comparativa tra il primo metatesto e il secondo metatesto evidenziando similitudini e differenze.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: Giocate un po’ di più, Medea (molto) britannica, Contro la guerra, Il diritto alla compagnia, Boschi ombrosi e rovine, Uno schianto di prof, A bocca aperta, La veste profumata, IL buon samaritano, Eurostar senza desideri, Il piacere comprato, Eroica castità, Ai romani piaceva la…, sogni di guerra, Le visite notturne, Il corpo smembrato, I dolori delle donne, Lussuria e bon ton, L’onesto Jago, In stato di quiete, L’eterna estate di Monicelli, Eva, Adolfo e Heidi, Medea in villetta, Cartulina ‘e Napule, Disprezzata regina.

1.2.5 Prototipo di traduzione n ̊9

In questo tipo di traduzione dal prototesto partono più di due processi traduttivi. Nel caso specifico dei due articoli di Luca Fontana che fanno parte di questo gruppo, i metatesti sono quattro.

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Le culture che si contrappongono sono connotate in modo conformista o anticonformista in quanto alcuni metatesti sono espressione di una visione moderna della società, mentre altri metatesti ne rappresentano una visione conservatrice.

In questi articoli però non vi è il prevalere di una cultura sull’altra, nessuna cultura è connotata come dominante o subordinata.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: La famiglia naturale, La soluzione del mistero.

1.2.6 Prototipo di traduzione n ̊12

Come nel prototipo precedente, i processi traduttivi che partono dal prototesto sono più di due. Di questo gruppo fanno parte due articoli e, nei due casi specifici, nell’articolo I fustigatori inglesi i metatesti sono tre mentre nell’articolo La maledizione di Diana i metatesti sono quattro.

A differenza del gruppo precedente, nessuna cultura è connotata come conformista o anticonformista. Le culture dei metatesti vanno considerate in senso generico, esprimono la loro opinione sul prototesto. Ad esempio nel caso dell’articolo I fustigatori inglesi vi sono delle fazioni contrapposte: quelle dei sostenitori e quelle degli oppositori.

Inoltre nessuna cultura è connotata come dominante o subordinata. Non vi sono culture che prevalgono sulle altre.

Gli articoli che fanno parte di questo tipo di traduzione sono: I fustigatori inglesi, La maledizione di Diana.

1.3 La semiosi

Il concetto di «semiosi» è stato introdotto dal filosofo statunitense Charles Sanders Peirce, fondatore della semiotica, scienza della significazione. Secondo Peirce ciascun atto semiotico comprende tre elementi: un segno, un oggetto e un interpretante. Secondo la definizione di Peirce:

a sign stands for something to the idea which it produces, or modifies. Or, it is a vehicle conveying into the mind something from without. That for which it stands is called its object; that which it conveys, its meaning; and the idea to which it gives rise, its interpretant (Peirce 7, 6, 89).

Con il termine «segno» si indica pertanto qualsiasi cosa che possa essere percepita, conosciuta. Il segno esiste in correlazione all’oggetto a cui esso rimanda. L’«oggetto» al contrario esiste a prescindere dal segno e può essere percepibile o immaginabile.

Per far si che un segno svolga la sua funzione effettiva di segno, deve entrare in relazione con un oggetto e produrre nella persona una rappresentazione mentale, l’interpretante, che metta in relazione quel segno con quell’oggetto. Si realizza così il processo interpretativo definito da Peirce «semiosi». Ogni atto semiotico implica l’esistenza di un interpretante. Poiché ogni interpretante è una rappresentazione mentale, psichica, la semiosi è un processo interpretativo soggettivo. Esso cambia da

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individuo a individuo. Ogni individuo carica di affettività in modo diverso l’interpretazione di un segno ed è per questo che lo stesso segno può essere percepito in maniera distinta da due persone che lo connotano col loro contesto culturale e con le loro esperienze personali.

La relazione tra segno e oggetto non cambia solo nello spazio ma anche nel tempo. Nel corso degli anni lo stesso segno può essere percepito in modo diverso dalla stessa persona.

La semiosi è un processo interpretativo che avviene a livello mentale. Può essere consapevole o meno. Prima di Kant1, si riteneva che fosse possibile un atto percettivo non soggettivo, una semplice registrazione di dati. Con l’apporto degli studi di Kant questa teoria è stata smantellata. Ogni atto percettivo è – volenti o nolenti – un atto di giudizio. Ogni atto semiotico si esprime con il linguaggio interno.

Con il concetto di «linguaggio interno» ci si riferisce a quelle proiezioni mentali, ai pensieri che nascono nella mente di ogni individuo ogni qual volta si attua una relazione tra segno e oggetto, ogni volta che si attua un processo semiotico. Il linguaggio interno non si esprime con segni verbali e perciò ogni qualvolta si vuole esprimere un pensiero lo si deve tradurre in segno verbale per poterlo comunicare agli altri.

1.3.1 La traduzione come passaggio da segno a oggetto

Ogni atto semiotico è un atto interpretativo. Lo è per esempio la lettura, la quale rappresenta la prima fase di una traduzione. L’analisi del prototesto è una parte fondamentale dell’atto traduttivo. Nel momento in cui si crea una relazione tra segno e oggetto si verifica il primo passo per comprendere un testo.

Il processo interpretativo semiotico è un processo continuo. Man mano che si procede con la lettura del testo, ogni nuovo segno apporta delle conoscenze maggiori e il lettore crea delle ipotesi interpretative che di volta in volta dovrà controllare alla luce dei segni successivi. Si genera un ciclo illimitato chiamato «circolo ermeneutico» il quale ha alla base il ragionamento logico definito da Peirce «abduzione»2.

Anche la traduzione implica un processo semiotico. Il traduttore, ogni volta che affronta un testo da tradurre, ha davanti un segno del prototesto che genera un primo triangolo semiotico del prototesto. Il traduttore, partendo dal segno del prototesto, sceglie il segno del metatesto il quale a sua volta genera un secondo triangolo semiotico del metatesto. Poiché non vi è un oggetto al centro della traduzione ma un segno che come già specificato nel paragrafo precedente deriva da una percezione soggettiva, l’oggetto del metatesto potenzialmente potrebbe essere diverso da quello del prototesto.

1 Studi esposti da Kant nella Critica della ragion pura (1787). 2 Si veda paragrafo 1.4

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1.4 L’abduzione

Il concetto di «abduzione» è stato introdotto da Charles Sanders Peirce e si affianca ai due tradizionali ragionamenti logici: la deduzione (il procedimento analitico) e l’induzione (il procedimento sintetico). La deduzione è il ragionamento logico con il minor tasso di creatività e la maggiore certezza della veridicità della conclusione. Aristotele aveva spiegato questo sillogismo utilizzando i termini di premessa maggiore (tutti gli uomini sono mortali3), premessa minore (Socrate è un uomo) e conclusione (Socrate è mortale). Peirce utilizza un altro linguaggio e un altro esempio. Con la deduzione ci si trova davanti a una regola (all the beans from this bag are white, Peirce 3, 5, 1), a un caso specifico (these beans are from this bag, Peirce 3, 5, 1, 623) e si arriva a un risultato (these beans are white, Peirce 3, 5, 1, 623). Quello che si ottiene è sicuramente un dato oggettivo e sicuro, ma questo non porta ad ampliare le proprie conoscenze. Quando ci si trova davanti a un testo non è il processo deduttivo che entra in azione poiché è vero che si è a conoscenza di alcune regole, ad esempio stilistiche o grammaticali, ma non si conoscono i casi antecedenti.

L’altro processo logico, l’induzione, è stato spiegato dagli empiristi. Rispetto alla deduzione ha un grado di creatività maggiore ma un grado di certezza minore. Gli empiristi definivano l’induzione come il processo che attraverso una prima premessa minore (la matita cade4) e una seconda premessa minore (il libro cade) generava una conclusione (tutti i corpi cadono). Secondo la sua terminologia, Peirce definisce l’induzione il sillogismo che attraverso un caso specifico (these beans are from this bag, Peirce 3, 5, 1, 623) e un risultato (these beans are white Peirce 3, 5, 1, 623) genera una regola (all the beans from this bag are white Peirce, 3, 5, 1, 623). Secondo l’induzione ciò che nasce è una regola, ma ogni volta che si analizza un testo non si producono regole ma casi specifici.

Poiché anche attraverso l’induzione non si arriva a una conclusione abbastanza creativa, Peirce sostiene che il procedimento logico che si adotta ogni volta che si affronta un testo è l’abduzione. Nell’abduzione si parte da una regola (all the beans from this bag are white, Peirce 3, 5, 1, 623) e da un risultato (these beans are white Peirce 3, 5, 1, 623) e si arriva a un caso specifico (these beans are from this bag, Peirce 3, 5, 1, 623). In questo caso la certezza della conclusione è basso, ma il tasso di creatività è maggiore rispetto sia alla deduzione sia all’induzione. Se la congettura finale sia vera o falsa lo si scopre mano a mano che si avanza nella lettura di un testo ed è questa continua ricerca che appassiona il lettore e lo rende partecipe.

1.5 Il ruolo di Luca Fontana nella traduzione interculturale

Nel suo lavoro di giornalista Luca Fontana attua un’analisi della società. Prende spunto da episodi di vita quotidiana, da articoli, da discorsi o interviste di personaggi celebri, da canzoni o opere letterarie per dipingere in chiave ironica la società. Per la sua analisi attinge dalle sue esperienze

3 Sono qui citati gli esempi usati da Aristotele per spiegare la deduzione. 4 Sono qui citati gli esempi usati dagli empiristi per spiegare l’induzione.

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personali e immerge il lettore in un contesto culturale ricco e vario. Per avvicinare il lettore al mondo da lui descritto, Fontana diventa un mediatore culturale, un vero e proprio traduttore. Infatti fa da tramite tra la cultura del prototesto e la cultura del metatesto.

Nella maggior parte degli articoli la traduzione non è una sola, da un prototesto nascono due o più metatesti. Luca Fontana ha così un secondo compito: fare da mediatore tra le culture dei metatesti. Attraverso un procedimento abduttivo spiega le differenze tra le culture dei metatesti, ne delinea le similitudini e i punti di incontro e trae le sue conclusioni. Conclusioni che sono sì soggettive, poiché la soggettività è una delle caratteristiche essenziali del processo abduttivo, ma che lasciano ampio spazio alla riflessione personale del lettore.

1.5.1 Luca Fontana come espressione della cultura di confine

Nel momento in cui Fontana si trova a dover attuare una mediazione tra le culture dei metatesti, si trova a metà tra due culture diverse. È espressione della cosiddetta «cultura di confine», concetto introdotto da Lotman.

Ogni cultura è rappresentata, all’interno della semiosfera, come un insieme. Naturalmente i diversi insiemi delle culture non sono uno staccato dall’altro. Ogni cultura si trova costantemente in contatto con le altre culture, ne viene influenzata e attinge dal diverso per potersi evolvere. Ne deriva che i sistemi delle culture si toccano, dando luogo a “membrane” di confine. Fontana nella sua analisi comparativa si trova proprio al confine tra le due culture, nella posizione della membrana tra le culture che mette in relazione.

Il concetto di confine all’interno della semiosfera riveste una ruolo molto importante e

non è un concetto astratto, ma un’importante posizione funzionale e strutturale, che determina la natura del suo meccanismo semiotico. Il confine è un meccanismo bilingue, che traduce le comunicazioni esterne nel linguaggio interno della semiosfera e viceversa. Solo col suo aiuto la semiosfera può così realizzare contatti con lo spazio extrasistematico o non semiotico. (Lotman 1985, 60).

1.6 Il lettore modello

Ogni testo viene scritto da un autore per un certo tipo di pubblico; l’autore si immagina un lettore modello che legga il suo testo e che comprenda la sua strategia. L’autore farà quindi delle scelte che si adattano al lettore modello che ha in mente, ad esempio se il narratore è in prima persona o in terza persona, uno stile invece che un altro. L’autore richiede in questo modo al lettore una collaborazione. Il lettore deve accettare le regole che gli impone il testo. Se il lettore legge un racconto di fantascienza non può esigere che tutto quello che viene riportato nel testo sia vero. Il lettore empirico, quello reale, deve rispettare quindi la cooperazione testuale impostagli da quel tipo testo.

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In alcuni casi la cooperazione testuale può venire meno. Il lettore modello non coincide con il lettore empirico. Il lettore empirico può aver frainteso alcuni aspetti del testo o non aver compreso appieno la figura dell’autore modello, cioè l’immagine che l’autore empirico vuole dare del narratore. «Il successo di un testo dipende dalla capacità dell’autore empirico di elaborare una strategia testuale adatta a un numero elevato di lettori empirici» (Osimo 2001). In questo modo aumentano le probabilità che un testo possa essere interpretato in modo coerente con la strategia dell’autore.

La cooperazione testuale diventa ancora più difficile quando il lettore si trova davanti a un testo tradotto. Tra la figura dell’autore e quella del lettore si colloca quella del traduttore che svolge la funzione di lettore empirico. In una prima fase il traduttore deve interpretare in modo corretto o nel modo più vicino all’idea dell’autore empirico la strategia del prototesto. Quando inizia la traduzione, deve prefissarsi un lettore modello del metatesto. Nel fare questo deve tenere conto di molti fattori, specialmente di quelli culturali. Il traduttore deve adattare il testo della cultura emittente alle richieste della cultura ricevente. Non tutti i testi possono avere lo stesso interesse, possono avere grande successo nella cultura emittente ma non ottenerne altrettanto nella cultura ricevente. Spetta al traduttore trovare una strategia che possa adattarsi a un numero maggiore di lettori empirici della cultura ricevente.

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Secondo capitolo – Analisi dei testi

2.0 Materiale empirico

Rispetto alla tabella presente in 1.2, che contiene i dodici tipi di attualizzazione possibili dati i parametri scelti per questa ricerca, nel materiale concretamente analizzato sono stati rinvenuti testi che corrispondono a sei dei dodici tipi teorici. Li presento qui nell’ordine in cui si collocano nella suddetta tabella, partendo quindi dal quarto tipo.

2.1 Le donne di Shakespeare

Diagramma del processo traduttivo:

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L’articolo intitolato Le donne di Shakespeare è apparso sul Diario del 20 luglio 2001. Fontana prende spunto dalla rappresentazione di As you like it di Shakespeare con Elisabetta Pozzi nel ruolo di Rosalind, spettacolo teatrale al quale ha assistito di persona. Come detto in precedenza, l’autore attinge da esperienze che ha vissuto in prima persona per dipingere un ritratto della società moderna.

Questo articolo appartiene al prototipo di traduzione n ̊4. Dal prototesto (identità sessuale) nasce un solo metatesto in cui non vi è né una cultura connotata come conformista o anticonformista, né una cultura connotata come dominante o subordinata. Nel metatesto si uniscono una visione storica e una visione moderna del prototesto. Le due visioni non si contrappongono ma coincidono nel cogliere appieno il significato del prototesto.

Nell’articolo Le donne di Shakespeare il prototesto è l’identità sessuale. Ne nasce un metatesto nel quale confluiscono la rappresentazione all’epoca di Shakespeare della sua commedia As you like it e la rappresentazione moderna con l’interpretazione di Elisabetta Pozzi. Nella commedia, Rosalind, la protagonista femminile, scappa dalla corte travestita da ragazzo per raggiungere il padre al quale è stato usurpato il trono. Il tema del travestimento è molto frequente nelle commedie di Shakespeare ed è un espediente che serve a creare sgomento nello spettatore e situazioni comiche. Fontana nell’articolo esalta le doti dell’attrice Elisabetta Pozzi affermando che lo «incanta vedere con quanto piacere l’attrice entri ed esca dai sessi».

Oltre a esaltare la bravura della protagonista e a dare la sua opinione sull’interpretazione moderna, Fontana svolge un parallelo tra la storia e la modernità. Il tema del travestimento acquista ancora più importanza considerando che al tempo di Shakespeare le donne non potevano recitare. Le parti femminili erano affidate a uomini. Fontana fa notare questa differenza con il teatro moderno. Seppure fosse un divieto insensato contro le donne e per fortuna sorpassato, permetteva di creare ancora più ambiguità nel gioco dei travestimenti. Inoltre il ricorso moderno a donne per le parti femminili nel teatro shakespeariano non permette di rappresentare tutte le parti comiche della commedia, come fa notare Fontana riferendosi alla mancanza della battuta di Rosalind nell’epilogo: «Se io fossi donna, bacerei quelli che mi piacciono, tra tutti voi che avete barba…».

L’utilizzo di soli maschi nelle rappresentazioni teatrali creava però alcuni problemi. Fontana, alla fine dell’articolo, descrive un dialogo fittizio tra Shakespeare e il direttore di scena sui problemi che potevano insorgere agli attori di parti femminili all’epoca di Shakespeare. L’autore ricorre all’ironia per rendere più vivace la sua analisi. L’ironia è un elemento costante degli articoli di Fontana, elemento che rende la lettura piacevole e scorrevole.

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2.2 Francia o Spagna?

Diagramma del processo traduttivo:

L’articolo intitolato Francia o Spagna è apparso sul Diario del 24 febbraio 1999. Fontana rievoca un incontro in una trattoria con una coppia di ragazzi, lui italiano lei spagnola, che si sono conosciuti in internet.

Questo articolo fa parte del prototipo n ̊5. Dal prototesto (adeguamento culturale) nascono due metatesti in cui una cultura è connotata come conformista e l’altra cultura come anticonformista. Poiché nessuna delle due culture – stando a come viene esposta la realtà nel testo – prevale sull’altra, non vi è una cultura connotata come dominante.

Il prototesto da cui parte la traduzione è, in questo articolo, l’adeguamento culturale. Ne nascono il primo metatesto, «i ragazzi con la faccia da avvocati», e il secondo metatesto, «coppia incontratasi in rete». Il primo metatesto rappresenta la cultura conformista. Questa cultura è contro ogni tipo di cambiamento e tra le due culture messe a confronto nell’articolo è quella che rinnega ogni adeguamento culturale. Se si considera la dinamica proprio/altrui (1.1.1), la cultura del primo metatesto (M1) rappresenta l’atteggiamento in cui vi è un’appropriazione dell’altrui, cioè si tende ad omogeneizzare le diversità. Si accetta un solo punto di vista: il proprio.

Il secondo metatesto rappresenta la cultura anticonformista. Nella dinamica proprio/altrui 23

rappresenta l’atteggiamento in cui vi è un avvicinamento verso le diversità e un’accettazione dell’altrui nel proprio. Una cultura diversa viene in questo caso percepita come arricchimento per sé stessi.

Fontana si trova davanti a due atteggiamenti contrapposti. Ne evidenzia le diversità contrapponendo i discorsi che ascolta personalmente. Oltre a presentarci queste due culture diverse, dà un suo parere personale. In questo caso Fontana condivide il punto di vista della coppia che si è conosciuta in internet, indignandosi dei discorsi intolleranti dei ragazzi seduti all’altro tavolo. L’autore si domanda quale sia il motivo di questa disparità di adeguamento culturale. Esclude che il grado di tolleranza dipenda da un fattore di censo e ceto e lascia la domanda in sospeso a un’interpretazione personale del lettore.

L’ironia è presente anche in questo articolo. La descrizione degli studenti seduti al tavolo accanto fa sorridere il lettore che riesce quasi a immaginare le facce dei ragazzi: «già a cinque anni hanno facce da ginecologini, commercialistini, avvocatini».

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2.3 La filosofia di mammà

Diagramma del processo traduttivo:

L’articolo intitolato La filosofia di mammà è comparso sul Diario del 24 marzo 1999. Fontana si interroga sull’importanza dell’imprinting familiare nel destino di una persona. Prende a esempio il suo incontro con una famiglia romana in un boschetto non lontano da Roma.

Questo articolo fa parte del prototipo di traduzione n ̊6. Dal prototesto si generano due metatesti. Vi è un doppio conflitto tra le due culture: una contrapposizione tra cultura conformista e cultura anticonformista e una contrapposizione tra cultura dominante e cultura subordinata.

Nell’articolo è stato individuato come prototesto la natura. Ne nascono due metatesti: il primo metatesto è impersonato dalla madre e il secondo dalla bambina. Il primo metatesto rappresenta la cultura conformista, quella cultura che respinge qualsiasi stimolo di arricchimento dall’esterno. Il secondo rappresenta la cultura anticonformista, cultura che è mossa da un istinto di curiosità verso ciò che non si conosce. Considerando, come nell’articolo precedente, la dinamica proprio/altrui, la madre rappresenta l’atteggiamento di appropriazione dell’altrui mentre la bambina rappresenta l’atteggiamento di altrui nel proprio.

Le due culture non sono sullo stesso livello: la cultura conformista prevale sulla cultura anticonformista. La madre infrange qualsiasi stimolo di conoscenza e curiosità della bambina. Il

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tentativo di quest’ultima nel coinvolgere la madre nella sua smania di sapere, viene spento miseramente con un perentorio: «Ma fatte li cazzi tua e magna!».

Fontana relaziona le due culture per mettere in evidenza il differente modo di percepire la natura. La madre non coglie nessuno stimolo dall’esterno, mentre la bambina, nonostante subisca l’influenza negativa della famiglia, rimane affascinata da qualcosa che supera la sua immaginazione come l’enorme quantità d’acqua che si trova davanti a lei.

Attraverso il racconto di questo episodio che ha vissuto in prima persona, Fontana risponde alla sua domanda iniziale: «Quanto conta l’imprinting familiare nel destino di un uomo e di una donna?». Secondo Fontana l’influenza familiare incide molto sulla persona. Le scelte, il carattere, la voglia di conoscere, sono tutti aspetti della personalità che vengono “tramandati” dai genitori. Fontana mette in luce un altro aspetto. Nella cultura italiana, in cui l’età media di uscita dalla famiglia è trentacinque anni, l’imprinting familiare acquista ancora più importanza.

In questo articolo l’ironia è un elemento essenziale. La descrizione della famiglia è vivace e ridicola al tempo stesso. Fontana ironizza sul tono di voce dei componenti della famiglia romana e sulle loro abitudini alimentari. L’idea della stazza della madre e della bambina è resa in modo straordinario attraverso il riferimento a opere di artisti famosi: «Una bambinona di Botero nata da una mammona neoclassica di Picasso». Inoltre l’utilizzo di parole dialettali rende i dialoghi più allegri e veritieri, rendendo il lettore partecipe in prima persona della scena che si sta svolgendo.

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2.4 Due culture a confronto

Nel prototipo di traduzione n ̊8 fanno parte la maggior parte degli articoli di Luca Fontana. Le culture che vengono messe a confronto sono sempre due e sono caratterizzate entrambe dall’assenza sia di una connotazione di tipo conformista o anticonformista, sia di una connotazione di tipo dominante o subordinata. È il senso generale di cultura che va preso in considerazione in questo prototipo.

Nonostante queste caratteristiche comuni, la relazione tra metatesti e prototesto cambia a seconda degli articoli. Il concetto generale di cultura è molto ampio. Per questo motivo ho deciso di presentare qui di seguito l’analisi di due articoli di Fontana appartenenti a questo prototipo per dare una maggiore visione d’insieme e rendere l’analisi più meticolosa.

Nel primo caso, La veste profumata, i due metatesti sono l’espressione di due culture appartenenti a realtà completamente diverse. Nel secondo caso, Il piacere comprato, il prototesto genera due fazioni: gli oppositori e i sostenitori.

2.4.1 La veste profumata

Diagramma del prototipo di traduzione:

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L’articolo intitolato La veste profumata appare sul Diario del 3 giugno 1998. In questo articolo Fontana prende spunto da un articolo apparso sulla Repubblica del 25 maggio 1998 per affrontare il tema dello scontro tra culture.

Questo articolo fa parte del prototipo di traduzione n ̊8. Dal prototesto nascono due metatesti in cui non vi è nessuna cultura che sia connotata come conformista o anticonformista o come dominante o subordinata. Nel caso specifico di questo articolo, le due culture che si confrontano appartengono a due mondi completamente diversi. Il primo metatesto rappresenta la cultura marocchina, il secondo metatesto la cultura italiana. I due metatesti non sono altro che letture diverse del prototesto: «la veste profumata».

La veste ha per le due culture qui a confronto, quella marocchina e quella italiana, due significati – simbolici, ovviamente – diversi. Per la società marocchina la veste ricamata è un segno di accettazione, di appartenenza e una volta donata a una persona significa l’entrata di questa persona in una famiglia che non la considera più altrui ma proprio. L’accettazione di tale regalo è dunque molto impegnativa. Benché si tratti di un gesto mancato, passivo, secondo la cultura emittente è l’accettazione della promessa di matrimonio. Per la società italiana il dono di una veste ricamata non ha altro valore che quello del regalo, senza nessun significato ulteriore a quello di una generica dimostrazione di affetto.

Fontana in questo articolo colloca la sua analisi in uno spazio intermedio tra le due culture, come linea di congiunzione tra le due. Svolge il ruolo di cultura di confine5. Pur non condividendo il gesto spregiudicato del ragazzo marocchino che ha ucciso la sua ragazza e la madre di lei perché rifiutato, Fontana cerca di decodificare questo gesto – che nella cultura in cui viene fatto è considerato criminale – alla luce della cultura emittente: in questo senso, l’omicidio è visto come problema di traduzione, come decodifica aberrante reciproca.

Il lettore modello di questo articolo non viene posto davanti a una razionale spiegazione di tale meccanismo difettoso di traduzione: tale processo rimane implicito, e viene còlto dal lettore soltanto sotto forma di ironica allusione.

5 Vedi paragrafo 1.5.1 del primo capitolo.

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2.4.2 Il piacere comprato

Diagramma del processo traduttivo:

L’articolo intitolato Il piacere comprato è apparso sul Diario del 23 dicembre 1998. Fontana affronta il tema dell’omosessualità prendendo spunto da un articolo di Repubblica, il quale espone la storia di un uomo che per mantenere la famiglia decide di prostituirsi.

Questo articolo rientra nel prototipo di traduzione n ̊8. Dal prototesto (la marchetta) nascono due metatesti. Non si crea né una contrapposizione tra cultura conformista e anticonformista, né un contrasto tra cultura dominante e subordinata.

Nell’articolo è stato individuato un prototesto: la marchetta, ovvero il «termine gergale per omosessuale maschio che si vende a maschi», come spiega Fontana nell’articolo. Da questo prototesto sono stati ricavati due metatesti. Il primo metatesto è la disapprovazione sociale. È stato definito «implicito culturale» in quanto per prima cosa non appare espressamente nel testo ma lo si evince in contrapposizione al secondo metatesto, e in secondo luogo esprime il pensiero comune della società italiana di cui Fontana fa un’analisi nella sua rubrica. Il secondo metatesto è l’articolo della Repubblica in cui viene raccontata la storia lacrimevole della marchetta.

In questo processo traduttivo le due culture formano due schieramenti contrapposti, l’uno contro e l’altro a favore della marchetta. Infatti il primo metatesto rappresenta la parte della società che

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disapprova il comportamento dell’uomo-marchetta, mentre il secondo metatesto è espressione della cultura delle persone che, leggendo l’articolo di Repubblica, hanno provato pietà per l’uomo costretto a prostituirsi per mantenere la famiglia.

Fontana fa un paragone tra le due visioni contrapposte ed esprime la sua opinione personale. Se da un lato è contro ogni forma di stereotipo e di intolleranza verso ogni categoria sociale, in questo caso Fontana non appoggia la visione pietistica dell’articolo di Repubblica. Egli ritiene impossibile ogni estraneità dal piacere nella decisione dell’uomo, facendo una netta distinzione tra marchetta e prostituta. Nel sostenere la sua tesi, Fontana non si limita a dare una sua opinione personale ma espone motivi fisiologici e di età rendendo la sua analisi ancora più accurata e aggiungendo uno spirito ironico che non manca mai nei suoi articoli.

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2.5 La soluzione del mistero

Diagramma del processo traduttivo:

L’articolo intitolato La soluzione del mistero è comparso sul Diario del 14 aprile 1999. Fontana prende spunto da una sentenza della Cassazione riguardo al caso di un adulto che ha mostrato filmini e foto porno a ragazzini e ragazzine.

L’articolo appartiene al prototipo di traduzione n ̊9. Dal prototesto nascono quattro metatesti, alcuni sono espressione di una cultura conformista, altri di una cultura anticonformista. La contrapposizione avviene allo stesso livello, nessuna delle culture prevale sulle altre.

Nell’articolo è stato individuato come prototesto il «vedere o non vedere», da cui nascono il primo metatesto, la richiesta di leggi più severe, il secondo, Il fantasma della libertà di Luis Buñuel, il terzo, il giovane Fontana, e il quarto, la sentenza della Cassazione. Il primo metatesto è espressione di una cultura conformista; ne fanno parte le persone che richiedono delle leggi che regolino cosa vedere o cosa non vedere. Il secondo, il terzo e il quarto metatesto rappresentano una cultura anticonformista. Tra questi fa anche parte lo stesso Fontana che diventa cultura ricevente raccontando la sua esperienza personale di quando era bambino.

Nella sua analisi comparativa dei metatesti, Fontana mette in rilievo un aspetto essenziale del prototesto: l’arbitrarietà della scelta di cosa sia lecito vedere o non vedere. A seconda delle epoche storiche, dei costumi che cambiano nel tempo, la scelta di cosa sia permesso mostrare o non mostrare

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cambia. Fontana espone due esempi: il film di Buñuel e il racconto del suo amico. Nel film Il fantasma della libertà un uomo mostra foto che suscitano stupore e vergogna nelle ragazzine che le osservano. Non sono che vedute di Place de la Concorde o della Statua della Libertà. L’amico di Fontana racconta che ha ricevuto quando era al ginnasio un sei in condotta per aver prestato Les Fleurs du mal di Beaudelaire a una sua amica.

Inoltre Fontana esprime il suo dissenso per la richiesta di punizioni più severe. Secondo l’autore, basta il costume per scegliere cosa è lecito o cosa non è lecito. Leggi più severe non fanno altro che alimentare il desiderio di andare oltre il lecito.

Lo stile ironico si mostra anche in questo articolo. La descrizione delle sue esperienze giovanili è ricca di dettagli ironici, come il racconto di un compagno di scuola su come nascono i bambini, testimonianza dell’ignoranza che c’era al tempo.

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2.6 I fustigatori inglesi

Diagramma del prototipo di traduzione:

L’articolo intitolato I fustigatori inglesi è apparso sul Diario del 18 novembre 1998. Fontana affronta il tema dell’omosessualità in Gran Bretagna prendendo spunto da un fatto di attualità: la difesa di Tony Blair a favore di uno dei suoi ministri coinvolto in uno scandalo di sesso.

Questo articolo fa parte del prototipo di traduzione n ̊12. Dal prototesto nascono tre metatesti e non compare né una contrapposizione tra culture conformiste e anticonformiste, né una contrapposizione tra culture dominanti e subordinate. Le culture a confronto vanno considerate in senso generico.

Nell’articolo è stato individuato come prototesto l’omosessualità. Ne nascono tre metatesti: il primo metatesto rappresenta la stampa fogna inglese, il secondo gli ex alunni delle scuole private e il terzo la posizione di Tony Blair. I tre metatesti formano schieramenti contrapposti, chi a favore dell’omosessualità e chi contro. Si parte dal primo metatesto, la stampa fogna inglese, che rappresenta il più forte oppositore. Il secondo metatesto, gli ex alunni, si trovano in una posizione intermedia. Pur rinnegando l’omosessualità, la serbano come vizio segreto. Il terzo metatesto, Tony Blair, si colloca tra i sostenitori attraverso la difesa del ministro dell’Agricoltura Nick Brown.

Fontana mette in relazione le tre componenti della società britannica dipingendo un ritratto della società britannica. Ne mette in evidenza i paradossi, come la posizione ambigua degli ex alunni delle

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scuole private e l’accanimento dei giornali scandalistici contro un fenomeno che fa ormai parte della società, l’omosessualità.

Per descrivere al meglio la società britannica, Fontana utilizza molti sostantivi inglesi. Permettono di rendere la lettura più vivace e aumentano l’ironia della narrazione. Quest’ultima è ancora più accentuata dalle traduzioni in italiano dei termini inglesi: gli ordinary decent people diventano ad esempio «la gggente».

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Appendice – I testi di Luca Fontana

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Riferimenti bibliografici

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KANT Immanuel 1781-87 Kritik der reiner Vernunft, traduzione italiana di G. Colli, Critica della ragion

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LOTMAN, Jurij M., La semiosfera. L’asimmetria e il dialogo nelle strutture pensanti,Venezia, Marsilio

Editori, 1985, ISBN 88-317-4703-7.

LOTMAN, Jurij M., USPENSKIJ, B. A., 1973 Tipologia della cultura, Milano, Bompiani, 1987.

OSIMO, Bruno, 2001 Propedeutica della traduzione. Corso introduttivo con tavole sinottiche, Milano, Hoepli, 2005, ISBN 88-203-2935-2.

OSIMO, Bruno, «Traduzione della cultura», in Piretto, Gian Piero, Parole, immagini, suoni di Russia. Saggi di metodologia della cultura, Milano, Edizioni Unicopli, 2002, ISBN 88-400-0810-1.

PEIRCE Charles Sanders 1931-1935, 1958 The Collected Papers of Charles Sanders Peirce, vol. 1-6 a cura di Charles Hartshorne and Paul Weiss, vol. 7-8 a cura di Arthur W. Burks, (Cambridge Massachusetts), Harvard University Press.

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TOURY G. 1995 Descriptive Translation Studies and Beyond, Amsterdam, Benjamins, 1995, ISBN 90- 272-1606-1.

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Breve introduzione alla vita e al pensiero di Charles Sanders Peirce A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce ELENA DETTAMANTI Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

Breve introduzione alla vita e al pensiero di Charles Sanders Peirce

A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce

 ELENA DETTAMANTI

 

Civica Scuola Interpreti e Traduttori

 

primo supervisore: prof. Bruno OSIMO

secondo supervisore: prof. Andrew TANZI

 

 

Master: Langages, Cultures et Sociétés

Mention: Langues et Interculturalité

Spécialité: Traduction professionnelle et Interprétation de

conférence

Parcours: Traduction littéraire

estate 2008

 

© 2000 Forum on Psychiatry and the Humanities of the Washington School of Psychiatry

© Elena Dettamanti per l’edizione italiana 2008

 



Breve introduzione alla vita e al pensiero di Charles Sanders Peirce

A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce

 

 

English Abstract

 

This thesis proposes the Italian translation of the essay entitled A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce by Joseph Brent, Peirce’s well-known biographer. This essay is the introductory text to the volume Peirce, Semiotics, and Psychoanalysis published in 2000. The author presents an overview of Charles Sanders Peirce’s dreadful life and of his Pragmatism, beginning with his relationship with his father Benjamin and with religion, and analysing his theory of inquiry, his innovative form of inference called “abduction”, his theory of signs which included the three elements – sign, object and interpretant –, and the application of these theories in psychoanalysis.


Sommario

 

 

Traduzione con testo a fronte. 1

Postfazione. 38

Analisi testuale del prototesto. 39

Presentazione dell’autore. 39

Biografia di Charles Sanders Peirce. 41

Tesi del saggio. 42

Struttura del saggio. 42

Il linguaggio. 48

Analisi traduttologica dell’originale. 50

Il lettore modello. 50

Dominante e sottodominanti 51

Strategia traduttiva. 53

Potenziale residuo e residuo effettivo. 57

Gestione del residuo traduttivo. 59

Riferimenti bibliografici 60

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Traduzione con testo a fronte


A Brief Introduction

to the Life and Thought

of Charles Sanders Peirce

 

Joseph Brent

 

 

 

Charles Sanders Peirce (1839-1914) was a singular man – a prodigious, protean, brilliant, and productive intellect who lived a humiliating and tragic life. There is no other quite like him in the history of Western ideas. His life raises the ancient puzzle of the relation of genius and madness. One Peirce scholar, in his review of Peirce’s only full-length biography (Brent 1993), gave his impressions of this extraordinary polymath:

 

A first ranker in western civilization, pioneer semiotician, innovative historian of science, student of economic theory, hopeless accountant, skilled mathematician, unfaithful husband, initiator of pragmatism, occasional actor, profligate dandy, great logician, brilliant experimental physicist, unlucky speculator, eminent cartographer, student of lexicography, gauche socialite, competent structural engineer, persistent drug-taker, occasional vagrant, student of medicine, nominal Episcopalian, prospective encyclopedia salesman, patentee in chemical engineering, subject of police inquiries, profound philosopher, project procrastinator … [Grattan-Guinness 1994]

 

Germane to the subject of this volume, I add experimental psychology and psychology of the conscious and unconscious mind and of the self and self-consciousness.

The complexity of Peirce’s character and his reputation as a broken and dissolute man, despite his recognized brilliance and originality haunted his reputation during his life and ever since his death more than eighty years ago. Despite his acknowledged genius and accomplishments, he was refused a professorship at Harvard, was fired from his lectureship at the Johns Hopkins University, and was forced to resign from his thirty-year career in geodesy at the United States Coast Survey. A major Peirce scholar recently wrote that the owners of his papers, the Harvard Department of Philosophy,


Breve introduzione

alla vita e al pensiero

di Charles Sanders Peirce

 

Joseph Brent

 

 

 

Charles Sanders Peirce (1839-1914) fu un uomo singolare – una mente prodigiosa, versatile, brillante e feconda che visse una vita umiliante e tragica. Non esistono paragoni nella storia del pensiero occidentale. La sua vita solleva l’antico enigma del legame tra genio e follia. Uno studioso di Peirce, nella recensione dell’unica biografia completa a lui dedicata (Brent 1993), espresse le proprie opinioni su questo erudito:

 

avanguardia della civiltà occidentale, pioniere della semiotica, storico innovativo della scienza, studioso di teoria economica, pessimo ragioniere, abile matematico, marito infedele, fondatore del pragmatismo, attore occasionale, dandy dissoluto, grande logico, brillante fisico sperimentale, speculatore sfortunato, eminente cartografo, studioso di lessicografia, persona goffa nella vita mondana, ingegnere strutturale competente, drogato impenitente, vagabondo occasionale, studioso di medicina, nominalmente episcopaliano, potenziale venditore di enciclopedie, detentore di brevetti in ingegneria chimica, indagato dalla polizia, profondo filosofo, procrastinatore di progetti […] (Grattan-Guinness 1994).

 

In attinenza con l’argomento di questo libro aggiungo «psicologo sperimentale» e «psicologo della mente conscia e inconscia e del Sé e dell’autocoscienza».

La complessità della personalità di Peirce e la sua nomea di uomo in disgrazia e dissoluto, malgrado la sua riconosciuta intelligenza e originalità, inficiarono la sua reputazione mentre era in vita e dopo la sua morte, avvenuta più di ottant’anni fa. Benché noto per il suo genio e il suo talento, gli fu rifiutata una cattedra alla Harvard University, perse il posto di lettore universitario alla Johns Hopkins University e fu costretto a rinunciare alla sua trentennale carriera nel campo della geodesia allo United States Coast Survey. Di recente un importante studioso di Peirce ha scritto che i proprietari delle sue opere, il Dipartimento di filosofia della Harvard, «hanno
consistently “acted to obstruct research on Peirce, thus continuing the Harvard vendetta against Peirce which lasted from [Charles W.] Eliot’s ascension to the presidency of Harvard in 1889 until the [recent] advent of … a new breed of Harvard Professors. The history of the Harvard Department’s conduct with respect to the Peirce manuscripts is one of the sorriest tales in American academic history” (Murphey 1993).

Before December 1991, when the department ended censorship of its biographical Peirce material by permitting publication of my biography, with its hundreds of quotations from their biographical manuscripts, it was impossible to attempt well-researched accounts of and explanations for Peirce’s extraordinary character and behavior, though there were many guesses based on rumor and privileged information. Driven largely by the desire to hide the often unpalatable facts of his life, this censorship helps to explain Peirce’s relative obscurity in the history of Western thought, despite his broad influence.

In the attempt to explain the extremes of Peirce’s life, I hypothesize (despite the obvious dangers of historical diagnosis) that Peirce probably suffered from three neurological pathologies, to which he pointed himself. As an adolescent, Peirce began to experience extremely painful episodes of trigeminal neuralgia. These episodes continued throughout his life and often left him prostrate for days, sometimes weeks. His father, who also suffered from a very painful illness, Bright’s disease, early introduced him to opium and ether as palliatives for the intense pain.

In his twenties, Peirce began to exhibit the extreme mood swings that are symptomatic of bipolar disorder. The condition worsened with age, and he manifested most of the associated symptoms. On the manic side, he exhibited driven, paranoid, and impulsive actions; extreme insomnia; ecstatic grandiosity and visionary expansiveness; hypersexuality; almost superhuman energy; and had irrational financial dealings, which include compulsive extravagance and disastrous investing. On the depressive side, he had severely melancholic or depressive episodes characterized by suicidal feelings or flatness of mood, accompanied by an inertness of mind, the inability to feel emotion, and an unbearable sense of futility. As an adolescent, Peirce experimented with drugs, and throughout his life he used them with sophistication, both to manage his pain and depression and to enhance the ecstatic creativity of his manic episodes.
[costantemente] ostacolato gli studi su Peirce, perpetrando così la vendetta della Harvard contro Peirce che durò dall’ascesa di [Charles W.] Eliot alla presidenza della Harvard nel 1869 fino al [recente] arrivo di […] una nuova stirpe di docenti della Harvard. La storia della condotta del Dipartimento di filosofia della Harvard nei confronti dei manoscritti di Peirce è uno dei racconti più bui della storia accademica americana» (Murphey 1993).

Prima del dicembre 1991, quando il dipartimento pose fine alla censura del materiale biografico di Peirce permettendo la pubblicazione della mia biografia contenente centinaia di citazioni dai suoi manoscritti biografici, era impossibile cercare resoconti e spiegazioni dettagliate della personalità e del comportamento singolare di Peirce, sebbene esistessero diverse ipotesi basate su dicerie e informazioni confidenziali. Spinta in gran parte dal desiderio di nascondere gli eventi spesso spiacevoli della sua vita, questa censura permette di spiegare la relativa assenza di Peirce dalla storia del pensiero occidentale, malgrado la sua ampia influenza.

Nel tentativo di spiegare gli estremi della vita di Peirce, ipotizzo (malgrado gli ovvi pericoli di una diagnosi storica) che Peirce fosse affetto da tre patologie neurologiche. Da adolescente iniziò a soffrire di attacchi estremamente dolorosi di nevralgia del trigemino. Questi attacchi si ripresentarono nel corso della sua vita e lo lasciavano spesso privo di forze per giorni, a volte settimane. Suo padre, che soffriva anch’egli di una malattia molto dolorosa, il morbo di Bright, gli fece conoscere molto presto l’oppio e l’etere come palliativi per il forte dolore.

Dopo i vent’anni Peirce cominciò a mostrare repentini cambiamenti d’umore, sintomatici del disturbo bipolare. Le sue condizioni peggiorarono con l’età e si manifestarono numerosi sintomi associati a tale malattia. Per quanto riguarda la fase maniacale, Peirce manifestava azioni comandate, paranoiche e impulsive; una grave insonnia; mania di grandezza estatica ed espansività visionaria; ipersessualità; un’energia quasi sovrumana e conduceva affari finanziari irrazionali, tra cui una certa compulsione a spendere e investimenti disastrosi. Per quanto riguarda la fase depressiva, manifestava attacchi di grave melanconia o depressione caratterizzati da istinti suicidi o da apatia, a cui si aggiungevano una certa indolenza della mente, un’incapacità di provare emozioni e un senso di futilità intollerabile. Da adolescente Peirce provò droghe e nel corso della sua vita le usò in modo sempre più sofisticato, sia per
He was probably addicted to caffeine, alcohol, morphine, and cocaine through much of his adult life. It was these behaviors, in a time when they were believed to be explained only by moral failure, that ruined his personal and professional life.

Peirce was surprisingly unreflective about his own character and did not begin to ponder seriously on the reasons for his disastrous personal and professional failures until his mid-sixties, when he concluded, rightly, that much of the cause was “the poison of biology”. He blamed his genetic inheritance for his uncontrollable emotionality, what he called “the criminal trait in the blood”, and wrote: “For long years I suffered unspeakably, being an excessively emotional fellow, from ignorance of how to go to work to acquire sovereignty over myself” (MS 848, 905).

Surprisingly, while Peirce gave his uncontrollable emotions and facial neuralgia salient roles in his failure, he gave his left-handedness the most important part to play. In this third diagnosis he proposed – with considerable modern support for his hypothesis – that his left-handedness was and element in a pathological condition caused by differences from the normal in the structure of his brain, which he thought had its most unfortunate effect in his “incapacity for linguistic expression”. He speculated that “the connections between different parts of my brain must be different from the usual and presumably best arrangement; and, if so, it would necessarily follow that my thinking should be gauche” (MS 632). Peirce always had the greatest difficulty with language of any kind and was constantly reminded that the basis of this way of thinking was diagrammatic, not linguistic. He made it his intention, in all his labored writing, to have the process of thinking laid open to view as “a moving picture of the action of thought” (MS 296, 298, 905; Geschwind and Galaburda 1987). For Peirce, thinking was best represented as the manipulation of diagrams and, in this respect, mathematics was at the root of his philosophy.

In addition to these neurological factors, three other factors deeply influenced his life: his father, Benjamin; his obsession with logic; and religion. Benjamin Peirce was brilliant, profound, facile, and given to outbursts of rage and long bouts of depression.
sopportare il dolore e la depressione sia per aumentare la creatività estatica delle fasi maniacali. Nella maggior parte della sua vita adulta fu probabilmente dipendente da caffeina, alcol, morfina e cocaina. Furono questi comportamenti, in un’epoca in cui erano considerati nient’altro che cause di un fallimento morale, a rovinare la sua vita personale e professionale.

Peirce fu sorprendentemente incurante del suo carattere e iniziò a riflettere seriamente sulle ragioni dei suoi disastrosi insuccessi personali e professionali solo verso i sessantacinque anni, quando arrivò alla conclusione, giusta, che la causa principale fosse «il veleno biologico». Attribuì all’eredità genetica lo scarso controllo emozionale, che chiamò «il tratto criminale del sangue» e scrisse: «Per lunghi anni ho sofferto in modo indicibile, poiché ero un tipo eccessivamente emotivo, per la mia incapacità di acquisire controllo su me stesso» (MS 848, 905).

Sorprendentemente, se da un lato attribuì solo un ruolo saliente nei suoi insuccessi alle emozioni incontrollabili e alla nevralgia facciale, Peirce attribuì il ruolo più importante al suo mancinismo. In questa terza diagnosi propose – con una tesi moderna a sostegno della sua ipotesi – che il suo mancinismo fosse l’elemento di una condizione patologica causata da alcune differenze nella struttura del suo cervello rispetto alla normalità, le quali, sosteneva, avevano come effetto più spiacevole «l’incapacità di espressione linguistica». Ipotizzò: «le connessioni tra le diverse parti del mio cervello devono differenziarsi dalla disposizione normale e presumibilmente migliore; e se così fosse sarebbe conseguenza necessaria che il mio modo di pensare sia gauche» (MS 632). Peirce ebbe sempre grandissime difficoltà con tutti i tipi di lingue e gli fu costantemente ricordato che la base del suo modo di pensare era diagrammatica, non linguistica. In tutti i suoi difficili scritti si prefisse come scopo di mettere a nudo il processo del pensiero per poterlo vedere come «un’immagine in movimento dell’azione del pensare» (MS 296, 298, 905; Geshwind e Galaburda 1987). Secondo Peirce il pensiero poteva essere descritto al meglio come manipolazione di diagrammi e, sotto questo punto di vista, la matematica fu alla radice della sua filosofia.

Oltre a questi fattori neurologici, altri tre fattori influenzarono enormemente la sua vita: il padre Benjamin, l’ossessione per la logica e la religione. Benjamin Peirce era un uomo brillante, serio, superficiale e soggetto a scatti di rabbia e lunghi attacchi di
He was powerfully attractive eloquent, and successful – a loving and overwhelming father, who, from Charles’s childhood on, trained his son’s intellect for genius, paying little attention to standard curricula, whether it was that of grade school or Harvard University. Recognizing his son’s precocity in mathematics, Benjamin concentrated his demanding regimen in that subject, sometimes forcing Charles to play continuous games of double dummy whist through the night, while he criticized every error and its nature. Benjamin rarely provided young Charles with a theorem in mathematics, instead giving him examples or outcomes and requiring him to work out the mathematical principles for himself by the use of diagrams alone. Benjamin also set his son, as an adolescent, to reading such philosophers as Kant, Spinoza, Hegel Hobbes, Hume, and James Mill. He would then induce Charles to tell him about the “proofs offered by the philosophers, and in a very few words would almost invariably rip them up and show them to be empty” (MS 823). Benjamin was an overpowering and often cruel taskmaster who believed he had sired a genius. He fully intended to make his son a major intellect and the means to the perpetuation of his own philosophical system. When Charles was forty years old, Benjamin declared publicly that “it was a great gratification for [Benjamin] to know that his son would prosecute the work to which he had devoted the latter part of his own life” (Sergeant 1880).

At the same time, the father otherwise allowed the son free rein and even encouraged him to become a connoisseur of wines and to refine his taste for the good things in life. As long as he could afford it, Charles lived an extravagantly luxurious life, in large part to meliorate his suffering. After Charles’s death, his nephew wrote, in what the family considered an accurate account, that he became a highly emotional, easily duped, and rather snobbish young dandy who went his own way, indifferent of the consequences (MS 1644). Largely because of his neurological and nervous disorders, his family, particularly his father, indulged and protected him, even when he was in his forties. It is not surprising that this heavily burdened youth publicly avowed his advocacy of the obscure ontological atheism of the nineteenth-century French positivist historian Etienne Vacherot and in other ways paraded his contempt for the hierarchs of Cambridge and Boston. Nor is it unexpected that his wives from both his disastrous marriages became nurses, failed disciplinarians, and scapegoats, as his mother had been.


depressione. Era molto attraente, loquace e di grande successo – un padre affettuoso e travolgente, che, fin dall’infanzia di Charles, allenò la mente geniale del figlio, dando poca attenzione ai curricula, che si trattasse della scuola elementare o della Harvard University. Rendendosi conto della precocità del figlio per la matematica, Benjamin Peirce concentrò il suo severo programma educativo su quella materia, costringendo a volte Charles a giocare estenuanti partite di double dummy whist per tutta la notte, sottoponendo ogni suo errore e la sua natura a giudizio critico. Rare volte procurò a Charles teoremi di matematica; gli fornì invece esempi o risultati dai quali estrapolare da solo i princìpi matematici attraverso il solo uso di diagrammi. Inoltre Benjamin Peirce iniziò il figlio, fin da adolescente, alla lettura di filosofi come Kant, Spinoza, Hegel, Hobbes, Hume e James Mill. Poi insisteva perché Charles gli ripetesse «le prove offerte dai filosofi e con poche parole le distruggeva immancabilmente dimostrando la vacuità dei loro ragionamenti» (MS 823). Benjamin Peirce fu un maestro opprimente e spesso crudele che credeva di aver generato un genio. Aveva sempre avuto l’intenzione di fare di suo figlio una delle menti più importanti e il mezzo per la perpetuazione del proprio sistema filosofico. Quando Charles aveva quarant’anni, Benjamin dichiarò pubblicamente che «era una grande gratificazione per [Benjamin] sapere che suo figlio avrebbe portato avanti il lavoro al quale aveva dedicato l’ultima parte della sua vita» (Sargent 1880).

Allo stesso tempo il padre permise al figlio libero sfogo e addirittura lo incoraggiò a diventare un esperto di vini e a raffinare il gusto per le cose belle della vita. Fino a quando poté permetterselo, Charles condusse una vita lussuosa e stravagante, principalmente per mitigare le sue sofferenze. Dopo la morte di Charles, il nipote scrisse, in quello che la famiglia considerava un resoconto accurato, che era diventato un giovane dandy estremamente emotivo, facilmente ingannabile e snob che andava avanti per la sua strada incurante delle conseguenze (MS 1644). In gran parte a causa dei suoi disturbi neurologici e nervosi, la famiglia, in particolare suo padre, lo viziò e lo protesse, anche quando aveva ormai raggiunto la quarantina. Non sorprende che questo giovane pesantemente oppresso confessasse pubblicamente il suo appoggio all’oscuro ateismo ontologico dello storico positivista francese dell’Ottocento Etienne Vacherot e in altri modi ostentasse il suo disprezzo per gli alti prelati di Cambridge e Boston. Non è nemmeno inaspettato che le mogli dei due matrimoni disastrosi gli facessero da
Charles Peirce began his lifelong obsession with logic when, at twelve, he read his older brother’s copy of Archbishop Richard Whately’s Logic. Apparently what first fascinated him was the uncanny directionality of inference and, later, its puzzling ability to provide and preserve meaning. Around the same time, he discovered his method of constructing a philosophy, which he called “pedestrianism” and later described (at twenty-five), after having mastered the works of Immanuel Kant: “It is necessary to reduce all our actions to logical processes so that to do anything is but to take another step in the chain of inference. Thus only can we effect that complete reciprocity between Thought & its object which it was Kant’s Copernican step to announce” (MS 339).

Despite this apparently restricted and inchmeal description, logic is, for Peirce, far more than the cut-and-dried academic discipline: it is the connective tissue of the universe. It is the basis of any thinking having a broadly scientific character, which is to say, of inquiry, generally – which, in Peirce’s extended conception of inference, includes not only the deductive and inductive elements usually thought of as making up the discipline but hypothesis, which he calls abduction, as well. Hypothesis is, for Peirce, a form of inference subject to its own rule, which originates knowledge and is how we manage to guess, often fruitfully, the way our world is. Peirce believed this ability to understand our world to be founded in the continuity of mind and nature, in the presupposition that we “have a capacity for ‘guessing’ right. We shall do better to abandon the whole attempt to learn the truth however urgent may be our need of ascertaining it, unless we can trust the human mind’s having such power of guessing right that before very many hypotheses shall have been tried, intelligent guessing may be expected to lead us to the one which will support all test, leaving the vast majority unexamined” (CP 6.530).

This step-by-step inferential process also describes Peirce’s lifelong manner of philosophizing. He kept at it, scribbling away abstractedly at odd moments, or working with his extraordinary powers of concentration almost without sleep for days,
infermiere e capri espiatori, incapaci di imporre una disciplina, come era stata sua madre.

L’ossessione di Charles Peirce per la logica, che durò tutta la sua vita, cominciò all’età di dodici anni, quando lesse il libro Elements of Logic dell’arcivescovo Richard Whately appartenente al fratello maggiore. Probabilmente fu affascinato in primo luogo dalla direzionalità delle inferenze e, in secondo luogo, dalla sconcertante capacità di produrre e preservare il significato. Nello stesso periodo si creò un metodo per costruire una filosofia, che chiamò «Pedestrianism» e più tardi scrisse (all’età di venticinque anni), dopo aver studiato con accuratezza le opere di Immanuel Kant: «È necessario ridurre tutte le nostre azioni a processi logici così che tutto quello che si fa non è altro che una tappa nella catena delle inferenze. Solamente in questo modo possiamo determinare quella reciprocità completa tra il pensiero e il suo oggetto che è la rivoluzione copernicana proclamata da Kant» (MS 339).

Nonostante questa descrizione apparentemente ristretta e frammentata, la logica, secondo Peirce, va oltre la disciplina accademica prestabilita: è il tessuto connettivo dell’universo. È alla base di tutti i ragionamenti che hanno un carattere scientifico generale, è quindi alla base della ricerca – che, nella concezione estesa di «inferenza» di Peirce, comprende non solo gli elementi deduttivi e induttivi che normalmente vengono ricondotti a tale disciplina, ma anche l’ipotesi che egli chiama «abduction» [abduzione]. L’ipotesi è, secondo Peirce, una forma di inferenza soggetta a regole proprie, che genera conoscenza e permette di fare congetture su come funziona il mondo, spesso con successo. Peirce riteneva che tale capacità di capire il mondo si basasse sulla continuità tra mente e natura, sul presupposto che «abbiamo la capacità di fare “congetture” giuste. Dobbiamo fare il possibile per abbandonare il tentativo di conoscere la verità anche se il nostro bisogno di asserirla è urgente, a meno che non facciamo affidamento sulla capacità della mente umana di fare congetture giuste prima che siano state tentate numerose ipotesi, una congettura intelligente dovrebbe portarci all’ipotesi che sostiene tutta l’analisi, lasciandone la maggior parte incontrollata» (CP 6.530).

Questo processo inferenziale per gradi descrive anche il modo di filosofare che Peirce adottò in tutto il corso della sua vita. Si attenne sempre a tale metodo, scarabocchiando distrattamente a tempo perso o lavorando con una grande capacità di
sometimes weeks, even months at a time, a practice he could sustain only with the help of drugs, which included alcohol, morphine, cocaine, and caffeine made from very strong coffee reduced to a syrup. He continued to work this way from the time he was about twenty until the week of his death at seventy-four, despite illness, poverty, and the constant reverses of his life. In 1905, at age sixty-six, he described to the Italian pragmatist Mario Calderoni how he had worked at twenty-eight: “It was in a desperate endeavor to making a beginning of penetrating into that riddle [of human existence, conduct, and thinking, and their relation to God and Nature] that on May 14, 1867, after three years of almost insanely concentrated thought, hardly interrupted even by sleep, I produced my one contribution to philosophy in the ‘New List of Categories’” (Peirce 1982).

Three years earlier, in 1902, he had written William James’s wife, Alice, while working on his phenomenology: “During the interval, I had not more than a dozen chats with my wife … and otherwise hadn’t spoken two consecutive sentences to anybody. There were four or five months’ silence. It is not an exceptional period. I live always so” (Letter to Alice James [1902]). These illustrations indicate the lifelong interplay of creative obsession and bipolar disorder.

Being born and raised in the long shadow of the Puritan oligarchy made religion a matter of daily importance for the young Peirce, diluted as it was in Benjamin’s devout Unitarian faith. Charles’s first clear expression of its impact on him was the defiant announcement of his atheism, mad when he was an undergraduate. By his mid-twenties, his father’s deeply held belief in the underlying harmony of religion and science and his marriage to a clergyman’s devout and feminist daughter had convinced Charles of the seriousness, if not the truth, of religion to the point that he joined his first wife in the Episcopal church as her condition for the marriage. Thereafter, his reservations on the subject were largely focused on what he judged to be the dangerous nonsense of theological metaphysics. In 1892, at fifty-three, Peirce had a mystical experience that changed his life. He reported that, after many years of absenting himself from church and communion, in the midst of great personal crisis he felt driven to attend,
concentrazione quasi senza dormire per giorni, a volte settimane, altre volte persino mesi, una pratica che riusciva a sostenere solo con l’aiuto di droghe, tra cui alcol, morfina, cocaina e caffeina prodotta da un caffé molto forte ridotto a sciroppo. Continuò a lavorare in questo modo dall’età di vent’anni fino alla settimana della sua morte a settantaquattro, malgrado la malattia, la povertà e le continue disgrazie della sua vita. Nel 1905 all’età di sessantasei anni scrisse al pragmatico italiano Mario Calderoni come lavorava a ventotto anni: «Fu in uno sforzo disperato di tentare di risolvere l’enigma [dell’esistenza, del comportamento e del pensiero dell’uomo e della loro relazione con Dio e la Natura] che il 14 maggio 1867, dopo tre anni di riflessione profonda e quasi insana, interrotta raramente dal sonno, ho prodotto il mio contributo alla filosofia nella New List of Categories[1]» (Peirce 1982).

Tre anni prima, nel 1902, aveva scritto alla moglie di William James, Alice, mentre lavorava alla sua fenomenologia: «Durante le pause ho parlato solo una dozzina di volte con mia moglie […] e del resto non ho pronunciato due frasi consecutive con nessuno. Ci sono stati quattro o cinque mesi di silenzio. Non è un periodo fuori dal normale. Vivo sempre così» (Lettera a Alice James [1902]). Questi esempi dimostrano l’alternanza tra ossessione creativa e disturbo bipolare che caratterizzarono l’intera esistenza di Peirce.

La religione, stemperata dalla devozione di suo padre per la fede unitariana, fu per il giovane Peirce – nato e cresciuto all’ombra dell’oligarchia puritana – un elemento molto importante. La prima espressione chiara dell’impatto della religione su Charles fu l’ardito annuncio, da studente universitario, del suo ateismo. All’età di venticinque anni la fede profonda e costante del padre nell’armonia basilare tra religione e scienza e il suo matrimonio con la figlia devota e femminista di un pastore convinsero Charles della serietà, se non della verità, della religione al punto che entrò a far parte della chiesa episcopale insieme alla sua prima moglie come condizione per il loro matrimonio. In séguito le sue riserve sull’argomento si concentrarono su quello che lui definì l’assurdità pericolosa della metafisica teologica. Nel 1892 all’età di cinquantatré anni Peirce ebbe un’esperienza mistica che cambiò la sua vita. Raccontò che, dopo molti anni di assenza dalla chiesa e dalla comunione, nel mezzo di una crisi personale molto
and one morning, after wandering aimlessly, he entered St. Thomas’s Episcopal Church in New York City:

 

I seemed to receive the direct permission of the Master to come [to communion] … when the instant came I found myself carried up to the altar rail, almost without my own volition. I am perfectly sure that it was right. Anyway, I could not help it.

I may mention as a reason why I do not offer to put my gratitude for the bounty granted to me into some form of church work, that which seemed to call me today seemed to promise me that I should bear a cross like death for the Master’s sake, and he would give me strength to bear it. I am sure it will happen. My part is to wait.

I have never before been mystical, but now I am. [MSL 483]

 

For Peirce, the experience was so important that he said of it, “If … a man has had no religious experience, then any religion not an affectation is as yet impossible for him; and the only worthy course is to wait quietly till such experience comes. No amount of speculation can take the place of experience” (CP 1.654).

For the mystic, the real is not itself sensible; it is represented by means of sense, in the same manner as an idea is represented by a word, say, sign. The word is heard with the ear, but the meaning that it signifies has no more physical properties than a character in A Midsummer Night’s Dream. From the publication of his first papers in 1867, Peirce held in his doctrine of signs, which he called semiotic, that “we have no power of thinking without signs” (CP 285) and that “all thought whatsoever is a sign, and is mostly of the nature of language” (420). After his mystical experience, he increasingly treated semiotic as an interpretation of the logos, the idea of the world perceived to be God’s utterance, the action of signs, or semiosis. In five articles published in the Monist in 1891-93 (CP 6.7-34, 35-65, 102-63, 238-317), which bracket his religious experience, those published before and after it show very clearly in their differences the experience’s effect on his thinking. In 1908, Peirce reinterpreted his pragmatism as “A Neglected Argument for the Reality of God” (CP 6.452-93).

The mystic will often speak of “the Master” or a similarly reverenced being as the guide to the real. In Peirce’s case the “cross like death” was the iron duty “the Master” had bound him to do – the completion of his architectonic philosophy. After his
grave, una mattina, dopo aver vagato senza meta, entrò nella chiesa episcopale St. Thomas di New York:

 

Mi sembrò di ricevere il permesso direttamente dal Signore di andare [a prendere la comunione] […] quando arrivò il momento, mi trovai spinto fino alla barra dell’altare, quasi senza una mia volontà. Sono del tutto sicuro che fosse giusto. In ogni caso non potevo evitarlo.

Come ragione del motivo per cui non offro di mettere la mia gratitudine per la ricompensa offertami in una qualche forma di lavoro per la chiesa, posso addurre che ciò che sembrò chiamarmi oggi sembrava promettermi che avrei dovuto sopportare una morte di croce per il volere del Signore e che mi avrebbe dato la forza per sopportarla. So che accadrà. Devo solo aspettare.

Non sono mai stato mistico, ma ora lo sono [MSL 483].

 

Per Peirce l’esperienza fu così importante che scrisse: «Se […] un uomo non ha avuto nessuna esperienza religiosa, qualsiasi religione che non sia un’affettazione è al momento per lui impossibile, e il solo atteggiamento che può valere è attendere tranquillamente finché tale esperienza arriva. Nessuna quantità di speculazione può prendere il posto dell’esperienza» (CP 1.654).

Per il mistico il reale non è sensoriale; è rappresentato per mezzo del senso, come un’idea è rappresentata da una parola, cioè da un segno. Il mondo si ascolta con l’orecchio, ma il suo significato non ha maggiori proprietà fisiche di un personaggio del Sogno di una notte di mezza estate. Dalla pubblicazione dei suoi primi scritti nel 1867, Peirce sostenne con la sua dottrina dei segni, che chiamò «semiotic», che «non abbiamo nessun potere di pensare senza segni» (CP 5.285) e che «qualsiasi pensiero è un segno e ha soprattutto natura di linguaggio» (420). Dopo l’esperienza mistica, trattò sempre di più la semiotica come interpretazione del logos, l’idea del mondo come parola di Dio, l’azione dei segni, o semiosi. In cinque articoli pubblicati sul Monist nel 1891-93 (CP 6.7-34, 35-65, 102-63, 238-71, 287-317), che raggruppano la sua esperienza religiosa, quelli pubblicati prima e dopo mostrano con le loro differenze l’effetto di tale esperienza sul suo pensiero. Nel 1908 Peirce reintepretò il suo pragmatismo come A Neglected Argument for the Reality of God [2] (CP 6.452-93).

Il mistico si riferirà spesso al «Signore» o a un’entità simile come alla guida della realtà. Nel caso di Peirce la «morte di croce» fu il compito ferreo che «il Signore» gli
mystical experience of 1892, Peirce, poor, isolated, increasingly sick, and often profoundly depressed and suicidal, wrote more than 80,000 pages of difficult, often brilliant, and sometimes superb philosophical thinking, very little of it published, in trying to do what “the Master” demanded. He died, in 1914, virtually pen in hand.

This volume assumes that Peirce’s thought can provide a fruitful basis for the development of psychoanalytic theory. I will now provide an introduction to what is a thoroughly American foundation for a very different way of looking at human psychology, beginning with pragmatism, his theory of inquiry.

Peirce uses the word inquiry very broadly to mean the many ways we go about trying to find things out by means of signs and symbols, which are then subjected to logical criticism. He uses the word inference, not to stand for the way we presume to think logically, but to point to the fact that when we infer, we are usually giving a reason for what it is that we are asserting. We do this, Peirce held, by using – in various combinations – the three types of inference he distinguishes: deduction, induction, and hypothesis, which Peirce preferred to call abduction. Of the first, he agrees that every deductive inference is already contained in the premises, but he also contends that, even in something so apparently cut-and-dried, there is an experimental element. Induction he calls that type of inference which is concerned with testing, not, as so many philosophers of science have insisted, originating knowledge. But it is Peirce’s revolutionary claim that hypothesis or abduction is a third type of inference that is the truly interesting element of his theory of inquiry. Only abduction can originate or advance knowledge, and the difference between induction and abduction is that in induction “we conclude that facts, similar to observed facts are true in cases not examined [while in abduction] we conclude the existence of a fact quite different from anything observed … The former classifies, and the latter explains” (CP 2.636). Peirce provides a simple diagram of abductive inference:

 

The surprising fact, C, is observed;

But if A were true, C would be a matter of course,

Hence, there is reason to suspect that A is true. [CP 5.189]

 


assegnò: il compimento della sua filosofia architettonica. Dopo l’esperienza mistica del 1892 Peirce, povero, isolato, sempre più malato e spesso molto depresso e con istinti suicidi, scrisse più di 80.000 pagine di speculazioni filosofiche difficili, spesso geniali e a volte superbe, poche delle quali vennero pubblicate, nel tentativo di fare quello che «il Signore» gli aveva chiesto. Morì nel 1914 quasi con la penna in mano.

In questo libro si assume che il pensiero di Peirce fornisca una base fertile allo sviluppo della teoria psicoanalitica. Propongo ora un’introduzione a quello che è il fondamento puramente americano di una nuova visione della psicologia umana, iniziando dal pragmatismo, la teoria dell’indagine di Peirce.

Peirce usa la parola «inquiry» in senso generale per significare i molti modi in cui affrontiamo il tentativo di comprendere le cose attraverso i segni e i simboli, che sono poi soggetti a una critica logica. Usa il termine «inference» non per designare il modo in cui presumiamo di pensare con logica, ma per indicare il fatto che, quando inferiamo, generalmente diamo una ragione a quello che stiamo affermando. Lo facciamo, sostiene Peirce, usando – con varie combinazioni – i tre tipi di inferenza da lui identificati: deduzione, induzione e ipotesi, che Peirce preferiva chiamare «abduction». Della prima concorda sul fatto che ogni inferenza deduttiva sia già contenuta nelle premesse, ma allo stesso tempo sostiene che, anche in una situazione così apparentemente ovvia, ci sia un elemento sperimentale. Chiama «induzione» quel tipo di inferenza che riguarda la prova [testing], e non la creazione di una conoscenza, come molti filosofi della scienza sostengono. Ma è la tesi rivoluzionaria di Peirce secondo cui l’ipotesi o abduzione sarebbe un terzo tipo di inferenza a rappresentare l’elemento veramente interessante della sua teoria dell’indagine. Solo l’abduzione può originare o far avanzare la conoscenza, e l’induzione e l’abduzione di differenziano perchè con l’induzione «concludiamo che fatti simili ai fatti osservati sono veri in casi non esaminati [mentre con l’abduzione] concludiamo l’esistenza di un fatto completamente differente da alcunché osservato […]. La prima classifica, la seconda spiega» (CP 2.636). Peirce propone un semplice diagramma dell’inferenza abduttiva:

 

Si osserva il sorprendente fatto C;

Ma se fosse vero A, C sarebbe spiegato come fatto normale,

Perciò c’è ragione di sospettare che A sia vero. [CP 5.189].

 


What first strikes the attention is the entirely tentative nature of the conclusion – it is a guess worth considering. Secondly, the schema shows what makes a hypothesis worthwhile or reasonable, whether in everyday life or in science. The diagram says nothing about what would justify or validate the hypothesis. That will be a matter of elaborating the consequences of the hypothesis deductively and then testing it inductively. The only important question concerning any hypothesis is, does it open up a new and unexpected line of thought that leads us to more detailed exploration and test? Here the special importance Peirce attaches to abduction becomes clear; it is the only form of inference which originates knowledge, unlike deduction and induction, which reiterate and test knowledge we already have.

We can now summarize Peirce’s view of inquiry as the statement of his pragmatism: it is the logical rule that requires that any genuine hypothesis will lead deductively to consequences that can be tested inductively by experience. Peirce generalized this framework to encompass thought of any kind – perception, emotion, action, inquiry, deliberation, science – and to insist that thought always exhibits the same pattern: the mutual interplay, interaction, and support of the three types of inference he distinguishes. The life of thought he characterizes as the constant formation, reformation, and exercise of habits of inference.

For Peirce, habits of inference take three forms. The first is reasoning proper, the making of fully conscious and, at least in intention, fully worked-out inferences, such as those made by a biologist or clinical psychoanalyst. Reasoning, in this critical sense, is what logicians usually investigate and formalize. The second is what Peirce called acritical reasoning (CP 5.440). It is the sort of inference that we regularly make in our everyday lives, in conversation, in disciplining our children, in making plans, in arguing for a political candidate, or in any other ordinary pattern of thinking in which we seldom provide our premises or complete an argument. The third form, of particular interest to psychoanalysis, is what Peirce calls “operations of the mind which are logically analogous to inference excepting only that they are unconscious and therefore uncontrollable and therefore not subject to logical criticism” (CP 5.108). For Peirce, the
Ciò che colpisce in primo luogo è la natura del tutto ipotetica della conclusione: è una supposizione che vale la pena di prendere in considerazione. In secondo luogo lo schema mostra ciò che rende un’ipotesi utile o ragionevole, che si tratti della vita quotidiana o della scienza. Il diagramma non dice niente su cosa giustificherebbe o renderebbe valida l’ipotesi. Tale sarebbe il modo di procedere nell’elaborazione delle conseguenze dell’ipotesi attraverso la deduzione e la prova induttiva. L’unica domanda importante che riguarda qualsiasi ipotesi è: apre una nuova e inaspettata linea di pensiero che ci conduce a scoperte e prove più dettagliate? Diventa quindi chiara la grande importanza che Peirce attribuisce all’abduzione; è la sola forma di inferenza che origina conoscenza, al contrario di deduzione e induzione che reiterano e testano conoscenze che noi già possediamo.

Possiamo riassumere la visione di Peirce sull’indagine come l’espressione del suo pragmatismo: è la regola logica a stabilire che qualsiasi ipotesi sincera conduce deduttivamente a conseguenze che possono essere testate induttivamente dall’esperienza. Peirce estese questo concetto a tutti i tipi di pensiero – percezione, emozione, azione, indagine, deliberazione, scienza – insistendo che il pensiero segue sempre lo stesso schema: la reciprocità, l’interazione e il sostegno dei tre tipi di inferenza distinti da Peirce. Definisce l’esistenza del pensiero come la continua formazione, riformazione e applicazione delle abitudini inferenziali.

Secondo Peirce esistono tre forme di abitudine inferenziale. La prima è il ragionamento vero e proprio, la formulazione di inferenze in modo completamente consapevole e, almeno nelle intenzioni, in modo completamente calcolato, come quelle fatte da un biologo o da uno psicoanalista clinico. Il ragionamento, in questo senso critico, è quello che i logici di solito esaminano e formalizzano. Il secondo è quello che Peirce definì ragionamento «acritical» (CP 5.440). È il tipo di inferenza che facciamo regolarmente nella vita di tutti i giorni, quando conversiamo, quando insegniamo la disciplina ai nostri figli, quando ci organizziamo, quando discutiamo su un candidato politico o in qualsiasi altro schema di pensiero nel quale forniamo raramente le nostre premesse o una tesi completa. La terza forma, di particolare interesse per la psicoanalisi, è quella che Peirce definisce «operazioni della mente che dal punto di vista logico sono analoghe a inferenze, eccetto solo che sono inconsce e perciò incontrollabili e perciò non soggette a critica» (CP 5.108). Secondo Peirce quelle più
most easily identified of these are our perceptual judgments of shape and color, spatial and temporal relations, which are unconscious hypotheses and, therefore, beyond our control.

One way to appreciate the range of Peirce’s thought and its application to psychoanalytic theory and practice is to begin with his assault on Cartesianism, one of the origins of modern thinking about inquiry. Peirce understood clearly that Descartes was, as he was himself, trying to grasp the underlying reasons for the success of modern scientific method, and, in his thoroughgoing rejection of Descartes, he invented contemporary logic of science in both its broad and narrow senses. Peirce’s criticisms of Descartes also provide the best introduction to his architectonic system of thought. These criticisms are to be found in two papers Peirce wrote in 1868, when he was not yet thirty, “Concerning Certain Faculties Claimed for Man” and “Some Consequences of Four Incapacities”, which remained virtually ignored for al least sixty years (CP 5.213-63, 264-317).

Descartes put forward the now familiar idea that we know by means of direct acts of knowledge called intuitions, which are self-evident truths we cannot doubt. These intuitions are absolutely simple, dyadic relations between the knowing mind and what is known, such that the intuition presents a whole truth perfectly circumscribed. Once achieved, the intuition is independent and requires no accounting. Descartes claimed that his methods of investigation give results. He thought that since some of our beliefs may have been constituted nonintuitively, if we are serious inquirers, we must rigorously, at least once in our lives, make the experiment of doubting all our beliefs. What survives will be those simple beliefs that have proved themselves to be intuitions – direct, self-evident knowledge of truth. We, then, individually, build our general knowledge, piece-by-piece in the right order, from these simple intuitions, as in geometry. But it is absurd to ask for justifications of these intuitions, since all investigations depend on them as ultimates beyond explanation.


facili da identificare sono i giudizi percettibili della forma e del colore, le relazioni spazio-temporali, le quali sono ipotesi inconsapevoli e, quindi, al di fuori del nostro controllo.

Un modo per apprezzare la gamma del pensiero di Peirce e le sue applicazioni alla teoria e alla pratica psicoanalitica è cominciare con la sua battaglia al cartesianismo, una delle origini del pensiero moderno sull’indagine. Peirce capì chiaramente che Cartesio stava cercando, come lui, di comprendere le ragioni alla base del successo del metodo scientifico moderno, e, nel suo risoluto rigetto per Cartesio, inventò la logica della scienza contemporanea in senso generale e specifico. Le critiche di Peirce a Cartesio costituiscono inoltre la migliore introduzione al suo sistema architettonico del pensiero. Tali critiche si ritrovano in due saggi del 1868 del non ancora trentenne Peirce, intitolati Concerning Certain Faculties Claimed for Man[3] e Some Consequences of Four Incapacities[4], che vennero quasi ignorati per almeno sessant’anni (CP 5.217-63, 264-317).

Cartesio propose l’idea, ora familiare, secondo la quale apprendiamo attraverso atti diretti della conoscenza chiamati «intuizioni», che sono verità lapalissiane di cui non possiamo dubitare. Tali intuizioni sono molto semplici, rapporti bivalenti tra la mente intelligente e ciò che si deve apprendere, così che l’intuizione presenta una verità completa perfettamente circoscritta. Una volta raggiunta, l’intuizione è indipendente e non richiede alcuna spiegazione. Cartesio sosteneva che i suoi metodi d’indagine davano dei risultati. Pensava che, poiché alcune delle nostre convinzioni possono essere state costruite in modo non intuitivo, se siamo dei ricercatori seri dobbiamo rigorosamente, almeno una volta nella vita, sperimentare la messa in dubbio di tutte le nostre convinzioni. Rimarranno quelle convinzioni semplici che si riveleranno intuizioni – conoscenza diretta ed evidente della verità. Costruiremo poi, individualmente, la nostra conoscenza generale, pezzo dopo pezzo nel giusto ordine, partendo da queste semplici intuizioni, come in geometria. Ma è un’assurdità cercare di giustificare tali intuizioni, poiché qualsiasi indagine dipende dalle intuizioni in quanto fatti fondamentali al di là di qualsiasi spiegazione.


For Peirce, Descartes’ theory of knowledge is an abduction whose consequences must be deduced and then tested inductively. He rejects the Cartesian model of inquiry on several grounds, beginning:

 

We cannot begin with complete doubt. We must begin with all the prejudices we actually have … These prejudices are not to be dispelled with a maxim, for they are things which it does not occur to us can be questioned … A person may, it is true, in the curse of his studies, find reason to doubt what he began by believing; but in that case he doubts because he has a positive reason for it, not on account of the Cartesian maxim. Let us not pretend to doubt in philosophy what we do not doubt in our hearts. [CP 5.265]

 

He goes on to point out that it is a profound mistake to take individual consciousness as our final standard of knowledge. Instead, he holds up the community of inquirers, who can question each other and work toward some agreement as a more appropriate criterion. In practice, Peirce replaces Cartesian intuition with the community of scientific inquirers, who have the hope that, in time, for a given inquiry, one solution will be established as the superior one. Such a tentative, but justifiable outcome is what truth means in science. Finally, Peirce denies that inquiry can be held to justify the Cartesian reliance upon “absolutely inexplicable” intuitions: these, by their very nature, block the road of inquiry.

Peirce deepens his attack on intuition by denying that we have direct intuitive knowledge either of ourselves as unique individuals or of our own inner states and attitudes. He holds that we come to know the important facts about ourselves inferentially; that we first form a definite idea of ourselves as a hypothesis to provide a place in which our errors and other people’s perceptions of us can happen. Furthermore, this hypothesis is constructed from our knowledge of “outward” physical facts, such things as the sounds we speak and the bodily movements we make, which Peirce calls signs. The strangeness of such signs is that, while they are purely physical, in order for them to act as sings they must stand in relation to other physical things, and that relation is not physical, but intelligible. This state, in which the suprasensible exists in the sensible, is the commonplace, but seldom noticed, origin of our experience. Peirce, fascinated since boyhood by the intelligibility of relation – by logic and meaning –
Secondo Peirce, la teoria della conoscenza di Cartesio è un’abduzione le cui conseguenze devono essere dedotte e in seguito testate induttivamente. Rifiuta il modello di indagine di Cartesio per varie ragioni; la prima:

 

Noi non possiamo cominciare con il dubbio totale. Dobbiamo cominciare con tutti i pregiudizi che agiscono in noi […]. Questi pregiudizi non li possiamo eliminare con una massima, poiché sono tali che non ci è mai venuto in mente di poterli mettere in discussione […]. È vero che nel corso dei suoi studi una persona può trovare ragione di dubitare di cose a cui in principio credeva, ma in questo caso dubita perché ha una ragione positiva per farlo, e non certo in considerazione della massima cartesiana. Non si pretenda dunque di dubitare in filosofia ciò di cui non dubitiamo dentro di noi [CP 5.265].

 

Continua sottolineando che è un grave errore considerare la conoscenza individuale schema finale della conoscenza. Al contrario, chiama in causa la comunità dei ricercatori, che, come criterio più appropriato, possono interrogarsi tra loro e lavorare per arrivare a un accordo. In pratica Peirce sostituisce l’intuizione cartesiana con la comunità dei ricercatori scientifici, che sperano che, presto, per una data ricerca, si arrivi a stabilire la soluzione migliore. Questo risultato ipotetico ma legittimo è ciò che la scienza considera «verità». Infine Peirce nega che l’indagine possa essere condotta al fine di giustificare la dipendenza cartesiana dalle intuizioni «assolutamente inspiegabili»: queste, per loro stessa natura, bloccano la strada alla ricerca.

Peirce rafforza il suo attacco contro l’intuizione negando l’idea secondo la quale noi possediamo una conoscenza intuitiva diretta sia di noi stessi come unici individui sia dei nostri stati e atteggiamenti mentali. Afferma che noi giungiamo a conoscere i fatti importanti su di noi attraverso un processo inferenziale; ci facciamo una prima idea chiara di noi stessi come ipotesi per costituire un luogo dove possano trovare spazio i nostri errori e ciò che gli altri percepiscono di noi. Inoltre tale ipotesi prende forma dalla nostra conoscenza dei fatti fisici “esterni”, come i suoni che produciamo parlando e i gesti che facciamo, che Peirce chiama «segni». La stranezza di questi segni risiede nel fatto che, anche se sono segni puramente fisici, per funzionare come segni devono mettersi in relazione con altre cose fisiche e tale interazione non è fisica ma intelligibile. Tale condizione, nella quale il soprasensibile esiste nel sensibile, è la banale origine della nostra esperienza, anche se raramente ce ne rendiamo conto. Peirce, affascinato sin
claims, in W. B. Gallie’s words, that “to know, with regard to a succession of physical events, that they make up a series of signs, is to know of the existence of and operation of a mind (or number of minds); and that to be engaged in making or manifesting or reacting to a series of signs is to be engaged in ‘being a mind’ or, more simply and naturally, to be engaged in thinking intelligently” (1952, 80-81).

We will not see ourselves exactly as others see us, or see them exactly as they see themselves, but we surely see ourselves through our own speech and other interpretable behavior, just as others see us and themselves in the same way. What is important is the commonality of the process, so that whatever else it may be, as Peirce says, “all thinking is dialogic in form” (CP 6.338), whether it is intrasubjective or intersubjective. For Peirce, then, the self is a form of dialogue: “One’s thoughts are what he is ‘saying to himself’, that is, saying to that other self that is just coming to life in the flow of time. Then one reasons, it is that critical self that one is trying to persuade; and all thought whatsoever is a sign, and is mostly in the nature of language” (CP 5.421). In metaphor, the human self is a nexus actively embodied in an infinite labyrinth of intelligible signs.

In summary, Peirce sets forth the semiotic doctrine that all thought is in signs and, more generally, that in any situation where knowledge is possible, sign action, or semiosis, is its vehicle. While the Cartesian tradition holds that knowledge is essentially direct and dyadic, a two-sided relation between knowing mind and known fact, Peirce insists that knowledge is inferential and triadic in that it always requires three elements, a sign, the object signified, and the interpretant, which may be expressed broadly for any intelligible assertion in the form “A signifies B to C,” or, more narrowly, in psychoanalysis, as “A transfers B to C”.

Now, a long-acknowledged problem with psychoanalytic theory – its open secret – is that it cannot provide a theoretical basis for “symbol formation”, even though analysis is itself carried on exclusively by means of symbols. This failure has meant that the revolutionary discoveries that have been made in clinical practice are disconnected from the theory that is presumed to underlie them. Nevertheless, the language in which such
dall’adolescenza dall’intelligibilità delle relazioni – dalla logica e dal significato – sostiene, usando le parole di W. G. Gallie, che «conoscere, riguardo a una successione di eventi fisici, che costituiscono una serie di segni, vuol dire venire a conoscenza dell’esistenza e del funzionamento di una mente (o di diverse menti); e che produrre o rivelare o reagire a una serie di segni significa “essere una mente” o, più semplicemente e naturalmente, pensare con intelligenza» (1952, 80-81).

Forse non vedremo noi stessi esattamente come ci vedono gli altri, o non vedremo gli altri esattamente come vedono sé stessi, ma sicuramente vediamo noi stessi attraverso le nostre stesse parole e altri comportamenti interpretabili, così come gli altri vedono noi e sé stessi. La cosa importante è la condivisione del processo, così che qualunque sia il pensiero, come afferma Peirce, risulti «dialogico nella forma» (CP 6.338), che si tratti di pensiero intrasoggettivo o intersoggettivo. Secondo Peirce, inoltre, il Sé è una forma di dialogo: «I pensieri di un individuo sono ciò che egli va “dicendo di sé stesso”, ovvero ciò che va dicendo a quell’altro sé stesso che sta appunto venendo alla vita nel flusso del tempo. Quando l’individuo ragiona, è proprio questo [Sé] critico che cerca di persuadere; e così qualsiasi pensiero è un segno e ha soprattutto natura di linguaggio» (CP 5.421). Metaforicamente il Sé umano è un nesso incorporato attivamente in un labirinto infinito di segni intelligibili.

In sintesi Peirce spiega con la dottrina semiotica che qualsiasi pensiero risiede nei segni e che, più genericamente, in qualsiasi situazione in cui è possibile una conoscenza, l’azione segnica, o semiosi, ne costituisce il mezzo. Mentre la tradizione cartesiana afferma che la conoscenza è essenzialmente diretta e diadica, una relazione bidirezionale tra la mente che conosce e il fatto conosciuto, Peirce sottolinea che la conoscenza è inferenziale e triadica poiché richiede sempre la presenza di tre elementi, un segno, l’oggetto significato e l’interpretante, concetto che può essere espresso in senso più generale attraverso qualsiasi affermazione intelligibile del tipo «A significa B per C», o, in senso più ristretto, in psicoanalisi, «A trasferisce B su C».

Ora, un problema storico della teoria psicoanalitica – un segreto di Pulcinella – è il fatto che tale teoria non può apportare una base teorica alla «formazione del simbolo», sebbene l’analisi stessa sia portata avanti esclusivamente per mezzo di simboli. Da questa mancanza consegue che le rivoluzionarie scoperte fatte nella pratica clinica sono staccate dalla teoria che si presume ne sia alla base. Eppure il
clinical discoveries are expressed is usually the inappropriate language of orthodox psychoanalytic theory. The consequence is fundamental confusion.

Briefly, Sigmund Freud’s research, typical of the nineteenth century’s obsession with mechanism, was founded on the concept of biological drive, on the presumption that such a foundation would illuminate the depths of human experience by showing how bodily functions generate the energy for and goals of all mental activity. This concentration generally excluded concern with the world of objects and relations between human individuals. Later, when Freud turned to the psychology of the ego as an important part of the problem of relations among object, he developed a theory of object relations which attempted to preserve his original drive theory by treating the role of objects as the targets of discharge and the inhibition or facilitation of drives. The mind is, thus, an epiphenomenon incapable of causing anything, perhaps even repression, a conclusion that completely vitiates the purposes of psychoanalysis.

The realization that even the most ingenious variations of strictly Freudian ego psychology cannot explain symbol formation (which is to say, effective thought) and are consequently useless in justifying “the talking cure” has led to a profusion of object relations models. In these models, drive theory is either drastically modified or rejected outright by conceptual frameworks in which relations with others are taken to constitute the fundamental elements of mental life. The great clinical significance of object relations, unexplainable by orthodox theory, is that it has been the central conceptual issue in psychoanalysis since 1919, with the early work of Melanie Klein, and became more explicit in the 1940s with the writings of H. S. Sullivan and W.R.D. Fairbairn.

Yet the idea of object relations, although it makes possible significant human intercourse, because of its often explicitly Cartesian dyadic structure represented by the patient-therapist relation and by the generally reductionist tendency of positivism, has proved unable to provide the theory of meaning – “symbol formation” – its clinical findings demand. A few independent theorists, such as Jacques Lacan, have proposed a
linguaggio attraverso il quale sono espresse tali scoperte cliniche è solitamente il linguaggio inappropriato della teoria della psicoanalisi ortodossa. La conseguenza è una fondamentale confusione.

In breve, le ricerche di Sigmund Freud, tipiche dell’ossessione ottocentesca per il meccanicismo, si basavano sul concetto di pulsione biologica, sulla supposizione secondo la quale tale fondamento avrebbe illuminato gli abissi dell’esperienza umana mostrando come le funzioni corporee generano l’energia per tutte le attività mentali e ne stabiliscono il fine. Tale limitazione escludeva generalmente il problema del mondo degli oggetti e le relazioni tra gli individui. In séguito, quando indirizzò i suoi studi verso la psicologia dell’Io come parte importante del problema delle relazioni tra gli oggetti, Freud sviluppò una teoria delle relazioni oggettuali che tentava di mantenere la teoria originale delle pulsioni considerando gli oggetti obiettivi della scarica, dell’inibizione o dell’agevolazione delle pulsioni. La mente è quindi un epifenomeno incapace di produrre qualcosa, forse nemmeno la rimozione, conclusione che distrugge completamente gli obiettivi della psicoanalisi.

La consapevolezza che persino le variazioni più ingegnose della rigorosa psicologia freudiana dell’Io non sono in grado di spiegare la formazione del simbolo (cioè del pensiero efficace) e sono di conseguenza inutili per giustificare la “guarigione per via verbale” ha portato alla sovrabbondanza di modelli di relazioni oggettuali. In tali modelli la teoria delle pulsioni viene inoltre modificata drasticamente o scartata direttamente da strutture concettuali nelle quali le relazioni con gli altri sono interpretate come elementi fondamentali della vita mentale. La grande importanza clinica delle relazioni oggettuali, che la teoria ortodossa non era riuscita a spiegare, è data dal fatto che rappresenta il principale tema concettuale della psicoanalisi dal 1919, con le prime opere di Melanie Klein, e si è delineata più chiaramente negli anni Quaranta con gli scritti di H. S. Sullivan e W. R. D. Fairbairn.

Tuttavia l’idea delle relazioni oggettuali, sebbene renda possibile rapporti umani significativi, grazie alla sua struttura diadica cartesiana rappresentata dalla relazione paziente-terapeuta e alla generale tendenza riduttiva al positivismo, si è dimostrata incapace di produrre la teoria del significato – “la formazione dei simboli” – richiesta dalle scoperte cliniche. Alcuni teorici indipendenti, come Jacques Lacan, hanno
linguistic psychoanalytic model, but these are the limited beginnings of a semiotic theory.

On the other hand, Peirce’s semiotic provides a well-conceived theory of thought-signs, which provides a broad and adequate basis for and development of symbol formation. For Peirce, the universal character of a sign is its triadicity. He holds this position in opposition to the many, originating with Ferdinand de Saussure, who believe that a sign can stand in an essentially dyadic relation, called its meaning, to its object. Peirce points out that this is a fundamental misconception of the nature of a sign because it overlooks that a sign can function only as an element in a working system of signs, which is triadic in nature.

According to Peirce, the irreducibly triadic property of the sign always has three elements: sign (first term), standing for object (second term) to interpretant (third element). Nevertheless, Peirce conceded that, for the sake of analysis, he would allow a sign to be treated only in its relation to the second term its object. Taken this way, signs are of three kinds: icons, indexes, and symbols. An icon is a sign whose particular way of signifying is by likeness; thus, an ape may serve as an icon of a human. An index signifies by means of an actual dynamic relation to its object. For example, a certain grimace indicates the presence of pain. A symbol is any artificial or conventional sign, so a rose is a symbol of love. Almost all words in a language are symbols in this sense. But neither icon, index, nor symbol actually functions as a sign until it is interpreted, unless semiosis, the action of signs, occurs. It is the fact of evolutionary kinship that makes the ape an icon of the man. Taken by itself, the similarity in appearance of the two beasts means nothing. The independent existence of the grimace and the pain are simply two brute facts, unless we add the doctor’s palpating the abdominal lower right quadrant looking for the possibility of appendicitis. And as for the symbol “A rose is a rose is a rose”, we may add “sometimes a cigar is just a cigar”.

Peirce’s idea of the interpretant requires a brief elucidation. We might think wrongly that Peirce intends the word to refer to a person or mind – an actual interpreter.
proposto un modello psicoanalitico basato sul linguaggio, ma si tratta solo di inizi circoscritti di una teoria semiotica.

La semiotica di Peirce, invece, propone una teoria dettagliata dei pensieri-segni, che dà una base ampia e adeguata per la teoria della formazione del simbolo e il suo sviluppo. Secondo Peirce, il carattere universale di un segno è il suo stato triadico. Peirce sostiene tale posizione opponendosi ai molti che, prendendo spunto da Ferdinand de Saussure, credono che un segno faccia parte di una relazione essenzialmente diadica con il suo oggetto, chiamata «significato». Peirce fa notare che si tratta di un fraintendimento della natura del segno perché trascura il dato fondamentale che un segno può funzionare solo come elemento in un sistema operativo di segni, che è di natura triadico.

Secondo Peirce, l’irriducibile proprietà triadica del segno ha sempre tre elementi: il segno (il primo termine), che sta per l’oggetto (il secondo termine) attraverso l’intepretante (il terzo termine). Ciò nonostante Peirce ammise che, per il bene dell’analisi, avrebbe permesso la riflessione sul segno solo in relazione al secondo termine, il suo oggetto. Secondo tale concezione, i segni sono di tre tipi: icone, indici e simboli. L’icona è un segno il cui atto di significazione avviene per somiglianza; perciò un gorilla può servire da icona per un umano. Un indice acquista significato attraverso un’effettiva relazione dinamica con il suo oggetto. Per esempio, una certa smorfia indica la presenza di dolore. Un simbolo è qualsiasi segno artificiale o convenzionale; così una rosa è simbolo d’amore. Quasi tutte le parole di una lingua in questo senso sono simboli. Ma né un’icona né un indice e neppure un simbolo funzionano davvero come segni se non vengono interpretati, se non avviene una semiosi, un’azione segnica. È l’evoluzione della consanguineità a fare del gorilla un’icona dell’uomo. Presa in sé, la somiglianza d’aspetto tra le due bestie non significa niente. Le esistenze indipendenti della smorfia e del dolore sono due semplici fatti spiacevoli, a meno che si aggiunga una palpazione del medico della parte addominale in basso a destra alla ricerca di una possibile appendicite. E come per il simbolo «a rose is a rose is a rose», si potrebbe aggiungere «a volte un sigaro è solo un sigaro».

L’idea dell’interpretante di Peirce richiede una breve delucidazione. Si potrebbe ritenere, erroneamente, che Peirce intendesse riferire la parola a una persona o a una
This is wrong because, in the first place, there are kinds of semiosis or sign action that do not involve what we usually mean by minds, such as the communication to be found in a beehive, where one bee is able, by means of signs, to show other bees exactly where nectar is to be found. But more important, this is an incorrect assumption because, as Peirce points out, we do not recognize that a sign has been interpreted by observing a mental action but by observing another sign. To give an example, a person points (index) up at the sky and his companion looks up (interpretant) to see the object of the sign. Someone else might call out, “What do you see up there?” which is also an interpretant of the original sign. For Peirce, any appropriate response to a sign is acting as another sign of the object originally signified. A sunflower following the sun across the sky with its face is also an interpretant. Peirce uses the word interpretant to stand for any such development of a given sign.

Freud often gives descriptions of analysis in which he recognizes the actions of signs without naming them as such or considering the possibility of a sign system. In one case of a hysterical patient, Elizabeth Von R., he writes:

 

The discovery of the reason for the first conversion opened a second, fruitful period of treatment. The patient surprised me soon afterwards by announcing that she now knew why it was that the pains [sign] always radiated from that particular area of her right thigh [object] and were their most painful there: it was in this place that her father used to rest his leg every morning, while she renewed the bandage around it, for it was badly swollen [interpretant]. This must have happened a good hundred times, yet she had not noticed the connection till now. In this way she gave me the explanation that I needed of the emergence of what was an atypical hysterogenic zone [second interpretant of the original sign]. Further, her painful legs began to “join in the conversation” [semiosis, the action of signs] during our analyses. [S. E. 2:148]

 

Here Freud is clearly aware of the semiotic character of analysis, in particular of its indexical form as symptom, but he develops this thought to further encompass the idea of what I will call therapeutic semiosis:


mente: un interprete reale. È falso perché, in primo luogo, ci sono tipi di semiosi o di azioni segniche che non implicano quello che normalmente intendiamo per «mente», come la comunicazione che avviene in un alveare, dove un’ape è in grado, attraverso segni, di mostrare alle altre api dove si trova esattamente il nettare. Ma, ancora più importante, è un presupposto erroneo perché, come sottolinea Peirce, non riconosciamo che un segno è stato interpretato osservando un’azione mentale, ma osservando un altro segno. Per fare un esempio, una persona indica (indice) il cielo e il suo amico guarda (interpretante) per vedere l’oggetto del segno. Qualcun altro può chiedere ad alta voce «Cosa vedi lassù?», che è quindi un altro interpretante del segno originale. Secondo Peirce qualsiasi reazione appropriata a un segno è agire come altro segno dell’oggetto originariamente significato. Un girasole che segue con la corolla il sole nella traiettoria in cielo è pure un interpretante. Peirce usa la parola «interpretant» per indicare qualsiasi consimile sviluppo di un dato segno.

Freud fa spesso descrizioni di analisi in cui riconosce le azioni dei segni senza però indicarli con tale nome e senza considerare la possibilità di un sistema di segni. A proposito del caso della paziente isterica Elizabeth Von R. scrive:

 

Con la scoperta del motivo della prima conversione iniziò un secondo periodo, fruttuoso, della cura. Anzitutto l’ammalata mi sorprese, poco dopo, annunciandomi di sapere ormai perché i dolori [segni] partissero sempre proprio da quel determinato punto della coscia destra [oggetto] e fossero lì più violenti. Era questo, infatti, proprio il punto in cui ogni mattina veniva poggiata la gamba del padre, mentre essa rinnovava le bende che avvolgevano la gamba tutta gonfia [interpretante]. Era una cosa che aveva dovuto prodursi un centinaio di volte ed era strano ch’essa fino a oggi non avesse pensato a questo nesso. Mi fornì in tal modo l’attesa spiegazione del formarsi di una zona isterogena atipica [secondo interpretante del segno originale]. Inoltre le gambe dolenti cominciarono regolarmente nelle nostre analisi a “partecipare al discorso” [semiosi, l’azione segnica] (Freud 1984: 302).

 

Qui Freud è chiaramente consapevole del carattere semiotico dell’analisi, in particolare della forma indicale del sintomo, ma sviluppa tale pensiero per delucidare l’idea che chiamerò «semiosi terapeutica»:


What I have in mind is the following remarkable fact. As a rule the patient was free from pain when we started work. If, then, by a question or by pressure upon her head I called up a memory, a sensation of pain would make its first appearance, and was usually so sharp that the patient would give a start and put her hand to the painful spot. The pain that was thus aroused would persist so long as she was under the influence of the memory; it would reach a climax when she was in the act of telling me the essential and decisive part of what she had to communicate, and with the last word of this it would disappear. I came in time to see such pains as a compass to guide me; if she stopped talking but admitted that she still had a pain, I knew that she had not told me everything, and insisted on her continuing her story till the pain had been talked away. Not until then did I arouse a fresh memory. [148]

 

In this passage, the sing is pain, the object is memory, and the interpretant is the therapeutic dialogue between the analyst and patient leading to subsequent semiosis, ending only when the original sign becomes an interpretant and the therapy is complete.

I have only mentioned in passing Peirce’s doctrine of universal categories, which underlies his theory of signs and which can be shown to provide a means toward the development of a theory of the unconscious as a system of signs and to account for the development of self-consciousness. This brief and incomplete outline will serve to introduce the man and his thought, so that the essays in this volume may be understood within a framework of connected ideas – the structure of Peirce’s architectonic philosophy of inquiry and the problems associated with orthodox psychoanalytic theory.

 

 

References

 

I use the conventional designations to refer to Peirce’s works: CP 1.1 means Collected Papers, volume one, paragraph one; MS and MSL, followed by a number means the manuscript or manuscript letter as identified in Robin’s Annotated Catalogue, cited below.


Intendo riferirmi alla strana circostanza seguente: di solito l’ammalata, all’inizio del nostro lavoro, era libera dal dolore; quando invece con una domanda o con una pressione sul capo provocavo un ricordo, si faceva subito notare una sensazione dolorosa, per lo più con tale vivacità da far sussultare l’ammalata e da farle portar la mano sul punto dolente. Il dolore in tal modo destato permaneva per tutto il tempo durante il quale la malata era dominata dal ricordo, raggiungeva il suo culmine quando stava per pronunciare la parte essenziale e decisiva della sua comunicazione, e scompariva con le ultime parole della comunicazione stessa. Gradualmente appresi a utilizzare questo dolore risvegliato come una bussola; quando essa taceva ma ammetteva di sentire ancora dolori, sapevo che non aveva detto tutto e insistevo per la continuazione della confessione sino a che il dolore non fosse trascinato via dalle parole. Soltanto allora risvegliavo un nuovo ricordo (Freud 1984: 302).

 

In questo passo il segno è il dolore, l’oggetto è la memoria e l’interpretante è il dialogo terapeutico tra l’analista e il paziente che porta a semiosi successive, che finiscono solo quando il segno originale diventa un interpretante e la terapia è completa.

Ho citato solo di passaggio la dottrina delle categorie universali di Peirce, che sta alla base della sua teoria dei segni e che, come si può mostrare, è un mezzo per lo sviluppo della teoria dell’inconscio come sistema di segni e spiega lo sviluppo dell’autocoscienza. Questo abbozzo breve e incompleto serve a introdurre l’uomo e il suo pensiero, così che i saggi contenuti in questo volume possano essere capiti all’interno di una cornice di idee connesse tra loro: la struttura della filosofia architettonica dell’indagine di Peirce e i problemi associati alla teoria psicoanalitica ortodossa.

 

 

Riferimenti bibliografici

 

Per riferirmi alle opere di Peirce uso le sigle convenzionali: CP 1.1 significa Collected Papers, volume uno, paragrafo uno; MS o MSL seguiti da un numero indicano il manoscritto o la lettera manoscritta come indicato nell’Annotated Catalogue di Richard S. Robin citato qui di seguito.


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Postfazione


Analisi testuale del prototesto

Il testo scelto come tesi del biennio di specializzazione in traduzione letteraria è un saggio tratto dalla raccolta intitolata Peirce, Semiotics, and Psychoanalysis edita da The Johns Hopkins University Press nel 2000 a cura di John Muller e Joseph Brent. La raccolta contiene in totale dieci saggi: A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce di Joseph Brent; Peircean Reflections on Psychotic Discourse di James Phillips; Protolinguistic Phenomena in Psychoanalysis di John E. Gedo; Hierarchical Models in Semiotics and Psychoanalysis di John Muller; Feeling and Firstness in Freud and Peirce di Joseph H. Smith; Peirce and Freud: The Role of Telling the Truth in Therapeutic Speech di Wilfried Ver Eecke; Peirce and Psychopragmatics: Semiosis and Performativity di Angela Moorjani; Peirce and Derrida: From Sign to Sign di David Pettigrew; Further Consequences of a Singular Capacity di Vincent Colapietro; Gender, Body, and Habit Change di Teresa de Lauretis. Il testo scelto per la traduzione è il primo saggio introduttivo dal titolo A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce scritto da Joseph Brent.

 

Presentazione dell’autore

L’autore del saggio è lo studioso Joseph Brent, docente al Dipartimento di Storia della University of California, Los Angeles. Il suo interesse per Charles Sanders Peirce iniziò alla fine di giugno del 1958 quando si recò a Cambridge per consultare la raccolta dei libri di Peirce, che ammontano a circa 12.000 volumi, contenuta nella Widener Library. Contemporaneamente cominciò a raccogliere informazioni su questo grande erudito a diverse persone legate alla Harvard University, l’università in cui Peirce aveva ottenuto la laurea. Brent scrive a proposito di questi incontri: «What I discovered astonished me. Most of those I questioned thought of Peirce as an eccentric and debauched genius who was a rich source of unrelated and unformed ideas, significant, if at all, only for having thought of the bright glimmer of ideas like pragmatism […]». Molte tra queste persone menzionarono alcuni comportamenti ritenuti deprecabili di Peirce, nonostante la sua riconosciuta mente geniale. Brent riassume le varie dicerie sul suo conto:

 

Did I know that he was a drunkard, a drug addict, a homosexual, a libertine who had died of syphilis; that he was an atheist who had married the granddaughter of an esteemed Episcopal bishop, who fled him when he tried to seduce her into sexual perversion; that he then had a long adulterous affair with a French whore, whom he married for her money; that he had several bastard children by several women, one a Negress? (Brent 1996: par. 8)

 

Pochi tra loro manifestarono interesse per il progetto di Joseph Brent di scrivere una biografia di Peirce. I più erano preoccupati per un possibile attacco alla reputazione della Harvard University. Del resto il cognome Peirce è fortemente legato a tale università: Charles Peirce si laureò lì nel 1859, il padre Benjamin fu un eminente docente di matematica e astronomia alla Harvard University e il nonno di Charles Peirce fu il primo bibliotecario dell’università e il primo a scrivere la storia della Harvard University.

Brent rimase comunque convinto della genialità di Peirce e continuò le ricerche. Entrò a far parte della Charles S. Peirce Society, fondata nel 1946 da Frederic H. Young. Entrò inoltre in contatto con vari studiosi di Peirce per raccogliere le informazioni più ampie. Attraverso queste fonti, Brent venne a conoscenza del fatto che la Harvard University aveva ristretto l’accesso ai manoscritti biografici di Peirce in suo possesso. L’unico libro che raccogliesse la vita e le idee di Peirce era fino a quel momento The Development of Peirce’s Philosophy dello studioso Murray Murphey pubblicato nel 1961. La censura della Harvard University finì solo nel 1991, e solo dopo quella data Brent ebbe accesso ai manoscritti di Peirce, trentuno anni dopo che Brent ebbe completato la sua dissertazione su Peirce:

 

Then, in 1990, entirely unexpectedly, long after I had moved into other fields of interest and had given up on the biography, Thomas A. Sebeok, a distinguished semiotician, linguist and Peirce scholar (who is not an academic philosopher), found my dissertation and asked me to revise it for publication, including in my text, where I thought it appropriate, the results of Peirce scholarship since 1960. In December, 1991, at the request of Indiana University Press, the Harvard philosophers, who could no longer find sufficient reason to deny it, gave me permission to publish selections from their Peirce Collection. In January, 1993, the Press published my biography and Houser, the new director of the Project, allowed me to study the restricted papers, which I had vainly asked to see thirty-five years before […] (Brent 1996: par. 32).

 

Brent pubblicò la sua biografia di Peirce nel 1993 col titolo Charles Sanders Peirce: A Life.

I manoscritti biografici di Peirce sono ora aperti allo studio e alle analisi degli studiosi.

 

Biografia di Charles Sanders Peirce

Il saggio A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce tratta la vita e il pensiero dello studioso americano Charles Sanders Peirce, il quale nacque il 10 settembre 1857 a Cambridge nel Massachusetts e morì il 19 aprile 1914 a Milford in Pennsylvania. Suo padre, Benjamin Peirce, fu docente di matematica alla Harvard University e fu uno dei fondatori dello United States Coast Survey. Il padre fu per Peirce una figura essenziale; Benjamin Peirce si occupò infatti personalmente dell’educazione e della formazione del figlio. Peirce si laureò alla Harvard University nel 1859 e in quello stesso anno iniziò a lavorare allo United States Coast Survey. Vi lavorò fino al 1891. Dal 1879 al 1884 Peirce insegnò logica al Dipartimento di matematica della Johns Hopkins University. Rimase comunque una collaborazione temporanea perché non riuscì mai a ottenere la cattedra universitaria di logica. Ottenne incarichi temporanei oltre alla Johns Hopkins University di Baltimora anche al Lowell Institute di Boston e alla stessa Harvard University. La collaborazione con le università si concluse presto a causa dei comportamenti giudicati immorali di Peirce. Non gli rimase che il lavoro allo United States Coast Survey che però terminò nel 1891. Per il resto della sua vita Peirce si dedicò a lavori di consulenza (principalmente in ingegneria chimica) e si ritrovò spesse volte in grave crisi finanziaria. Essenziale fu l’aiuto anche economico dei parenti e degli amici che lo sostennero fino alla morte.

Durante la sua vita non riuscì mai a pubblicare un libro; l’unica opera che riuscì a portare a termine fu La grande logica che rimase comunque inedita. Fu molto prolifico e i suoi articoli pubblicati ammontano a circa 12.000 pagine. Lasciò inoltre un’immensa mole di manoscritti, circa 80.000 pagine che, dopo la sua morte, la vedova Juliette, sua seconda moglie, vendette al Dipartimento di filosofia della Harvard University.

 

Tesi del saggio

Nel suo saggio Joseph Brent si pone l’obiettivo di diffondere il pensiero di Charles Sanders Peirce illustrandone la vita e i punti cardine della filosogia. Brent analizza la figura di Peirce dal punto di vista sia biografico che scientifico. Nel raccontare gli episodi spesso deplorevoli della sua vita, Brent vuole ricordare al lettore come mai una figura così importante del pensiero americano sia stata ignorata per quasi un secolo. Per quanto riguarda l’analisi delle sue teorie innovative, l’autore pone l’accento sull’importanza che le idee di Peirce hanno non solo a livello generale per la scienza, ma anche la loro applicazione nel campo della psicoanalisi.

Il saggio di Brent aiuta il lettore a comprendere a fondo il personaggio storico di Peirce e le sue idee. Dà al lettore una chiave di lettura degli altri saggi della raccolta.

 

Struttura del saggio

Joseph Brent divide il saggio essenzialmente in due parti. Nella prima parte presenta la vita di Charles Sanders Peirce rivelando elementi poco conosciuti della sua esistenza. Parte da una citazione di Grattan-Guinness che non è altro che un elenco di attività o di caratteristiche della personalità di Peirce. Caratteristiche che sono sia positive, le quali accentuano la genialità della persona, sia negative, come ad esempio «subject of police inquiries» o «unfaithful husband». Questa parte dedicata alla biografia di Peirce non si sofferma sulle tappe della sua esistenza, ma ha lo scopo di spiegare l’assenza di tale studioso dalla storia del pensiero americano. L’autore infatti è fortemente critico nei confronti della Harvard University, la quale, sostiene Brent, abbia censurato gli scritti di Peirce dei quali è detentrice. Più precisamente il proprietario degli scritti di Peirce è il Dipartimento di Filosofia della Harvard University, la quale ha permesso l’accesso agli scritti di Peirce solo nel 1991 permettendo così a Brent di scrivere la biografia di Peirce pubblicata nel 1993 col titolo Charles Sanders Peirce: A Life. Questa avversione dell’ambiente universitario americano nei confronti di Peirce si spiega con i comportamenti considerati all’epoca deplorevoli che caratterizzarono la sua vita.

Brent ipotizza nel saggio che lo studioso americano fosse affetto da tre patologie neurologiche. La prima malattia che l’autore analizza è la nevralgia del trigemino i cui primi sintomi si manifestarono in Peirce durante gli anni dell’adolescenza. Per «nevralgia del trigemino» s’intende quella malattia che si manifesta attraverso dolori repentini e intensi al viso. L’insorgenza dei dolori è improvvisa e impedisce qualsiasi utile reazione. Il malato non ha mezzi di contrasto e rimane impotente di fronte al dolore. Gli attacchi possono avere una durata variabile e, come nel caso di Peirce, possono durare giorni o perfino settimane. Numerose sono le conseguenze di tale malattia, a causa della quale il paziente si isola sempre più dai contatti sociali e dal lavoro; può perder peso per rifiuto di masticare e ridursi in uno stato di grave denutrizione e depressione.

La seconda malattia che Peirce manifestò in vita e i cui primi sintomi iniziarono quando aveva circa vent’anni è il disturbo bipolare. Con «disturbo bipolare», altrimenti detto psicosi maniaco-depressiva, ci si riferisce a quella patologia nella quale i normali stati dell’umore, tristezza e felicità, si presentano ciclicamente amplificati e alternati a periodi di normalità. La malattia è composta da due fasi alterne: la fase depressiva e quella maniacale. Nella fase depressiva la normale tristezza si trasforma in depressione acuta e la fatica in grande stanchezza; si soffre di insonnia o ipersonnia (aumento del sonno) e la concentrazione diventa difficile e i pensieri e le parole si fanno più lenti. Come nel caso di Peirce, si possono manifestare anche istinti suicidi. Nella fase maniacale la normale felicità diventa euforia, con ottimismo eccessivo, espansività delle idee e delle azioni ed estrema irritabilità. Nella fase maniacale l’impulsività è molto accentuata e il malato può prendere decisioni spesso avventate, può essere portato per esempio a spendere in modo incontrollato o ad avere comportamenti sessuali insoliti, come spiega Brent nel suo saggio.

La terza patologia di cui Peirce soffrì e che egli stesso analizzò nei suoi scritti è legata al suo modo di pensare e al funzionamento del cervello. Peirce infatti ipotizzò che la struttura del suo cervello differisse dalla normalità. Peirce ritenne che questa differenza a livello cerebrale fosse la causa del suo mancinismo e del suo modo di pensare non linguistico ma diagrammatico. Questo disturbo rese difficile per Peirce qualsiasi espressione linguistica e del ragionamento.

Dopo l’analisi delle patologie che caratterizzarono la vita di Peirce, Brent presenta altri tre elementi che influenzarono lo studioso nel corso della sua esistenza. Il primo elemento è il padre: Benjamin Peirce. Benjamin Peirce nacque il 4 aprile 1809 e morì il 6 ottobre 1880 e fu un importante matematico americano. Insegnò alla Harvard University per quarant’anni. Come spiega Brent nel saggio, Benjamin Peirce fu un padre molto presente nella vita del figlio. Consapevole delle potenzialità di Charles, cercò di fornirgli gli stimoli giusti per allenare la sua mente geniale. Si preoccupò della sua formazione scolastica preferendo ai programmi convenzionali gli scritti di grandi filosofi e affidando al figlio il compito di risalire da solo alle dimostrazioni dei teoremi matematici.

Benjamin Peirce ebbe una grande influenza non solo sull’educazione del figlio ma anche sulla sua salute. Il padre era anch’egli affetto da una grave malattia: il morbo di Bright. Con il termine «morbo di Bright» si indica quella patologia, anche chiamata «glomerulonefrite acuta», che colpisce i reni. Si tratta di un’infiammazione dei reni che provoca una riduzione della quantità di urina, la formazione di edemi, cioè un aumento dell’acqua contenuta nei tessuti, e l’aumento della pressione sanguigna. Se non viene curata può portare all’anemia e alla morte. Benjamin Peirce soffriva di tale malattia in forma cronica e per contrastare il forte dolore faceva uso di oppio e altre droghe. Ben consapevole dei dolori di cui soffriva anche il figlio, Benjamin indusse fin da subito Charles a fare grande uso di droghe come palliativi per il forte dolore.

Un altro elemento che Brent ci presenta e che caratterizzò la vita di Charles Peirce è la sua ossessione per la logica. Questa passione, ci spiega Brent, nacque in Peirce quando lesse il libro Elements of Logic dell’arcivescovo Richard Whately. La logica rimase come elemento costante della sua vita e del suo pensiero. Infatti Peirce basò la sua teoria dell’indagine sulla logica.

Il terzo elemento che Brent analizza è la religione e la sua influenza sulla vita di Peirce. Charles Peirce non manifestò fin da subito un interesse per la religione, anzi da giovane dichiarò apertamente il suo ateismo. Da adulto però si riavvicinò alla religione ed entrò a far parte della chiesa episcopale con il suo primo matrimonio. Evento più importante della sua vita fu però l’esperienza mistica che racconta nei suoi scritti, avvenuta nel 1892 all’età di cinquantatré anni e che nel saggio Brent lascia raccontare proprio a Peirce inserendo ciò che scrisse nei suoi manoscritti.

Con il resoconto dell’esperienza religiosa di Peirce, termina la prima parte del saggio dedicata alla vita di questo studioso americano. Inizia quindi la seconda parte che Brent dedica alle importanti “scoperte” di Peirce che lo rendono, secondo lo stesso autore, uno dei più importanti pensatori americani. È in questa parte che l’autore sviluppa la sua tesi secondo la quale il pensiero di Peirce può essere di grande rilevanza per lo sviluppo della teoria psicoanalitica. L’autore parte introducendo la teoria dell’indagine di Peirce, secondo la quale ogni ragionamento e percezione del mondo avviene per mezzo di tre tipi di inferenza: deduzione, induzione e ipotesi o abduzione. Le prime due vengono spiegate brevemente perché non fanno parte della grande innovazione di Peirce; Brent si sofferma invece sulla terza: l’ipotesi o, come Peirce la chiamava, «abduction» [abduzione]. L’ipotesi o abduzione è l’unica tra le tre forme di inferenza che aggiunge elementi nuovi alla conoscenza e che la fa progredire. Il procedimento abduttivo è del tutto sperimentale, non segue un ragionamento analitico o sintetico, come per la deduzione e l’induzione. L’abduzione si limita a dire che qualcosa può essere.

Peirce applica l’abduzione a qualsiasi tipo di ragionamento e sottolinea che qualsiasi tipo di processo mentale segue sempre lo stesso schema e cioè l’interazione dei tre tipi d’inferenza. Questa interazione segue le abitudini dell’inferenza che Peirce sostiene si dividano in tre forme. La prima è il ragionamento vero e proprio, dove le inferenze sono del tutto consapevoli e seguono una logica prestabilita. È il ragionamento di uno scienziato. La seconda è il ragionamento «acritical», come lo definiva Peirce, dove non vengono specificate le premesse o una vera e propria tesi. È il ragionamento che qualsiasi individuo attua nella vita di tutti i giorni. Infine la terza è il ragionamento inconscio e non soggetto a una logica critica. S’identifica principalmente con le percezioni, per esempio del colore o della forma o quelle spazio-temporali.

Dopo aver spiegato la teoria dell’indagine di Peirce, Brent procede nel saggio con il confronto, più volte ostentato da Peirce nei suoi scritti, con il cartesianismo. Introduce così un’altra grande innovazione apportata da Peirce al pensiero scientifico: la semiosi o azione segnica. Cartesio affermava che la conoscenza era essenzialmente diretta e diadica, esisteva cioè un rapporto bilaterale tra la mente e il fatto conosciuto. Peirce afferma invece che la conoscenza si basi su una struttura triadica e richiede quindi la presenza di tre elementi: il segno, l’interpretante e l’oggetto. Il primo termine, il segno, indica qualsiasi percezione che suscita un’interpretazione. Qualsiasi segno produce un pensiero che interpreta il segno; si ha dunque il secondo termine, l’interpretante. Parlando di interpretante non bisogna però pensare a un individuo. Si indica con tale termine qualsiasi sviluppo del segno dato. Il terzo termine, l’oggetto, è ciò a cui l’interpretante rimanda in relazione al segno originale. Secondo la relazione segno-oggetto, esistono tre tipi di segni: le icone, il cui atto di significazione avviene attraverso la somiglianza, gli indici, che acquistano significato per mezzo di una relazione dinamica con l’oggetto, e infine i simboli, che sono i segni convenzionali.

Un chiarimento è però d’obbligo. Nel saggio, Brent sembra rivendicare una certa opposizione di Peirce verso Ferdinand de Saussure, il quale riteneva che la relazione tra segno e oggetto fosse diadica e non triadica come afferma invece Peirce. Tale opposizione alle idee di Saussure è però impensabile da parte di Peirce poiché i due non entrarono mai in contatto e non lessero mai i rispettivi scritti. Peirce pertanto non poteva conoscere il pensiero di Saussure. La sua rivendicazione di una relazione triadica in contrapposizione con quella diadica si rivolge invece a Cartesio, come lo stesso Brent aveva spiegato in precedenza nel saggio. Cartesio infatti aveva già parlato di una relazione diadica tra segno e oggetto.

Nel corso dell’analisi e come conclusione del saggio, Brent applica l’azione segnica o semiosi alla psicoanalisi, spiegando come già Freud procedesse nel suo lavoro attraverso un processo semiotico. Brent individua negli scritti di Freud relativi a un caso di isteria da lui curato, quello di Elizabeth Von R., i tre termini della semiosi e cioè il segno, l’oggetto e l’interpretante. Brent individua nel dolore della donna il segno, il punto in cui prova dolore è l’oggetto e l’interpretante è il motivo per cui il dolore si produce sempre in quel determinato punto. Nel caso di Elizabeth Von R., l’interpretante è il ricordo di quando suo padre ogni mattina appoggiava la gamba sulla sua coscia mentre lei gli cambiava la benda della ferita. Secondo Brent, Freud è consapevole del carattere semiotico della sua analisi. Inoltre Brent sostiene che dal primo segno nasca una seconda semiosi che egli chiama «semiosi terapeutica» dove il segno è il dolore, l’oggetto la memoria e l’interpretante il dialogo tra l’analista e il paziente. Da questa semiosi ne nasce un’altra e un’altra ancora finché il segno originale non diventa interpretante e quindi la terapia arriva alla conclusione.

Dopo aver presentato alcuni dettagli biografici di Peirce e alcune delle teorie fondamentali da lui proposte, Brent termina il saggio rivolgendosi direttamente al lettore, come ha ripetuto più volte durante il saggio, sottolineando il carattere introduttivo del suo scritto. Il suo saggio ha lo scopo di presentare una panoramica delle idee di Peirce e la loro applicazione alla teoria psicoanalitica, tema che verrà poi affrontata dai singoli saggi presenti nella raccolta.

Al termine del saggio e prima dei riferimenti bibliografici, l’autore dà al lettore una breve spiegazione delle sigle da lui usate all’interno del saggio. Sono sigle che indicano convenzionalmente gli scritti di Peirce così come sono catalogati. Secondo questa convenzione per CP si intendono i Collected Papers e con la sigla MS o MSL i manoscritti o le lettere manoscritte di Peirce.

Le due parti in cui si divide il saggio, quella che narra la vita di Peirce e quella che ne racconta le idee, seguono regole narratologiche differenti proprio per la diversità nello scopo che l’autore si è prefisso nelle due fasi del saggio. Nella prima parte il racconto segue una struttura più romanzata in cui l’autore presenta attraverso una serie di analessi o flashback gli avvenimenti salienti che hanno caratterizzato la vita di Peirce. Ritorna quindi al rapporto con il padre Benjamin e racconta aneddoti sul suo modello educativo spesso opprimente: «Benjamin concentrated his demanding regimen in [mathematics], sometimes forcing Charles to play continuous games of double dummy whilst through the night, while he criticized every error and its nature. Benjamin rarely provided young Charles with a theorem in mathematics, instead giving him examples or outcomes and requiring him to work out the mathematical principles for himself by the use of diagrams alone».

Oltre al rapporto col padre che ha un ruolo saliente nel racconto biografico, Brent si sofferma anche sul rapporto tra Peirce e la religione. Anche qui torna indietro nel tempo con un’analessi ma in questo caso lascia spazio alle parole di Peirce contenute nei manoscritti, nei quali racconta la sua esperienza mistica avvenuta nel 1892 all’età di cinquant’anni nella chiesa episcopale St. Thomas a New York.

La seconda parte del saggio, dedicata all’esposizione delle principali idee di Peirce, segue un altro schema narrativo. Se prima il tempo verbale più usato era il passato, ora Brent attualizza l’analisi del pensiero di Peirce ricorrendo, nella maggior parte dei casi, al presente. L’uso di questo tempo verbale rende ancora più attuali le idee innovative di Peirce nonostante risalgano a circa un secolo fa. Nella seconda parte Brent usa il passato solo nel presentare il pensiero di Cartesio in contrapposizione a quello di Peirce.

Nel saggio è molto importante il rapporto con il lettore. L’autore del saggio predilige un contatto diretto con il lettore piuttosto che una narrazione impersonale. Lo dimostra l’uso del pronome «I» nel testo originale: «Germane to the subject of this volume, I add experimental psychology and psychology of the conscious and unconscious mind and of the self and self-consciousness» o nell’introduzione alla seconda parte del saggio «[…] I will now provide an introduction to what is a thoroughly American foundation for a very different way of looking at human psychology, beginning with pragmatism, his theory of inquiry». Un altro elemento che dimostra questa presenza dell’autore è l’aggettivo «my»: «Before December 1991, when the department ended censorship of its biographical Peirce material by permitting publication of my biography […]». Qui Brent si riferisce alla pubblicazione della sua biografia su Peirce apparsa nel 1993 dal titolo Charles Sanders Peirce: A Life.

 

Il linguaggio

Il linguaggio utilizzato da un autore dipende fortemente dal tipo di lettore che l’autore si è prefissato durante lo svolgimento del suo lavoro. Il saggio scritto da Joseph Brent dal titolo A Brief Introduction to the Life and Thought of Charles Sanders Peirce è il testo introduttivo alla raccolta di saggi dal titolo Peirce, Semiotics, and Psychoanalysis edita dalla The Johns Hopkins University Press e i diritti della raccolta sono in possesso del Forum on Psychiatry and the Humanities. Si tratta quindi di una pubblicazione specialistica riservata a un pubblico ristretto, molto competente in materie quali psicologia, psicoanalisi e semiotica.

Joseph Brent usa un linguaggio specialistico dando per scontati molti concetti, consapevole della competenza del lettore del suo saggio. I termini settoriali sono molti, principalmente legati alla psicoanalisi e alla medicina. Brent parla di nevralgia del trigemino, di disturbo bipolare e di morbo di Bright. Li introduce nel testo senza fornire una spiegazione del loro significato. In questo caso la spiegazione sarebbe stata superflua visto che il pubblico di destinazione del saggio ha uno spettro di conoscenze che ingloba la medicina ed è sicuramente a conoscenza del significato di tali parole.

I termini medici non sono gli unici a comparire nel testo senza un inciso esplicativo. Brent introduce concetti di psicoanalisi e di semiotica. Parla per esempio di «modo di pensare diagrammatico e non linguistico», di deduzione induzione e abduzione.

La lingua usata da Brent non è di immediata comprensione, non solo per i termini specialistici, ma anche per una sintassi ricca di subordinate. A una complessità dei concetti corrisponde quindi una complessità del linguaggio. Brent fa ampio uso di “connettori” come while, despite e nor. Riccorre molto spesso alla forma -ing preceduta da by. Es.: «by permitting publication of my biography», «by using […] the three types of inference», «by denying that we have direct intuitive knowledge», «by showing how bodily functions generate the energy».

Nel saggio Brent ricorre spesso alle citazioni. Le concentra principalmente sui Collected Papers di Peirce e sui suoi manoscritti, per dare spazio alle parole del pragmatico stesso, tema del suo saggio. Poiché le citazioni sono tante, il loro stile e linguaggio meritano una certa considerazione e analisi. Peirce è vissuto a cavallo tra il xix e il xx secolo; il suo inglese rispecchia quindi la lingua del tempo. Anche il suo linguaggio non è di facile comprensione. La sintassi è ipotattica, ricca di subordinate; le frasi sono lunghe.

 

I may mention as a reason why I do not offer to put my gratitude for the bounty granted to me into some form of church work, that which seemed to call me today seemed to promise me that I should bear a cross like death for the Master’s sake, and he would give me strength to bear it (Brent 2000: 6).

 

La frase qui sopra è un esempio del linguaggio di Peirce. La frase è molto lunga, si estende su tre righe e la sola forma di punteggiatura è la virgola.

Nell’ultima parte del saggio Brent, affrontando il tema dell’applicazione della teoria semiotica di Peirce in psicoanalisi, inserisce due citazioni di Freud. Anche qui la sintassi è ipotattica, le frasi lunghe e spezzate solo da virgole o punti e virgola.


Analisi traduttologica dell’originale

 

Il lettore modello

L’autore, Joseph Brent, nello scrivere il saggio si è immaginato il possibile lettore del suo testo. Si instaura tra autore e lettore una cooperazione testuale. Perché la cooperazione testuale avvenga in modo corretto, il lettore reale o empirico deve rispecchiare il lettore immaginato dall’autore reale, o autore empirico. Tale lettore immaginato o lettore modello influenza le scelte dell’autore il quale, a seconda delle caratteristiche del lettore modello, sceglierà quali elementi lasciare impliciti e quali invece spiegare nel testo.

Il saggio di Joseph Brent si rivolge a un lettore modello colto, studente o studioso di psicoanalisi e semiotica. Infatti Brent introduce concetti legati alla medicina psicoanalitica. Parla di nevralgia del trigemino e di disturbo bipolare. Non dà una spiegazione di tali espressioni perché Brent sa che il suo lettore modello conosce tali malattie. Se il lettore modello è a conoscenza di tali malattie la cooperazione testuale tra autore empirico e lettore empirico è andata a buon fine.

Il lettore modello immaginato dall’autore non deve avere solo conoscenze mediche ma anche di psicoanalisi. Introduce concetti come «modo di pensare diagrammatico» o idee appartenute a Freud come «psicologia del Sè», «teoria delle pulsioni» o «relazioni oggettuali». Il lettore modello è quindi un esperto di psicoanalisi. Infatti nonostante il saggio di Brent non sia prettamente incentrato sulla psicoanalisi ma sulla figura di Peirce, gli altri nove saggi della raccolta si concentrano sull’applicazione delle teorie di Peirce, e principalmente della sua teoria segnica o semiotica, alla psicoanalisi.

Brent immagina un lettore modello esperto di psicoanalisi, ma prevede che il lettore implicito sia probabilmente carente in nozioni di semiotica o comunque non conosce alla perfezione le idee e la vita di Peirce. Infatti, come l’autore spiega alla fine del saggio:

 

This brief and incomplete outline will serve to introduce the man and his thought, so that the essays in this volume may be understood within a framework of connected ideas – the structure of Peirce’s architectonic philosophy of inquiry and the problems associated with orthodox psychoanalytic theory (Brent 2000: 14).

 

Il lettore modello quindi ha una conoscenza più ampia di nozioni di psicoanalisi che di semiotica.

Il lettore modello immaginato dal lettore è generalmente colto. Ha quindi una cultura generale molto ampia. Lo dimostrano due elementi del testo. Il primo è il riferimento alla pièce teatrale di Shakespeare A Midsummer Night’s Dream (Sogno di una notte di mezza estate). Brent scrive «The word is heard with the ear, but the meaning that it signifies has non more physical properties than a character in A Midsummer Night’s Dream». Consapevole dell’ampia cultura del suo lettore modello, Brent non specifica di chi sia l’opera. Certamente si tratta di un’opera famosissima che ha fatto la storia della letteratura inglese, ma è comunque da considerarsi come un non-detto da parte dell’autore che instaura una cooperazione testuale con il lettore modello. Il secondo elemento è la citazione dalla poesia di Gertrude Stein: «And as for the symbol “A rose is a rose is a rose”, we may add “sometimes a cigar is just a cigar”». La prima citazione è tratta da una poesia di Gertrude Stein, famosa esponente della letteratura americana dell’Ottocento. Anche questo elemento indica la presenza di un non-detto. La cooperazione testuale non viene meno se il lettore empirico, cioè il lettore reale, riconosce la citazione. La seconda citazione è invece una frase di Freud, il che indica, come già detto in precedenza, che tra le conoscenze del lettore modello ci devono essere nozioni di psicoanalisi.

 

Dominante e sottodominanti

Essenziale per la traduzione interlinguistica di un testo è l’individuazione della dominante e delle sottodominanti, le quali influenzano le scelte del traduttore che deve mantenere la stessa dominante nel testo tradotto.

Nel saggio scritto da Joseph Brent la dominante è influenzata dalla natura del testo. Trattandosi di un testo saggistico, l’elemento che ha la maggiore importanza è la trasmissione della tesi e della logica delle argomentazioni a sostegno di tale tesi. La dominante è quindi la facile trasmissione delle informazioni al pubblico che legge. Tale dominante indica che la funzione più rilevante di questo testo è la funzione informativa.. Lo scopo dell’autore è comunicare al lettore la sua tesi e sostenerla con varie argomentazione per convincere il pubblico della sua validità. Inoltre, nel caso di questo saggio che ha un carattere introduttivo a una raccolta di saggi, la funzione informativa è ancora più evidente ed è spiegata anche dallo stesso autore all’interno del testo. Il saggio, infatti, spiega Brent alla fine del testo, si prefigge l’obiettivo di introdurre l’uomo e le sue idee di modo che i successivi saggi raccolti nel volume possano essere interpretati all’interno di una cornice che non è altro che la struttura della filosofia dell’indagine di Peirce e il suo legame con la teoria psicoanalitica ortodossa.

La funzione informativa è la funzione principale del saggio; la funzione estetica rimane invece in secondo piano. Per quanto riguarda le caratteristiche legate al suono come il ritmo, le alliterazioni, le assonanze non seguono una scelta stilistica particolare.

Se la dominante è la funzione informativa del testo, esistono comunque sottodominanti di cui bisogna tenere conto. Nonostante la funzione estetica sia in secondo piano, alcune categorie di tale funzione sono comunque importanti nella trasmissione delle informazioni al lettore del saggio. La funzione estetica infatti non include soltanto il suono ma anche la sintassi, la grammatica e il registro. Quest’ultima è una delle sottodominanti. Poiché il lettore modello è un lettore colto, con una formazione sicuramente universitaria, esperto di psicoanalisi e con un’ampia cultura generale, il registro tenuto da Brent è alto. Tale registro deve rimanere invariato nella traduzione. Il registro alto è dato da marche sia sintattiche che linguistiche. La costruzione sintattica è ricca di subordinate, di frasi lunghe. Ne è un esempio la seguente frase:

 

By his mid-twenties, his father’s deeply held belief in the underlying harmony of religion and science and his marriage to a clergyman’s devout and feminist daughter had convinced Charles of the seriousness, if not the truth, of religion to the point that he joined his first wife in the Episcopal church as her condition for the marriage (Brent 2000: 5-6).

 

Un’altra sottodominante è legata sempre alla funzione estetica. Non riguarda più il registro o la sintassi ma le marche grammaticali del testo. Questa sottodominante è strettamente collegata alla dominante principale, cioè la funzione informativa del testo. La presenza di marche grammaticali, come neologismi o termini settoriali, influiscono sulla trasmissione delle informazioni. Infatti aiutano la comprensione del messaggio del testo perché essendo termini settoriali aiutano a inquadrare il tema del saggio. Sono un esempio di queste marche grammaticali termini come «hypersexuality», «abduction», «interpretant» e «Cartesianism». I termini «abduction» (abduzione) e «interpretant» (interpretante) rivestono un ruolo importante nel saggio. Trattandosi di concetti introdotti proprio da Peirce la loro traduzione è di vitale importanza per la comprensione del saggio.

La ricerca terminologica ha un’importanza particolare nel testo e occupa un’altra sottodominante. Concetti come «theory of inquiry», «habits of inference», «acritical reasoning» e «therapeutic semiosis» sono entrati nella terminologia settoriale scientifica grazie a Peirce e poichè sono nozioni ormai universali la traduzione deve essere riconosciuta dal pubblico.

 

Strategia traduttiva

Per un’analisi traduttologica adeguata e approfondita è necessaria un’attenta lettura del prototesto. La lettura deve essere finalizzata alla comprensione della tesi che l’autore propone nel testo; all’individuazione del lettore modello, della dominante e delle sottodominanti, già analizzate nei paragrafi precedenti; alla formulazione di una strategia traduttiva adeguata al testo.

Dopo un’attenta lettura del prototesto, ripetuta più volte, e dopo l’individuazione della tesi, della dominante, delle eventuali sottodominanti, la strategia traduttiva impostata è cominciata con il reperimento dei testi citati nel saggio. La traduzione dei riferimenti bibliografici è quindi stata la prima tappa del processo traduttivo. La maggior parte dei testi inclusi nei riferimenti bibliografici, inseriti alla fine del saggio, appaiono in una traduzione italiana. Alcuni di loro sono studiosi molto noti, come Kant, Lacan, Freud, Cartesio e Saussure.

Nel saggio non compaiono comunque citazioni da tutti i testi inclusi nei riferimenti bibliografici. La citazione che compare nella prima pagina del saggio è tratta dal testo “Beyond Categories: The Lives and Works of Charles Sanders Peirce” di Grattan-Guinness, testo del quale non esiste una traduzione italiana ufficiale. Tale citazione è una delle più difficili del testo poiché si tratta di un elenco di attività di Peirce o di caratteristiche legate alla sua vita. Risulta difficile da tradurre per via della mancanza di un contesto in cui inserire i termini. Per cui ho privilegiato nella traduzione di tali termini l’immediata comprensione dell’espressione. Per esempio l’espressione, con cui inizia la citazione, «a first ranker in western civilization» è stata tradotta «avanguardia della civiltà occidentale». Anche le altre citazioni del cui testo originale non esiste una traduzione italiana ufficiale sono state tradotte.

Le citazioni di Peirce meritano un capitolo a parte. I testi da cui Brent ha preso le citazioni sono due: i Collected Papers e i manoscritti o le lettere manoscritte. I primi sono da lui indicati con la sigla CP, i secondi con la sigla MS o MSL. Dei manoscritti non esiste una traduzione italiana ufficiale per cui le citazioni nel testo sono state trattate come tutte le altre citazioni di cui non esiste una traduzione ufficiale italiana. Dei Collected Papers esiste invece una traduzione italiana che però racchiude solo una parte di essi. Ho pertanto ripreso tale traduzione quando possibile. Prima di inserire la traduzione italiana delle citazioni ho però verificato che le citazioni di Brent riprendessero il numero corretto di volume e paragrafo dei Collected Papers e ho corretto gli eventuali errori. La citazione “If … a man has had no religious experience, then any religion not an affectation is as yet impossible for him; and the only worthy course is to wait quietly till such experience comes. No amount of speculation can take the place of experience” non è tratta da CP 1.654 bensì da CP 1.655. Come le citazioni “we have non power of thinking without signs” e “all thought whatsoever is a sign, and is mostly of the nature of language” non sono tratte rispettivamente da CP 5.285 e 420 ma da CP 5.265 e 421.

Un altro errore era presente invece nei riferimenti bibliografici. Il nome del curatore del libro Sketches and Reminiscences of the Radical Club non è, come ha erroneamente scritto Brent, Sergeant ma Sargent.

Infine le citazioni presenti nell’ultima pagina sono tratte dalla raccolta in lingua inglese che racchiude tutte le opere di Freud intitolata The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud. Per la traduzione italiana ho seguito invece la raccolta di tutte le opere di Freud raccolte in 12 volumi pubblicati da Boringhieri.

Prima di iniziare la traduzione vera e propia del testo, oltre alla ricerca dei libri di cui appaiono le citazioni e di quelli inclusi nei riferimenti bibliografici, ho fatto una ricerca terminologica. Ricerca che è stata mirata a quelle espressioni o termini specialistici. Si tratta di termini medici, semiotici o legati alla teoria psicoanalitica. La traduzione di tali termini o espressioni deve essere coerente con i termini e le espressioni che vengono usate in questi ambiti, medicina semiotica e psicoanalisi, dagli esperti. Alcuni esempi di tali parole sono «trigeminal neuralgia» tradotta con «nevralgia del trigemino»; «Bright’s disease» che poteve essere tradotta con «malattia di Bright» mentre la forma più diffusa è «morbo di Bright»; «bipolar disorder» resa con «disturbo bipolare»; «pedestrianism» della quale ho mantenuto la versione inglese; «theory of inquiry» tradotta con «teoria dell’indagine» in quanto è una delle espressioni introdotte da Peirce e la traduzione riconosciuta è proprio questa; «inference» «deduction» «induction» e «abduction» sono state tradotte rispettivamente con «inferenza» «deduzione» «induzione» e «abduzione»; «habits of inference» con «abitudini inferenziali»; «acritical reasoning» con «ragionamento acritical» con il corsivo inglese reso con le virgolette caporali a racchiudere la parola «acritical»; «Cartesianism» con il termine «cartesianismo» con la lettera minuscola; i termini «sign» «object» «interpretant» introdotti proprio da Peirce sono stati tradotti con «segno» «oggetto» e «interpretante»; le parole «icons» «indexes» e «symbols» con «icone» «indici» e «simboli»; l’espressione introdotta da Brent «therapeutic semiosis» con «semiosi terapeutica».

Per i termini semiotici alla base del suo pragmatismo ho usato come fonte di riferimento la traduzione italiana dei Collected Papers e il volume Storia della traduzione di Bruno Osimo edito da Hoepli.

Il termine «inquiry» ha sollevato un problema nella traduzione. Se per l’espressione «theory of inquiry» la traduzione più appropriata è «teoria dell’indagine», il problema si pone nella resa in italiano del termine «inquirers» che in inglese pone un chiaro legame con la parola «inquiry». Il termine italiano «indagatori», anche se mantiene il rimando alla «teoria dell’indagine», non racchiude il vero significato della parola inglese. Quando Brent afferma nel saggio che «Peirce replaces Cartesian intuition with the community of scientific inquirers», la parola italiana «indagatori» non può comprendere la comunità scientifica. Pertanto ho deciso di usare il termine «ricercatori» a discapito del rimando con la parola «indagine».

Riguardo all’approccio verso la terminologia presente nel testo, resta da fare un’altra considerazione a livello grafico. I termini tipici della filosofia di Peirce, che in inglese risultavano scritti in corsivo, sono stati scritti in tondo e racchiusi tra le virgolette caporali. Inoltre tali parole sono state lasciate in inglese poiché termini originari della filosofia di Peirce e che pertanto lo studioso usava in inglese. Per esempio il termine interpretant che appare in corsivo in inglese, nella traduzione italiana è stato reso nella forma grafica «interpretant».

Dopo aver affrontato la ricerca terminologica, ho potuto iniziare la traduzione vera e propria. Per la traduzione ho tenuto a mente i risultati delle due analisi: quella testuale e quella traduttologica. Ho considerato quindi il registro e la sintassi del prototesto dal punto di vista formale e il lettore modello che Brent si era prefissato e la dominante che avevo individuato in precedenza.

Brent si era immaginato, nella stesura del saggio, un lettore modello colto, esperto di psicoanalisi, con nozioni non approfondite di semiotica. Il lettore modello non aveva come qualità necessaria una conoscenza approfondita della figura di Peirce. Nel tradurre mi sono prefissata lo stesso lettore modello di Brent. Pertanto ho immaginato come possibili lettori modelli studiosi di psicoanalisi, praticanti di tale disciplina o studenti universitari.

L’identificazione del lettore modello ha portato a una scelta del registro del saggio e della sua struttura sintattica. Poiché il lettore modello ha un livello di cultura molto elevato ho deciso di mantenere un registro alto anche nella traduzione. Per innalzare il registro si sono preferiti, per esempio, deittici come «tale» al posto di «questo»; per tradurre il verbo «assumes» si è optato per la forma «si assume» rara nell’italiano quotidiano ma utilizzabile nei testi saggistici specialistici.

Il registro alto non è dato solo da scelte terminologiche, ma anche da costruzioni sintattiche. Anche in questo caso ho deciso di seguire l’originale mantenendo la lunghezza delle frasi e quindi rispettando la punteggiatura del prototesto. Le frasi che occupavano nel saggio inglese anche sei righe, nell’italiano mantengono la stessa lunghezza. Le subordinate del testo originario rimangono numerose anche nel testo italiano. Questa scelta non va però a discapito del senso. Oltre al registro, alla struttura sintattica e al lettore modello, ho tenuto bene a mente nella traduzione anche la dominante. Dominante che coincide con la funzione informativa del testo. Poiché la trasmissione delle informazioni, più precisamente della tesi del saggio, è l’obiettivo fondamentale del testo, la struttura sintattica non ostacola tale comunicazione del senso. Ho mantenuto la stessa struttura sintattica modificando quegli elementi che potessero rendere le frasi poco comprensibili o che potessero inficiare la trasmissione del significato. Per esempio la frase «Germane to the subject of this volume, I add experimental psychology and psychology of the conscious and unconscious mind and of the self and self-consciousness» poteva creare equivoci nella comprensione del senso. Brent fa un riferimento al titolo del libro e afferma di aggiungere a tale argomento, che comprende «Semiotics and Psychoanalisis», anche «experimental psychology and psychology of the conscious and unconsciuos mind and of the self and self-consciousness». Tale frase però appare dopo l’elenco di aggettivi e qualità positive e negative attribuite a Peirce da Grattan-Guinness. Poteva quindi crearsi un’ambiuguità della frase. Per questo motivo ho deciso di trasformare i sostantivi indicanti le scienze con sostantivi che si riferissero ancora una volta alla persona di Peirce seguendo l’elenco precedente. Ho pertanto tradotto la frase «In attinenza con l’argomento di questo libro aggiungo psicologo sperimentale e psicologo della mente conscia e inconscia e del Sè e dell’autocoscienza».

Per quanto riguarda l’aspetto grafico non ci sono stati cambiamenti particolari, ma solo un adattamento alle norme redazionali più comuni in italiano. Seguendo tali norme i tre puntini «…» che in inglese indicano un salto nel testo sono stati sostituiti con […]. Le citazioni che in inglese vengono introdotte con le virgolette alte, “ ”, in italiano sono state racchiuse tra virgolette caporali, « ». Il corsivo è stato usato per le parole straniere nel testo come nel caso di gauche, per i titoli di saggi e libri citati nel testo e per quelle parole o espressioni di particolare importanza che si è voluto mettere in risalto. Le parole che assumono la connotazione di termini e di cui si fornisce una spiegazione sono invece state racchiuse dalle virgolette caporali « ». In alcuni casi tali parole, poiché frutto della filosofia di Peirce, sono state lasciate in inglese. Per esempio nella frase «The second is what Peirce called acritical reasoning», l’ultima espressione è stata resa nella forma grafica ragionamento «acritical».

 

Potenziale residuo e residuo effettivo

Nel saggio di Joseph Brent il potenziale residuo può essere analizzato sotto due punti di vista: l’aspetto terminologico e scientifico e l’aspetto culturale. Dal primo punto di vista, quello terminologico e scientifico, non ho evidenziato un probabile residuo potenziale. Pertanto non vi è un residuo effettivo nella traduzione. Certamente tale residuo può crearsi se il lettore reale o effettivo non corrisponde con il lettore modello che mi sono immaginata nel tradurre il testo originale. Requisito principale del lettore modello è un’ottima conoscenza della psicoanalisi e della sua terminologia e una sufficiente conoscenza di termini semiotici. Se tale requisito viene meno è evidente che si creerà un residuo che spetterà al lettore colmare.

Dal punto di vista culturale ho riscontrato un probabile residuo. Nonostante la sfera culturale sembri limitata, nel saggio di Brent, che appare più incentrato sull’aspetto scientifico, si coglie la presenza, inevitabile, di una determinata cultura: quella statunitense. Inevitabile perché l’autore, Joseph Brent, è americano e perché la figura principale da lui analizzata è Charles Sanders Peirce, uno dei più importanti studiosi statunitensi. La presenza di elementi che indicano la rilevanza di tale cultura non sono elementi di disturbo per il lettore modello di Brent. Infatti tale lettore modello proverrà in gran parte dal mondo universitario americano. Il lettore modello della mia traduzione invece di fronte a elementi ricollegabili alla cultura statunitense universitaria potrebbe risentire di un effetto di straniamento. Il lettore statunitense con una buona formazione universitaria ha un rapporto familiare con i nomi delle università americane, che appaiono molto spesso nel saggio di Brent. Il lettore italiano invece nel leggere «Harvard University» o «Johns Hopkins University» sente la connotazione esotica delle parole. Inoltre il lettore statunitense può sicuramente conoscere la figura di Charles W. Eliot che Brent nomina citando una frase di Murphey. Charles W. Eliot è stato nominato rettore della Harvard University nel 1869; il lettore modello di Brent ha sicuramente già sentito tale nome. Il lettore italiano, anche se con una buona formazione universitaria, non è tenuto a conoscere la figura di Charles W. Eliot e il ruolo che ha potuto avere nella censura dei manoscritti di Peirce.

Un altro aspetto legato alla predominanza nel prototesto della cultura statunitense è la religione. Il lettore italiano, per motivi storici, ha probabilmente una formazione cattolica; potrebbe non avere familiarità con parole o espressioni come «nominalmente episcopaliano», «oligarchia puritana» e «fede unitariana».

Infine un residuo può essere causato dai titoli inglesi dei saggi o articoli che Brent cita nel suo saggio. Se a un lettore statunitense il tema di tali saggi è istantaneamente compreso, per il lettore italiano potrebbe risultare più arduo da capire.

 

Gestione del residuo traduttivo

Nel paragrafo precedente ho esposto il possibile residuo che si è creato traducendo il prototesto in italiano. Per quanto riguarda i nomi delle università, il riferimento al rettore Charles W. Eliot della Harvard University e al riferimento a determinate religioni poco diffuse in Italia, il residuo è rimasto tale. Tale decisione dipende dal lettore modello prefissato in partenza: poiché uno dei suoi requisiti è un’ampia conoscenza generale tali nozioni possono far parte di tale conoscenza. Per quanto riguarda i titoli dei saggi inseriti nel testo, ho deciso di inserire delle note con una traduzione italiana. Tale scelta dipende dalla dominante: poiché la funzione informativa è quella prevalente nel testo, il lettore deve poter accedere alle informazioni in maniera eguale al lettore statunitense.

 


Riferimenti bibliografici

 

 

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CHINES, Loredana e VAROTTI, Carlo, Che cos’è un testo letterario, Roma, Carocci, 2001.

ECO, Umberto, Lector in fabula. La cooperazione interpretativa nei testi narrativi, Milano, Bompiani, 1979.

GANDOLFI, Angelo, Centro virtuale per la nevralgia del trigemino, disponibile in internet all’indirizzo www.nevralgiatrigemino.it/diagnostica/int.htm, consultato nel maggio 2008.: centro virtuale per la nevralgia del trigemino a cura del prof. Angelo Gandolfi, Neurochirurgo e Otoneurochirurgo presso il Rome American Hospital, Roma.

OSIMO, Bruno, Propedeutica della traduzione. Corso introduttivo con tavole sinottiche, Milano, Hoepli, 2005.

OSIMO, Bruno, Storia della traduzione. Riflessione sul linguaggio traduttivo dall’antichità ai contemporanei, Milano, Hoepli, 2006.

RAI, Enciclopedia multimediale delle scienze filosofiche, disponibile in internet all’indirizzo http://www.emsf.rai.it/biografie/anagrafico.asp?d=53:, consultato nel maggio 2008.

 



[1] Una nuova lista di categorie [n.d.t.]

[2] Un argomento trascurato per la realtà di Dio [n.d.t.].

[3] Questioni concernenti certe pretese facoltà umane [n.d.t.].

[4] Alcune conseguenze di quattro incapacità [n.d.t.].

A Semiotic Approach to the Theory of Translation: il contributo di Ljudskanov alla scienza della traduzione VALERIA SANGUINETTI Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

 

A Semiotic Approach to the Theory of Translation:

il contributo di Ljudskanov alla scienza della traduzione

VALERIA SANGUINETTI

 

 

 

Civica Scuola Interpreti e Traduttori

via Alex Visconti, 18   20151 MILANO

 

Relatore Prof. Bruno Osimo

 

Diploma in Scienze della Mediazione Linguistica

estate 2006


© Ljudskanov e Language Sciences – Bloomington, Indiana 1975

© Valeria Sanguinetti per l’edizione italiana 2006

 

ABSTRACT IN ITALIANO

Ljuduskanov, direttore del progetto di traduzione meccanica e linguistica matematica a Sofia negli anni ’60, si occupa sia di traduzione meccanica sia di teoria della traduzione. I suoi scritti presentano punti di contatto con alcuni grandi studiosi del Novecento. Analogamente a Revzin, Ljudskanov assegna una grande importanza all’informazione invariante, intesa come elemento comune tra i vari tipi di traduzione. Costui utilizza come punto di partenza per le sue osservazioni lo schema della comunicazione monolingue del suo contemporaneo Jakobson e, come questi, inserisce la traduzione all’interno della semiotica. Il ricercatore bulgaro sostiene che la traduzione, a qualsiasi genere appartenga il testo, consiste in un processo creativo, tesi condivisa con lo slovacco Popovič. Entrambi prendono in considerazione il problema che sorge quando si ha una differenza temporale tra prototesto e metatesto. Dalla analisi di Ljudskanov emerge per la prima volta la concezione di informazione necessaria alla traduzione.

 

 

 

 

 

ENGLISH ABSTRACT

Ljudskanov – director of the Machine Translation and Mathematical Linguistics Project in Sofia during the 1960s – deals both with machine translation and with the theory of translation. His writings show some points in common with some important scholars of the XX century. Similarly to Revzin, Ljudskanov gives great significance to invariant information, considered as a common element among the various types of translation. He uses Jakobson’s communication model as the starting point for his observations and, like the Russian linguist, he is convinced that the place of translation as a science is in semiotics. The Bulgarian researcher claims that translation, no matter what genre it belongs to, is a creative process and he shares this opinion with the Slovak Popovič. They both reflect on the problem caused by the time difference between the source text and the target text.  Ljudskanov’s analysis for the first time highlights the idea of information necessary for translation.

 

 

 

 

 

RESUMEN EN ESPAÑOL

Ljudskanov, que en los años 60 dirigió el proyecto de Traducción Automática y Lingüística Matemática en Sofía, se dedica tanto a la traducción automática como a la teoría de la traducción. Sus obras presentan puntos en común con otros grandes investigadores del siglo XX. Ljudskanov, análogamente a Revzin, otorga gran importancia a la información invariante, en cuanto elemento que los distintos tipos de traducción tienen en común. Como punto de partida para sus observaciones, utiliza el esquema de la comunicación monolingüe de su contemporáneo Jakobson y, tal como él, considera que la ciencia de la traducción forma parte de la semiótica. El investigador búlgaro sostiene que la traducción, sea cual fuere el género al que pertenece, es un proceso creativo, tesis que comparte con el eslovaco Popovič. Ambos toman en consideración  el problema que surge cuando hay una diferencia temporal entre el texto de partida y el texto de llegada. Del estudio de Ljudskanov se desprende, por primera vez, el concepto de información necesaria para la traducción.

 

 

Sommario

1 Prefazione 11

1.1 Biografia 11

1.2 Isaak Iosifovič Revzin e Viktor Jul´evič Rozencvejg 15

1.3 Roman Jakobson 17

1.4 Anton Popovič 21

2.0 Traduzione con testo a fronte 25

Riferimenti bibliografici 53

 

Prefazione

1.1 Biografia

Aleksandr Konstantinov Ljudskanov nasce a Sofia nel 1926, figlio di un diplomatico bulgaro, discendente del primo capo di governo della Bulgaria (Dragan Tsankov), e di una nobile ragazza russa (della famiglia Ermolov). Fin da bambino parla francese e russo, oltre al bulgaro. Studia giurisprudenza all’Università di Sofia e diventa presto assistente di un importante professore (Torbov). Nel 1944 però sia lui che il professore vengono espulsi dall’università durante un’epurazione.

Grazie alla sua conoscenza della lingua russa Ljudskanov inizia la sua attività di traduttore per la rivista Sovetsko-bulgarskaja družba [Amicizia bulgaro-sovietica]. Ciò gli dà la possibilità di entrare a far parte del Dipartimento di Russo alla facoltà di filologia dell’università di Sofia come insegnante di russo.

Da qui inizia il suo interesse per la teoria della traduzione come disciplina linguistica. La sua tesi dottorale Sul tema, il luogo e la metodologia di una teoria della traduzione generale crea un modello unico per la teoria della traduzione umana e meccanica. Il solo fatto di unire in qualche modo questi due tipi di traduzione gli vale delle inimicizie: nei circoli letterari nessuno aveva mai sentito parlare di traduzione meccanica (la traduzione era considerata come un’opera di creatività e un trionfo del genere umano).

All’epoca erano appena iniziati gli esperimenti con i computer di prima generazione. All’Istituto di Matematica dell’Accademia Bulgara delle Scienze venivano condotte simulazioni di ogni tipo di attività umana che, nonostante fossero eseguite da macchine oggi ritenute obsolete, entusiasmavano i matematici di ogni età.

Nel giugno del 1963 Sofia ospita il 5° Congresso Internazionale di Slavistica. Allora i convegni internazionali non erano specializzati come oggi. Vi si riunivano persone con le stesse idee, che osavano vedere il linguaggio sotto diversi punti di vista. Ljudskanov presentò uno studio dei problemi dell’analisi grammaticale sintattica nella traduzione meccanica e uno sulla specificità della traduzione meccanica di lingue appartenenti alla stessa famiglia. Allo stesso congresso diversi giovani matematici bulgari presentarono documenti legati all’entropia della lingua bulgara. La delegazione dell’Unione Sovietica presente al congresso contava tra i suoi membri Andrei Zalinznjak e Igor Melchuk, mentre tra i membri della delegazione americana figurava Roman Jakobson. L’incontro tra i matematici e i linguisti bulgari si dimostrò decisivo per lo sviluppo della traduzione meccanica in Bulgaria. Nel 1964 venne istituito un Progetto di Traduzione meccanica che Ljudskanov per il resto della sua vita. In Bulgaria, come in altri paesi, l’attività  con la traduzione meccanica iniziò con un sistema sperimentale per la traduzione di alcune frasi. Nel caso bulgaro si trattava di cinque frasi tradotte dal russo al bulgaro. Lo scopo era semplicemente dimostrare che la macchina era in grado di gestire la lingua.

Ljudskanov è stato anche autore di un libro di 157 pagine Preveždat čovekat i mašinata che ha catturato l’attenzione dei colleghi all’estero che conoscevano l’autore e le sue idee. Il libro è stato tradotto in francese dallo stesso Ljudskanov per il Centre de Linguistique quantitative de la Faculté des Sciences de l’Université de Paris nel 1969. In seguito al successo del libro Ljudskanov stesso ampliò la trattazione di circa i due terzi, creando una relazione tra i problemi della traduzione meccanica e la semantica moderna e le teorie sintattiche. Questa edizione ampliata del libro è stata pubblicata nella Germania dell’Est nel 1972 e in seguito anche nella Germania occidentale e in Polonia.

1.2 Isaak Iosifovič Revzin e Viktor Jul´evič Rozencvejg

Sia il libro sia il testo tradotto mostrano nel dettaglio il pensiero di Ljudskanov sulla teoria della traduzione. Viene evidenziata la “natura linguistica dell’operazione traduttiva”, nonostante nelle stesse pagine la traduzione venga definita anche come trasformazione semiotica. Ljudskanov cerca di analizzare ciò che hanno in comune i vari tipi di traduzione approdando alla nozione di informazione invariante:

Cet élément commun revient à des transformation des signes d’un message d’entrée en signes d’un autre code, en conservant une information invariante. Ayant en vue que toutes ces transformations portent sur des signes, nous allons les désigner par le terme de transformations sémiotiques (1969:40).

La nozione di invariante era stata creata nello stesso periodo dai russi Isaak Iosifovič Revzin e Viktor Jul´evič Rozencvejg che la

considerano «ciò che resta immutato nel processo trasformativi» intendendo la traduzione come la trasformazione di un messaggio. L’invariante viene considerata come il senso, ma questo concetto di «senso» mostra una difficoltà di definizione dovuta al fatto che il senso non ha una corrispondenza unisemica con la realtà significata dal messaggio.

Un altro punto di contatto tra Revzin-Rozencvejg e Ljudskanov risiede nel concetto di “linguaggio di intermediazione”. Revzin e Rozencvejg sostengono che l’invarianza non sia da considerare come una categoria assoluta, ma che sia in stretta correlazione con il linguaggio di intermediazione creato. Ljudskanov parla di una “langue intermédiaire” nella fase di sintesi, nella produzione del metatesto:

Mais puisqu’il est possible qu’un côté signifiant peut avoir plusieurs côtés signifiés et vice-versa, cette identification suppose le choix du signifié ou bien du signifiant actuel par référence à une langue-intermédiaire donné (1969:53).

I punti in comune con Revzin e Rozencvejg non fanno riferimento solo alla teoria della traduzione. All’epoca in cui Ljudskanov dirigeva il Progetto di Traduzione Meccanica a Sofia, Rozencvejg lavorava al Laboratorio di Traduzione Meccanica dell’Istituto di Lingue Straniere di Mosca. Purtroppo a causa di ostacoli burocratici i rapporti tra le due istituzioni, e quindi tra gli studiosi, si è limitato a intercambi tra i membri dello staff e a collaborazioni di breve durata.

 

1.3 Roman Jakobson

Come abbiamo visto dalla biografia di Ljudksanov il linguista bulgaro ha conosciuto di persona Roman Jakobson. Con lui condivide l’idea di inserire la traduzione nell’area di studio della semiotica. Secondo Jakobson:

The meaning […] of any word or phrase whatsoever is definitely a linguistic or – to be more precise and less narrow – a semiotic fact (1959:428).

Questo perché Jakobson intende ampliare lo studio della traduzione alla riverbalizzazione e alla trasmutazione.

Analogamente Ljudskanov scrive:

A science of translation is possible.

This science must be a general theory of semiotic transformations […]. Its place is in semiotics, not linguistics, literature, etc (1975:7)

Il problema di una collocazione della scienza della traduzione secondo Ljudksanov è stato esaminato dagli autori in modo sbagliato. Si è cercato di dare delle risposte studiando altri campi, come l’estetica o la psicologia, anziché attraverso un’analisi del processo traduttivo stesso. Nonostante la scienza della traduzione sia stata rivendicata sia dalla letteratura sia dalla linguistica Ljudksanov ritiene che debba essere una branca della semiotica.

[L]‘objet de la science de la traduction est notamment l’opération traduisante, vue comme un processus sémiotique de transformation. En partant de cette détermination de l’objet il n’est pas difficile d’établir la place de la science de la traduction parmi les autres sciences: la théorie de la traduction ou bien on pourrait dire encore, la théorie des transformations sémiotiques doit être une branche de la sémiotique (1969:46).

Inoltre Ljudskanov concorda con la tripartizione dei tipi di traduzione di Jakobson. Quella che per Jakobson è la traduzione intersemiotica o trasmutazione è

an interpretation of verbal signs by means of signs of nonverbal sign systems (1959:429).

e viene definita da Ljudskanov come:

l’ainsi dite traduction intrasémiotique, c’est-à-dire la traduction de n’importe quelle langue nonverbale en n’importe quelle langue verbale ou bien vice-versa (1969:45).

All’interno dei problemi pratici che compaiono nella trattazione di Ljudskanov emergono le questioni legate alla presenza o all’assenza delle categorie grammaticali:

There is a Russian folktale in which the Old Year is personified as an old man, Russian ‘god’ being masculine; but ‘year’ is feminine in Bulgarian, so do we translate the old man into an old woman? (1975:5)

Questi problemi, che ogni traduttore è costretto ad affrontare, vengono presi in esame anche da Jakobson quando si occupa della traducibilità della cultura:

It is more difficult to remain faithful to the original when we traslate into a language provided with a certain grammatical category from a language lacking such a category (1959:432).

Inoltre Ljudskanov prende in prestito lo schema delle funzioni della comunicazione di Jakobson. Lo schema della comunicazione monolingue della teoria dell’informazione di Jakobson viene posto alla base dei ragionamenti del linguista bulgaro.

1.4 Anton Popovič

Lo slovacco Popovič prende in considerazione l’idea che la traduzione sia un processo creativo, a seguito dell’applicazione della teoria della comunicazione ad altri campi:

Ci si è cominciati a interessare alle possibilità creative del traduttore. La situazione creativa in cui nasce il metatesto è vista come armonia di diversi fattori della comunicazione. Oltre alla questione delle strategie creative del traduttore, c’è il problema del ruolo svolto dal lettore non solo nella ricezione del testo ma anche nella formulazione del metatesto (1975:36).

Allo stesso risultato giunge Ljudskanov alla fine della sua analisi:

The formula ITN= ITNB+ ITNS […] shows the creative character of all genres of LN=LN’, because all translation requires choice, the choices are not entirely determined by ITNB or even ITN, and free choice is creativity (1975:8).

Questa conclusione è significativa soprattutto perché, considerando un modello generale della traduzione, si approda alla convinzione che

the three traditional genres are only subclasses of a general class, and their characteristics are not in complementary distribution as some writers put them (e.g., literary-creative vs. technical-mechanical) (1975:6)

e che quindi non sia vero che solo la traduzione letteraria consista in un processo creativo.

Popovič si occupa anche di uno dei problemi pratici proposti da Ljudskanov in questo modo:

Historical colouring. Ought we to preserve it, even add to it when the text is an old one? (1975:5)

E di uno dei problemi teorici:

Should translations read like translations or like originals? (1975:6)

Dando una risposta alle domande precedenti:

In traduzione il ricevente trova un determinato colorito diverso dal prototesto. Il lettore da una parte vuole leggere la traduzione come un originale, ma dall’altra vi vede un’opera che rappresenta una cultura altrui e per questo motivo si aspetta e ricerca elementi che riflettano tale esotismo (Miko 1971: 25).

Entrambi gli studiosi esaminano la differenza temporale tra prototesto e metatesto. Ljudskanov, come Savory, si chiede

Should translations of old works read like contemporary texts, or as if they were of the author’s own period? (1975:6)

Popovič paragona il traduttore che lavora a un testo non contemporaneo a un autore di un genere storico. Nella maggior parte dei casi il traduttore attualizza il passato per renderlo accessibile al lettore contemporaneo, ma se opera una storicizzazione, che non compare nel prototesto, si tratta di un procedimento stilistico del traduttore stesso.

La questione di cosa si debba conservare tenendo conto del fattore intertemporale richiede una soluzione individuale del traduttore. In questo senso l’irripetibilità della soluzione scelta dal traduttore è analoga all’irripetibilità dell’atto creativo (1975-80:103.104).

 

 

 

Il testo tradotto è la trascrizione in inglese del discorso di Ljudskanov a una conferenza  ed è stato pubblicato sulla rivista Language Science del 1975.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Traduzione con testo a fronte

 

A Semiotic Approach to the Theory of Translation

Alexander Ludskanov

 

The author is Director of the Machine Translation and Mathematical Linguistics Project, Institute of Mathematics of the Bulgarian Academy of Sciences, and teaches at the University of Sofia. This lecture text was taken down and translated from French by Brian Harris, School of Translators and Interpreters, University of Ottawa.

 

Setting the scene

Throughout the past century the dominant principle in writings about translation has been that of ‘adequate translation’.1 Adequate translation requires reproduction of both content and from.2 It is a good principle, but difficult to apply. Its problems held the attention of translation theorists and linguists, and conditioned the literature on the subject, until well into the postwar period. The problems were discussed but not solved.

Meanwhile three important new conditions arose which deepened, enlarged and multiplied the problems:

  1. New fields of translation activity such as children’s books, simultaneous interpretation, films and television, all burgeoned and required a great many more translators while presenting special difficulties.3


Approccio semiotico alla teoria della traduzione

Aleksandr Ljudskanov

 

L’autore è direttore del progetto di Traduzione Meccanica e Linguistica Matematica presso l’Istituto di Matematica della Accademia Bulgara delle Scienze e insegna all’Università di Sofia. Il testo di questa conferenza è stato scritto e tradotto dal francese da Brian Harris della Scuola per traduttori e interpreti della University of Ottawa.

 

Condizioni

Nel secolo scorso il principio che dominava gli scritti sulla traduzione era quello di “traduzione adeguata”.1 Una traduzione adeguata richiede la riproduzione sia del contenuto che della forma.2 E’ un buon principio, ma difficile da applicare. I problemi della traduzione adeguata hanno tenuto viva l’attenzione di teorici della traduzione e di linguisti, e hanno condizionato la letteratura sul tema fino agli anni successivi al dopoguerra. La problematica veniva discussa, ma non risolta.

Nel frattempo erano sorte tre nuove importanti condizioni che avevano aggravato, ingrandito e moltiplicato i problemi:

  1. Si sviluppavano nuovi campi dell’attività traduttiva come libri per bambini, interpretazione simultanea, film e la televisione che richiedevano molti più traduttori e presentavano particolari difficoltà.3
  2. Whereas translation on a large scale had been confined to natural languages (LN), the advent of the computer introduced much translation between artificial languages (LA →LA’) and between the two types (LN ↔LA).
  3. For the first time, the attempts at machine translation (TM) introduced a change in the nature of the translator.


The problems can be discussed under three headings: practical, theoretical, and metatheoretical.

Examples of Practical Problems

  1. What to do about idioms with internal images (metaphors), e.g., English “carrying coals to Newcastle” vs. French “porter l’eau à la mer?”
  2. Likewise proper names with internal images, e.g., “Sobakeevich” in Gogol’s Dead Souls, from ‘sobaka’ = dog. Transliterate and lose the image? Translate the image and make a proper name unrecognizable?
  3. Personification. There is a Russian folktale in which the Old Year is personified as an old man, Russian ‘god’ being masculine; but ‘year’ is feminine in Bulgarian, so do we translate the old man into an old woman?
  4. Systems of description of the physical world, e.g., ‘kms’ vs. ‘miles’. Should we translate them?
  5. Historical colouring. Ought we to preserve it, even add to it when the text is an old one?
  6. Mentre la traduzione su larga scala era stata confinata ai linguaggi naturali (LN), l’avvento del computer introdusse molta traduzione tra linguaggi artificiali (LA → LA’) e tra i due tipi di linguaggi (LN ↔ LA).
  7. Per la prima volta i tentativi di traduzione meccanica introducevano un cambiamento nella natura del traduttore.

 

Questi problemi possono essere divisi in tre orientamenti: pratico, teorico e metateorico.

Esempi di problemi pratici

  1. Cosa fare con le frasi idiomatiche contenenti immagini (metafore), es.: inglese “carrying coals to Newcastle” versus francese “porter l’eau à la mer?” [in italiano: “portare acqua al mare”, “portare vasi a Samo” n.d.T.]
  2. Stessa questione con i nomi propri contenenti immagini, es.: “Sobakevič” in Anime morte di Gogol’, da “sobaka”= cane. Traslitterarli e perdere l’immagine? Tradurre l’immagine e creare un nome proprio irriconoscibile?
  3. Personificazione. C’è un racconto popolare russo in cui l’Anno Nuovo è rappresentato come un vecchio, “Dio” in russo è maschile; ma “anno” in bulgaro è femminile, quindi lo traduciamo come un uomo anziano o una donna anziana?
  4. Sistemi di descrizione del mondo fisico, es., “km” versus “miglia”. Dobbiamo tradurli?
  5. Colorito storico. Dovremmo mantenerlo o addirittura aggiungerlo quando il testo è vecchio?

 

Examples of Theoretical Problems

1. Can we speak of a general notion of translation between LN whatever the genre of text, or must we proceed genre by genre (literary, political, or technical)?4 Our reply to this defines (i) the object of the theory and (ii) the relationship between the genres; because if there is no general theory, then they have nothing in common.

2. Some theoreticians say the degree and quality of fidelity should vary with the genre, e.g., great licence is permissible in poetry, the political genre requires middling fidelity, while the technical should be strictly faithful.

3. Some say fidelity should vary with the readership. Should a translation of Einstein for scientists be different from one for popular reading? (There have been translations of Marx as an idealist!)

4. Some say only literary translation is creative.

Savory lists some of these problems:5

  1. Should translations conserve words, or only ideas and images?
  2. Should translations read like translations or like originals?
  3. Should translations retain the author’s style or be in the translator’s?
  4. Should translations of old works read like contemporary texts, or as if they were of the author’s own period?


Esempi di problemi teorici

  1. Possiamo parlare di una nozione generale di traduzione tra LN qualsiasi sia il genere del testo (letterario, politico o tecnico), o dobbiamo procedere genere per genere?4 La nostra risposta a ciò definisce (i) l’oggetto della teoria e (ii) il rapporto tra i generi; perché se non esiste una teoria generale non hanno nulla in comune.
  2. Alcuni teorici dicono che il grado e la qualità della fedeltà dovrebbero variare a seconda del genere, es., la licenza è largamente permessa in poesia, il genere politico richiede una fedeltà media, mentre quello tecnico deve essere rigorosamente fedele.
  3. Alcuni dicono che la fedeltà dovrebbe variare a seconda del pubblico. Una traduzione di Einstein per scienziati deve essere diversa da una per il lettore comune? (In alcune traduzioni, Marx è risultato idealista!)
  4. Alcuni dicono che solo la traduzione letteraria è creativa.

Savory elenca alcuni di questi problemi:

  1. La traduzione deve mantenere le parole, o solo idee e immagini?
  2. La traduzione deve sembrare una traduzione o un originale?
  3. La traduzione deve mantenere lo stile dell’autore o quello del traduttore?
  4. Le traduzioni di testi antichi devono sembrare testi contemporanei o devono sembrare del periodo stesso dell’autore?
  5. Does the translator have any right to change or suppress?
  6. Should poetry be translated in verse, or only in prose?

 

To these I add:

7. Can we speak of translation only between LN, or between all semiotic systems?

8. Can translation be done only by humans, or also by computers?

Examples of Metatheoretical Problems

Is a science of translation at all possible? Some deny it. If it is possible, what is its object of study? Where is its place? In literature? In linguistics? Both these disciplines have claimed it. How should its taxonomy be organized? Some say by genres, others by languages, and so on.

Most contemporary theory does not reply to these questions, an what replies it does give are unsatisfactory. Why so? There are two main reasons. First, there is obviously the complexity of the phenomenon. The basic shortcoming, however, is that most writers do not deduce replies from an analysis of the translation process itself but from other fields, e.g., aesthetics, psychology, even politics.

So I shall try to propose a systematic reply by analysis of the translation process itself. An attempt to describe the process in full would of necessity be lengthy, so the presentation here will be limited to three problem areas:

 

  1. Il traduttore ha diritto a operare cambiamenti o eliminare?
  2. La poesia deve essere tradotta in versi o solo in prosa?

A questi io aggiungo:

  1. Possiamo parlare di traduzione solo tra LN, o fra tutti i sistemi semiotici?
  2. La traduzione può essere fatta solo dall’uomo, o anche dal computer?

Esempi di problemi metateorici

È possibile una scienza della traduzione in sé? Alcuni lo negano. Se è possibile, qual è l’oggetto del suo studio? Dove si colloca? Nella letteratura? Nella linguistica? È stata rivendicata da entrambe queste discipline. Come dovrebbe essere organizzata la sua tassonomia? Alcuni dicono per generi, altri per lingue e così via.

La maggior parte della teoria contemporanea non risponde a queste domande, e quando dà delle risposte lo fa in modo insoddisfacente. Perché? Ci sono due ragioni principali. In primo luogo c’è ovviamente la complessità del fenomeno. Il difetto principale, comunque, è che la maggior parte degli autori non deduce le risposte da un’analisi del processo traduttivo stesso, ma da altri campi, ad esempio estetica, psicologia e addirittura politica.

Quindi proverò a proporre una risposta sistematica attraverso l’analisi dello stesso processo di traduzione. Un tentativo di descrivere questo processo per intero sarebbe necessariamente lungo, perciò qui la presentazione si limiterà a tre aree problematiche:

 

1. A linguistic description of the surface of the translation process;

2. The semiotic concept;

3. The deep semiotic-semantic process.

Linguistic Description

In this I shall follow a trivial line of reasoning, for which the starting point is a logical schema of monolingual communication as commonly found in information theory (figure 1). Therefore the aim of monolingual communication is to transmit a constant I. The sine qua non is that S and S’ know some language in common. If not, obviously the same objective cannot be achieved by an implementation of this model as it stands. We would have to insert a transformer between M and M’, either human or computer.

So far this is indeed trivial, but the conclusions we may draw are important:

1. The translation process is a linguistic activity, because of the place the transformer occupies between RC and RC’.

2. The cybernetic objective of the process is to create the necessary conditions for attaining, in bilingual circumstances, the same objective as monolingual communication, i.e., to transmit constant information.

From this much we can define the linguistic surface level of the translation process in terms of the model:

 

  1. Una descrizione linguistica della superficie del processo di traduzione;
  2. La concezione semiotica;
  3. Il processo semiotico-semantico profondo.

Descrizione linguistica

In questo ho seguito una linea di ragionamento banale, secondo la quale il punto di partenza è uno schema logico di comunicazione monolingue, come se ne trovano facilmente nella teoria dell’informazione (figura 1). Quindi lo scopo della comunicazione monolingue è la trasmissione di una costante I. La conditio sine qua non è che S e S’ conoscano una lingua comune. In caso contrario, ovviamente, lo stesso obiettivo non può essere raggiunto attraverso un’applicazione del modello così com’è. Dovremmo inserire un trasformatore, umano o computerizzato, tra M e M’.

Fin qui è veramente banale, ma le conclusioni che possiamo trarre sono importanti:

  1. Il processo traduttivo è un’attività linguistica in virtù del luogo del trasformatore tra RC e RC’.
  2. L’obiettivo cibernetico del processo è creare le condizioni necessarie al conseguimento, in circostanze bilingui, dello stesso obiettivo della comunicazione monolingue, cioè trasmettere un’informazione costante.

Questo ci permette di definire il livello linguistico superficiale del processo traduttivo per quanto riguarda il modello:

 

Translation LN→ LN’ is a creative process, consisting of the transformation of the units of language RC, in which is encoded the sender’s message M, into units of another language RC’, reproducing so far as possible a constant information I=I’.

This definition provides answers to some earlier questions:

1. We can speak of a general model of translation. It is always as in the modified version of figure 1, i.e., with a transformer between RC and RC’.

2. Therefore the three traditional genres are only subclasses of a general class, and their characteristics are not in complementary distribution as some writers put them (e.g., literary-creative vs. technical-mechanical).

3. Therefore the degree of fidelity to be aimed at is always the same, contrary to what some writers claim, because the aim of the process is always the same.

 

Sender

(S)

Information formulated to send

(I)

Message

(M)

ChannelM’    I’→

Receiver

(S’)

.

.

.

.

.

 

.

.

.

 

.

.

 

.

.

.

.

.

(RC’)

.

Extralinguistic ‘Reality’

(R)

Rules & Code Book

(RC)

Modified world image

(R’)

(=Competence/Lexicon)

           Figure 1

 

 

 

 

La traduzione LN → LN’ è un processo creativo che consiste nella trasformazione delle unità del linguaggio RC, in cui è codificato il messaggio M dell’emittente, in unità di un altro linguaggio RC’, che riproduce il più possibile un‘informazione costante I = I’.

Questa definizione fornisce risposte ad alcune questioni precedenti:

  1. Possiamo parlare di un modello generale di traduzione. È sempre come nella versione modificata della figura 1, cioè con un trasformatore tra RC e RC’.
  2. Perciò i tre generi tradizionali sono solo sottoclassi di una classe generale, e le loro caratteristiche non hanno la distribuzione complementare che alcuni autori gli attribuiscono (es. letterario-creativo versus tecnico-meccanico).
  3. Quindi il grado di fedeltà a cui si ambisce è sempre lo stesso, contrariamente a ciò che sostengono alcuni autori, perché lo scopo del processo è sempre lo stesso.

 

Emittente

(S)

Informazione formulata

(I)

Messaggio

(M)

CanaleM’    I’→

Ricevente

(S’)

.

.

.

.

.

 

.

.

.

 

.

.

 

.

.

.

.

.

(RC’)

.

“Realtà “ extralinguistica

(R)

Libro di regole

 e codici (RC)

          Immagine del mondo modificata

 

(R’)

(=Competenza/Lessico)

           Figura 1

 

 


The Semiotic Concept

All the modern theoreticians describe only LN→ LN’, and so have I up to this point. But present-day practice shows us translation between artificial languages (LA→ LA’). Hence we must ask ourselves: Is translation limited to LN, or is it much wider in scope? It is the analysis of this question which has led me to the semiotic concept of translation.

First, however, it is necessary to point out that although general semiotic theory has introduced many very abstract notions, e.g., ‘sign’, ‘sign-system’ (=code), ‘information’, ‘message’; it does not provide the concept of semiotic transformation, though such transformations certainly exist. This gap in the elements of our theoretical apparatus needs to be filled.

To that end I have analysed many information processes, e.g., sending a cable, visual perception, hearing aids, decimal to binary notation, passage from deep to surface linguistic structures, the genetic code, human memory, mathematical transcriptions, etc. Some of them are relatively simple: for instance sending a telegram, where a message M coded in LN is transformed symbolically into a message M’ in universal (‘International’) Morse code, and the transformation would be utterly useless if a constant information I were not preserved. Other examples are much more complex, but lead me to the same general conclusion: All these processes are of like nature, viz., a transformation of symbols that preserves information. From this, two fundamental assertions follow:


La concezione semiotica

Tutti i teorici moderni descrivono solo LN → LN’, e così ho fatto anche io fino a questo punto. Ma la pratica odierna [del 1975 n.d.T.] ci mostra traduzioni tra linguaggi artificiali (LA → LA’). Pertanto dobbiamo chiederci: la traduzione è limitata a LN, o ha un campo di azione molto più ampio? È l’analisi di questa domanda che mi ha portato alla concezione semiotica della traduzione.

Innanzitutto, comunque, è necessario sottolineare che nonostante la teoria semiotica generale abbia introdotto una grande quantità di nozioni molto astratte, es. “segno”, “sistema-segnico” (= codice), “informazione”, “messaggio” non fornisce il concetto di trasformazione semiotica, sebbene tali trasformazioni esistano senza ombra di dubbio. Questa lacuna tra gli elementi del nostro sistema teorico deve essere colmata.

A questo scopo ho analizzato molti processi informativi, es., invio di un telegramma, percezione visiva, apparecchi acustici, notazione da decimale a binaria, passaggio da strutture linguistiche profonde a superficiali, codice genetico, memoria umana, trascrizioni matematiche ecc. Alcuni di questi sono relativamente semplici: ad esempio l’invio di un telegramma, in cui un messaggio M codificato in LN è trasformato simbolicamente in un messaggio M’ in codice universale (“internazionale”) Morse, e la trasformazione sarebbe del tutto inutile se non si preservasse l’informazione costante I. Altri esempi sono molto più complessi, ma mi portano alla stessa conclusione generale:

1. The surface description of LN→ LN’ already given is analogous to all these other examples.

2. Hence there is the possibility, nay, the necessity, of introducing the concept of semiotic transformation (TS). The concept might be formalized, but it will suffice for the moment to define it informally as follows:

TS’s are replacements of the signs encoding a message by signs of another code, preserving (so far as is possible in the face of entropy) invariant information with respect to a given system of reference.

Now for some further general conclusions, which at the same time constitute replies to metatheoretic problems:

1. A science of translation is possible.

2. This science must be a general theory of semiotic transformations. (This settles the science’s object of study.)

3. Its place is in semiotics, not linguistics, literature, etc.

4. The definition just stated provides a basis for deductive classification of the types of TS: since it is a matter of translation between codes, classification will be by type of code. Such a taxonomy looks like figure 2.

 

 

La descrizione superficiale di LN → LN’ data è analoga a tutti questi altri esempi.

  1. Quindi vi è la possibilità, anzi, la necessità di introdurre il concetto di trasformazione semiotica (TS). Si potrebbe formalizzare il concetto, ma per il momento basterà definirlo in maniera informale in questo modo:

La trasformazione semiotica è la sostituzione dei segni che codificano un messaggio con segni di un altro codice, preservando (il più possibile, malgrado l’entropia) l’informazione invariante rispetto a un sistema di riferimento dato.

Ora come ulteriori conclusioni generali, che allo stesso tempo costituiscono risposte a problemi metateorici:

  1. Una scienza della traduzione è possibile.
  2. Questa scienza deve essere una teoria generale delle trasformazioni semiotiche (Ciò chiude il problema circa l’oggetto di studio della scienza).
  3. Il suo posto è nella semiotica, non nella linguistica o nella letteratura ecc.
  4. La definizione appena data fornisce la base per una classificazione deduttiva dei tipi di TS: dal momento che si tratta di una questione di traduzione fra codici, la classificazione avverrà per tipo di codice. Una tassonomia di questo tipo ha l’aspetto della figura 2.

 

It should be noted in favour of this taxonomy that:

1. It is deductive;

2. It descends in orderly progression from genus to species;

3. It is an open-ended and prognostic classification into which other types can be introduced eventually, e.g., extraterrestrial languages.

Thus far I have laid the basis for a taxonomy of semiotic transformations by domains, and replied to questions about the place of translation theory, the possibility of such theory as a science, and whether it applies only to LN.

 

L L’
LB LB’ LV LV’ LB LV
LA LA’ LN LN’ LA LN
LNS LN’S
LNSP LN’SP LNSG LN’SG LNSP LNSG

Figure 2

KEY:

L            The most general notion of code.

LB                  The class of non-verbal codes.

LV            The class of verbal codes, natural or artificial.

LA            The class of artificial languages (e.g., programming, logic, math).

LN            The class of natural languages.

LNS            The class of stylistic subcodes of LN.

LNG            The class of graphic realizations of LN.

LNP            The class of phonetic (oral) realizations of LN.

 

The Deep Semiotic-Semantic Process

The divisions in this process include analysis (=recognition, decoding) and reference.

Analysis. It is said that to translate one must ‘understand’. True enough, but what does that mean? There are two notions of understanding: the substantive and the linguistic.

 

A vantaggio di questa tassonomia occorre osservare che:

  1. è deduttiva;
  2. discende in progressione ordinata dal genere alla specie;
  3. è una classificazione di previsione con finale aperto, in cui alla fine si possono introdurre altri tipi, es. lingue extraterrestri.

Finora ho gettato le basi per una tassonomia delle trasformazioni semiotiche secondo domini, e ho risposto a domande sul luogo occupato dalla teoria della traduzione, sulla possibilità di tale teoria come scienza e se questa sia applicabile solo a LN.

 

L L’
LB LB’ LV LV’ LB LV
LA LA’ LN LN’ LA LN
LNS LN’S
LNSP LN’SP LNSG LN’SG LNSP LNSG

Figura 2

Legenda:

L            Il concetto più generale di codice

LB                  La classe di codici non verbali

LV            La classe di codici verbali, naturali o artificiali

LA            La classe di linguaggi artificiali (es. programmazione, logica, matematica)

LN            La classe di linguaggi naturali

LNS            La classe di sottocodici stilistici di LN

LNG            La classe di realizzazioni grafiche di LN

LNP            La classe di realizzazioni fonetiche (orali) di LN

 

Il processo semiotico-semantico profondo

Le divisioni all’interno di questo processo includono analisi (= riconoscimento e decodifica) e riferimento.

Analisi. Si dice che per tradurre si debba “capire”. Abbastanza vero, ma cosa vuol dire? Ci sono due concetti di comprensione: quella sostantiva e quella linguistica.

Substantive understanding is the identification (= categorization) of a new piece of information by means of information already stored.

Linguistic understanding (in the broadest sense of L) is a prerequisite of substantive identification, and amounts to choice between significations of units of the entry language in a given context.

Take, as an example, La masse était grande. It is not fully understandable because there are two significations (actually more than two): ‘physical mass’, ‘mass of people’. The polysemy of linguistic units hampers understanding and obliges a choice in context.

So translation requires linguistic understanding, which requires choices, and the choices must be based on certain information which I call ‘information necessary for translation’ (ITN). This is information which translators must already possess or be able to acquire in order to make coherent choices. The composition of ITN is:

ITN = ITNB + ITNS
Necessary Information = Basic Information + Supplementary Information

 

ITN is information in the language unit itself. ITNS is that part of ITN not in ITNB. It is, for example, the information needed to decide between the several significations of masse listed in the dictionary.

 

 

La comprensione sostantiva è l’identificazione (= categorizzazione) di un nuovo pezzo di informazione mediante informazioni già registrate.

La comprensione linguistica (nel senso più ampio di L) è un prerequisito dell’informazione sostantiva, e corrisponde a una scelta tra significati di unità della lingua emittente in un contesto dato.

Prendiamo, come esempio, La masse était grande. Non è del tutto comprensibile perché ci sono due significati (in realtà più di due): «massa fisica» , «massa di persone». La polisemia di unità linguistiche ostacola la comprensione e obbliga a una scelta secondo il contesto.

Quindi la traduzione richiede una comprensione linguistica, che richiede delle scelte che devono basarsi su determinate informazioni che io chiamo «informazioni necessarie alla traduzione» (ITN). Queste sono informazioni di cui i traduttori devono già essere in possesso o che devono essere in grado di acquisire per fare delle scelte coerenti. La composizione di ITN è:

ITN = ITNB + ITNS
Informazione necessaria = Informazione di base + Informazione supplementare

 

ITN è informazione nell’unità di linguaggio stessa. ITNS è quella parte di ITN non compresa in ITNB. È, ad esempio, l’informazione necessaria a decidere tra i vari significati di masse elencati nel dizionario.

 

It is the acquisition of ITNS that is the most difficult problem for human translation (TH) and machine translation (TM). How does TH acquire it? By (1) linguistic analysis of context, close or wide-ranging, surface or deep; or (2) extralinguistic analysis. In my example the sentence that constitutes the entire surface context of masse does nothing to resolve its ambiguity, nor would any deeper analysis help. Either we need a larger context (Dans la rue il y avait beaucoup de gens…), or else some extralinguistic information. If we do not envisage TM of literary texts at present, it is not so much because of linguistic difficulties as because of the amount of extralinguistic information needed.

The Reference System. We have seen that linguistic understanding can be described as choice between significations. But to make the choice we must be aware that it is there, e.g., be able to recognize masse as having two or more significations and to identify each of them. Logic and linguistics offer two approaches to the identification of significations, viz., the referential and the logical:

Referential identification: by the thing itself, e.g., by showing the object.

Logical identification: explanation of a sign by another sign or by a combination of sings. For this we may use signs of another language, but also signs of the same language.

 

È l’acquisizione di ITNS il problema maggiore per la traduzione umana (TH) e per quella meccanica (TM). Come viene acquisita da TH? Attraverso (1) l’analisi linguistica del contesto (co-testo), circoscritto o ampio, profondo o superficiale; o (2) l’analisi extralinguistica. Nel mio esempio la frase che costituisce l’intero contesto superficiale di masse non aiuta a risolvere l’ambiguità, così come non aiuterebbe un’analisi più approfondita. Abbiamo bisogno di un contesto più ampio (Dans la rue il y avait beaucoup de gens…) o di qualche informazione extralinguistica. Se al momento non prevediamo una TM di testi letterari, non è a causa delle difficoltà linguistiche, ma a causa della quantità di informazione extralinguistica necessaria.

Il sistema di riferimento. Abbiamo visto che la comprensione linguistica può essere descritta come scelta tra significati. Ma per fare questa scelta dobbiamo essere coscienti che essa esiste, es. essere in grado di riconoscere masse come avente due o più significati e identificare ognuno di essi. La logica e la linguistica offrono due approcci all’identificazione di significati, e cioè quello referenziale e quello logico:

Identificazione referenziale: attraverso la cosa in sé, es. mostrando l’oggetto.

Identificazione logica: spiegazione di un segno mediante un altro segno o una combinazione di segni. Per questo tipo di identificazione potremmo usare segni di un altro linguaggio, ma anche segni dello stesso linguaggio.

 

In both cases, identification is by reference to something. Therefore the translator must identify meaning by reference to something. This ‘something’ is his ‘system of reference’. For translators and all bilinguals, this system is a metalanguage in which must be encoded knowledge of LN and LN’ and of the reality reflected in both of the LN (see figure 3).

Some such conceptual metalanguage is crucial to the theory of translation, since only in a nonambiguous metalanguage can we fix for study the I (information) that is being translated. However, within the limits of this paper I can do no more than refer you to my book.6 My final conclusions are these:

1. The formula ITN= ITNB+ ITNS determines the crucial aim of all TM research, which is to automate acquisition of ITNS.

2. It can partly predict the present potential of TM, because it is only insofar as the computer can accumulate this information that it is theoretically capable of translating.

3. It shows the creative character of all genres of LN = LN’, because all translation requires choice, the choices are not entirely determined by ITNB or even ITN, and free choice is creativity.

 

In entrambi i casi, l’identificazione avviene mediante il riferimento a qualcosa. Perciò il traduttore deve identificare il significato in riferimento a qualcosa. Questo “qualcosa” è il suo “sistema di riferimento”. Per i traduttori e le persone bilingui, questo sistema è un metalinguaggio in cui bisogna codificare la conoscenza di LN e LN’ e della realtà riflessa in entrambi LN (vedi figura 3).

Una parte di questo metalinguaggio concettuale svolge un ruolo fondamentale nella teoria della traduzione, dal momento che solo in un metalinguaggio non ambiguo possiamo stabilire, ai fini dello studio, l’informazione (I) che viene tradotta. Tuttavia, entro i limiti di questo studio non posso fare altro che rimandare al mio libro.6 Le mie conclusioni finali sono le seguenti:

  1. La formula ITN =ITNB + ITNS determina lo scopo fondamentale di tutta la ricerca sulla TM, che consiste nell’automatizzare l’acquisizione di ITNS.
  2. Questa formula è in grado di predire in parte l’attuale potenziale di TM, perché è solo nella misura in cui il computer riesce ad accumulare queste informazioni che è teoricamente capace di tradurre.
  3. Questa formula mostra l’aspetto creativo di tutti i generi di LN = LN’, perché ogni traduzione richiede scelta, le scelte non sono interamente determinate da ITNB e neanche da ITN, e la libera scelta è creatività.

 

 

Units of natural metalanguage →

(or artificial intermediate

language of TM)   000       …..     …….

.

.

.

   …

Units of LN

XXX   YYY← Units of LNFigure 3

 

 

NOTES

1. One way to write history is to slice the flux of happenings into periods. We may divide the history of the theory of translation into the following periods. Each advance was brought about by an extension of the kinds of text (genres) that had to be translated.

a) Literal translation: 1000 B.C. to Middle Ages. Religious texts, considered sacred. The effect was word-for-word. (“When I translate the Greeks, except for the Scriptures, in which even the order of the words holds a mystery, I do not translate word for word.” – St. Jerome [emphasis added].) Such translations were difficult to understand, but it was assumed they would be interpreted by priests.

b) Translation of meaning with little consideration for form. Commercial and legal texts. Often attributed to Cicero, who spoke of not rendering the words themselves but rather their “weight,” i.e., the ‘signifieds’ not the ‘signifiers’. But in neglecting form, this kind of translation also ignored the functions of the form.

 

 

 

Unità di metalinguaggio naturale → (o linguaggio artificiale di intermediazione di TM) 0 0 0
. . . . .
. . . . . . .

.

.

.

. . .

Unità di LN

X X X Y Y Y ← Unità di LN
Figura 3

 

NOTE

  1. Uno dei modi di scrivere la storia è suddividere il flusso di avvenimenti in periodi. Potremmo ripartire la storia della teoria della traduzione nei seguenti periodi. Ogni progresso è dovuto a un ampliamento dei tipi di testi (generi) da tradurre.

a)    Traduzione letterale: dal 1000 a.C. al Medioevo. Testi religiosi, considerati sacri. L’effetto era una traduzione parola per parola. (“Quando traduco i Greci, eccetto le Sacre Scritture, dove anche l’ordine delle parole è un mistero, non traduco parola per parola.” San Gerolamo [enfasi aggiunta]. Queste traduzioni non erano di facile comprensione ma si presumeva che sarebbero state interpretate dai preti.

b)    Traduzione a senso con poca considerazione della forma. Testi commerciali e giuridici. Spesso attribuito a Cicerone, che parlava di non rendere le parole stesse, ma il loro “peso,” cioè, il ‘signifié’, non il ‘signifiant’. Ma trascurando la forma , questo tipo di traduzione trascurava anche le funzioni della forma.

 

c) ‘Free’ translation: At its height in eighteenth-century France. Applied to translations of the classics and other belles-lettres. The justification was aesthetic, and the cultural absolutism in France was its support. Aesthetic classicism preached the concept of ideal beauty; therefore the translator should try to improve on the original in conformity with this ideal, and he had the right to make the necessary changes in the text. But of course the ‘eternal’ ideal was really the ideal of an Age and of a Culture, and so the result was to ‘nationalize’ the works translated. This was the period of Perrot d’Ablancourt’s “belles infidèles.” The style spread throughout Europe, even to Russia: Vedensky said, “Read the text, think how author would think if he lived under the same sky as us, then change.”

d) ‘Adequate’ translation: nineteenth century till now. Coincided with the new call to translate scientific and technical texts, but was helped along by changes in aesthetics; it was and is still the age of realism, concreteness, relativity according to place and time. The translator should respect the author. The aim is to preserve content and form.

Of course this periodization is grossly oversimplified and far from discrete; all the types of translation mentioned continue to be practised down to the present day, but each period is characterized by the dominance of one type.

 

c)    Traduzione “libera”: ha raggiunto il suo apice nella Francia del Settecento. Applicata alla traduzione dei classici e della narrativa in genere. La giustificazione era di tipo estetico, e in Francia era appoggiata dall’assolutismo culturale. Il classicismo estetico predicava il concetto di bellezza ideale; perciò il traduttore doveva cercare di migliorare l’originale in conformità a questo ideale, e aveva il diritto di apportare al testo i cambiamenti necessari. Ma certamente l’ideale ‘eterno’ era in realtà l’ideale di un’Epoca e di una Cultura, e di conseguenza il risultato era la localizzazione “nazionale” delle opere tradotte. Questo era il periodo delle “belles infidèles” di Perrot d’Ablancourt. Lo stile si diffuse in tutta Europa, perfino in Russia: Vedenskij disse, “Leggi il testo, pensa ciò che l’autore penserebbe se vivesse sotto il nostro stesso cielo, e poi cambia”.

d)    Traduzione “adeguata”: dal XIX secolo a oggi. Ha coinciso con la nuova esigenza a tradurre testi scientifici e tecnici, ma è stata aiutata dai cambiamenti nell’estetica; era ed è ancora l’età del realismo, della concretezza, della relatività a seconda di spazio e tempo. Il traduttore deve rispettare l’autore. Lo scopo è di mantenere contenuto e forma.

Senza dubbio questa periodizzazione è grossolanamente semplificata e non del tutto diacronica; tutti i tipi di traduzione citati continuano a essere praticati fino a oggi, ma ogni periodo è caratterizzato dal predominio di un tipo.

 

  1. More precisely the functions of the form, and only exceptionally the form itself (but see note 3)

3. For example, film dubbing and subtitling. The former has the peculiar constraint of ‘lip-synch’, the requirement that an oral translation should match the lip movements of the original; the latter requires that the written translations in the subtitles be very condensed because the writing is restricted to a line or two at the bottom of the screen and must stay in view long enough for the audience to read it after they have grasped the visual that it accompanies.

4. These are the traditional genres mentioned in writings about translation.

5. T. Savory, The Art of Translation. New and enlarged ed. (London: Cape, 1968).

6. Preveždat čovekat i mašinata. (Sofia: Nauka i Iskustvo, 1968). Translated as: 1) Traduction humaine et traduction mécanique, trans. author, 2 vols. (Paris: Dunod, 1969); 2) Mensch und Maschine als Übersetzer, trans. G. Jäger and H. Walter (Halle: Niemeyer, 1972; West German ed. Munich: Hueber, 1974). Polish and English translations in preparation.

 

  1. Più precisamente le funzioni della forma, e solo in via eccezionale la forma stessa (ma vedi nota 3).
  2. Ad esempio il doppiaggio e il sottotitolaggio dei film. Il primo ha la particolare limitazione della ‘sincronizzazione labiale’, la necessità che una traduzione orale corrisponda ai movimenti labiali dell’originale; il secondo necessita che le traduzioni scritte nei sottotitoli siano molto condensate perché la scrittura è limitata a una riga o due in basso sullo schermo e deve essere vista dal pubblico abbastanza a lungo da poter essere letta dopo aver colto la visuale che la accompagna.
  3. Questi sono i generi tradizionali citati negli scritti sulla traduzione.
  4. T. Savory, The Art of Translation. Nuova edizione ampliata (London: Cape, 1968).
  5. Preveždat čovekat i mašinata. (Sofia: Nauka i Iskustvo, 1968). Tradotto come: 1) Traduction humaine et traduction mécanique, tradotto dall’autore, due volumi (Paris: Dunod, 1969); 2) Mensch und Maschine als Übersetzer, tradotto da G. Jäger e H. Walter (Halle: Niemeyer, 1972; edizione Germania occidentale Monaco: Hueber, 1974). Traduzioni inglese e polacca in preparazione.

 

Riferimenti bibliografici

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http://www.mshs.univ-poitiers.fr/Forell/CC/00Sommaire.html

JAKOBSON ROMAN, 1959 On Linguistic Aspects of Translation, in Jakobson 1987: 428-435. Traduzione: Aspetti linguistici della traduzione. In: Saggi di linguistica generale, Milano, Feltrinelli, 1983 (1966): 56-64.

LJUDSKANOV ALEKSANDER, Preveždat čovekat i mašinata, Sofia, Nauka i Iskustvo, 1968.

LJUDSKANOV ALEKSANDER, Traduction humaine et traduction mécanique, Paris, Dunod, 1969.

OSIMO BRUNO, 2002 Storia della traduzione. Riflessioni sul linguaggio traduttivo dall’antichità ai contemporanei, Milano, Hoepli, 2002, ISBN 88-203-3073-3.

OSIMO BRUNO, Propedeutica della traduzione. Corso introduttivo con tavole sinottiche, Milano, Hoepli, 2001.

PASKALEVA ELENA, Aleksandr Ljudskanov, in Early Yeras in Machine Translation, a cura di W. Joshn Hutchins, Benjamins, Amsterdam/Philadelphia 2000, isbn 90 272 4586 x, p.361-376

PEIRCE CHARLES SANDERS, 1866-1913 The Collected Papers of Charles Sanders Peirce, vol. 1-6 a cura di Charles Hartshorne and Paul Weiss, vol. 7-8 a cura di Arthur W. Burks, Cambridge (Massachusetts), Harvard University Press, 1931-1935, 1958.

POPOVIČ ANTON, 1975 Problemy hudožestvennogo perevoda (Teória umleckého prekladu), traduzione dallo slovacco di I. A. Bernštejn e I. S. Černjavskaja, Moskvà, Vysšaja škola, 1980.

REVZIN ISAAK IOSIFOVIČ, 1977 Sovremennaja strukturnaja lingvistika. Problemy i metody, Moskvà, Nauka.

 

Language, Mind and Reality: Attualità e attualizzazione di un saggio di B. Lee Whorf ANNALISA SOLINAS Civica Scuola Interpreti Traduttori «Altiero Spinelli»

 

Civica Scuola Interpreti e Traduttori

Relatore Prof. Bruno OSIMO

Diploma in Scienze della Mediazione Linguistica Inverno 2006

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© Benjamin L. Whorf, 1956
© Per l’edizione italiana Annalisa Solinas, 2006

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ai miei genitori Claudia e Demetrio

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Abstract

L’idea di questa tesi è nata da un interesse personale per la teoria del relativismo linguistico e più in generale, per le riflessioni sul tema della parola, del suo ruolo e della sua influenza sul pensiero e sul ragionamento umano. La presente tesi consiste dunque nella traduzione in italiano del saggio Language, Mind and Reality di Benjamin L. Whorf, padre della teoria del relativismo linguistico, meglio nota come ipotesi di Sapir-Whorf.

Nella prefazione è stato introdotto brevemente il tema, accennando ad alcuni pensatori che se ne sono occupati. Poiché uno dei temi principali del saggio è il condizionamento cui è aconsciamente sottoposto il pensiero da parte degli schemi linguistici, e il concetto di giudizio arbitrario che sta alla base del nostro dare i nomi alle cose, tra gli altri è citato il filosofo tedesco Kant, con i suoi a priori dell’intelletto e l’idea della conoscenza come inevitabilmente mediata, a partire dalla percezione stessa, da schemi mentali, o categorie che possediamo dalla nascita.

Nella seconda parte è stato fatto un breve riassunto dei contenuti del saggio, e una rapida introduzione sull’autore e sul contesto in cui è stata scritta l’opera: si tratta di un saggio di linguistica, scritto per una rivista teosofica, in cui Whorf, prendendo ad esempio le particolarità di alcune lingue non indoeuropee da lui studiate, come il hopi, il giapponese, l’algonchino e il chichewa (la lingua degli zulu africani), dimostra come la visione e l’analisi della realtà che emergono da lingue così lontane dalle nostre, e parlate da culture considerate “primitive”, abbiano in realtà moltissimo da insegnarci, e potrebbero aprirci prospettive nuove e impensate. Il fatto inoltre che il nostro pensiero sia aconsciamente in balia degli schemi linguistici fa cadere ogni pretesa di oggettività o di analisi definitiva della realtà. L’invito di Whorf all’Occidente, «se sopravvivrà all’attuale ondata di barbarie», è quello di deporre ogni arroganza e ad assumere un atteggiamento di continua ricerca e di apertura e dialogo con le altre culture, unici veri presupposti per un progresso dell’umanità.

Nella terza parte infine è stata fatta una breve analisi traduttologica del prototesto, con l’individuazione delle dominanti principali, del lettore modello e della strategia traduttiva adottata: quest’ultima, trattandosi l’originale di un classico della linguistica, è stata fatta con l’idea di fornire una traduzione “di servizio”, che aiutasse il lettore a capire l’autore e la sua personalità, evitando quindi l’omogeneizzazione dello stile o la semplificazione in nome della scorrevolezza. Sono stati inoltre illustrati alcuni dei problemi principali emersi durante la traduzione, in particolare quelli legati alla natura di saggio linguistico dell’opera.

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English abstract

The purpose of this thesis is to investigate the subject of the linguistic relativity theory and, more in general, of the role and influence of language on human thought and reasoning. I chose to do this by translating into Italian the essay Language, Mind and Reality by Benjamin L. Whorf, who is considered the father of the linguistic relativity theory, or Sapir-Whorf hypothesis.

In the first part of the preface I have made a brief introduction on the subject, also citing some authors who have dealt with the subject itself. As one of the main ideas of the essay is the conditioning to which human thinking is unconsciously exposed due to the linguistic patterns of its own language, and the totally arbitrary judgement on which our name-giving is based, I have also cited the German philosopher Kant, with his a priori categories and the idea of knowledge, and even experience itself, as something inevitably determined by mental patterns already naturally present in our mind.

In the second part of the preface I have made a summary of the contents of the essay and an introduction to the author and the circumstances in which the work was written. This linguistics essay was written in the 1940 for a theosophical magazine. Making many different examples of words and patterns of non-Indo-European languages like Hopi, Japanese, Chichewa and so on, and comparing them with English, Whorf shows how the view of the world and the analysis of reality that emerge from the patterns of these languages, no matter how uncultivated their speakers, can be as logical as ours, if not sometimes more scientific. The fact that we all are unconsciously controlled by the unbreakable patterns of our own language is a lesson of humility, and should bring us to put aside any claim of objectivity. Whorf’s exhortation to the Western civilization is, if it should survive “the present welter of barbarism”, to forsake its illusion of having reached a final analysis of reality and take on a new, more open attitude, one of constant search and dialogue with the other cultures, which is the only way that can lead to the true progress of humanity.

In the third and final part I have carried out a brief analysis of the source text and of its main characteristics, on which the choice of the translation techniques has been based, and a description of the target reader. I have also illustrated some of the main problems I had to face during the translation process, particularly those related to the fact that I was dealing with an essay on linguistics.

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Abstrakt auf Deutsch

Das Ziel meiner Arbeit war ursprünglich, das Thema des sprachlichen Relativismus und genereller, der Rolle und des Einflusses der Sprache auf das menschliche Denken. Ich habe also den Aufsatz Language, Mind and Reality von Benjamin L. Whorf, der als Vater der Theorie des sprachlichen Relativismus bzw. der Sapir-Whorf Hypothese gilt, ins Italienische übersetzt.

Im ersten Teil des Vorworts habe ich eine kurze Einführung in das Thema gegeben, und einige Autoren genannt, die sich damit beschäftigt haben. Da eines der Hauptthemen des Aufsatzes die Konditionierung ist, der unseres Denken durch die Strukturen unserer Sprache unterworfen ist, und das völlig willkürliche Urteil, nach dem wir den Dingen Namen zuteilen, habe ich unter den anderen den deutschen Philosophen Kant zitiert, mit seinen a priori Kategorien und seiner Idee dass die Erkenntnis, und die Erfahrung selbst, unausweichlich von Formen, die schon von Natur aus in unserem Verstand liegen, bestimmt sind.

Im zweiten Teil habe ich den Inhalt des Aufsatzes kurz zusammengefasst, und eine kleine Einführung zum Autor gegeben und die Umstände erklärt, unter denen dieses Werk geschrieben und veröffentlicht wurde. Language, Mind and Reality wurde zum ersten mal in den 40er Jahren für eine theosophische Zeitschrift in Madras geschrieben. Durch viele verschiedene Beispiele aus der Grammatik von nicht indoeuropäischen Sprachen wie Hopi, Japanisch, Chichewa usw., und indem er sie mit dem Englischeno vergleicht, zeigt der Autor, dass die Ansicht der Welt und besonders die Analyse der Realität, die sich durch die Strukturen dieser Sprachen ergeben, auch wenn sie von völlig unkultivierten und primitiven Bevölkerungen gesprochen sind, so logisch und wissenschaftlich wie unsere sein können, wenn nicht sogar rationaler. Die Tatsache, dass uns alle nicht bewusst ist, dass unser Denken und unsere Erfahrung eigentlich von unauflösbaren sprachlichen Strukturen bestimmt sind, sollte eine Lektion in Demut für uns sein, und uns dazu bringen, unsere falschen Objektivitätsansprüche aufzugeben. Die Aufforderung Whorfs an die westliche Kultur lautet, sie solle, wenn sie die jetzige „Welle von Barbarei“ überleben will, ihre Illusionen fallen lassen, eine endgültige Analyse der Realität erreicht zu haben, und eine neue, offenere Einstellung des ständigen Suchens und des interkulturellen Dialogs einzunehmen, die die einzige Voraussetzung für den echten Fortschritt der Menschheit sei.

Im dritten Teil schlieβlich habe ich eine kurze Analyse des Ausgangstextes und seiner wichtigsten Merkmale, nach denen ich meine Übersetzungsstrategie gewählt habe, und eine Bestimmung meines Ziellesers vorgenommen. Auβerdem habe ich einige der Hauptprobleme illustriert, auf die ich beim Übersetzen gestoβen bin, und besonders die mit der sprachwissenschaftlichen Natur des Ausgangstextes verbundenen Probleme.

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We must find out more about language!

Benjamin L. Whorf

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Prefazione

«In principio era la Parola, la Parola era con Dio e la Parola era Dio». Chi sa qualcosa di teologia, o semplicemente è andato a catechesi da ragazzino, sa che nell’incipit del suo vangelo, Giovanni si riferisce a Gesù, e non solo alla «parola» intesa come la intendiamo comunemente oggi. Ma c’è stato chi si è interrogato sul significato dell’uso del termine logos (anche: «parola») per indicare il Figlio di Dio. Nell’epistola ai colossesi, San Paolo scrive che «in Lui [Gesù] sono state fatte tutte le cose, visibili e invisibili»; nella lettera agli ebrei, è detto che «Iddio [...] ha parlato a noi mediante il suo Figliolo, [...] mediante il quale pure ha creato i mondi»; il vangelo di Giovanni afferma che per mezzo della Parola tutte le cose sono state create. La parola assurge dunque a divinità, a principio creatore. Il fatto che nella Genesi Dio crei il mondo con la parola, ponendo le cose in essere semplicemente nominandole («E Dio disse: ‘sia luce!’. E luce fu») ha fatto nascere, (soprattutto nel medioevo, ma il tema ha affascinato molti altri pensatori successivi) l’idea che il «nome» di una cosa esprima la sua «essenza», e l’ipotesi di una lingua originale, precedente alla dispersione di Babele, in cui le parole non erano vuoti segni, ma contenevano l’essenza stessa di ciò che indicavano, e avevano quindi un potere soprannaturale. È il principio alla base delle formule magiche, dello yoga della religione indù, delle teorie cabalistiche. La religione musulmana e quella ebraica vietano di pronunciare il nome di Dio. Il filosofo Eraclito di Efeso parla nei suoi scritti di un logos-principio, un’entità cosmica che è insieme la legge che governa il mondo e l’armonia superiore nella quale si risolvono gli opposti in tensione fra loro (coincidentia oppositorum), responsabili dell’eterno divenire. Il discorso del nome- essenza presuppone però l’esistenza delle “idee” delle cose: Platone descrive un iperuranio in cui hanno sede le idee, cioè le «cose in sé», le essenze che permettono l’esistenza dei singoli enti particolari; Aristotele, con i suoi concetti di forma e sostanza, postula anch’egli un’«essenza» delle cose (ciò che fa sì che una cosa sia ciò che è e non qualcos’altro) esistente ontologicamente, al di là del mondo sensibile particolare. La grande filosofia della Scolastica medievale, fondata sul cattolicesimo, sosteneva l’esistenza degli universali (i concetti generali) ovvero l’esistenza reale dei concetti che rappresentano l’unità del molteplice. Ad essa si oppose per primo William of Ockham, con la teoria del nominalismo: per Ockham solo ciò che è individuale è concreto, quindi esistono concretamente

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solo cose finite e determinate nella loro specificità individuale, le sostanze assolute non esistono, in quanto sono solo convenzioni linguistiche atte a rappresentare la molteplicità delle sostanze individuali. Sulla sua scia si pose l’empirismo inglese, con Hobbes e Locke e i loro concetti di conoscenza basata solo sull’esperienza sensibile (insieme di impressioni) e particolare, di una coscienza umana simile a un «libro bianco», priva di idee innate. Con l’empirismo arriva anche il mito della conoscenza oggettiva: quest’ultima illusione verrà poi smentita da Kant, che con le sue forme pure a priori dimostrerà come la conoscenza umana sia sempre e comunque, a partire dalla percezione stessa, mediata e ordinata da schemi pregressi che possediamo dalla nascita, dunque mai oggettiva. (Il concetto è presente anche nella moderna Gestaltpsychologie, citata fra l’altro da Whorf nel saggio Language, Mind and Reality, di cui questa tesi propone una traduzione). Il nostro conoscere è dunque già, aconsciamente, un giudizio a priori; e le parole, il nostro dare dei nomi alle cose sono l’espressione di questo nostro arbitrario catalogare la realtà.

Ma lascio queste considerazioni, per approfondire le quali occorrerebbe molto più che qualche pagina di introduzione; ho ritenuto necessario accennarle in quanto sono concetti toccati, almeno in parte, nel saggio di Whorf. Ciò che intendevo mettere in risalto, ad ogni modo, è semplicemente questo: che tutti, fin dai tempi più antichi, si sono interrogati sul potere, sul significato, sul ruolo delle parole e del linguaggio sul pensiero e il comportamento umani. E in molti, lungi dal considerare la lingua un mero strumento espressivo, hanno compreso quanto di misterioso, di oscuro, di inafferrabile possa avere. E quanto di essa, al contrario di quello che può sembrare dal momento che pare scaturire dalla nostra volontà o arbitrio, sia svincolato da noi e anzi ci condizioni aconsciamente. (Si pensi, per fare un esempio più attuale, al moderno concetto di politically correct: dobbiamo dire, anziché «disabile» «diversamente abile», perché il primo termine suggerisce una visione dell’handicappato come “mancante” di qualcosa, di una o più “abilità”. Al di là delle considerazioni sull’ipocrisia implicita in tale atteggiamento, esso dimostra come, per incoraggiare un pensiero che consideri gli handicappati non come una parte difettosa della società, si parta in primo luogo con il cambiare la loro denominazione.)

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Uno di questi pensatori fu Benjamin Lee Whorf. Laureatosi in ingegneria chimica al Massachusetts Institute of Technology nel 1918, Whorf s’interessò alla linguistica soltanto nel 1924, allorché rivolse l’attenzione allo studio dell’ebraico, affascinato dalle letture di Fabre d’Olivet e dell’ipotesi secondo cui ciascuna lettera dell’alfabeto ebraico contenesse un significato intrinseco, grazie al quale si poteva risalire ai significati nascosti e originari della Genesi. Da allora lo studioso cominciò un percorso di ricerca nel tentativo di strappare dal mero fatto linguistico il suo significato ultimo. Iniziò a interessarsi alle antiche civiltà messicane e si concentrò in particolare sulla lingua azteca, redigendone una grammatica; lo stesso fece, più tardi, con i geroglifici maya. Si iscrisse a un corso di linguistica indiano-americana tenuto da Sapir a Yale, e approfondì sempre più la conoscenza delle lingue appartenenti a questo ceppo, tra le quali c’era il hopi; approfondì inoltre le grammatiche della lingua latina, greca, ebraica, kota, shawnee, russa, taos, cinese e giapponese. Da fine grammatico e linguista qual era, Whorf seppe cogliere le particolarità di queste lingue, e le sottigliezze logiche di analisi della realtà che vi stavano dietro. Questi studi lo portano alla convinzione che per comprendere e apprezzare appieno una cultura diversa dalla propria occorre conoscere più a fondo la sua lingua, e in particolare l’analisi della realtà e la logica che vi stanno alla base, operazione fondamentale per giungere a un vero senso di fratellanza umana. «Non ci si rende sufficientemente conto che l’ideale di cooperazione e di fratellanza universale viene meno, se non include la capacità di adattarsi intellettualmente e spiritualmente ai nostri fratelli di altri paesi. L’Occidente è pervenuto a una certa comprensione emotiva dell’Oriente attraverso un tipo di approccio estetico e letterario, ma ciò non ha colmato l’abisso intellettuale; non siamo ancora arrivati a capire i tipi di pensiero logico riflessi nelle forme di pensiero scientifico o nell’analisi della natura autenticamente orientali. Ciò richiede ricerche linguistiche sulla logica delle lingue indigene, conferendo ad esse quella validità scientifica che attribuiamo alle nostre abitudini di pensiero». Così scriveva Whorf in un saggio intitolato A Brotherhood of Thought; in questo brano emerge una delle idee fondamentali del suo pensiero e lo scopo profondamente umanistico delle sue ricerche e pubblicazioni; scopo che emerge ed è anzi esplicitato nel saggio Language, Mind and Reality. Pubblicato per la prima volta su una rivista teosofica di Madras, la Technology Review, nel 1940, Language, Mind and Reality sintetizza la posizione di Whorf sull’argomento del linguaggio; nell’articolo è inoltre esposta la sua teoria più

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ardita, per la quale è famoso: la teoria del relativismo linguistico, meglio nota come ipotesi di Sapir- Whorf. Partendo da una considerazione generale sulla cultura occidentale, che Whorf afferma trovarsi in una situazione di stallo, egli passa poi ad analizzare le possibili cause di questa stagnazione. Così come i diversi linguaggi settoriali presuppongono resistenze sistematiche a punti di vista divergenti dai propri, e considerano assoluta la propria visione della realtà, diventando perciò incomprensibili gli uni agli altri («mutually unintelligible»), così l’Occidente si è cristallizzato nella propria cultura e lingua, considerando assoluti i suoi valori e i risultati scientifici e filosofici da esse scaturiti, anzi, addirittura coincidenti con l’essenza stessa della ragione. Ciò gli impedisce il superamento dei propri limiti e qualunque progresso, così come la comprensione delle altre culture e dunque la possibilità di imparare da esse. Tale comprensione, afferma Whorf, può avvenire solo grazie a un’analisi approfondita delle loro lingue, indispensabile per cogliere la visione del mondo che vi sta alla base («Linguistic knowledge entails understanding many different beautiful systems of logical analysis».). La conoscenza di analisi della realtà diverse dalla nostra potrebbe aprirci prospettive nuove e impensate. Whorf porta numerosi esempi, spaziando dal giapponese al hopi, dal chichewa (la lingua degli zulu africani) all’algonchino, e facendo raffronti illuminanti con la lingua inglese. Evidenziando la forte correlazione tra linguaggio e pensiero, Whorf ipotizza che anche le teorie scientifiche e filosofiche ne siano influenzate: non è un caso, a suo parere, che la teoria della relatività sia nata proprio in Europa: le lingue indoeuropee contengono moltissime espressioni nelle quali ci si riferisce al tempo usando termini o strutture che si riferiscono allo spazio. Il fatto che i parlanti di chichewa distinguano, a differenza nostra, fra un evento passato con conseguenze sul presente e uno che invece non ne ha più, li renderebbe, se diventassero filosofi o matematici, i nostri migliori pensatori sul tema del tempo. O ancora la distinzione fatta dagli indiani coeur d’Alene fra tre tipi diversi di forme verbali di causa efficiente potrebbe dare origine, se applicata all’osservazione scientifica, a una teoria di causalità triadica, e ad altri validi strumenti intellettuali per la ricerca scientifica. Il fatto che i parlanti chichewa operino automaticamente questa distinzione li rende degli osservatori molto più acuti di determinati aspetti del mondo; anche una volta che ci siano noti i loro schemi logici, il loro contributo ci è indispensabile, perché noi stessi non operiamo tali distinzioni automaticamente.

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L’aspetto di condizionamento aconscio della lingua sul pensiero umano è ciò che porta Whorf a formulare la sua teoria del relativismo linguistico, secondo la quale gli schemi preordinati della lingua incanalano il nostro pensare al punto che il nostro ragionare e conoscere non è mai libero e oggettivo, ma condizionato ineludibilmente dagli schemi linguistici. Ciascuna lingua segmenta il mondo in diverse parti, e a ciascuna dà un nome; ma le segmentazioni possibili sono infinite, e diverse in ogni lingua; ciascun parlante è dunque, del tutto inconsapevolmente, irretito negli schemi della sua lingua madre, e mentre crede di pensare qualcosa liberamente e poi esprimerlo in parole, meri strumenti di comunicazione, il suo pensiero è in realtà indirizzato e plasmato dalle parole e dagli schemi linguistici stessi.

Quelle di Whorf erano teorie coraggiose, rivoluzionarie, scioccanti, soprattutto per i suoi tempi: nel 1952, il Dipartimento di Stato proibì la circolazione al di fuori del Foreign Service Institute (dove era utilizzata come lettura nei corsi di linguistica) della sua prima raccolta di saggi, intitolata Four Articles on Metalinguistics. Il Dipartimento di Stato ne riconosceva l’importanza e l’utilità, ma nello stesso tempo considerava pericolose le idee espresse dall’autore, che cozzavano contro molti pregiudizi correnti degli Stati Uniti di allora, che erano quelli del maccartismo. Era certamente sovversivo affermare che popoli “primitivi” potessero aver una lingua più logica di quella della “razza eletta” dei W.A.S.P. (White Anglo-Saxon Protestants). La teoria del relativismo linguistico, poi, dopo il periodo di entusiasmo con cui venne accolta, è stata oggetto di aspre critiche, polemiche e smentite; a sua difesa, si è soltanto detto che forse non intendeva dire ciò che ha detto, che era stato malinterpretato e che la sua posizione in realtà non era così estrema.

Il desiderio di tradurre e far conoscere questo saggio non è nato dalla convinzione che la teoria di Whorf fosse esatta, né intendo stabilire qui se lo sia o meno: non lo credo importante, né avrei gli strumenti per farlo. Inoltre, dai tempi di Whorf, molti altri pensatori e linguisti si sono occupati dell’argomento, e in effetti a un lettore contemporaneo certe sue posizioni possono sembrare superate, ingenue, e in questo saggio in particolare, anche un po’ mistiche.

Ma il valore e, credo, l’attualità del suo contributo, stanno soprattutto nell’esortazione a riflettere sulla realtà con un atteggiamento libero da pregiudizi, e a porsi nei suoi confronti in modo non dogmatico, a non considerare mai nulla, nessuna teoria, religiosa, culturale, scientifica, come certa,

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assoluta, definitiva; mai nessuna cultura come superiore o più logica di un’altra. Renderci conto di quanto poco sappiamo della lingua che pure utilizziamo tutti i giorni, e quanto di essa ci sfugga e condizioni (del tutto o in parte, è lo stesso) il nostro ragionare è una lezione di umiltà. Di fronte a un Occidente fiacco e «spiritually enervated» , come lo definisce William Deresiewicz in un articolo apparso nel 2005 sul New York Times, l’invito di Whorf ad aprirsi al dialogo e alla comprensione delle altre culture e a deporre l’arroganza intellettuale per un atteggiamento di ricerca continua, unico presupposto per il vero progresso dell’umanità, è più attuale che mai.

Essendo Language, Mind and Reality un classico della letteratura della linguistica, la traduzione è stata fatta cercando di conciliare il più possibile il rispetto per lo stile e la personalità dell’autore, individuata come una delle dominanti del prototesto, e la scorrevolezza necessaria ad un saggio di natura argomentativo-persuasiva, individuata come seconda dominante dell’opera. Una delle difficoltà maggiori è stata dunque quella di evitare di “violentare” l’autore omogeneizzando lo stile, o cadendo nella tentazione di esplicitare troppo un testo che, anche solo per gli argomenti trattati, è in certi punti piuttosto arduo e oscuro. Quest’ultimo aspetto è però bilanciato da momenti di umorismo, aneddoti e interventi ironici di puro intrattenimento, tipici della saggistica anglosassone, che alleggeriscono la lettura: ho cercato di mantenere anche questo aspetto, evitando però dove possibile le appropriazioni e le standardizzazioni, per non appiattire il testo al livello di un qualunque saggio di linguistica anonimo. Un’altra difficoltà è stata quella connessa all’argomento linguistico: tradurre «la lingua che parla della lingua» ha comportato, ad esempio, dover scegliere come tradurre i numerosi esempi, tratti ovviamente dalla lingua inglese. La strategia adottata è stata di mantenere gli esempi originali, per due motivi principali. Il primo e più ovvio è l’impossibilità, in molti casi, di mantenere il senso dell’esempio traducendo le parole con il quale esso è fatto: ho dunque mantenuto quelle originali, affiancate da una traduzione tra parentesi quadre, non sempre però, per motivi di spazio e di brevità, del tutto esaurienti: d’altronde, un esempio che vuole dimostrare proprio la polisemia infinita che una parola può assumere è ben difficile da tradurre con una sola parola! Il secondo motivo è legato al lettore modello individuato, al quale ho attribuito un certo interesse filologico oltre che una certa familiarità con la lingua inglese, in tempi di globalizzazione ormai quasi scontata.

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Poiché l’autore fa moltissimi riferimenti, spaziando dalla filosofia alla fisica, dalla letteratura alla religione, dalla psicologia alla mistica indiana, una certa attenzione ho messo anche nell’uso del linguaggio e della terminologia corretti, documentandomi su testi specifici. In alcuni casi ho aggiunto delle note, laddove il riferimento, scontato per un lettore di cultura anglosassone vissuto all’epoca dell’autore, sarebbe stato invece difficile da cogliere per un lettore moderno. Le considerazioni precedenti sul lettore modello non devono far pensare che abbia tradotto esclusivamente pensando a un lettore particolarmente cólto e già edotto sulle materie trattate: dove è stato possibile senza snaturare il testo, ho cercato di limitare parole e strutture troppo ardue, in modo da rendere il saggio accessibile, almeno in parte, a un lettore con pochi strumenti ma interessato all’argomento. Quest’ultima scelta è stata fatta considerando una terza dominante dell’opera, e cioè la divulgazione di un messaggio umanitario, aspetto che oltretutto rende il saggio particolarmente interessante e attuale.

Ringraziamenti
Per la buona riuscita di questo lavoro ringrazio di cuore i miei genitori, Claudia e Demetrio, per l’affetto con cui mi hanno sostenuto e per l’aiuto prezioso nella revisione, e il mio relatore, prof. Bruno Osimo, per la pazienza, la sollecitudine e la competenza con cui mi ha seguito.

Il testo originale dal quale è stata fatta la traduzione è tratto da:
WHORF B. L. 1956 Language, Thought, and Reality. Selected Writings, a cura di John B. Carroll, prefazione di Stuart Chase, Cambridge (Massachusetts), Massachusetts Institute of Technology, 1956.

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Benjamin Whorf

LANGUAGE, MIND, AND REALITY

It needs but half an eye to see in these latter days that science, the Grand Revelator of modern Western culture, has reached, without having intended to, a frontier. Either it must bury its dead, close its ranks, and go forward into a landscape of increasing strangeness, replete with things shocking to a culture-trammeled understanding, or it must become, in Claude Houghton’s expressive phrase, the plagiarist of its own past. The frontier was foreseen in principle very long ago, and given a name that has descended to our day clouded with myth. That name is Babel. For science’s long and heroic effort to be strictly factual has at last brought it into entanglement with the unsuspected facts of the linguistic order. These facts the older classical science had never admitted, confronted, or understood as facts. Instead they had entered its house by the back door and had been taken for the substance of Reason itself.

What we call “scientific thought” is a specialization of the western Indo-European type of language, which has developed not only a set of different dialectics, but actually a set of different dialects. THESE DIALECTS ARE NOW BECOMING MUTUALLY UNINTELLIGIBLE. The term ‘space,’ for instance, does not and CANNOT mean the same thing to a psychologist as to a physicist. Even if psychologists should firmly resolve, come hell or high water, to use “space” only with the physicist’s meaning, they could not do so, any more than Englishmen could use in English the word ‘sentiment’ in the meanings which the similarly spelled but functionally different French utterance le sentiment has in its native French.

Now this does not simply breed confusions of mere detail that an expert translator could perhaps resolve. It does something much more perplexing. Every language and every well-knit technical sublanguage incorporates certain points of view and certain patterned resistances to widely divergent points of view. This is especially so if language is not surveyed as a planetary phenomenon, but is as usual taken for granted, and the local, parochial species of it used by the individual thinker is taken to be its full sum. These resistances not only isolate artificially the particular sciences from each other; they also restrain the scientific spirit

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Benjamin Whorf LINGUA, MENTE E REALTÀ

Anche a uno sguardo distratto appare oggi evidente che in questi ultimi tempi la scienza, il Grande Rivelatore della cultura occidentale moderna, è giunta, senza volerlo, a una frontiera. O deve seppellire i suoi morti, serrare le fila e procedere in un paesaggio di crescente stranezza, traboccante di cose sempre più straordinarie e scioccanti per un intelletto limitato dai condizionamenti culturali, o altrimenti diventare, per usare l’efficace espressione di Claude Houghton, «plagiari del proprio passato». La frontiera era già stata prevista, in linea teorica, molto tempo fa, e gli era stato dato un nome che è giunto fino a noi avvolto nel mito. Quel nome è Babele. Perché i lunghi, eroici sforzi fatti dalla scienza per conservarsi rigorosamente fattuale l’hanno portata alla fine a ingarbugliarsi con i fatti insospettati di ordine linguistico. Fatti con cui la vecchia scienza classica non ha mai voluto confrontarsi e che non ha mai né riconosciuto, né considerato come tali. Invece erano entrati dalla porta di servizio ed erano stati presi per la sostanza stessa della Ragione.

Ciò che noi chiamiamo «pensiero scientifico» è in realtà una specializzazione del linguaggio indoeuropeo occidentale, che ha sviluppato non solo una serie di dialettiche diverse, ma proprio una serie di dialetti diversi. QUESTI DIALETTI STANNO ORA DIVENTANDO INCOMPRENSIBILI GLI UNI AGLI ALTRI. Il termine space [spazio], ad esempio, non ha e NON PUÒ avere lo stesso significato per uno psicologo e per un fisico. Se anche tutti gli psicologi si accordassero per usare, cascasse il mondo, la parola space solo nel significato usato dai fisici, non ci riuscirebbero, tanto quanto non ci riuscirebbero degli inglesi che volessero usare la parola sentiment con lo stesso significato del termine simile nello spelling ma funzionalmente diverso le sentiment nell’originale lingua francese.

Orbene, questo non genera semplicemente confusioni su dettagli che un traduttore esperto potrebbe forse risolvere: provoca qualcosa che lascia molto più perplessi. Ogni lingua o linguaggio settoriale che sia ben sviluppato presuppone al suo interno punti di vista e una resistenza sistematica a punti di vista che divergono profondamente dai propri. Questo è vero in particolare quando la lingua non viene considerata come un fenomeno globale ma viene, come sempre, data per scontata, e una sua forma locale, provinciale, usata da un singolo pensatore, considerata come assoluta. Queste resistenze non solo creano una separazione artificiale fra le varie scienze particolari: esse inibiscono lo spirito

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as a whole from taking the next great step in development – a step which entails viewpoints unprecedented in science and a complete severance from traditions. For certain linguistic patterns rigidified in the dialectics of the sciences – often also embedded in the matrix of European culture from which those sciences have sprung, and long worshipped as pure Reason per se – have been worked to death. Even science senses that they are somehow out of focus for observing what may be very significant aspects of reality, upon the due observation of which all further progress in understanding the universe may hinge.

Thus one of the important coming steps for Western knowledge is a re-examination of the linguistic backgrounds of its thinking, and for that matter of all thinking. My purpose in developing this subject before a Theosophical audience is not to confirm or affirm any Theosophical doctrines. It is rather that, of all groups of people with whom I have come in contact, Theosophical people seem the most capable of becoming excited about ideas – new ideas. And my task is to explain an idea to all those who, if Western culture survives the present welter of barbarism, may be pushed by events to leadership in reorganizing the whole human future.

This idea is one too drastic to be penned up in a catch phrase. I would rather leave it unnamed. It is the view that a noumenal world – a world of hyperspace, of higher dimensions – awaits discovery by all the sciences, which it will unite and unify, awaits discovery under its first aspect of a realm of PATTERNED RELATIONS, inconceivably manifold and yet bearing a recognizable affinity to the rich and systematic organization of LANGUAGE, including au fond mathematics and music, which are ultimately of the same kindred as language. The idea is older than Plato, and at the same time as new as our most revolutionary thinkers. It is implied in Whitehead’s world of prehensive aspects, and in relativity physics with its four-dimensional continuum and its Riemann-Christoffel tensor that sums up the PROPERTIES OF THE WORLD at any point-moment; while one of the most thought-provoking of all modern presentations, and I think the most original, is the Tertium Organum of

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scientifico nel suo insieme dal compiere il grande passo necessario alla sua evoluzione, passo che implica la presa in considerazione di punti di vista del tutto nuovi per la nostra scienza e un taglio netto con le tradizioni. Perché determinati modelli linguistici irrigiditi nei dibattiti scientifici, spesso anche radicati nella matrice della cultura europea da cui quelle scienze sono nate, e a lungo venerati come l’essenza stessa della Ragione, sono stati logorati ed esauriti dall’uso. La scienza stessa ha la sensazione di avere come una lente sfocata attraverso cui osserva quelli che potrebbero essere aspetti molto importanti della realtà, e da un’adeguata osservazione dei quali potrebbe dipendere tutto il futuro avanzamento nella comprensione dell’universo.

Quindi uno dei prossimi passi più importanti per la scienza occidentale è un riesame del background linguistico del suo pensiero, e, del resto, di tutto il suo pensiero. Il fatto che io esponga questo argomento a un pubblico teosofico non significa che intenda né confermare né affermare nessuna delle dottrine teosofiche. Il motivo è piuttosto il fatto che di tutte le categorie di persone con cui sono entrato in contatto, i seguaci della Teosofia appaiono i più predisposti a entusiasmarsi per le idee, per le nuove idee. E il mio compito è quello di far conoscere una certa idea a tutti coloro che, se la cultura occidentale sopravvivrà all’attuale ondata di barbarie, potrebbero essere spinti dagli eventi ad assumere la guida nel riorganizzare l’intero futuro dell’umanità.

Quest’ idea è troppo drastica per essere racchiusa in uno slogan: preferirei lasciarla senza nome. Essa è la visione di un mondo noumenico, un mondo dell’iperspazio, di una dimensione più alta che attende di essere scoperta da tutte le scienze, che da essa verranno riunite e unificate, che attende di essere scoperta dietro una prima apparenza esteriore di regno di RELAZIONI SCHEMATIZZATE incredibilmente vario e recante tuttavia un’evidente affinità con la ricca e sistematica organizzazione del linguaggio, inclusa in fondo, la matematica e la musica, che appartengono, in ultima analisi, alla stessa specie del linguaggio. Il concetto è più antico di Platone, e allo stesso tempo più innovativo dei nostri pensatori più rivoluzionari. Esso è implicito nel mondo degli aspetti prensivi di Whitehead e nella fisica relativistica con il suo continuum quadridimensionale e il suo tensore di Riemann- Christoffel che riassume tutte LE PROPRIETÀ DEL MONDO in qualunque punto-istante; mentre una delle presentazioni moderne più stimolanti, e anche, credo, più originali, è il Tertium Organum di

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Ouspensky. All that I have to say on the subject that may be new is of the PREMONITION IN LANGUAGE of the unknown, vaster world – that world of which the physical is but a surface or skin, and yet which we ARE IN, and BELONG TO. For the approach to reality through mathematics, which modern knowledge is beginning to make, is merely the approach through one special case of this relation to language.

This view implies that what I have called patterns are basic in a really cosmic sense, and that patterns form wholes, akin to the Gestalten of psychology, which are embraced in larger wholes in continual progression. Thus the cosmic picture has a serial or hierarchical character, that of a progression of planes or levels. Lacking recognition of such serial order, different sciences chop segments, as it were, out of the world, segments which perhaps cut across the direction of the natural levels, or stop short when, upon reaching a major change of level, the phenomena become of quite different type, or pass out of the ken of the older observational methods.

But in the science of linguistics, the facts of the linguistic domain compel recognition of serial planes, each explicitly given by an order of patterning observed. It is as if, looking at a wall covered with fine tracery of lacelike design, we found that this tracery served as the ground for a bolder pattern, yet still delicate, of tiny flowers, and that upon becoming aware of this floral expanse we saw that multitudes of gaps in it made another pattern like scrollwork, and that groups of scrolls made letters, the letters if followed in a proper sequence made words, the words were aligned in columns which listed and classified entities, and so on in continual cross-patterning until we found this wall to be – a great book of wisdom!

First, the plane “below” the strictly linguistic phenomena is a physical acoustic one, phenomena wrought of sound waves; then comes a level of patterning in rippling muscles and speech organs, the physiological-phonetic plane; then the phonemic plane, patterning that makes a systematic set of consonants, vowels, accents, tones, etc. for each language;

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Uspenskij. Tutto ciò che ho da aggiungere sull’argomento che potrebbe essere nuovo è la PREMONIZIONE NEL LINGUAGGIO, di un mondo sconosciuto e assai più vasto, quel mondo di cui l’aspetto fisico non è che una facciata, un sottile strato esterno, e nel quale tuttavia CI TROVIAMO e al quale APPARTENIAMO. L’approccio alla realtà attraverso la matematica, che la scienza moderna sta iniziando ad adottare, non è che l’approccio attraverso un singolo caso specifico di questa relazione con la lingua.

Questa visione implica che quelli che ho definito «schemi» sono elementi fondanti in senso veramente cosmico, e che formano degli interi, assimilabili alle Gestalt in psicologia, che vengono a loro volta compresi in interi più grandi, in una progressione continua. L’immagine cosmica ha quindi un carattere seriale o gerarchico, quello di una successione progressiva di piani o livelli. Non essendo coscienti di questo ordinamento seriale, le varie scienze tagliano come dei segmenti nel mondo, segmenti che magari attraversano i vari livelli in senso trasversale, o si interrompono bruscamente quando incontrano un cambiamento di livello importante e i fenomeni diventano di un genere molto diverso, o esulano dalla comprensione dei vecchi metodi di osservazione.

Ma nella scienza linguistica, i fatti della sfera linguistica impongono il riconoscimento dei livelli gerarchici, ciascuno dato esplicitamente da un ordine di strutturazione che si è osservato. È come se guardando una parete coperta da un raffinato disegno simile a un merletto ci accorgessimo che questo fa da sfondo a un motivo più marcato, e tuttavia delicato, di minuscoli fiorellini, e avvedendoci di questa distesa floreale vedessimo ancora che i vari interstizi formano un altro motivo a volute, e che gruppi di volute formano lettere che se unite nella giusta sequenza danno parole, e le parole sono allineate in colonne che elencano e classificano le varie entità, e via di seguito in un continuo incrociarsi di motivi, finché ci rendiamo conto che quella parete è… un grande libro di saggezza!

Per prima cosa, il piano “al di sotto” dei fenomeni strettamente linguistici è un fenomeno di tipo fisico, acustico, costituito da onde sonore; poi segue un piano di strutturazione di muscoli che si contraggono e organi vocali che vibrano, quello fisiologico-fonetico; poi il piano fonematico, una struttura che crea un insieme sistematico di consonanti, vocali, accenti, toni ecc. per ciascuna lingua;

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then the morphophonemic plane in which the “phonemes” of the previous level appear combined into “morphemes” (words and subwords like suffixes, etc.); then the plane of morphology; then that of the intricate, largely unconscious patterning that goes by the meaningless name of syntax; then on to further planes still, the full import of which may some day strike and stagger us.

Speech is the best show man puts on. It is his own “act” on the stage of evolution, in which he comes before the cosmic backdrop and really “does his stuff.” But we suspect the watching Gods perceive that the order in which his amazing set of tricks builds up to a great climax has been stolen – from the Universe!

The idea, entirely unfamiliar to the modern world, that nature and language are inwardly akin, was for ages well known to various high cultures whose historical continuity on the earth has been enormously longer than that of Western European culture. In India, one aspect of it has been the idea of the MANTRAM and of a MANTRIC ART. On the simplest cultural level, a mantram is merely an incantation of primitive magic, such as the crudest cultures have. In the high culture it may have a different, a very intellectual meaning, dealing with the inner affinity of language and the cosmic order. At a still higher level, it becomes “Mantra Yoga.” Therein the mantram becomes a manifold of conscious patterns, contrived to assist the consciousness into the noumenal pattern world – whereupon it is “in the driver’s seat.” It can then SET the human organism to transmit, control, and amplify a thousandfold forces which that organism normally transmits only at unobservably low intensities.

Somewhat analogously, the mathematical formula that enables a physicist to adjust some coils of wire, tinfoil plates, diaphragms, and other quite inert and innocent gadgets into a configuration in which they can project music to a far country puts the physicist’s consciousness on to a level strange to the untrained man, and makes feasible an adjustment of matter to a very strategic configuration, one which makes possible an unusual manifestation of force. Other formulas make possible the strategic arrangement of magnets and wires in the powerhouse so that, when the magnets (or rather the field of subtle forces, in and around the magnets) are set in motion, force is manifested in the way we call an electric current. We do not think of the designing of a radio station or a power plant as a linguistic process, but it is one nonetheless. The necessary mathematics

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poi il piano morfo-fonematico, in cui i fonemi del livello precedente appaiono combinati in morfemi (parole e particelle come suffissi ecc.); poi il piano morfologico; infine il piano di quella strutturazione complessa e in gran parte inconscia che va sotto il nome privo di significato di «sintassi»; e poi ulteriori livelli, la cui piena portata potrebbe un giorno colpirci e gettarci nello sconcerto.

Il parlare è lo spettacolo migliore che l’uomo sappia inscenare. È il suo “atto” personale sulla scena dell’evoluzione, in cui emerge dallo sfondo cosmico, e “fa vedere quello che sa fare”. Ma noi abbiamo il sospetto che gli dèi che ci osservano sappiano che l’ordine in cui il suo incredibile repertorio di giochetti arriva a raggiungere un tale apice è stato rubato nientemeno che all’Universo!

L’idea, del tutto estranea al mondo moderno, che natura e lingua siano intimamente affini, è stata per secoli nota a diverse grandi culture, la cui continuità storica sulla terra è stata enormemente superiore a quella della cultura europea occidentale. In India, un aspetto di quest’idea è stato il concetto di MANTRA e di ARTE MANTRICA. A un livello culturale più semplice, il MANTRA è un semplice incantesimo di magia primitiva, tipico delle culture più rozze. A un livello più alto però, può assumere un significato diverso, altamente intellettuale, riguardante l’intima affinità del linguaggio con l’ordine cosmico. A un livello più alto ancora, diventa “MANTRA YOGA”. Il mantra diventa quindi una serie molteplice di formule consce, studiate affinché assistano la coscienza nel passaggio al mondo noumenico degli schemi, dove assume un ruolo guida. Esso può METTERE IN GRADO l’organismo umano di trasmettere, controllare e amplificare migliaia di forze che normalmente vengono emanate a intensità impercettibili.

In maniera più o meno analoga, la formula matematica che permette a un fisico di combinare del filo, dei piatti di stagno, dei diaframmi e altri simili inerti e innocui dispositivi in una struttura che trasmette musica a un punto lontano, pone la sua coscienza su di un livello estraneo a chi non vi è allenato, e rende possibile configurare la materia in un modo molto strategico che permette una inusuale manifestazione di energia. Altre formule permettono di configurare strategicamente fili e magneti in una centrale elettrica in modo che quando i magneti (o piuttosto quel campo di impercettibili forze all’interno e al di fuori dei magneti) vengono messi in movimento, si manifesti energia in una forma che noi chiamiamo corrente elettrica. Nessuno pensa alla progettazione di una stazione radio o di una centrale elettrica come a un processo linguistico: tuttavia lo è. La matematica

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is a linguistic apparatus, and, without its correct specification of essential patterning, the assembled gadgets would be out of proportion and adjustment, and would remain inert. But the mathematics used in such a case is a SPECIALIZED formula-language, contrived for making available a specialized type of force manifestation through metallic bodies only, namely, ELECTRICITY as we today define what we call by that name. The mantric formula-language is specialized in a different way, in order to make available a different type of force manifestation, by repatterning states in the nervous system and glands – or again rather in the subtle “electronic” or “etheric” forces in and around those physical bodies. Those parts of the organism, until such strategic patterning has been effected, are merely “innocent gadgets,” as incapable of dynamic power as loose magnets and loose wires, but IN THE PROPER PATTERN they are something else again – not to be understood from the properties of the unpatterned parts, and able to amplify and activate latent forces.

In this way I would link the subtle Eastern ideas of the mantric and yogic use of language with the configurative or pattern aspect which is so basic in language. But this brings me to the most important part of my discussion. We must find out more about language! Already we know enough about it to know it is not what the great majority of men, lay or scientific, think it is. The fact that we talk almost effortlessly, unaware of the exceedingly complex mechanism we are using, creates an illusion. We think we know how it is done, that there is no mystery; we have all the answers. Alas, what wrong answers! It is like the way a man’s uncorrected sense impressions give him a picture of the universe that is simple, sensible, and satisfying, but very wide of the truth.

Consider how the world appears to any man, however wise and experienced in human life, who has never heard one word of what science has discovered about the Cosmos. To him the earth is flat; the sun and moon are shining objects of small size that pop up daily above an eastern rim, move through the upper air, and sink below a western edge; obviously they spend the night somewhere underground. The sky is an inverted bowl made of some blue material. The stars, tiny and rather near objects, seem as if they might be alive, for they “come out” from the sky at evening like rabbits or rattlesnakes from their burrows, and slip back again at dawn.

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necessaria è un apparato linguistico, e senza le sue esatte indicazioni degli schemi essenziali, l’assemblaggio dei singoli dispositivi mancherebbe di proporzione e di adeguatezza, rimanendo quindi inerte. Ma la matematica utilizzata in tali casi è un linguaggio formulistico SPECIALIZZATO, mirato a rendere disponibile uno specifico tipo di manifestazione di energia solo attraverso corpi metallici, o meglio ELETTRICITÀ, come viene oggi chiamata. Il linguaggio formulistico del mantra è specializzato in una direzione diversa per fornire un altro tipo di manifestazione di energia, riorganizzando le disposizioni nel sistema nervoso e nelle ghiandole, o piuttosto, ancora, le impercettibili forze “elettriche” o “eteriche” all’interno e al di fuori di questi corpi fisici. Prima di questa riorganizzazione strategica, questi organi sono “innocui dispositivi”, privi di energia dinamica quanto magneti e fili isolati, ma con la DISPOSIZIONE ADEGUATA diventano qualcosa d’altro, che non nasce dalle proprietà delle singole parti, e che è in grado di amplificare e attualizzare energie latenti.

È in questo senso che vorrei collegare i sottili concetti orientali dell’uso mantrico e yogico del linguaggio con l’aspetto configurativo e formulistico che nella lingua è così fondamentale. Ma questo ci porta alla parte più importante della mia argomentazione. Dobbiamo scoprire di più sulla lingua! Sappiamo già quel che basta a stabilire che essa non è ciò che comunemente, uomini di scienza o profani, pensiamo. Il fatto che parliamo quasi senza sforzo, inconsapevoli del meccanismo incredibilmente complesso che stiamo utilizzando, crea in noi un’illusione. Pensiamo di sapere come ciò avviene, che non ci sia alcun mistero, che abbiamo già tutte le risposte. Ahimè, quanto sbagliate queste risposte! È come l’idea che abbiamo dell’universo: le nostre percezioni sensoriali imperfette ce ne forniscono un’immagine semplice, coerente e soddisfacente, ma ben lontana dalla verità.

Consideriamo il modo in cui la realtà apparirebbe a un qualunque essere umano, per quanto saggio ed esperto della vita, che ignorasse tutto ciò che la scienza ha scoperto sul Cosmo. Per lui, la terra è piatta; il sole e la luna sono piccoli oggetti luminosi che spuntano ogni giorno da dietro un bordo a est, si spostano in alto nell’aria, e calano dietro un bordo a ovest; evidentemente, trascorrono la notte da qualche parte sottoterra. Il cielo è una scodella rovesciata fatta di un qualche materiale azzurrino. Le stelle, degli oggetti minuscoli e abbastanza vicini, sembrano quasi vive, perché “vengono fuori” dal cielo la sera, come conigli o serpenti a sonagli dalle tane, e poi si dileguano all’alba.

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“Solar system” has no meaning to him, and the concept of a “law of gravitation” is quite unintelligible – nay, even nonsensical. For him bodies do not fall because of a law of gravitation, but rather “because there is nothing to hold them up” – i.e., because he cannot imagine their doing anything else. He cannot conceive space without an “up” and “down” or even without an “east” and “west” in it. For him the blood does not circulate; nor does the heart pump blood; he thinks it is a place where love, kindness, and thoughts are kept. Cooling is not a removal of heat but an addition of “cold”; leaves are green not from the chemical substance chlorophyll in them, but from the “greenness” in them. It will be impossible to reason him out of these beliefs. He will assert them as plain, hard-headed common sense; which means that they satisfy him because they are completely adequate as a SYSTEM OF COMMUNICATION between him and his fellow men. That is, they are adequate LINGUISTICALLY to his social needs, and will remain so until an additional group of needs is felt and is worked out in language.

But as this man is in conception of the physical universe, of whose scope and order he has not the faintest inkling, so all of us, from rude savage to learned scholar, are in conception of language. Only the science of linguistics has begun to penetrate a little into this realm, its findings still largely unknown to the other disciplines. Natural man, whether simpleton or scientist, knows no more of the linguistic forces that bear upon him than the savage knows of gravitational forces. He supposes that talking is an activity in which he is free and untrammeled. He finds it a simple, transparent activity, for which he has the necessary explanations. But these explanations turn out to be nothing but statements of the NEEDS THAT IMPEL HIM TO COMMUNICATE. They are not germane to the process by which he communicates. Thus he will say that he thinks something, and supplies words for the thoughts “as they come.” But his explanation of why he should have such and such thoughts before he came to utter them again turns out to be merely the story of his social needs at that moment. It is a dusty answer that throws no light. But then he supposes that there need be no light thrown on this talking process, since he can manipulate it anyhow quite well for his social needs. Thus he implies, wrongly, that thinking is an OBVIOUS, straightforward activity, the same for all rational beings, of which language is the straightforward expression.

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La parola «sistema solare» non ha per lui alcun senso, e l’espressione «legge gravitazionale» è per lui incomprensibile, anzi, addirittura priva di senso. Per lui, i corpi non cadono a causa di una legge di gravità, ma perché «non c’è niente che li tenga su», cioè non riesce a immaginare che possano fare qualcosa di diverso. Non riesce a concepire lo spazio senza un «alto» e un «basso», o addirittura senza un «est» e un «ovest». Per lui, il sangue non circola; e il cuore non ha la funzione di pompare il sangue, ma è la sede dei pensieri, della bontà e dell’amore. Il raffreddamento non è sottrazione di calore, ma «aggiunta di freddo»; le foglie sono verdi non a causa di una sostanza chimica detta clorofilla ma per la loro caratteristica di “verdità”. Dissuaderlo con ragionamenti da queste convinzioni è impensabile. Egli le sosterrà come semplice buon senso pratico; il che significa che esse sono del tutto adeguate come SISTEMA DI COMUNICAZIONE tra lui e i suoi consimili. In altre parole, esse sono LINGUISTICAMENTE ADEGUATE alle sue esigenze sociali, e tali rimarranno finché non sopraggiungeranno nuove esigenze, che saranno poi sviluppate attraverso la lingua.

Ma così come quest’uomo è in balìa dell’universo fisico, del cui scopo e ordine non ha la più remota idea, così tutti noi, dal rozzo selvaggio al più colto studioso, siamo in balia della lingua. Soltanto la scienza linguistica ha incominciato a inoltrarsi un poco in questo regno, e le sue scoperte sono ancora in gran parte sconosciute alle altre discipline. L’uomo naturale, sia egli un sempliciotto o uno scienziato, conosce le forze linguistiche che pesano su di lui quanto un selvaggio conosce la forza di gravità. Egli suppone che parlare sia un’attività in cui è libero e senza impedimenti. La trova un’attività semplice, trasparente, per la quale dispone di tutte le spiegazioni necessarie. Ma queste spiegazioni si rivelano essere soltanto la CONSTATAZIONE DELLE ESIGENZE CHE LO SPINGONO A COMUNICARE. Egli dirà che prima pensa qualcosa e poi trova le parole per esprimere i pensieri, «man mano che arrivano». Ma la sua spiegazione di perché ha pensato quelle determinate cose prima di articolarle in parole si riduce alla storia della sue esigenze sociali in quel momento. Una risposta vecchia, che non getta alcuna luce. Ma a lui non sembra necessario spiegare di più, dal momento che può comunque servirsi del meccanismo comunicativo in modo soddisfacente per le sue necessità sociali. Per questo motivo conclude, erroneamente, che pensare sia un processo OVVIO, lineare, uguale per tutti gli esseri raziocinanti, e del quale la lingua è semplice e diretta espressione.

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Actually, thinking is most mysterious, and by far the greatest light upon it that we have is thrown by the study of language. This study shows that the forms of a person’s thoughts are controlled by inexorable laws of pattern of which he is unconscious. These patterns are the unperceived intricate systematizations of his own language – shown readily enough by a candid comparison and contrast with other languages, especially those of a different linguistic family. His thinking itself is in a language – in English, in Sanskrit, in Chinese.1 And every language is a vast pattern-system different from others, in which are culturally ordained the forms and categories by which the personality not only communicates, but also analyzes nature, notices or neglects types of relationship and phenomena, channels his reasoning, and builds the house of his consciousness.

This doctrine is new to Western science, but it stands on unimpeachable evidence. Moreover, it is known, or something like it is known, to the philosophies of India and to modern Theosophy. This is masked by the fact that the philosophical Sanskrit terms do not supply the exact equivalent of my term “language” in the broad sense of the linguistic order. The linguistic order embraces all symbolism, all symbolic processes, all processes of reference and of logic. Terms like Nāma refer rather to subgrades of this order – the lexical level, the phonetic level. The nearest equivalent is probably Manas, to which our vague word ‘mind’ hardly does justice. Manas in a broad sense is a major hierarchical grade in the world-structure – a “manasic plane” as it is indeed explicitly called. Here again “mental plane” is apt to be misleading to an English-speaking person. English “mental” is an unfortunate word, a word whose function in our culture is often only to stand in lieu of an intelligent explanation, and which connotes rather a foggy limbo than a cosmic structural order characterized by patterning. Sometimes Manas is used to mean, however, simply the personal psyche; this according to Mr. Fritz Kunz is the case in the famous saying of The Voice of the Silence: “The mind is the great slayer of the real.”

1 To anticipate the text, “thinking in a language” does not necessarily have to use WORDS. An uncultivated Choctaw can as easily as the most skilled litterateur contrast the tenses or the genders of two experiences, though he has never beard of any WORDS like “tense” or “gender” for such contrasts. Much thinking never brings in words at all, but manipulates whole paradigms, word-classes, and such grammatical orders “behind” or, “above” the focus of personal consciousness.

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In realtà, il pensiero è un processo alquanto misterioso, e finora tutto ciò che si è riusciti a scoprire a riguardo lo si deve agli studi linguistici. Essi mostrano che le forme in cui un uomo pensa sono controllate da leggi e strutture di cui è ignaro. Queste strutture sopraordinate non sono altro che le complesse quanto impercettibili sistematizzazioni della sua propria lingua, che emergono in modo piuttosto immediato da un confronto obbiettivo e una contrapposizione con le altre lingue, in particolare quelle di famiglie linguistiche diverse. Il nostro stesso pensare avviene in una lingua – inglese, sanscrito, cinese2. E ciascuna lingua è un ampio sistema di schemi-modello, diverso dagli altri, in cui sono culturalmente stabilite le forme e le categorie secondo le quali l’io non solo pensa, ma anche analizza la natura, coglie o trascura determinate relazioni e fenomeni, imposta i suoi ragionamenti e costruisce la dimora della sua coscienza.

È una dottrina nuova per la scienza occidentale, ma sostenuta da fatti inconfutabili. È nota però, o perlomeno qualcosa di simile è noto alle filosofie indiane e alla moderna teosofia: questo è dissimulato però dal fatto che i termini filosofici del sanscrito non forniscono un equivalente esatto del mio termine language [lingua], nel senso più ampio di ordine linguistico. Il sistema linguistico comprende tutto il simbolismo, i processi simbolici, tutti i processi logici e referenziali. Termini come Nāma indicano piuttosto i sottolivelli del sistema, il livello lessicale e quello fonetico. La parola che vi si avvicina di più è probabilmente Manas, cui il nostro termine mind [mente] rende giustizia solo in parte. Nel senso più ampio, Manas indica un piano gerarchico cardine nella struttura della realtà, un «piano manasico», come viene in effetti esplicitamente chiamato. Ancora in questo caso la traduzione mental plane [piano mentale] è destinata a essere fuorviante per un parlante inglese. L’aggettivo inglese mental [mentale] è una parola infelice, la cui funzione nella nostra cultura è spesso solo quella di sostituire una spiegazione intelligente, e che descrive più un limbo nebuloso che un ordine strutturale cosmico caratterizzato da modelli. Ad ogni modo, talvolta Manas è utilizzato per indicare semplicemente la psiche individuale: come nel caso, secondo Fritz Kunz, del famoso detto de La voce del silenzio: «La mente è il grande assassino del reale».

2 Per anticipare il testo, “pensare in una lingua” non significa necessariamente usare delle PAROLE. Un incolto indiano Choctaw è tranquillamente in grado di contrapporre i tempi o i generi di due diversi eventi con la stessa facilità del più esperto letterato. Spesso il pensiero non implica nemmeno parole, ma utilizza interi paradigmi, classi di parole e categorie grammaticali “dietro” o “al di sopra” della coscienza individuale.

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It is said that in the plane of Manas there are two great levels, called the Rūpa and Arūpa levels. The lower is the realm of “name and form,” Nāma and Rūpa. Here “form” means organization in space (“our” three-dimensional space). This is far from being coextensive with pattern in a universal sense. And Nāma, ‘name,’ is not language or the linguistic order, but only one level in it, the level of the process of “lexation” or of giving words (names) to parts of the whole manifold of experience, parts which are thereby made to stand out in a semi-fictitious isolation. Thus a word like ‘sky,’ which in English can be treated like ‘board’(the sky, a sky, skies, some skies, piece of sky, etc.), leads us to think of a mere optical apparition in ways appropriate only to relatively isolated solid bodies. ‘Hill’ and ‘swamp’ persuade us to regard local variations in altitude or soil composition of the ground as distinct THINGS almost like tables and chairs. Each language performs this artificial chopping up of the continuous spread and flow of existence in a different way. Words and speech are not the same thing. As we shall see, the patterns of sentence structure that guide words are more important than the words.

Thus the level of Rūpa and Nāma – shape-segmentation and vocabulary – is part of the linguistic order, but a somewhat rudimentary and not self-sufficient part. It depends upon a higher level of organization, the level at which its COMBINATORY SCHEME appears. This is the Arūpa level – the pattern world par excellence. Arūpa, ‘formless,’ does not mean without linguistic form or organization, but without reference to spatial, visual shape, marking out in space, which as we saw with ‘hill’ and ‘swamp’ is an important feature of reference on the lexical level. Arūpa is a realm of patterns that can be “actualized” in space and time in the materials of lower planes, but are themselves indifferent to space and time. Such patterns are not like the meanings of words, but they are somewhat like the way meaning appears in sentences. They are not like individual sentences but like SCHEMES of sentences and designs of sentence structure. Our personal conscious “minds” can understand such patterns in a limited way by using mathematical or grammatical FORMULAS into which words, values, quantities, etc., can be substituted. A rather simple instance will be given presently.

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Nel piano del Manas vengono distinti due livelli, chiamati i livelli Rūpa e Arūpa. Il più basso è il regno della “parola e forma”, Nāma e Rūpa. Qui «forma» sta per configurazione nello spazio (il “nostro” spazio tridimensionale), ben lontano dal coincidere con «schema» nel senso universale. Così come Nāma, cioè «nome», non definisce la lingua o il sistema linguistico, ma solo uno dei suoi livelli, quello del processo di “lessicazione”, cioè attribuire delle parole (nomi) a porzioni della molteplicità dell’esperienza, porzioni che vengono quindi “ritagliate” e fatte spiccare in un isolamento semiartificiale. Perciò una parola come sky [cielo], che in inglese può essere trattata come board [tavola] – (the sky, a sky, some skies, piece of sky, etc.) [il cielo, un cielo, alcuni cieli, parte di cielo ecc.], ci porta a considerare quella che è una semplice impressione ottica allo stesso modo in cui pensiamo a corpi solidi e relativamente isolati. Le parole hill [collina] e swamp [pantano] ci convincono a considerare delle variazioni localizzate di altezza o composizione del terreno come OGGETTI distinti quasi come un tavolo e una sedia. Tutte le lingue attuano questa segmentazione artificiale della distesa ininterrotta e del flusso continuo dell’esistenza in un modo diverso. Le parole e il discorso non sono la stessa cosa. Come vedremo, i modelli di struttura della frase che incanalano le parole sono più importanti delle parole stesse.

Perciò i livelli Rūpa e Nāma (segmentazione e lessico) sono parte del sistema linguistico, ma una parte alquanto rudimentale e non autonoma. Essa dipende da un livello organizzativo più alto, quello in cui compare lo SCHEMA COMBINATORIO. È questo il livello Arūpa, il regno degli schemi per eccellenza. Arūpa, che vuol dire “informe”, non significa però privo di forma o di organizzazione linguistica, ma privo di riferimento a una forma spaziale, visiva, definita nello spazio, che come abbiamo visto con hill e swamp, è una caratteristica di riferimento importante sul piano lessicale. Arūpa è un regno di strutture che possono essere attualizzate nello spazio e nel tempo nei materiali dei livelli più bassi, ma che sono loro stesse indifferenti allo spazio e al tempo. Queste forme non sono paragonabili al significato delle parole, ma sono qualcosa di molto simile al modo in cui il significato emerge dalle frasi. Non sono singole frasi, ma MODELLI di frasi e di schemi di frasi. Le nostre “menti” consce individuali sono in grado di comprendere questi modelli in modo limitato utilizzando FORMULE matematiche o grammaticali in cui possono essere sostituite parole, valori, quantità. Di questo verrà dato un esempio piuttosto semplice tra poco.

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It is within the possibilities of the “culture of consciousness” that the Arūpa level of the “mental” plane may be contacted directly in an expansion of consciousness. In Ouspensky’s book, A New Model of the Universe, there are arresting glimpses of extraordinary mental states which that philosopher attained – adumbrations only, for these completely “nonlexical” vistas cannot be well put into words. He speaks of realms of “moving hieroglyphs” composed entirely of “mathematical relations,” and of the expansion and ramification of such a hieroglyph till it covered a whole aspect of the universe. Ouspensky’s mathematical predilections and his study of such things as non-Euclidean geometries, hyperspace, and the relation between time and consciousness may have led him to stress mathematical analogies. Mathematics is a special kind of language, expanded out of special sentences containing the numeral words, 1, 2, 3, 4…x, y, z, etc. But every other type of sentence of every language is also the potential nucleus of a far-reaching system. To very few is it granted to attain such consciousness as a durable state; yet many mathematicians and scientific linguists must have had the experience of “seeing,” in one fugitive flash, a whole system of relationships never before suspected of forming a unity. The harmony and scientific beauty in the whole vast system momentarily overwhelms one in a flood of aesthetic delight. To “see,” for instance, how all the English elementary sounds (“phonemes”) and their groupings are coordinated by an intricate yet systematic law into all possible forms of English monosyllabic words, meaningful or nonsensical, existent or still unthought of, excluding all other forms as inevitably as the chemical formula of a solution precludes all but certain shapes of crystals from emerging – this might be a distinct experience.

To show the full formula for this law or pattern – a so-called “morphophonemic structural formula” – I should need a large piece of paper. I can however set up a condensed form of it as 3

O, C – ng, C1C2 , C3C4, etc. …
s ± Cm Cn + V + (V1) O, ± (r, w, y);

3 The full formula from which this is abbreviated is printed and explained in my paper “Linguistics as an exact science” in Technol. Rev., December 1940, Massachusetts Institute of Technology, Cambridge, Mass.

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Rientra fra le possibilità previste dalla “cultura della coscienza” che il livello Arūpa del piano “mentale” possa essere raggiunto in maniera diretta attraverso un’espansione della coscienza. Nel suo libro Un nuovo modello dell’Universo, Uspenskij fa alcuni interessanti accenni su stati mentali straordinari raggiunti dal filosofo – solamente degli accenni però, perché queste esperienze “non lessicali” si traducono in parole con fatica. Egli parla di mondi di geroglifici semoventi, composti interamente da “relazioni matematiche” e dell’espansione e ramificazione di un tale “geroglifico” fino a ricoprire tutto un aspetto dell’ universo. La predilezione di Uspenskij per la matematica e i suoi studi su argomenti come la geometria non euclidea, l’iperspazio e il rapporto tra tempo e coscienza, possono averlo spinto a dare particolare importanza alle analogie di tipo matematico. La matematica è un tipo di linguaggio particolare, che si dispiega in frasi particolari, contenenti le parole numeriche 1, 2, 3, 4… x, y, z, ecc. Ma qualunque altro tipo di frase è anch’esso il potenziale nucleo di un vasto sistema. A pochissimi è concesso acquisire un tale livello di consapevolezza come condizione durevole; eppure molti matematici e linguisti scientifici hanno probabilmente vissuto l’esperienza di “vedere”, in un lampo fuggevole, un intero sistema di relazioni che non aveva mai creduto potesse formare un’unità. Si è travolti dall’armonia e dalla razionale bellezza dell’intero e vasto sistema in un’onda di piacere estetico. “Vedere”, ad esempio, il modo in cui tutti i suoni elementari (fonemi) della lingua inglese e le loro combinazioni sono coordinati da una complessa ma rigorosa legge in tutte le loro possibili combinazioni di vocaboli inglesi monosillabici, con o senza senso, reali o ancora impensati, escludendo tutte le altre combinazioni nello stesso modo categorico in cui la formula chimica di una soluzione esclude la formazione di determinati cristalli, “vedere” tutto questo potrebbe essere un’esperienza notevole.

Per mostrare la formula estesa di queste legge o struttura, e cioè una cosiddetta “formula strutturale morfofonematica” occorrerebbe una pagina più grande; posso ad ogni modo darne una versione condensata nel modo seguente 4 :

O,C–ng,C1C2,C3 C4,ecc… s±Cm Cn+V+(V1)O±(r,w,y);

4 La formula estesa di cui questa è un’abbreviazione è riportata e spiegata nel mio saggio “Linguistics as an exact science” nel Technology Review, dicembre 1940, Massachussets Institute of Technology, Cambridge, Mass.

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C – h, C’1C’2, C’3C’4, etc. … C’m C’n ± (t/d, s/z, st/zd).

This formula requires that the English words be symbolized or “spelt” according to standard phonemic spelling of the type described by Leonard Bloomfield in his book Language. In this system the dipthongal vowels must be represented by a pure vowel (V) followed by w or y from the term (r, w, y), so that ‘note’ is symbolized nowt (or newt, depending on the dialect), ‘date’ is deyt, ‘ice’ is ays. That this is correct analysis on the physical or acoustic level is shown by the fact that, if we reverse a phonographic recording of ‘ice’ we get a sound like sya, and, if we say sya properly into the phonograph and reverse it, the machine will say ‘ice.’ For English this analysis happens to be exact also on the structural level two stages above the acoustic one, for the ys of ays (ice) is seen to be on the same line of pattern as the ls or els (else), the ns of sins (since) the ts of hats, etc. – it is part of a general architectonic scheme of having two consonants together.

Now, by reading the commas in the formula as “or,” we see that the formula is equivalent to a large series of subsidiary formulas. One of the simplest of these is O + V + C – h (see how it is contained in the big formula) which means that the word can begin without a consonant and with any one vowel, followed by any one consonant except h giving us words like ‘at, or, if.’ Changing the first term to the next symbol in the big formula, we get C – ng + V + C – h, which means that the word, ending as before, can begin with any single English consonant except the ng sound as in ‘sing’ (this sound ought to be written with ONE symbol, but, in deference to the printer, I shall employ the usual digraph). This pattern gives us the long array of words like ‘hat, bed, dog, man,’ and permits us to coin new ones like ‘tig, nem, zib’ – but not, be it noted, ngib or zih.

So far the patterns are simple. From now on they become intricate! The formula in this abbreviated form needs along with it a series of lists of assorted consonants, like so many laundry lists, each list being represented by one of the symbols C1, C2, etc. The formula C1C2 means that you can begin the word with any consonant out of list C1, and follow it with any from list C2 , which happens to contain only r and l. Since C1

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C – h, C’1 C’2, C’3 C’4, ecc.. C’m C’n ± (t/d, s/z, st/zd).

Questa formula esige che le parole inglesi vengano rappresentate, o che la loro ortografia avvenga secondo lo spelling fonematico standard del tipo descritto da Bloomfield nel suo Il linguaggio. In questo sistema, le vocali che formano un dittongo devono essere rappresentate con una vocale semplice (V), seguita da w o una y dal termine (r,w,y), in modo che note si scriva nowt (o newt, a seconda del dialetto), date sia deyt, ice sia ays. Che quest’analisi sia quella corretta sul piano fisico, o acustico, è dimostrato dal fatto che se si fa scorrere al contrario una registrazione fonografica della parola ice, otteniamo un suono simile a sya, e se pronunciamo sya nel fonografo nel modo giusto e poi la invertiamo, la macchina dirà ice. Per l’inglese si dà il caso che questa analisi sia esatta anche sul livello strutturale, due piani più in alto di quello acustico, perché l’ys di ays (ice) appare sulla stessa linea, nella formula, di ls in els (else), di ns in sins (since), ts di hats, ecc.: fa parte di uno schema architettonico più generale delle coppie di consonanti.

Ebbene, considerando le virgole della formula come degli «oppure», notiamo che essa è equivalente a una lunga serie di formule ausiliarie. Una delle più semplici è O + V + C – h (si noti come è contenuta nella formula grande), che significa che la parola può iniziare senza una consonante e per qualunque vocale, seguita da qualunque consonante eccetto h, creando parole come at, or, if. Cambiando il primo termine con il simbolo che si trova accanto nella formula grande, otteniamo C – ng + V + C – h, che significa che la parola, terminando come prima, può iniziare con qualunque consonante inglese eccetto il suono ng come in sing (questo suono dovrebbe esser scritto con UN UNICO simbolo, ma per riguardo al tipografo utilizzerò il digramma comune). Questo schema ci dà una lunga serie di vocaboli come hat, bed, dog, man e ci permette di coniarne di nuove come tig, nem, zib, ma non, si noti, ngib o zih.

Finora, gli schemi sono semplici. Ma da ora in poi diventano complesse! In questa forma abbreviata, la formula deve essere corredata da una serie di elenchi di consonanti assortite, tante liste lunghissime ciascuna rappresentata da uno dei simboli C1 , C2 , ecc. La formula C1 C2 significa che la parola può iniziare con una qualunque consonante presa dall’elenco C1 e farla seguire da una qualunque consonante presa dall’elenco C2 , che però si dà il caso contenga solo r e l. Poiché C1

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contains p, b, f, for instance, we can have words like ‘pray, play, brew, blew, free, flee,’ and the nonsensical ‘frig, blosh,’etc. But suppose we want a word beginning with sr, zr, tl, or dl. We go to our list C1, but to our surprise there is no s, z, t, or d, on it. We appear to be stumped! We pick up our other lists, but are no better off. There is no way of combining our lists according to the formula to get these initial combinations. Evidently there just aren’t any such English words; and what is more, any budding Lewis Carrolls or Edward Lears will somehow mysteriously refuse to coin such words. This shows that word coining is no act of unfettered imagination, even in the wildest flights of nonsense, but a strict use of already patterned materials. If asked to invent forms not already prefigured in the patternment of his language, the speaker is negative in the same manner as if asked to make fried eggs without the eggs!

Thus the formula sums up every combination that English one-syllable words or wordlike forms have, and bars out every one they do not and cannot have. Contained in it is the mpst of ‘glimpsed,’ the ksths of ‘sixths,’ the ftht of ‘he fifthed it,’ the nchst of the queer but possible ‘thou munchst it greedily,’ and multitudes of other “rugged sounds which to our mouths grow sleek,” but which would have “made Quintilian stare and gasp.” At the same time the formula BARS OUT numerous smooth but to us difficult (because unpatterned) combinations, like litk, fpat, nwelng, dzogb, and a myriad more, all possible and easy to some languages, but not to English.

It will be evident that implicit in our one-syllable words is an undreamed-of complexity of organization, and that the old gag, “say it in words of one syllable,” as a metaphor of simplicity, is from the standpoint of a more penetrative insight the most arrant nonsense! Yet to such insight this old cliché bears unconscious witness to the truth that those who easily and fluently use the intricate systems of language are utterly blind and deaf to the very existence of those systems, until the latter have been, not without some difficulty, pointed out.

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contiene ad esempio p, b, f, avremo parole come pray, play, brew, blew, free, flee, e le parole-nonsense frig, blosh ecc. Ma supponiamo di volere una parola che incominci per sr, zr, tl o dl. Andiamo a vedere l’elenco C1 , e scopriamo con sorpresa che non contiene nessuna s, z, t o d. Siamo perplessi. Studiamo gli altri elenchi, ma la situazione non migliora. Non c’è modo di combinare gli elementi secondo la formula per ottenere queste combinazioni come inizi di parola. A quanto pare parole del genere semplicemente non esistono in inglese: e quel che più conta, qualunque novello Lewis Carroll o Edward Lear si rifiuterebbe, per qualche misteriosa ragione, di inventarsi parole simili. Questo dimostra che la coniazione di parole nuove non è un’operazione di fantasia sbrigliata, nemmeno nei giochi di nonsense più sfrenati, ma usa rigorosamente materiali già schematizzati. Se a un parlante viene chiesto di inventare forme che non sono già previste dagli schemi della propria lingua, dirà che è impossibile quanto fare le uova al tegamino senza uova!

La formula riassume quindi tutte le possibili combinazioni che si possono trovare nelle parole o forme simili inglesi monosillabiche, e esclude tutte quelle che non ci sono o non possono esserci. Sono inclusi mpst di glimpsed, ksths di sixths, ftht di he fifthted it, e nchst del bizzarro ma possibile thou munchst it greedily, e miriadi di altri «rugged sounds which to our mouths grow sleek» [«suoni aspri che scivolano nella nostra bocca»], ma che avrebbero «made Quintilian stare and gasp» [«fatto inorridire Quintiliano»]5. Contemporaneamente la formula ESCLUDE molte altre combinazioni che scorrono ma che per noi sono difficili perché non previste dagli schemi della nostra lingua, come litk, fpat, nwelng, dzogb, e un’infinità di altre ancora, tutte possibili e facili in altre lingue, ma non in inglese.

È chiaro che le nostre parole monosillabiche implicano un’organizzazione di una complessità inimmaginabile, e che la vecchia battuta «dillo con parole da una sillaba» come metafora di semplicità, appare a uno sguardo meno superficiale una totale assurdità! Da quest’analisi emerge però anche che questo vecchio cliché è la prova involontaria del fatto che coloro che utilizzano con facilità e scorrevolezza i complessi meccanismi della lingua sono del tutto ciechi e sordi all’esistenza stessa di quei meccanismi, finché non gli vengono, non senza una certa difficoltà, indicati.

5 J. Milton, sonetto XI, On the Detraction Which Followed Upon My Writing Certain Treatises. Il riferimento qui è a M. Fabio Quintiliano, studioso di grammatica e retorica e autore di un famoso trattato sull’oratoria.

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And the adage “as above, so below” applies strongly here. As below, on the phonological plane of language, significant behavior is ruled by pattern from outside the focus of personal consciousness, so is it on the higher planes of language that we call expression of the thought. As we shall see in Part II, thinking also follows a network of tracks laid down in the given language, an organization which may concentrate systematically upon certain phases of reality, certain aspects of intelligence, and may systematically discard others featured by other languages. The individual is utterly unaware of this organization and is constrained completely within its unbreakable bonds.

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E l’adagio «come sopra, così sotto» qui è particolarmente valido. Così come sotto, al livello fonologico della lingua, i comportamenti rilevanti sono dominati da schemi che sono al di fuori della sfera della coscienza individuale, così lo stesso accade ai piani più alti del linguaggio, che chiamiamo espressione del pensiero. Come si vedrà nella seconda parte, anche il pensiero segue un sistema di binari già tracciati dalla lingua, un sistema che può dare più rilevanza a determinati aspetti della realtà, dell’intelligenza, e scartarne sistematicamente altri, prediletti invece da altre lingue. Il singolo è del tutto ignaro di questa organizzazione, pur essendo completamente avvinto nei suoi vincoli indissolubili.

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We saw in Part I that, in linguistic and mental phenomena, significant behavior (or what is the same, both behavior and significance, so far as interlinked) are ruled by a specific system or organization, a “geometry” of form principles characteristic of each language. This organization is imposed from outside the narrow circle of the personal consciousness, making of that consciousness a mere puppet whose linguistic maneuverings are held in unsensed and unbreakable bonds of pattern. It is as if the personal mind, which selects words but is largely oblivious to pattern, were in the grip of a higher, far more intellectual mind which has very little notion of houses and beds and soup kettles, but can systematize and mathematize on a scale and scope that no mathematician of the schools ever remotely approached.

And now appears a great fact of human brotherhood – that human beings are all alike in this respect. So far as we can judge from the systematics of language, the higher mind or “unconscious” of a Papuan headhunter can mathematize quite as well as that of Einstein; and conversely, scientist and yokel, scholar and tribesman, all use their personal consciousness in the same dim-witted sort of way, and get into similar kinds of logical impasse. They are as unaware of the beautiful and inexorable systems that control them as a cowherd is of cosmic rays. Their understanding of the processes involved in their talk and ratiocination is a purely superficial, pragmatic one, comparable to little Sue Smith’s understanding of the radio, which she turns on in such a way as to evoke a bedtime story. Men even show a strong disposition to make a virtue of this ignorance, to condemn efforts at a better understanding of the mind’s workings as “impractical,” or as “theories” if the condemner happens to be a yokel, or as “metaphysics” or “mysticism” or “epistemology” if he happens to be wearing the traditionally correct turnout of a scientist. Western culture in particular reserves for the investigators of language its most grudging meed of recognition and its meagerest rewards, even though it has to counter the natural human tendency to find language, mysterious as it is, the most fascinating of subjects – one about which men love

II

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Si è visto nella Parte I che nei fenomeni linguistici e mentali, il comportamento significativo (o, che è lo stesso, sia il comportamento che la significatività, finché interconnessi), sono regolati da un sistema specifico o organizzazione, una “geometria” di principi formali caratteristici di ogni lingua. Questo sistema è imposto da una sfera al di fuori dell’angusto campo della coscienza individuale, rendendo quella coscienza un semplice burattino le cui manovre linguistiche sono sotto il controllo fermo e invisibile dello schema. È come se la mente individuale che seleziona le parole ma che è in gran parte ignara dell’esistenza degli schemi, fosse in balìa di una mente più alta, ben più intellettuale che ha ben poca idea di case, letti e pentole di minestra, ma che ha la capacità di sistematizzare e matematizzare a portate e dimensioni che nessun matematico d’accademia ha mai lontanamente eguagliato.

E ora appare un grande fatto di fratellanza umana, cioè che tutti gli esseri umani sono uguali sotto questo aspetto. Per quanto possiamo stabilire dalla tassonomia del linguaggio, la mente superiore o “inconscio” di un cacciatore di teste papuano è in grado di matematizzare quanto quella di Einstein; e d’altra parte lo scienziato e il bifolco, lo studioso e l’indigeno, utilizzano la coscienza individuale con la stessa mediocrità, e restano invischiati nello stesso tipo di impasse logiche. Essi sono coscienti dei meravigliosi e inesorabili sistemi che li controllano quanto un branco di buoi lo è dei raggi cosmici. La loro comprensione dei processi implicati nei loro discorsi e ragionamenti è una comprensione di tipo superficiale, pragmatica, paragonabile a quella posseduta dalla piccola Sue Smith sul funzionamento della radio, che accende come per evocare una storia della buonanotte. Addirittura, l’uomo tende spesso a fare di questa ignoranza una virtù e a condannare gli sforzi tesi a una maggior comprensione dei meccanismi mentali come «poco pratici» o «teorie astratte» se è un bifolco, o come «metafisica» o «misticismo» o «epistemologia» se indossa la veste tradizionalmente corretta dello scienziato. La cultura occidentale in particolare riserva agli esploratori della lingua i suoi riconoscimenti più stentati e i suoi premi più miseri, anche se si trova in contrasto con la spontanea predisposizione umana a considerare la lingua, misteriosa com’è, il più affascinante degli argomenti, di cui le persone adorano

II

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to talk and speculate unscientifically, to discuss endlessly the meaning of words, or the odd speech of the man from Boston as it appears to the man of Oshkosh, or vice versa.

The higher mind would seem to be able to do any kind of purely intellectual feat, but not to “be conscious” on the personal level. That is, it does not focus on practical affairs and on the personal ego in its personal, immediate environment. Certain dreams and exceptional mental states may lead us to suppose it to be conscious on its own plane, and occasionally its consciousness may “come through” to the personality; but, barring techniques like Yoga, it ordinarily makes no nexus with the personal consciousness. We could call it a higher ego, bearing in mind a distinctive trait, appearing through every language, and its one striking resemblance to the personal self; namely, that it organizes its systems around a nucleus of three or more pronominal “person” categories, centered upon one we call the first-person singular. It can function in any linguistic system – a child can learn any language with the same readiness, from Chinese, with its separately toned and stressed monosyllables, to Nootka of Vancouver Island, with its frequent one-word sentences such as mamamamamahln’iqk’okmaqama – “they each did so because of their characteristic of resembling white people.”6

Because of the systematic, configurative nature of higher mind, the “patternment” aspect of language always overrides and controls the “lexation” (Nāma) or name-giving aspect. Hence the meanings of specific words are less important than we fondly fancy. Sentences, not words, are the essence of speech, just as equations and functions, and not bare numbers, are the real meat of mathematics. We are all mistaken in our common belief that any word has an “exact meaning.” We have seen that the higher mind deals in symbols that have no fixed reference to anything, but are like blank checks, to be filled in as required, that stand for “any value” of a given variable, like the C’s and V’s in the formula cited in Part I, or the x, y, z of algebra. There is a queer Western notion that the ancients who invented algebra made a great discovery, though the human

6 This word and sentence contains only one Nāma or lexation, mamahl or “white-race person.” The rest is all grammatical pattern which can refer to anything. The Nootka stem or Nāma for ‘doll’ with the same operations done upon it would mean “they each did so because of their ‘doll-like-ness.’

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parlare e speculare in modo non scientifico, discutendo all’infinito sul significato delle parole, o della bizzarra espressione dell’uomo di Boston come appare a un abitante di Oshkosh, o viceversa.

La mente superiore appare in grado di qualunque impresa che sia puramente intellettuale, ma non di “essere cosciente” sul piano individuale. Cioè, non si concentra su questioni pratiche e sull’Io nel suo ambiente individuale immediato. Alcuni sogni e stati mentali eccezionali potrebbero far supporre che abbia una sua coscienza relativa alla propria sfera, che occasionalmente “si rivela” alla personalità. Ma escluse tecniche come lo yoga, essa non ha generalmente nessun legame con la coscienza individuale. Si potrebbe chiamarlo un “Io superiore”, pensando a una sua caratteristica distintiva, che emerge in tutte le lingue, e che mostra una somiglianza impressionante con il sé individuale: cioè, il fatto che organizzi i suoi sistemi attorno a un nucleo di tre o più categorie pronominali “personali” incentrate su una che chiamiamo prima persona singolare. Funziona in qualunque sistema linguistico: un bambino è in grado di imparare qualunque lingua con la stessa facilità, dal cinese con i suoi monosillabi multitonali e accentati separatamente al nootka dell’isola di Vancouver, con le sue ricorrenti parole-frase, come mamamamamahln’iqk’okmaqama, «entrambi fecero ciò per la loro caratteristica di somigliare ai bianchi».7

A causa della natura sistematica, configurativa della mente superiore, l’aspetto di “schematizzazione” nella lingua domina e controlla l’aspetto di “lessicazione” (Nāma) o assegnazione dei nomi. Il significato dei singoli vocaboli è quindi meno importante di quello che ci piace immaginare. Sono le frasi, e non le parole, l’essenza del discorso, così come la vera sostanza della matematica sono le equazioni e le funzioni e non i numeri semplici. Siamo tutti in errore con la nostra comune convinzione che ogni parola abbia un suo “esatto significato”. Si è visto che la mente superiore si occupa di simboli che non hanno un riferimento fisso, ma che sono come assegni in bianco da riempire come previsto, che rappresentano un qualsiasi valore di una data variabile, come le C e le V nella formula riportata nella Parte I, o gli x, y, z dell’algebra. In occidente è diffusa la curiosa idea che gli antichi inventori dell’algebra avessero fatto una scoperta sensazionale, anche se il nostro

7 Questa parola o frase contiene un’unica Nāma, o lessicazione, cioè mamahl o «bianco». Il resto è solo schema grammaticale che può riferirsi a qualunque cosa. La radice nootka per «bambola», inserita nello stesso contesto, significherebbe «ciascuno di loro fece ciò per la sua natura di bambola».

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unconscious has been doing the same sort of thing for eons! For the same reason the ancient Mayas or the ancient Hindus, in their staggering cycles upon cycles of astronomical numbers, were simply being human. We should not however make the mistake of thinking that words, even as used by the lower personal mind, represent the opposite pole from these variable symbols, that a word DOES have an exact meaning, stands for a given thing, is only ONE value of a variable.

Even the lower mind has caught something of the algebraic nature of language; so that words are in between the variable symbols of pure patternment (Arūpa) and true fixed quantities. That part of meaning which is in words, and which we may call “reference,” is only relatively fixed. Reference of words is at the mercy of the sentences and grammatical patterns in which they occur. And it is surprising to what a minimal amount this element of reference may be reduced. The sentence “I went all the way down there just in order to see Jack” contains only one fixed concrete reference: namely, “Jack.” The rest is pattern attached to nothing specifically; even “see” obviously does not mean what one might suppose, namely, to receive a visual image.

Or, again, in word reference we deal with size by breaking it into size classes – small, medium, large, immense, etc. – but size objectively is not divided into classes, but is a pure continuum of relativity. Yet we think of size constantly as a set of classes because language has segmented and named the experience in this way. Number words may refer not to number as counted, but to number classes with elastic boundaries. Thus English ‘few’ adjusts its range according to the size, importance or rarity of the reference. A ‘few’ kings, battleships, or diamonds might be only three or four, a ‘few’ peas, raindrops, or tea leaves might be thirty or forty.

You may say, “Yes, of course this is true of words like large, small, and the like; they are obviously relative terms, but words like dog, tree, house, are different – each names a specific thing.” Not so; these terms are in the same boat as ‘large’ and ‘small.’ The word ‘Fido’ said by a certain person at a certain time

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inconscio fa la stessa cosa da tempi immemorabili! Per lo stesso motivo, gli antichi maya, o indù, con i loro sconcertanti cicli su cicli di calcoli astronomici, non facevano altro che seguire la loro natura di umani. Non bisogna però commettere l’errore di pensare che le parole, anche come utilizzate dalla mente individuale inferiore, rappresentino il polo opposto dei simboli-variabile, che una parola abbia un suo significato esatto, stia per una cosa specifica, rappresenti solo UN valore di una certa variabile.

Anche la mente inferiore coglie qualcosa della natura algebrica della lingua: le parole sono quindi a metà strada tra i simboli-variabile nella schematizzazione pura (Arūpa) e i valori reali fissi. Quelle parte di significato posseduta dalle parole, e che potremmo chiamare “riferimento”, è fissata solo relativamente. Il riferimento delle parole è in balia delle frasi e degli schemi grammaticali in cui esse occorrono. Ed è sorprendente a quanto poco può essere ridotto questo elemento di referenza. La frase I went all the way down there to see Jack [Ho fatto tutta la strada fin laggiù solo in modo da poter vedere Jack] contiene soltanto un riferimento concreto fisso: «Jack». Il resto è schema che non indica niente di specifico; perfino see [vedere] chiaramente non è inteso nel suo significato immediato, cioè di ricevere un’immagine visiva.

O, ancora, nei riferimenti delle parole gestiamo la dimensione segmentandola in classi: piccolo, medio, grande, enorme. Ma da un punto di vista oggettivo, la dimensione non è divisa in categorie, ma è puro continuum relativo. Eppure noi pensiamo sempre alla grandezza delle cose come a una serie di classi, perché la lingua ha segmentato e denominato l’esperienza in questo modo. Le parole che indicano numeri potrebbero riferirsi non ai numeri ordinali, ma a classi di numeri dai confini variabili. La parola inglese few [qualche] aggiusta il tiro a seconda della dimensione, importanza o rarità del riferimento. «Qualche» re, nave da guerra o diamante potrebbe significare che sono tre o quattro, mentre «qualche» pisello, goccia di pioggia o fogliolina di tè potrebbe significare che sono trenta o quaranta.

Si potrebbe obbiettare che questo è valido solo per parole come «grande», «piccolo» e simili, che sono chiaramente termini relativi, ma che parole come «cane», «albero», «casa» sono diverse e indicano ciascuna qualcosa di specifico: ma non è così. Questi termini sono nella stessa barca di «grande» e «piccolo». La parola «Fido» pronunciata da una persona specifica in un momento specifico

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may refer to a specific thing, but the word ‘dog’ refers to a class with elastic limits. The limits of such classes are different in different languages. You might think that ‘tree’
means the same thing, everywhere and to everybody. Not at all. The Polish word that means ‘tree’ also includes the meaning ‘wood.’ The context or sentence pattern determines what sort of object the Polish word (or any word, in any language) refers to. In Hopi, an American Indian language of Arizona, the word for ‘dog,’ pohko, includes pet animal or domestic animal of any kind. Thus ‘pet eagle’ in Hopi is literally ‘eagle-dog’; and having thus fixed the context a Hopi might next refer to the same eagle as so-and-so’s pohko.

But lest this be dismissed as the vagary of a “primitive” language (no language is “primitive”), let us take another peep at our own beloved English. Take the word “hand.” In “his hand” it refers to a location on the human body, in “hour hand” to a strikingly dissimilar object, in “all hands on deck” to another reference, in “a good hand at gardening” to another, in “he held a good hand (at cards)” to another, whereas in “he got the upper hand” it refers to nothing but is dissolved into a pattern of orientation. Or consider the word “bar” in the phrases: ‘iron bar, bar to progress, he should be behind bars, studied for the bar, let down all the bars, bar of music, sand bar, candy bar, mosquito bar, bar sinister, bar none, ordered drinks at the bar’!

But, you may say, these are popular idioms, not scientific and logical use of language. Oh, indeed? “Electrical” is supposed to be a scientific word. Do you know what its referent is? Do you know that the “electrical” in “electrical apparatus” is not the same “electrical” as the one in “electrical expert”? In the first it refers to a current

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può riferirsi a qualcosa di particolare e unico, ma «cane» si riferisce a una classe di enti dai confini flessibili. I confini di queste classi sono diversi nelle varie lingue. Si potrebbe pensare che «albero» voglia dire la stessa cosa per tutti e in qualunque luogo: niente affatto. Il termine polacco per tree [albero] copre anche il significato di wood [legno, foresta]. Il contesto o schema della frase, determina a quale tipo di oggetto questa parola polacca (o qualunque altra parola in qualunque altra lingua) si deve riferire. In hopi, la lingua degli indiani d’America che vivono nell’Arizona, il termine per «cane», pohko, comprende qualunque tipo di animale domestico. «Aquila domestica» in hopi sarebbe quindi letteralmente «aquila-cane», e, una volta chiaro il contesto, un indiano hopi potrebbe parlare della stessa aquila dicendo «il pohko di tal dei tali».

Ma per evitare che questo esempio venga considerato solo una stravaganza di una lingua “primitiva” (non esistono lingue “primitive”), diamo un altro sguardo al nostro amato inglese. Prendiamo la parola hand [mano]: nell’espressione his hand [«la sua mano»] la parola si riferisce a una parte del corpo; in hour hand [lancetta delle ore] a un oggetto completamente diverso; in all hands on deck [tutti i marinai in coperta] a qualcos’altro ancora, in a good hand at gardening [il pollice verde] a un’altra, e in he held a good hand (at cards) [ha avuto un a buona mano (a carte)] a un’altra ancora, mentre in he got the upper hand [è prevalso] non ha nessun significato ma si dissolve in uno schema di riferimento generico. Oppure, consideriamo la parola bar nelle seguenti espressioni: iron bar [sbarra di ferro], «bar to progress» [un ostacolo al progresso], he should be behind bars [dovrebbe essere dietro le sbarre], studied for the bar [ha studiato da avvocato], let down all the bars [abbassare le difese], bar of music [barra musicale], sand bar [banco di sabbia»], candy bar [stecca di zucchero candito], mosquito bar [zanzariera], bar sinister [lett. «barra sinistra», simbolo, negli stemmi araldici, di nascita illegittima], bar none [nessuno escluso], ordered drinks at the bar [ha ordinato dei drink al bar]!

Ma questi, si potrebbe obbiettare, sono casi di uso idiomatico, e non logico, scientifico della lingua. Ma davvero? Il termine electrical [elettrico] dovrebbe essere una parola scientifica. Sapreste indicare il suo referente? Sapete che electrical in electrical apparatus [impianto elettrico] non è uguale a electrical in electrical expert [esperto di elettricità]? Nel primo caso infatti indica un flusso di corrente

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of electricity in the apparatus, but in the second it does not refer to a current of electricity in the expert. When a word like “group” can refer either to a sequence of phases in time or a pile of articles on the floor, its element of reference is minor. Referents of scientific words are often conveniently vague, markedly under the sway of the patterns in which they occur. It is very suggestive that this trait, so far from being a hallmark of Babbittry, is most marked in intellectual talk, and – mirabile dictu – in the language of poetry and love! And this needs must be so, for science, poetry, and love are alike in being “flights” above and away from the slave-world of literal reference and humdrum prosaic details, attempts to widen the petty narrowness of the personal self’s outlook, liftings toward Arūpa, toward that world of infinite harmony, sympathy and order, of unchanging truths and eternal things. And while all words are pitiful enough in their mere “letter that killeth,” it is certain that scientific terms like ‘force, average, sex, allergic, biological’ are not less pitiful, and in their own way no more certain in reference than ‘sweet, gorgeous, rapture, enchantment, heart and soul, star dust.’ You have probably heard of ‘star dust’ – what is it? Is it a multitude of stars, a sparkling powder, the soil of the planet Mars, the Milky Way, a state of daydreaming, poetic fancy, pyrophoric iron, a spiral nebula, a suburb of Pittsburgh, or a popular song? You don’t know, and neither does anybody. The word – for it is one LEXATION, not two – has no reference of its own. Some words are like that.8 As we have seen, reference is the lesser part of meaning, patternment the greater. Science, the quest for truth, is a sort of divine madness like love. And music – is it not in the same category? Music is a quasilanguage based entirely on patternment, without having developed lexation.

Sometimes the sway of pattern over reference produces amusing results, when a pattern

8 Compare “kith” and “throe,” which give no meaning, and a bewildering effect, without the patterns “kith and kin” and “in throes of.”

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elettrica nell’impianto, ma nel secondo non indica un flusso di elettricità all’interno di un esperto. Quando una parola come group [gruppo] può indicare tanto una sequenza di fasi temporali quanto una pigna di giornali sul pavimento, il suo elemento di riferimento è di poca rilevanza. I riferimenti delle parole scientifiche sono spesso appositamente generici, e fortemente condizionati dal contesto in cui occorrono. È suggestivo che questa caratteristica, lungi dall’essere il marchio distintivo di una mentalità ristretta, sia particolarmente diffusa nel linguaggio intellettuale e – mirabile dictu – nel linguaggio poetico e amoroso! E questo necessariamente, perché scienza, poesia e amore hanno in comune la “fuga” oltre e al di sopra della schiavitù del riferimento letterale e dei noiosi dettagli prosaici, il tentativo di ampliare la meschina e ristretta visione del Sé individuale, e l’elevazione verso l’Arūpa, verso quel mondo di infinita armonia, empatia e ordine, di verità immutabili e cose eterne. E mentre tutte le parole sono piuttosto pietose nella loro semplice «lettera che uccide»9, è certo che termini scientifici come force, average, sex, allergic, biological [forza, media, sesso, allergico, biologico] sono non meno pietosi, e a loro modo non posseggono un riferimento più preciso di quanto ne abbiano sweet, gorgeous, rapture, enchantement, heart and soul, star dust [dolce, splendido, estasi, magia, cuore e anima, polvere di stelle]. Avrete probabilmente sentito l’espressione star dust [lett. «polvere di stelle»]: che cosa significa? Una moltitudine di stelle, una polverina luccicante, il terreno del pianeta Marte, la Via lattea, un stato di sogno a occhi aperti, un’invenzione poetica, ferro piroforico, una nebulosa a spirale, una periferia di Pittsburgh o una canzone famosa? Non lo sapete, come non lo sa nessuno. La parola, poiché si tratta di un’unica lessicazione, non di due, non ha un suo riferimento specifico. Esistono parole simili.10 Come si è visto, il riferimento è ciò che conta meno nel definire il significato, mentre la schematizzazione ha la parte principale. La scienza, cioè ricerca della verità, è una sorta di follia divina, come l’amore. E la musica non appartiene forse alla stessa categoria? Essa è una quasilingua, fondata interamente sulla schematizzazione, senza aver sviluppato l’aspetto della lessicazione.

Talvolta il predominio dello schema sul riferimento produce effetti divertenti, quando uno schema

9 «La lettera uccide»: 2 Corinzi 3:6.
10 Confrontate kith [parente] e throe [fitta di dolore] che sono privi di significato e producono un effetto strano senza la formula kith and kin [parenti e amici] e in throes of [«in preda ai tormenti di»].

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engenders meanings utterly extraneous to the original lexation reference. The lower mind is thrown into bewilderment, cannot grasp that compelling formulas are at work upon it, and resorts wildly and with glad relief to its favorite obvious type of explanation, even “seeing things” and “hearing things” that help out such explanation. The word ‘asparagus,’ under the stress of purely phonetic English patterns of the type illustrated in the formula cited in Part I, rearranges to ‘sparagras’; and then since ‘sparrer’ is a dialectical form of ‘sparrow,’ we find ‘sparrow grass’ and then religiously accepted accounts of the relation of sparrows to this ‘grass.’ ‘Cole slaw’ came from German Kohlsalat, ‘cabbage salad,’ but the stress of the pattern tending to revamp it into ‘cold slaw’ has in some regions produced a new lexation ‘slaw,’ and a new dish ‘hot slaw’! Children of course are constantly repatterning, but the pressure of adult example eventually brings their language back to the norm; they learn that Mississippi is not Mrs. Sippy, and the equator is not a menagerie lion but an imaginary line. Sometimes the adult community does not possess the special knowledge needed for correction. In parts of New England, Persian cats of a certain type are called Coon cats, and this name has bred the notion that they are a hybrid between the cat and the ‘coon’ (raccoon). This is often firmly believed by persons ignorant of biology, since the stress of the linguistic pattern (animal-name 1 modifying animal-name 2) causes them to “see” (or as the psychologists say “project”) objective raccoon quality as located on the body of the cat – they point to its bushy tail, long hair, and so on. I knew of an actual case, a woman who owned a fine “Coon cat,” and who would protest to her friend: “Why, just LOOK at him – his tail, his funny eyes – can’t you see it?” “Don’t be silly!” quoth her more sophisticated friend. “Think of your natural history! Coons cannot breed with cats; they belong to a different family.” But the lady was so sure that she called on an eminent zoologist to confirm her. He is said to have remarked, with unwavering diplomacy, “If you like to think so, just think so.” “He was even more cruel than you!” she snapped at her friend, and remained convinced that her pet was the outcome of an encounter between a philandering raccoon and a wayward cat! In just such ways on a vaster scale is woven the web of Māyā, illusion begotten

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produce un significato del tutto estraneo all’originario riferimento lessicale del nome. La mente inferiore è disorientata, non si rende conto di essere condizionata da formule stringenti, e ripiega completamente e con sollievo gioioso sulle sue spiegazioni ovvie preferite, addirittura “vedendo e sentendo” cose che possono aiutarla a togliersi d’impaccio. La parola asparagus [asparago] sotto la pressione degli schemi puramente fonetici del tipo illustrato nella formula della Parte I, diventa sparagras, e poiché sparrer è un forma dialettale per sparrow [passero], abbiamo sparrow grass [lett. «erba dei passeri»], corredata da spiegazioni religiose sulla correlazione tra i passeri e questo tipo di “erba”. Cole slaw [insalata di cavolo] proviene originariamente dal tedesco Kohlsalat, che in inglese sarebbe cabbage salad [insalata di cavolo cappuccio], ma la pressione degli schemi, che tendeva a rimodellarlo in cold slaw ha prodotto un nuovo sostantivo, slaw, e un nuovo piatto, hot slaw. I bambini, naturalmente, inventano sempre schemi nuovi, ma la pressione dell’esempio degli adulti alla fine riporta il loro linguaggio allo standard: imparano quindi che il Mississipi non è Mrs. Sippy, che l’equatore non è una menagerie lion [«leone da serraglio»] ma una imaginary line [«linea immaginaria»]. A volte la comunità degli adulti non possiede le conoscenze necessarie per correggerli. In alcune zone del New England, i gatti persiani di una certa razza vengono chiamati coon cats, e questo nome ha dato origine alla credenza che siano un incrocio tra un cat [«gatto»] e un coon, (raccoon) [«procione»]. Questa credenza è diffusa tra chi non conosce la biologia, perché la pressione dello schema linguistico (nome di animale 1 che modifica il nome di animale 2) li spinge a vedere, (o come dicono gli psicologi “proiettare”) caratteristiche del procione nell’aspetto del gatto: pensano alla coda folta, al pelo lungo ecc. Ho sentito di un caso, reale, di una donna che possedeva uno splendido coon cat, e che discuteva con un’amica: «Ma scusa, basta GUARDARLO! La coda, gli occhi buffi, non vedi?» «Non essere sciocca», rispondeva l’amica, più istruita «pensa alla storia delle scienze naturali: i procioni non possono incrociarsi con i gatti, appartengono a famiglie diverse!» Ma la signora era talmente sicura che si rivolse a un famoso zoologo perché le desse ragione. Si dice che questi le abbia risposto, con impeccabile diplomazia: «Se le piace pensare che sia così, lo pensi pure». «È stato ancora più crudele di te!» commentò lei acidamente con l’amica, e mantenne la ferma convinzione che il suo micino fosse il prodotto di un incontro galante tra un procione casanova e una gattina ribelle. Esattamente allo stesso modo, anche se su scala più vasta, si tesse la tela di Māyā, l’illusione generata

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of intrenched selfhood. I am told that Coon cats received their name from one Captain Coon, who brought the first of these Persian cats to the State of Maine in his ship.

In more subtle matters we all, unknowingly, project the linguistic relationships of a particular language upon the universe, and SEE them there, as the good lady SAW a linguistic relation (Coon = raccoon) made visible in her cat. We say ‘see that wave’ – the same pattern as ‘see that house.’ But without the projection of language no one ever saw a single wave. We see a surface in ever-changing undulating motions. Some languages cannot say ‘a wave’; they are closer to reality in this respect. Hopi say walalata, ‘plural waving occurs,’ and can call attention to one place in the waving just as we can. But, since actually a wave cannot exist by itself, the form that corresponds to our singular, wala, is not the equivalent of English ‘a wave,’ but means ‘a slosh occurs,’ as when a vessel of liquid is suddenly jarred.

English pattern treats ‘I hold it’ exactly like ‘I strike it,’ ‘I tear it,’ and myriads of other propositions that refer to actions effecting changes in matter. Yet ‘hold’ in plain fact is no action, but a state of relative positions. But we think of it, even see it, as an action, because language sets up the proposition in the same way as it sets up a much more common class of propositions dealing with movements and changes. We ASCRIBE action to what we call “hold” because the formula substantive + verb = actor + his action, is fundamental in our sentences. Thus we are compelled in many cases to read into nature fictitious acting-entities simply because our sentence patterns require our verbs, when not imperative, to have substantives before them. We are obliged to say ‘it flashed’ or ‘a light flashed,’ setting up an actor IT, or A LIGHT, to perform what we call an action, FLASH. But the flashing and the light are the same; there is no thing which does something, and no doing. Hopi says only rehpi. Hopi can have verbs without subjects, and this gives to that language power as a logical system for understanding certain aspects of the cosmos. Scientific language, being founded on western Indo- European and not on Hopi, does as we do, sees sometimes actions and forces where

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da egocentrismo inveterato. Mi si dice che i coon cats prendono il loro nome da un certo capitano Coon, che portò i primi esemplari di gatto persiano nel Maine.

In questioni meno grossolane, tutti proiettiamo le relazioni linguistiche di una certa lingua sull’universo, e addirittura le vediamo, così come quella brava signora VEDEVA la relazione linguistica (coon = raccoon) materializzata nel suo gatto. Diciamo «guarda quell’onda», usando lo stesso schema di «guarda quella casa». Ma senza la proiezione della lingua, nessuno ha mai visto una sola onda. Vediamo piuttosto una superficie in moto ondulatorio irregolare. In alcune lingue non puoi dire «un’onda»; sotto questo aspetto sono più vicine alla realtà. I hopi dicono walalata, «si verifica un ondeggiamento multiplo», e possono poi concentrare l’attenzione, se vogliono, su un punto specifico dell’“ondeggiamento” esattamente come facciamo noi. Ma poiché è impossibile in realtà trovare un’onda isolata, la forma cha corrisponde al nostro singolare, wala, non traduce l’inglese a wave [un’onda], bensì significa «si verifica uno spruzzo» come quando un contenitore di liquido venga improvvisamente urtato.

Nello schema inglese, la frase I hold it [lo tengo] è considerata alla stessa stregua di I strike it [lo colpisco], I tear it [lo strappo] e miriadi di altre proposizioni che si riferiscono ad azioni provocanti un cambiamento nella materia. Eppure hold in realtà non è un’azione, ma uno stato di posizioni relative. Ma noi lo pensiamo, e addirittura lo vediamo, come un’azione, perché la lingua costruisce la proposizione allo stesso modo in cui costruisce una classe molto più comune di proposizioni che descrivono movimenti e cambiamenti. Noi attribuiamo la caratteristica di azione a ciò che chiamiamo hold, perché nelle nostre frasi la formula sostantivo più verbo = agente + azione è fondamentale. Perciò in molti casi siamo spinti a leggere nella natura agenti fittizi, solo perché la struttura delle nostre frasi esige che i verbi, a meno che non siano imperativi, siano preceduti da un sostantivo. Siamo obbligati a dire it flashed [ha lampeggiato], o a light flashed [una luce ha lampeggiato], ponendo un soggetto, IT o A LIGHT, che compia quella che noi chiamiamo «azione», flash. Ma il lampeggiare e la luce sono la stessa cosa; non c’è qualcosa che fa qualcos’altro, nessun “fare”. Il hopi dice semplicemente rehpi. La lingua hopi contempla forme verbali prive di soggetto e questo le conferisce il potere, come sistema logico, di comprendere certi aspetti del cosmo. Come noi, anche il linguaggio scientifico, fondato sull’indoeuropeo occidentale e non sul hopi, vede talvolta azioni e forze dove

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there may be only states. For do you not conceive it possible that scientists as well as ladies with cats all unknowingly project the linguistic patterns of a particular type of language upon the universe, and SEE them there, rendered visible on the very face of nature? A change in language can transform our appreciation of the Cosmos.

All this is typical of the way the lower personal mind, caught in a vaster world inscrutable to its methods, uses its strange gift of language to weave the web of Māyä or illusion, to make a provisional analysis of reality and then regard it as final. Western culture has gone farthest here, farthest in determined thoroughness of provisional analysis, and farthest in determination to regard it as final. The commitment to illusion has been sealed in western Indo-European language, and the road out of illusion for the West lies through a wider understanding of language than western Indo-European alone can give. This is the “Mantra Yoga” of the Western consciousness, the next great step, which it is now ready to take. It is probably the most suitable way for Western man to begin that “culture of consciousness” which will lead him to a great illumination.

Again, through this sort of understanding of language is achieved a great phase of human brotherhood. For the scientific understanding of very diverse languages – not necessarily to speak them, but to analyze their structure – is a lesson in brotherhood which is brotherhood in the universal human principle – the brotherhood of the “Sons of Manas.” It causes us to transcend the boundaries of local cultures, nationalities, physical peculiarities dubbed “race,” and to find that in their linguistic systems, though these systems differ widely, yet in the order, harmony, and beauty of the systems, and in their respective subtleties and penetrating analysis of reality, all men are equal. This fact is independent of the state of evolution as regards material culture, savagery, civilization, moral or ethical development, etc., a thing most surprising to the cultured European, a thing shocking to him, indeed a bitter pill! But it is true; the crudest savage may unconsciously manipulate with effortless ease a linguistic system so intricate, manifoldly systematized, and intellectually difficult that it requires the lifetime study of our greatest scholars to describe its workings. The manasic plane and the “higher ego” have been given to all,

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potrebbero esserci solo stati. Forse non riteniamo possibile che gli scienziati, come una vecchia signora con il suo gatto, proiettino del tutto
inconsciamente gli schemi di un particolare tipo di linguaggio sull’universo e li VEDANO lì, concretizzate nella natura? Cambiare la lingua può trasformare la nostra valutazione del Cosmo.

Tutto ciò è caratteristico del modo in cui la mente individuale inferiore, succube di un mondo più vasto, imperscrutabile ai suoi metodi, utilizza il suo strano dono del linguaggio per tessere la tela di Māyā, o illusione, per fare un’analisi provvisoria della realtà e poi considerarla definitiva. In questo, la cultura occidentale è quella che si è spinta più lontano nell’analisi, sistematica e scrupolosa ma provvisoria, e più lontano nell’ostinazione a considerarla definitiva. L’occidente si è consegnato all’illusione, e la lingua indoeuropea è stata il sigillo di questo abbandono; e la via di uscita sta in una comprensione del linguaggio più ampia di quella che può fornire il solo indoeuropeo occidentale. È questo il “mantra” della coscienza occidentale, il grande passo per cui ora è pronta. È probabilmente il modo migliore per l’uomo occidentale di dare inizio a quella “cultura della coscienza” che lo porterà a una grande illuminazione.

Ancora, attraverso questo tipo di comprensione del linguaggio, si raggiunge una grande fase di fratellanza umana. Poiché la comprensione scientifica di lingue molto diverse fra loro, che non significa necessariamente parlarle, ma analizzarne la struttura, è una lezione di fratellanza, che è la fratellanza nel senso umano universale, la fratellanza dei «Figli di Manas». Essa ci permette di trascendere i confini della cultura, della nazionalità, dell’insieme di caratteristiche fisiche chiamato «razza» e scoprire che nei loro sistemi linguistici, pur diversissimi, nell’ordine, l’armonia e la bellezza di questi sistemi, nelle loro diverse sottigliezze e acute analisi della realtà, tutti gli uomini sono uguali. E questo indipendentemente del grado di evoluzione in quanto a cultura materiale, primitività, civilizzazione, sviluppo morale o etico ecc., cosa alquanto scioccante per l’acculturato uomo europeo, un rospo decisamente duro da ingoiare! Ma è la verità: il più rozzo dei selvaggi può senza rendersene conto manipolare con disinvoltura e facilità un sistema linguistico tanto complesso, dalla sistematizzazione talmente varia e così intellettualmente difficile che ai nostri migliori studiosi sarebbe necessaria una vita di studi per descriverne i meccanismi. Il piano manasico e «l’io superiore» sono

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and the evolution of human language was complete, and spread in proud completeness up and down the earth, in a time far anterior to the oldest ruin that molders in the soil today.

Linguistic knowledge entails understanding many different beautiful systems of logical analysis. Through it, the world as seen from the diverse viewpoints of other social groups, that we have thought of as alien, becomes intelligible in new terms. Alienness turns into a new and often clarifying way of looking at things. Consider Japanese. The view of the Japanese that we get outwardly from their governmental policy seems anything but conducive to brotherhood. But to approach the Japanese through an aesthetic and scientific appreciation of their language transforms the picture. THAT is to realize kinship on the cosmopolitan levels of the spirit. One lovely pattern of this language is that its sentence may have two differently ranked subjects. We are familiar with the idea of two ranks of OBJECTS for our verbs, an immediate and a more remote goal, or direct and indirect object as they are commonly called. We have probably never thought of the possibilities of a similar idea applied to SUBJECTS. This idea is put to work in Japanese. The two subjects – call them subject 1 and subject 2 – are marked by the particles wa and ga, and a diagram might show them with a line drawn from each subject word, the two lines converging upon the same predication, whereas our English sentence could have only one subject with one line to the predicate. An example would be the way of saying “Japan is mountainous”: “Japan1 mountain2 (are) many”11; or: “Japan, in regard to its mountains are many.” “John is long-legged” would be “John1 leg2 (are) long.” This pattern gives great conciseness at the same time with great precision. Instead of the vagueness of our “mountainous,” the Japanese can, with equal compactness of formulation, distinguish “mountainous” meaning that mountains not always high are abundant, from “mountainous” meaning that mountains not abundant relative to the whole area are high. We see how the logical uses of this pattern would give to Japanese great power in concise scientific operations

11 “Are” is in parentheses because “be many” is expressed by a single verblike word. The Japanese ordinarily does not use a plural.

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stati dati a tutti, e il tempo in cui l’evoluzione del linguaggio umano si è completata e dispiegata in tutta la sua fiera compiutezza da un capo all’altro della terra è molto più antico della più antica rovina che oggi marcisce nel terreno.

La conoscenza linguistica implica la comprensione di tanti splendidi e diversi sistemi di analisi razionale, attraverso la quale il mondo, che prima, osservato dal punto di vista di gruppi sociali diversi, ci appariva estraneo, diventa comprensibile in modo nuovo. L’estraneità diventa uno strumento nuovo e spesso illuminante di osservazione della realtà. Prendiamo ad esempio il giapponese. L’immagine che abbiamo dei giapponesi dalla loro politica di governo ci appare tutto fuorché portatrice di fratellanza. Ma accostandoci ai giapponesi attraverso una valutazione estetica e scientifica della loro lingua, l’immagine si trasforma. QUESTO significa realizzare la fratellanza nella dimensione cosmopolita dello spirito. Uno schema molto bello di questa lingua è il fatto che contempla la possibilità di avere in una frase due soggetti, di diverso grado. Noi siamo abituati all’idea di avere due OGGETTI di diverso grado per i nostri verbi, un fine immediato e uno più remoto, o un oggetto diretto e indiretto, come vengono comunemente definiti. Probabilmente nessuno ha mai pensato ai risvolti dell’applicazione della stessa idea ai soggetti. Quest’idea è stata invece sviluppata dai giapponesi: i due soggetti, chiamiamoli soggetto 1 e soggetto 2, sono contrassegnati dalle particelle wa e ga, e volendo fare un diagramma si avrebbero le due parole soggetto, da cui partono due linee che convergono sullo stesso predicato, mentre nella frase inglese ci sarebbe un unico soggetto con un’unica linea verso il predicato. Un esempio potrebbe essere la frase: Japan is mountainous [«Il Giappone è montuoso»]: Japan1 mountain2 (are) many»; [«Il Giappone1 monte2 (sono) molti»];12 oppure: Japan, in regard to its mountains are many [Il Giappone, in relazione ai suoi monti, sono molti]. John is long-legged [John ha le gambe lunghe] diventerebbe: John leg2 (are) long [John1 gamba2 (sono) lunghe]. Questa struttura conferisce alla frase una grande concisione, e allo stesso tempo una grande precisione. Invece del nostro vago «montuoso», il giapponese distingue, con la stessa concisione, «montuoso» nel senso che vi sono molti monti, non tutti necessariamente alti, da «montuoso» nel senso che i monti, di scarso numero rispetto all’intera area sono alti. Come si può vedere, un’applicazione adeguata di questo schema darebbe ai giapponesi un grande potenziale nelle

12 «Sono» è fra parentesi perché «essere molti» è espresso da un’unica parola-verbo. In genere il giapponese non usa il plurale.

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with ideas, could this power be properly developed.

The moment we begin scientific, unbiased RESEARCH into language we find, in people and cultures with the most unprepossessing exteriors, beautiful, effective, and scientific devices of expression unknown to western Indo-European tongues or mentalities. The Algonkian languages are spoken by very simple people, hunting and fishing Indians, but they are marvels of analysis and synthesis. One piece of grammatical finesse peculiar to them is called the obviative. This means that their pronouns have four persons instead of three, or from our standpoint two third persons. This aids in compact description of complicated situations, for which we should have to resort to cumbersome phraseology. Let us symbolize their third and fourth persons by attaching the numerals 3 and 4 to our written words. The Algonkians might tell the story of William Tell like this: “William Tell called his3 son and told him4 to bring him3 his3 bow and arrow, which4 he4 then brought to him3. He3 had him4 stand still and placed an apple on his4 head, then took his3 bow and arrow and told him4 not to fear. Then he3 shot it4 off his4 head without hurting him4.” Such a device would greatly help in specifying our complex legal situations, getting rid of “the party of the first part” and “the aforesaid John Doe shall, on his part, etc.”

Chichewa, a language related to Zulu, spoken by a tribe of unlettered Negroes in East Africa, has two past tenses, one for past events with present result or influence, one for past without present influence. A past as recorded in external situations is distinguished from a past recorded only in the psyche or memory; a new view of TIME opens before us. Let 1 represent the former and 2 the latter; then ponder these Chichewa nuances: I came1 here; I went2 there; he was2 sick; he died1; Christ died2 on the cross; God created1 the world. “I ate1” means I am not hungry; “I ate2”

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operazioni scientifiche che richiedono concisione, se questo potenziale potesse essere adeguatamente sviluppato.

Nel momento in cui incominciamo uno STUDIO del linguaggio scientifico e privo di bias, scopriamo in popoli e culture dall’aspetto meno attraente artifici espressivi splendidi, efficaci e scientifici, sconosciuti alla mentalità e alle lingue indoeuropee occidentali. Le lingue algonchine sono parlate da gente molto semplice, indiani che vivono di caccia e pesca, ma sono prodigi di analisi e di sintesi. Una finezza grammaticale caratteristica è quello che si chiama ovviativo: cioè, i pronomi hanno quattro persone anziché tre, o, come la vedremmo noi, hanno due terze persone. Questo facilita la descrizione concisa di situazioni complesse per cui noi dovremmo ricorrere a un goffo giro di parole. Simboleggiamo la loro terza e quarta persona con i numeri 3 e 4. La storia di Guglielmo Tell raccontata da loro potrebbe suonare così: «William Tell called his3 son and told him4 to bring him3 his3 bow and arrow, which4 he4 then brought to him3. He3 had him4 stand still and placed an apple on his4 head, then told him4 not to fear. Then he3 shot it4 off his4 head without hurting him4». [Guglielmo Tell chiamò suo3 figlio e gli4 disse di portargli3 il suo3 arco e freccia, che4 egli4 gli3 portò. Egli3 lo4 fece mettere in piedi fermo e mise una mela sulla sua4 testa, poi prese il suo3 arco e freccia e gli4 disse di non aver paura. Egli3 poi la4 fece schizzare della sua4 testa senza fargli4 del male]. Questo artificio sarebbe di grandissima utilità nelle specificazioni delle nostre complesse situazioni legali, permettendo di eliminare cose come the party of the first part [la parte della prima parte] e the aforesaid John Doe shall, on his part, ecc. [il sopracitato John Doe farà, dal canto suo, ...].

Il chichewa, una lingua parlata dagli zulu, una tribù di negri analfabeti dell’Africa orientale, ha due tempi del passato, uno per descrivere eventi passati che hanno esito o effetti sul presente, e uno per eventi passati che non hanno alcun effetto sul presente. Un passato che è registrato in ambienti esterni viene distinto da un passato che è registrato solo nella psiche o nella memoria; si apre davanti a noi una nuova visione del TEMPO. Contrassegniamo il primo con 1 e il secondo con 2, e riflettiamo su queste sfumature del chichewa: I came1 here [sono venuto1 qui]; I went2 there [sono andato2 là]; he was2 sick [egli era2 malato]; he died1 [egli morì1]; Christ died2 on the cross [Cristo morì sulla croce2]; God created1 the world [Dio creò1 la terra]. I ate1 [ho mangiato1] significa che non ho fame; I ate2

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means I am hungry. If you were offered food and said: “No, I have eaten1,” it would be all right, but if you used the other past tense you would be uttering an insult. A Theosophical speaker of Chichewa might use tense 1 in speaking of the past involution of Monads, which has enabled the world to be in its present state, while be might use tense 2 for, say, long-past planetary systems now disintegrated and their evolution done. If he were talking about Reincarnation, he would use 2 for events of a past incarnation simply in their own frame of reference, but he would use 1 in referring to or implying their “Karma.” It may be that these primitive folk are equipped with a language which, if they were to become philosophers or mathematicians, could make them our foremost thinkers upon TIME.

Or take the Coeur d’Alene language, spoken by the small Indian tribe of that name in Idaho. Instead of our simple concept of “cause,” founded on our simple “makes it (him) do so,” the Coeur d’Alene grammar requires its speakers to discriminate (which of course they do automatically) among three causal processes, denoted by three causal verb-forms: (1) growth, or maturation of an inherent cause, (2) addition or accretion from without, (3) secondary addition i.e., of something affected by process 2. Thus, to say “it has been made sweet” they would use form 1 for a plum sweetened by ripening, form 2 for a cup of coffee sweetened by dissolving sugar in it, and form 3 for griddle cakes sweetened by syrup made by dissolving sugar. If, given a more sophisticated culture, their thinkers erected these now unconscious discriminations into a theory of triadic causality, fitted to scientific observations, they might thereby produce a valuable intellectual tool for science. WE could imitate artificially such a theory, perhaps, but we could NOT apply it, for WE are not habituated to making such distinctions with effortless ease in daily life. Concepts have a basis in daily talk before scientific workers will attempt to use them in the laboratory. Even relativity has such a basis in the western Indo-European languages (and others) – the fact that these languages use many space words and patterns for dealing with time.

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significa invece che ho fame. Se ci venisse offerto del cibo e rispondessimo: No, I have eaten1 [grazie, ho mangiato1], andrebbe bene, ma se usassimo l’altro tipo di passato sarebbe un insulto. Un parlante di chichewa teosofo potrebbe usare il tempo passato 1 nel parlare dell’antica involuzione delle monadi, che ha reso possibile il mondo come lo vediamo ora, mentre potrebbe usare il tempo passato 2 per riferirsi, poniamo, ad antichi sistemi planetari ora disgregatisi e la cui evoluzione si è ormai completata. Se parlasse di reincarnazione userebbe il 2 per parlare di eventi di una vita passata unicamente nella loro cornice di riferimento, ma userebbe l’1 se il suo discorso si riferisse o implicasse il loro «Karma». È possibile che questi uomini primitivi siano dotati di una lingua che, se dovessero diventare filosofi o matematici, li renderebbe i nostri migliori pensatori sul tema del TEMPO.

O prendiamo il coeur d’Alene, parlato da una piccola tribù indiana omonima dell’Idaho. Al posto del nostro elementare concetto di «causa efficiente», basato sul nostro semplice makes it (him) do so [gli (a lui o a esso) fa fare ciò], la grammatica dei coeur d’Alene esige che essi distinguano (cosa che ovviamente fanno già in modo automatico) fra tre processi causali, indicati da tre forme verbali causative: 1) crescita o maturazione di una causa interna, 2) aggiunta o accrescimento dall’esterno, 3) aggiunta secondaria, cioè aggiunta di un elemento che ha subito a sua volta un processo. Per dire «it has been made sweet» [è stato reso dolce] userebbero quindi la forma 1) per parlare di una prugna addolcita dalla maturazione, la forma 2) per una tazza di caffè addolcita dall’aggiunta di zucchero, e la forma 3) per delle focaccine addolcite da sciroppo fatto di zucchero sciolto. Se la loro cultura diventasse più sofisticata, e i loro pensatori sviluppassero questa distinzione, per ora inconsapevole, in una teoria di causalità triadica, adatta all’osservazione scientifica, potrebbero dare alla scienza un prezioso strumento intellettuale. E NOI potremmo imitare artificialmente una tale teoria, forse, ma NON applicarla, perché non avvezzi a fare una tale distinzione automaticamente nella vita quotidiana. I concetti hanno un fondamento nella lingua quotidiana prima che gli scienziati tentino di utilizzarle in laboratorio. Perfino la teoria della relatività ha un fondamento del genere nelle lingue indoeuropee occidentali (e anche in altre): il fatto che queste lingue utilizzino, per parlare del tempo, molti termini e schemi riferiti allo spazio.

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Language has further significance in other psychological factors on a different level from modern linguistic approach but of importance in music, poetry, literary style, and Eastern mantram. What I have been speaking of thus far concerns the plane of Manas in the more philosophical sense, the

“higher unconscious” or the “soul” (in the sense as used by Jung). What I am about to speak of concerns the “psyche” (in the sense as used by Freud), the “lower” unconscious, the Manas which is especially the “slayer of the real,” the plane of Kāma, of emotion or rather feeling (Gefühl). In a serial relation containing the levels of Nāma-Rūpa and Arūpa, this level of the unconscious psyche is on the other side of Nāma-Rūpa from Arūpa, and Nāma or lexation mediates in a sense between these extremes. Hence the psyche is the psychological correlative of the phonemic level in language, related to it not structurally as is Nāma or lexation, not by using it as building blocks, as word-making uses the phonemes (vowels, consonants, accents, etc.), but related as the feeling-content of the phonemes. There is a universal, Gefühl-type way of linking experiences, which shows up in laboratory experiments and appears to be independent of language – basically alike for all persons.

Without a serial or hierarchical order in the universe it would have to be said that these psychological experiments and linguistic experiments contradict each other. In the psychological experiments human subjects seem to associate the experiences of bright, cold, sharp, hard, high, light (in weight), quick, high-pitched, narrow, and so on in a long series, with each other; and conversely the experiences of dark, warm, yielding, soft, blunt, low, heavy, slow, low-pitched, wide, etc., in another long series. This occurs whether the WORDS for such associated experiences resemble or not, but the ordinary person is likely to NOTICE a relation to words only when it is a relation of likeness to such a series in the vowels or consonants of the words, and when it is a relation of contrast or conflict it is passed unnoticed. The noticing of the relation of likeness is an element in sensitiveness to literary style or to what is often rather inaccurately called the “music” of words. The noticing of the relation of conflict is much more difficult, much more a freeing oneself from illusion, and though quite “unpoetical” it is really a movement toward Higher Manas, toward a higher symmetry than that of physical sound.

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La lingua ha un’ulteriore importanza in altri fattori psicologici, su un piano diverso da quello dell’approccio della linguistica moderna, ma rilevante per la musica, la poesia, lo stile letterario e il mantra orientale. Quello di cui ho parlato finora riguarda il piano del Manas nel senso più filosofico, l’«inconscio superiore» o «anima» (in senso jungiano). Ciò di cui parlerò ora invece concerne la psiche (in senso freudiano), l’inconscio «inferiore», il Manas che è soprattutto «uccisore del reale», il piano di Kāma, dell’emozione o piuttosto del sentimento (Gefühl). All’interno di un rapporto gerarchico contenente i piani Nāma-Rūpa e Arūpa, questo livello di psiche inconscia si trova all’estremo opposto del Nāma-Rūpa rispetto all’ Arūpa, e il Nāma, o lessicazione, fa in un certo senso da mediatore fra questi due estremi. La psiche è dunque il corrispettivo psicologico del livello fonematico del linguaggio e ha con esso un rapporto non strutturale come il Nāma o lessicazione, non lo utilizza come “assortimento di mattoncini”, come avviene con i fonemi (vocali, consonanti, accenti ecc.) nella costruzione di parole, ma ha una relazione di contenuto affettivo dei fonemi. Esiste un modo universale, di tipo del Gefühl, di associare le esperienze, che emerge dagli esperimenti in laboratorio e appare svincolato dalla lingua, dunque fondamentalmente uguale per tutti.

Se non ci fosse nell’universo un ordine seriale o gerarchico, bisognerebbe concludere che questi esperimenti, psicologici e linguistici, si contraddicono. Negli esperimenti psicologici, pare che i soggetti umani associno le esperienze di bright, cold, sharp, hard, high, light (in weight), quick, high- pitched, narrow, ecc. [luminoso, freddo, aguzzo, duro, alto, leggero, svelto, acuto, stretto, ecc.] in una lunga serie, e invece le percezioni di dark, warm, yielding, soft, blunt, low, heavy, slow, low-pitched, wide ecc. [buio, caldo, cedevole, morbido, arrotondato, basso, pesante, lento, grave, ampio» ecc.] in un’altra lunga serie. Questo avviene indipendentemente dal fatto che le PAROLE di queste esperienze associate si assomiglino o meno, ma generalmente si tende a NOTARE una correlazione tra esperienze e parole solo quando si tratta di una relazione di somiglianza con le vocali o consonanti di tale serie, mentre se c’è una relazione di opposizione o conflitto rimane inosservata. Il cogliere una relazione di somiglianza è un elemento di sensibilità per lo stile letterario, o sensibilità per ciò che viene spesso impropriamente definita la “musicalità” delle parole. Cogliere invece una relazione di conflitto è molto più difficile, e implica molto di più uno sciogliersi dalle illusioni, e benché “poco poetico”, è davvero un movimento verso il Manas superiore, verso una simmetria più alta di quella del suono fisico.

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What is significant for our thesis is that language, through lexation, has made the speaker more acutely conscious of certain dim psychic sensations; it has actually produced awareness on lower planes than its own: a power of the nature of magic. There is a yogic mastery in the power of language to remain independent of lower-psyche facts, to override them, now point them up, now toss them out of the picture, to mold the nuances of words to its own rule, whether the psychic ring of the sounds fits or not. If the sounds fit, the psychic quality of the sounds is increased, and this can be noticed by the layman. If the sounds do not fit, the psychic quality changes to accord with the linguistic meaning, no matter how incongruous with the sounds, and this is not noticed by the layman.

Thus the vowels a (as in ‘father’), o, u, are associated in the laboratory tests with the dark-warm- soft series, and e (English a in ‘date’), i (English e in ‘be’) with the bright-cold-sharp set. Consonants also are associated about as one might expect from ordinary naïve feeling in the matter. What happens is that, when a word has an acoustic similarity to its own meaning, we can notice it, as in English ‘soft’ and German sanft. But, when the opposite occurs, nobody notices it. Thus German zart (tsart) ‘tender’ has such a “sharp” sound, in spite of its a, that to a person who does not know German it calls up the bright-sharp meanings, but to a German it “sounds” soft – and probably warm, dark, etc., also. An even better case is DEEP. Its acoustic association should be like that of PEEP or of such nonsense words as VEEP, TREEP, QUEEP, etc., i.e., as bright, sharp, quick. But its linguistic meaning in the English language happens to refer to the wrong sort of experience for such an association. This fact completely overrides its objective sound, causing it to “sound” subjectively quite as dark, warm, heavy, soft, etc., as though its sounds really were of that type. It takes illusion-freeing, if unpoetic, linguistic analysis to discover this clash between two “musics,” one more mental and one more psychic, in the word. Manas is able to disregard properties of the psychic plane, just as it can disregard whether an equational x refers to automobiles or sheep. It can project parts of its own patterns upon experience in such a way that they distort, and promote

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Ciò che è rilevante per la nostra tesi è che la lingua, attraverso la lessicazione, ha reso il parlante particolarmente sensibile a certe deboli percezioni psichiche, e ha addirittura generato una consapevolezza su piani più bassi di quello della lingua stessa: potenza della natura della magia. Il potere della lingua possiede una capacità yogica di rimanere svincolata dai fatti della psiche inferiore;può ignorarli, ora evidenziarli, ora eliminarli completamente e modellare le sfumature delle parole a suo piacimento, sia che coincidano con il “suono” psichico o meno. Se i suoni coincidono, la qualità psichica del suono aumenta, e questo viene colto anche da un profano. Se non vi è coincidenza invece, la qualità psichica cambia a seconda del significato linguistico, per quanto questo sia in contrasto con i suoni che compongono la parola, e questo non viene colto da un profano.

Perciò le vocali come la a in father [padre], la o e la u, vengono associate nei test di laboratorio al gruppo buio-caldo-morbido, e le e nella pronuncia della a nell’inglese date e la i nella pronuncia di be con il gruppo luminoso-freddo-aguzzo. Anche le consonanti vengono associate più o meno come ci si aspetta dall’ingenuo e comune sentimento in merito. Ciò che avviene è che quando una parola possiede una somiglianza sonora con il suo significato, lo notiamo subito, come nel caso di soft [morbido] in inglese e del tedesco sanft [morbido]. Ma quando si verifica l’opposto, nessuno se ne accorge. Per cui il tedesco zart (con la «z» dura), cioè «tenero», ha un suono «aguzzo», nonostante la sua a, che a chi non conosce il tedesco richiama alla mente i significati della serie luminoso-aguzzo, ma che a un tedesco «suona» MORBIDO, e probabilmente anche caldo, buio ecc. Un esempio anche migliore è DEEP [profondo]. Il suono che gli si dovrebbe associare è lo stesso di PEEP [sbirciare], o di altre parole inventate come VEEP, TREEP, QUEEP ecc, cioè del gruppo luminoso-aguzzo-veloce. Ma il caso vuole che il suo significato linguistico nella lingua inglese si riferisca al tipo sbagliato di esperienza percettiva. Questo fatto ignora completamente il suono oggettivo della parola, facendo sì che essa “suoni” soggettivamente più o meno come buio, pesante, caldo ecc, come se in realtà il suo suono fosse di quel tipo. Occorre un’analisi linguistica libera dall’illusione, se non addirittura impoetica, per scoprire questo contrasto fra due “melodie”, una più mentale e l’altra più psichica, all’interno di una stessa parola. Il Manas è in grado di ignorare le proprietà del piano psichico nello stesso modo in cui è indifferente al fatto che la x di un’equazione rappresenti un’auto o una pecora. Esso può proiettare parti dei suoi schemi sull’esperienza, in un modo tale da distorcere e favorire

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illusion, or again in such a way that they illuminate, and build up scientific theories and tools of research

Yoga is defined by Patanjali as the complete cessation of the activity of the versatile psychic nature.13 We have seen that this activity consists largely of personal-social reactions along unperceived tracks of pattern laid down from the Arūpa level functioning above or behind the focus of personal consciousness. The reason why the Arūpa level is beyond the ken of the consciousness is not because it is essentially different (as if it were, e.g., a passive network) but because the personality does focus, from evolution and habit, upon the aforesaid versatile activity. The stilling of this activity and the coming to rest of this focus, though difficult and requiring prolonged training, is by reliable accounts from widely diverse sources, both Eastern and Western, a tremendous expansion, brightening and clarifying of consciousness, in which the intellect functions with undreamed-of rapidity and sureness. The scientific study of languages and linguistic principles is at least a partial raising of the intellect toward this level. In the understanding of a large linguistic pattern there is involved a partial shift of focus away from the versatile psychic activity. Such understandings have even a therapeutic value. Many neuroses are simply the compulsive working over and over of word systems, from which the patient can be freed by showing him the process and pattern.

All this leads back to the idea touched upon in part I of this essay, that the types of patterned relationship found in language may be but the wavering and distorted, pale, substanceless reflection of a CAUSAL WORLD. Just as language consists of discrete lexation-segmentation (Nāma-Rūpa) and ordered patternment, of which the latter has the more background character, less obvious but more infrangible and universal, so the physical world may be an aggregate of quasidiscrete entities (atoms, crystals, living organisms, planets, stars, etc.) not fully understandable as such, but rather emergent from a field of causes that is itself a manifold of pattern and order. It is upon the bars of the fence, beyond which it would meet

13 Bragon’s paraphrase of the Yoga Sutras, An Introduction to Yoga, Claude Bragdon, New York, 1933.
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l’illusione, o in modo tale invece da illuminare e creare teorie scientifiche e strumenti intellettuali di ricerca.

Lo yoga viene definito da Patanjali come la totale cessazione dell’attività della versatile natura psichica.14 Si è visto che quest’attività è costituita in gran parte da reazioni individuali-sociali che seguono impercettibili percorsi di schemi tracciati del piano dell’Arūpa, che si muove al di sopra o dietro il focus della coscienza individuale. Il fatto che il livello Arūpa si trovi al di là della portata della coscienza non è dovuto a una differenza sostanziale (come se fosse ad esempio una struttura passiva), ma al fatto che la personalità si concentra, per ragioni evolutive e di abitudine, sulla suddetta attività versatile. L’interruzione di questa attività e la sospensione di questa concentrazione, per quanto sia difficile e richieda un allenamento prolungato, è secondo testimonianze attendibili prese da fonti eterogenee, sia provenienti dal mondo orientale che occidentale, un incredibile ampliamento, illuminazione e chiarificazione della coscienza, un momento in cui l’intelletto funziona con una rapidità e sicurezza inimmaginabili. Lo studio scientifico della lingua e dei principi linguistici permette perlomeno un innalzamento parziale dell’intelletto verso questo livello. La comprensione di una grande schema linguistico è implica un parziale spostamento di attenzione dall’attività psichica versatile. Una tale comprensione ha perfino valore terapeutico: molte nevrosi consistono semplicemente nella ripetizione ossessiva di sistemi di parole, dalle quali il paziente può essere liberato mostrandogli il processo e lo schema.

Tutto questo ci riporta all’idea accennata nella prima parte di questo saggio, e cioè che la relazione schematica che si osserva nella lingua potrebbe non essere altro che il riflesso pallido, tremolante, distorto e inconsistente di un MONDO CAUSALE. Così come la lingua consiste in una lessicazione- segmentazione (Nāmā-Rūpa) discreta, e in una schematizzazione ordinata, delle quali la seconda ha più un carattere di sfondo, meno evidente ma più universale e inalterabile, così che il mondo fisico potrebbe essere un aggregato di entità semidiscrete (atomi, cristalli, organismi viventi, pianeti, stelle, ecc.) non pienamente comprensibili come tali, ma emergenti piuttosto da un campo di cause che è esso stesso un vasto insieme di schema e ordine. Ed è a cavallo di questo steccato, oltre il quale attendono

14 È la parafrasi di Bragdon delle Sūtra dello Yoga in An Introduction to Yoga, Claude Bragdon, New York, 1933.

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these CHARACTERS OF THE FIELD, that science is now poised. As physics explores into the intra-atomic phenomena, the discrete physical forms and forces are more and more dissolved into relations of pure patternment. The PLACE of an apparent entity, an electron for example, becomes indefinite, interrupted; the entity appears and disappears from one structural position to another structural position, like a phoneme or any other patterned linguistic entity, and may be said to be NOWHERE in between the positions. Its locus, first thought of and analyzed as a continuous variable, becomes on closer scrutiny a mere alternation; situations “actualize” it, structure beyond the probe of the measuring rod governs it; three-dimensional shape there is none, instead – “Arūpa.”

Science cannot yet understand the transcendental logic of such a state of affairs, for it has not yet freed itself from the illusory necessities of common logic which are only at bottom necessities of grammatical pattern in Western Aryan grammar; necessities for substances which are only necessities for substantives in certain sentence positions, necessities for forces, attractions, etc. which are only necessities for verbs in certain other positions, and so on. Science, if it survives the. impending darkness, will next take up the consideration of linguistic principles and divest itself of these illusory linguistic necessities, too long held to be the substance of Reason itself.

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gli ATTORI DI QUESTO CAMPO, che ora la scienza si trova ferma. Mentre la fisica indaga i fenomeni subatomici, le forze e le forme discrete si dissolvono sempre più in relazioni di pura schematizzazione. Il LUOGO di un’entità apparente, un elettrone ad esempio, diventa indefinito, interrotto; l’entità appare e scompare da una posizione strutturale all’altra, come un fonema o qualunque altra entità linguistica che segue uno schema predefinito, e di esso si può dire che si trova in NESSUN LUOGO tra le due posizioni. Il suo luogo, prima considerato e analizzato come una variabile costante, diventa dopo un’analisi più attenta un mero alternarsi di posizioni; le singole situazioni lo «attualizzano», e lo governa una struttura oltre la portata del suo metro di misura; non esiste una forma tridimensionale, bensì qualcosa d’altro: «Arūpa».

La scienza non è ancora in grado di comprendere la logica trascendentale di un tale stato di cose, non essendosi ancora liberata dalle illusorie necessità della logica comune, che sono solo le necessità di fondo dello schema grammaticale della grammatica ariana occidentale; le necessità di sostanze, che sono solo la necessità di sostantivi in una certa posizione della frase, e necessità di forze, attrazioni ecc, che sono solo la necessità di verbi in certe altre posizioni e così via. Il prossimo passo della scienza, se riuscirà a superare le tenebre incombenti, sarà di intraprendere l’analisi dei principi linguistici e spogliarsi di queste illusorie necessità linguistiche, troppo a lungo identificate con la sostanza stessa della Ragione.

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Dalla Brianza a Yehoshua. Intervista ad Alessandra Shomroni, traduttrice di Yehoshua e Grossman

Che tu sia per me la pioggia

 

La pioggia. Imparare a concepirla non come un nemico da cui ripararsi, ma come dono di trasformazione, al quale presentarsi solo col proprio corpo. Imparare a lasciarsi trasformare dalle persone che si incontrano, dai libri che si leggono, dai paesi in cui si va a vivere. Nuotare senza timori nel mare in perpetuo movimento. O almeno provarci.

Incontro Alessandra Shomroni in una casa, o meglio in un parco che racchiude al suo interno una casa. È primavera avanzata nell’Oltrepò pavese, l’asfalto della strada moltiplica il caldo del sole, ma, appena imboccati i due solchi in mezzo all’erba del vialetto, e nascosta l’automobile dietro un alto cespuglio di arbusti, il clima è subito diverso: più fresco, più accogliente.

L’interno della casa appare sulle prime scuro, dopo il protratto bagliore del sole e, in quella che mi sembra ancora una penombra, due donne con vesti larghe di tinte naturali parlano tra loro in una lingua che risveglia in me frammenti di ricordi forse rimossi o forse solo trascurati, della scuola elementare: sì, è proprio l’ebraico, benché così fuori contesto.

La padrona di casa si chiama Katka, è di origine ceca, ma ha vissuto parecchi anni negli Stati Uniti, e sa l’ebraico per educazione familiare. La sua somiglianza con Alessandra, al punto di sembrare sua sorella maggiore, non è attribuibile ad alcun legame di parentela, seppure lontano. Forse si assomigliano perché legate da un’intensa amicizia, che le ha a poco a poco rese simili.

Alessandra è italiana, ma non vive in Italia, anche se ci viene regolarmente per incontrare amici, parenti, editori. Vive a Mey Ami, un villaggio agricolo nel nord di Israele.

Trapiantata in Israele vent’anni fa, da tre anni traduce testi contemporanei, tra cui Alef Bet Yehoshùa e Davìd Grossman. Camminiamo nel parco rigoglioso di Katka e intanto bussano e chiedono il permesso di uscire le domande nella mia mente di traduttore. Lei è disponibile a parlare della sua complicata esperienza.

Abitare in Israele nei primi tempi era come vivere lacerata fra due mondi, con una ferita aperta. Quando era in Israele aveva nostalgia dell’Italia, e viceversa. Insomma, non era facile. Da tre anni vive in modo meno angoscioso la distanza tra le sue due patrie, tra le sue due lingue.

Avere radici profonde in due culture molto diverse può portare a una sorta di schizofrenia geografica e culturale, provoca un’inevitabile quanto continua angoscia e nostalgia. Alessandra ora ha trovato un modo molto elegante per sublimare questo desiderio di essere qua e là: dopo vent’anni in Israele, nei quali si è sposata con un cittadino israeliano, ha lavorato in kibùz, ha avuto due figli e si è laureata, conosce la cultura e la lingua di Israele meglio di qualsiasi straniero (le ho sentito dire: «mi sento profondamente cittadina israeliana»), e in un’opera letteraria contemporanea della sua nuova patria riesce a cogliere sfumature di registro, coloriture gergali, allusioni a dati di realtà, fenomeni culturali, peculiarità di idioletto. E dedica la propria competenza ai lettori italiani.

La sua ferita ha cominciato a rimarginarsi da quando lavora come traduttrice, professione già di per sé schizofrenica, creazione di una sorta di ponte tra due culture. Non potrei dire che effetto faccia a un israeliano, quando parla ebraico, la sua pronuncia: lei mi dice che non usa la erre uvulare tipica dell’ebraico moderno, ma quella dentale a cui siamo abituati noi. Quando parla italiano, però, come uno straniero che abbia imparato bene la lingua del paese, ha una particolare dizione priva di inflessioni, quasi il segno di una cicatrice.

Quando Alessandra si è accinta a tradurre il suo primo Grossman – Che tu sia per me il coltello, romanzo che racconta una relazione fatta di parole, di lettere che trasformano la vita di due persone – si è resa conto di non essere in sintonia con l’ossessiva ansia introspettiva del romanzo. Alessandra è una persona pragmatica, e la sua preoccupazione era di non riuscire a trasmettere le sfumature psicologiche delle relazioni tra Myriàm e Yaìr.

Fortunatamente in Israele i rapporti sociali sono improntati all’informalità, neppure la lingua ha certe forme di cortesia, ci si dà tutti del tu. È stato perciò naturale per Alessandra, prima di cominciare la traduzione, andare da Davìd, spiegargli le proprie difficoltà e farsi condurre per mano attraverso il suo testo.

Quando Davìd Grossman legge un buon libro, vuole esserne sconvolto, vuole, dopo avere letto l’ultima pagina, non sentirsi più la stessa persona. E, verosimilmente, scrive libri che vogliono produrre un analogo effetto. Così è accaduto ad Alessandra durante i mesi di convivenza intima con il testo, che ogni traduttore letterario vive in modo più o meno intenso, sentendosi comunque ogni volta cambiato.

Ogni volta che un traduttore si immerge in un lavoro letterario nuovo, deve risolvere numerosi problemi legati innanzitutto alla necessità di condividere il punto di vista del narratore e, in una seconda fase, risolvere anche problemi pratici legati alla trasposizione del testo, che presuppone un trasferimento culturale oltre che linguistico.

In Che tu sia per me il coltello,  c’è stata la difficoltà di tradurre i numerosi giochi di parole. Uno riguarda la parola imahùt, che vuol dire «maternità»; se però la si scompone in «i mahùt», significa letteralmente «mancanza di essenza», come del resto spiega lo stesso Grossman. Il lettore italiano ne ha una traduzione letterale che però manca della finezza e dell’arguzia dell’originale.

Per una traduttrice (per un traduttore), ogni libro che esce è come un figlio. E questo gioco di parole sulla mancanza di essenza sembra calzante, come se ogni traduzione fosse mancanza di un’essenza precisa, fosse un atto di trasformazione. Senza spingere quel calembour alle conseguenze più estreme, di certo si può dire che l’atteggiamento di chi si dispone a leggere, e a maggior ragione di chi si dispone a tradurre, è un atteggiamento di apertura, curiosità, desiderio di accogliere un punto di vista nuovo, disponibilità a lasciarsi trasformare dalla convivenza con un testo, che all’inizio è un testo-altro e gradualmente cresce al proprio interno fino a diventare un figlio.

Superficialmente si potrebbe pensare che una personalità del genere sia labile, priva di un senso profondo della propria identità. Al contrario, questa apertura mentale è segno di forza. Chi sente la propria identità minacciata dal confronto con un’entità estranea (che sia un testo, una persona o una cultura) se ne difende evitando il confronto. Chi invece sceglie di lasciarsi attraversare dalle esperienze sa di poter contare su un forte senso di sé.

Quando, vent’anni fa, da Rovellasca una studentessa iscritta alla facoltà di lingue è partita per un kibùz con l’intenzione di toccare con mano questa forma di socialismo realizzato, e con l’esigenza di parlare l’inglese in un posto dove non ci fossero troppi italiani, non sospettava che questa esperienza l’avrebbe portata a sentirsi a casa propria in quella terra, avara di pioggia e di pace. Che l’avrebbe trasformata fino a questo punto. Non immaginava certo che i suoi figli avrebbero dormito in un edificio insieme a tanti altri bambini, e non nella sua casa, e che sarebbe scoppiata una guerra che avrebbe costretto lei, il marito Avnèr e i bambini a indossare maschere antigas ogni volta che fosse suonato l’allarme. Una guerra che noi abbiamo seguìto alla televisione dalla poltrona del nostro salotto, troppo vaccinati dalla pioggia continua di immagini per riuscire a immaginarci davvero cosa succedeva nelle case e nelle strade.

Eppure ora Alessandra non riesce a fare a meno della vivacità culturale israeliana, delle radio accese a tutte le ore del giorno, dei commenti a caldo su ogni evento sociale, politico, della vicina di casa che ogni settimana legge un romanzo e poi ne discute con lei. Mentre da noi per le elezioni ormai la partecipazione è scarsa, il dibattito langue, pochi sono davvero interessati. E i lettori non abbondano.

Ma se pensa all’Italia, c’è qualcosa di cui sente particolarmente la mancanza: il verde del paesaggio mosso della sua infanzia, il verde bagnato, spesso e volentieri, dalla pioggia. E quando è in Italia e piove, non usa l’ombrello ma esce e non si ripara, lasciando che i ricordi la riportino indietro, a quando ancora apparteneva solo a queste colline.

È sera quando riprendo il vialetto in mezzo all’erba alla volta di casa. Katka e Alessandra, davanti alla porta, mi salutano, lo sguardo sereno, in pace con il mondo. E il cielo, nero di nuvole, promette un acquazzone.

 

Testo dell’intervista

Come è successo che dalla Brianza ti sei ritrovata in Israele?

Io sono andata in kibuz perché volevo migliorare l’inglese, ero stata un anno in Inghilterra ma non era servito perché abitavo con italiani. Poi negli anni settanta c’era il mito del socialismo, mi incuriosivano, e così sono partita. All’inizio avevo un atteggiamento molto aperto e molto positivo perché era una cosa nuova. Come quando sei turista, e vedi le cose dal di fuori, non conosci in realtà le magagne che stanno sotto questa patina di allegria, di cosa bella, che funziona. E mi ero trovata molto bene in quei sette mesi e ho conosciuto anche Avnér [suo attuale marito NdR]. Poi sono rientrata in Italia perché ero iscritta a lingue. Ma, grazie alla nostalgia, sono tornata a trovare Avnér e lui mi ha convinto a iscrivermi a un ulpan [scuola di ebraico per immigrati NdR], l’ho finito, e dopo un anno abbiamo deciso di sposarci.

Ti piaceva il lavoro che facevi in kibuz?

No, ecco quella è sempre stata una fonte di grande frustrazione per me perché in realtà in kibuz soprattutto una donna non può trovare un lavoro appagante. Io sono arrivata nel kibuz della Hashomer azair [quelli con le idee più radicali, perché esistono anche quelli di Ihùd meuhàd (di sinistra ma moderati), e quelli religiosi. I miei figli sono cresciuti nella inàm huté, vivevano in comune, dormivano in comune, non li ho allevati io, e c’era ancora il sidùr avodà, l’ufficio dove ogni giorno ti dicono dove lavorerai il giorno dopo. Bisognava accettare quello che dicevano di fare e all’inizio mi mettevano sempre in cucina. Se no le donne le facevano lavorare coi bambini…

Ma allora non era poi tanto di sinistra…

Era una sinistra stalineggiante, c’erano schemi mentali rigidi, c’era un’imposizione dall’alto. C’era sì il principio della rotazione, però (adesso sto pensando in ebraico sto facendo fatica a tradurre contemporaneamente) chi aveva questo ruolo di persona che deve assegnare i lavori automaticamente assegnava questo tipo di lavoro a una donna perché ormai era così da anni, le cose si erano sedimentate. Quello non mi è mai piaciuto. Anche oggi penso: oddio, è difficile trovare una donna che si senta realizzata in kibuz perché oggi c’è molta più libertà poi oggi si può uscire a lavorare, puoi cercare lavoro fuori. Invece quando io sono arrivata in kibuz era una cosa assolutamente inaudita. Ci sono arrivati per necessità, perché ormai più non riuscivano a mantenere un sistema in cui la maggior parte della gente lavora nei servizi e non è produttiva. Si erano molto indebitati a causa della politica del governo Netanyahu, hanno avuto bisogno di soldi, e molti “compagni” (haverim) sono andati a lavorare fuori.

Da quanto tempo i vostri figli vivono con voi?

Quando è scoppiata la guerra del Golfo in molti kibuz si era già passati a tenere i bambini a dormire in casa, Anche perché le case non erano costruite in modo che si potesse ospitarli. Di solito erano bilocali, non c’era la camera dei bambini, se ne avevi due o tre facevi fatica a vivere. Quando però è scoppiata la guerra e di notte c’erano le sirene dovevi svegliarti e mettere le maschere non si poteva gestire una situazione del genere e i bambini stavano coi genitori. Dopodiché i genitori non hanno più voluto riportarli, così il kibuz si è indebitato ancora di più perché è stato necessario ingrandire le case. È una situazione che può essere proiettata su tutti i kibuz della Hashomer azair. L’ultimo che è passato al Linah mishpahtit è Bar Am che è il kibuz più radicale che è proprio uno dei kibuz che ospita i garim degli italiani quando finiscono la tinuah e dovrebbero fare la shammah, cioè fare l’alyah e l’immigrazione è uno dei kibuz in cui arrivano, Bar Am.

Quando hai deciso di non lavorare più in kibuz, sei venuta in Italia per alcuni anni, poi sei tornata a vivere in Israele e da allora fai la traduttrice. Stai meglio quando soggiorni in Italia o quando sei in Israele?

Più vado avanti e più cerco di crearmi un equilibrio tra Italia e Israele in modo da raggiungere anche una tranquillità interiore mia perché per anni non l’ho avuta. Era come vivere in due mondi. Quando ero là avevo nostalgia dell’Italia, quando sono qui so che devo tornare, ho nostalgia, non è facile insomma. Anche perché sono da sola in questa cosa, cioè mio marito ha sempre dato per scontato che io dovessi sentirmi israeliana fin dall’inizio. Ho sentito che non mi ha mai appoggiata: non sapeva come aiutarmi per rimarginare questa mia ferita che si è aperta quando sono andata in Israele e ho deciso di stabilirmi lì. Adesso a poco a poco invece…

Pensi di riuscire a farla rimarginare?

Certo sì, io ne sono convinta. Oggigiorno sì.

Però in qualche modo stando sempre a cavallo tra Italia e Israele…

Sì, sì sì, io non potrò mai decidere solo Italia o solo Israele.

Sei condannata al pendolarismo…

Alla schizofrenia, se vuoi, perché è vero, è così, non trovo un altro modo per definirlo.

Molti sostengono che i traduttori sono schizofrenici. A te che hai due patrie essere traduttrice serve a unire queste due anime, a mediare tra queste due realtà?

È proprio così. Questa mia ferita ha cominciato a rimarginarsi quando ho cominciato a fare questo lavoro, perché è la creazione di una sorta di ponte. Trasmettere quello che ho imparato in questi vent’anni di soggiorno in Israele, trasmettere ai lettori italiani che decidono di leggere questi libri di Yehoshua, di autori israeliani. Credo di riuscire a farlo anche bene perché conosco così a fondo la società israeliana contemporanea e le sfumature del linguaggio, le espressioni gergali, la mentalità del posto…

Molto meglio di un traduttore che sta in Italia.

Forse sì. Magari ho delle lacune dal punto di vista dell’italiano quotidiano, ma garantisco una comprensione totale del testo, una fedeltà assoluta a quello che l’autore vuole trasmettere.

Quando parli di fedeltà intendi al significato. E lo stile?

Ogni autore, ogni libro è un’impresa diversa. Io cerco di adeguarmi più possibile allo stile del libro. Non so se riesco sempre a farlo.

Gli interventi dei redattori certe volte non rischiano di appiattire le peculiarità stilistiche di un autore che tu hai cercato di trasmettere?

Grossman è un cultore della lingua, usa moltissimo i giochi di parole, il libro che ho tradotto, benché sia bello anche in Italiano, perde moltissimo, perché io non sono riuscita a tradurre tutti i giochi di parole che sono parte fondamentale del testo ebraico.

Hai fatto a Grossman delle proposte su possibili giochi di parole in italiano?

L’ho fatto con lui e con l’editor in Italia. Per esempio: imahut, che vuol dire maternità, se li scomponi, in ebraico, può diventare imahut che significa letteralmente «mancanza di essenza», e questo Grossman lo scrive. Questo siamo riusciti a renderlo. Però c’erano dei giochi di parole molto complessi e molto belli in ebraico che proprio non sono riuscita a rendere. Io ho detto a David: «Qui non ce la faccio, qui devo ammettere i miei limiti». Il libro che ho tradotto di Yehoshua, Viaggio alla fine del millennio, aveva uno stile aulico, perché lui voleva ricreare la lingua del passato in cui si esprime il narratore. E fin qui sono riuscita, più o meno, penso, a inquadrarlo. Poi però ci sono stili spregiudicati di autori moderni, molto più colloquiali, e non sempre è facile per un traduttore, perché deve fare dei salti mortali.

Ti è mai capitato di tradurre un’opera che inizialmente non ti piaceva o con la quale non ti sentivi in sintonia e che problemi ti ha causato?

Proprio questo, il libro di Grossman, che è uno scavare  nell’anima, nella psiche di qualcuno. Tu sia per me il coltello, già il titolo stesso lo dice, e io sono una persona abbastanza pratica, pragmatica, così, facevo molta fatica. L’ho superato grazie a lui, a David. Ci siamo incontrati e gli ho fatto capire che non era il mio testo preferito, e lui mi ha aiutato, mi ha presa per mano e, frase per frase, mi ha fatto capire e l’ho apprezzato e alla fine sono arrivata ad amare questo libro. Però ho subìto un processo di trasformazione durante questa traduzione. Un regista della Televisione della Svizzera Italiana ha fatto un’intervista a Grossman: lui diceva che quando legge un libro, vuole esserne sconvolto, vuole, dopo avere letto l’ultima pagina, non sentirsi più com’era alla prima. Devo dire che traducendo questo libro mi è successa la stessa cosa. Ed era molto bello sapere che anche lui vuole che succeda una cosa del genere, sapere che l’ha fatto con me.

Che effetto ti fa essere a contatto quotidiano con personalità della letteratura mondiale come Yehoshua e Grossman?

Per me è talmente normale. Tra l’altro la cosa bella in Israele è che è un paese molto informale, ci si dà del tu, tutti quanti, perché non esiste la forma di cortesia, quindi già il rapporto è molto più immediato con quelle persone, poi li chiami per nome, non li chiami «signor». Yehoshua per esempio lo chiamiamo tutti «Buli», anche i miei figli, la moglie e gli amici lo chiamano Buli, e per noi è Buli. So che sono personalità, ma per me prima di tutto sono amici.

Non riesci a guardarti dall’esterno?

No, assolutamente, anche perché penso che mi spaventerei: non è possibile che una cosa del genere stia succedendo proprio a me. Chi sono io in fin dei conti? La voglio considerare una cosa normale. Anche ieri ho telefonato a casa e Avnèr mi ha detto «Ha telefonato Buli, ti cercava». Buli è Alef Bet [Avraham Buli NdR] Yehoshua, niente, voleva solo un’informazione, non sapeva come compilare un modulo: per me è una cosa normale.

Vivi in Israele da quasi vent’anni e pensi e sogni in ebraico, e ora mentre conversiamo sei costretta a tradurre in italiano ciò che mi dici. Che effetto ti fa che la tua lingua madre sia una lingua straniera?

Non ci ho mai pensato. Sì, è strano. Quando torno in Italia fatico un po’ a trovare le parole. Oppure quando parlo di argomenti israeliani devo tradurre, altrimenti non ho nessun problema.

Ai tuoi figli, da neonati, parlavi ebraico?

Sì. Tale era il mio entusiasmo viscerale per Israele, che ho imparato canzoncine o filastrocche in ebraico per insegnarle ai miei figli.

Leggi letteratura italiana? Puoi farmi qualche nome di autori che ti piace rileggere?

Gadda. Morante. Leopardi. Pascoli. Poi mi piace molto la letteratura americana. Per esempio Robert Frost. E la letteratura inglese classica: Blake, Tennyson, D. H. Lawrence, Joyce. Tra i poeti israeliani Natan Zach.

Cosa ti piace trovare in Italia?

Il paesaggio. In Israele c’è troppa aridità. Il paesaggio della mia infanzia è costellato di colline, montagne, pioggia. Credo che faccia bene all’anima.

Cosa ti manca di più di Israele in Italia?

Il dinamismo culturale. La partecipazione che senti, il coinvolgimento in qualsiasi avvenimento del paese. Per esempio, le elezioni qui in Italia le vivo come una cosa distante, in Israele vivi la vita del paese, politica, sociale. È una vita molto intensa. È un posto molto piccolo e sai sempre cosa succede, l’attualità che rimbalza sempre alla radio, molti hanno sempre la radio accesa. Non puoi isolarti nel contesto della tua famiglia, non ti è permesso. Le contraddizioni vissute giorno per giorno ti fanno sentire più viva. Alef Bet Yehoshua sostiene che in Israele c’è un buco culturale, che non ci sono riviste letterarie, però io non la sento così. Per esempio, la mia vicina di casa ogni settimana compra un libro e se lo legge. Discutiamo spesso. La narrativa è molto diffusa. C’è una notevole proliferazione di giovani autori, ci sono dibattiti alla televisione, è molto più sentita che in Italia, simposi, inserti letterari nei giornali. Si legge molto in Israele. Anche l’immigrazione russa ha innalzato il livello culturale della società israeliana. In dieci anni si sono verificati cambiamenti, Israele è in continua ebollizione, ed è molto bello. È un paese molto vivo.

È paragonabile alla società statunitense all’inizio del secolo?

Forse sì. Effettivamente.

Ti fa piacere vedere che i libri che traduci hanno successo?

Sono timidissima. Mi imbarazza moltissimo. Mi fa piacere per l’autore, ma se potessi cancellare il mio nome dal frontespizio lo farei. Traduco perché mi piace, perché mi appassiona. Poi consegno la traduzione e lascio che viva la sua vita. Mi fa piacere per  David o per Buli se loro vendono e sono riconosciuti e il libro è apprezzato, però io non ne voglio sapere.

Le tue traduzioni non sono tuoi figli?

Sì, ma figli miei, non di qualcun altro. Non voglio metterli in mostra, non mi piace. Io li nasconderei.

Ti dà fastidio quando i redattori ci mettono mano?

Quando l’intervento è eccessivo, sì. Ma ho un ottimo rapporto con i redattori, perciò quando su una modifica non sono d’accordo, lo dico.

Da cosa ha origine la scelta di usare il tuo nome da sposata?

È un fatto pratico. In Israele le donne sposate perdono il cognome precedente, che viene proprio cancellato. Si rimane solo col cognome del marito. Perciò in Israele nessuno conosce il mio nome da ragazza. Sono arrivata in Israele già sposata, e tutti mi hanno conosciuta esclusivamente come Shomroni.

La traduzione come processo creativo: Edward Balcerzan. Ksenia Elisseeva

Civica Scuola Interpreti Traduttori via Alex Visconti, 18 20151 MILANO

Relatore: Prof. Bruno OSIMO

Diploma in Scienze della Mediazione Linguistica 18 Aprile 2007

© Edward Balcerzan, 1978
© Ksenia Elisseeva per l’edizione italiana 2007

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Abstract in italiano

Nella tesi si prende in esame l’articolo di Edward Balcerzan intitolato Perevod kak tvorčestvo e apparso nella rivista internazionale di traduzione Babel, numero 3-4/1978, vol. XXIV, ISSN 0521-9744. Di questo articolo viene fornita innanzitutto una sintesi nella Prefazione alla luce dei contributi contemporanei su argomenti affini; nella seconda parte viene poi proposta la traduzione italiana dell’articolo con testo russo originale a fronte. La questione della creatività nel metatesto è un problema chiave della scienza della traduzione, perché riguarda da vicino il continuum che Toury definisce «adeguatezza versus accettabilità». L’articolo scientifico di Balcerzan indaga i limiti entro cui il traduttore può spingersi nella sua opera creativa.

3

Краткое содержание дипломной работы

В своей дипломной работе я изучила статью Эдварда Бальцежана под названием Перевод как творчество, опубликованную в номере 3-4/1978 г. интернационального журнала для письменных переводчиков Babel (vol. XXIV, ISSN 0521-9744). В предисловии я попыталась кратко передать содержание статьи и проанализировать мнение автора о вопросе, затрагиваемом многими переводчиками и специалистами переводоведения в течение многих лет. Кроме того, я перевела статью на итальянский язык и привела перевод с текстом оригинала во второй части дипломной работы. Проблема творческого вмешательства в переводимый текст фундаментальна для науки, рассматривающей понятия эквивалентности и адекватности оригиналу. В данной научной статье автор устанавливает пределы “сочинительских” привилегий переводчика и их значимость.

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English Abstract

The object of this thesis is the translation from Russian into Italian and the analysis of the scientific article written by Edward Balcerzan Perevod kak tvorčestvo which appeared in 1978 in Babel, International Journal of Translation (vol. XXIV, ISSN 0521-9744, NO 3-4). The first part of this paper provides an outline of the au- thor’s point of view focused on a subject broached by many translators and experts of the theory of translation – the limits and the importance of target texts’ accommo- dation. In the second section the translation with parallel original Russian text can be found. The question of the translator’s creativity is fundamental for the science that studies such notions as equivalence and adequacy. The more translators change the spirit of the original text adapting it culturally, ideologically, aesthetically etc., the less its original aspect emerges. In his scientific article Balcerzan stabilizes the limits and the importance of such target texts’ accommodation.

5

Abstract in het Nederlands

In deze scriptie wordt het opstel van Edward Balcerzan Perevod kak tvorčestvo onder de loep genomen en in het Italiaans vertaald. Het artikel werd in Babel, een internationaal tijdschrift voor vertalers, gepubliceerd (nummer 3-4/1978, vol. XXIV, ISSN 0521-9744). In het eerste deel van de scriptie wordt het standpunt van de auteur geschetst aangaande het onderwerp waarover door vertalers en deskundigen in de vertaalwetenschap heftig wordt gediscussieerd, namelijk: in hoeverre mag de doeltekst worden ‘aangepast’. Het tweede deel is gewijd aan de vertaling die naast de oorspronkelijke Russische tekst is geplaatst. De kwestie van de creativiteit van de vertaler, van de vrije vertaling dus, is fundamenteel voor de wetenschap die begrippen als overeenkomstigheid en aanvaardbaarheid analyseert. In zijn wetenschappelijk artikel geeft Balcerzan de grenzen aan waarbinnen de vertaler zich moet bewegen.

6

Sommario

Abstract in italiano…………………………………………………………………………………………. 3

Краткое содержание дипломной работы ……………………………………………………….. 4

English Abstract…………………………………………………………………………………………….. 5

Abstract in het Nederlands………………………………………………………………………………. 6

Sommario……………………………………………………………………………………………………… 7

Prefazione …………………………………………………………………………………………………….. 8

Traduzione con il testo a fronte. La traduzione come processo creativo: Edward Balcerzan ……………………………………………………………………………………………………. 14

La traduzione come processo creativo…………………………………………………………. 15

Перевод как творчество…………………………………………………………………………… 21 Riferimenti bibliografici. ………………………………………………………………………………. 28

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Prefazione

«What is translation? On a platter A poet’s pale and glaring head, A parrot’s screech, a monkey’s chatter And profanation of the dead».

Vladimir Nabokov

Come ci immaginiamo un traduttore? Una persona, con il volto concentrato in cerca d’ispirazione, seduta alla scrivania e circondata da librerie piene di dizionari e enciclopedie. Davanti, un libro, un quaderno, una penna (oppure, nella versione contemporanea, un computer), probabilmente anche una tazza di tè o caffè. Legge attentamente (anche a voce alta) la frase che deve tradurre da una lingua all’altra per capirla, cercare di percepire il pensiero che l’autore vuole comunicare al lettore, lo traduce in un suo linguaggio interno e finalmente lo trasforma in una frase in lingua diversa, la rilegge, la unisce con quella precedente, cambia verbo … È un processo complesso, non da sottovalutare, che richiede tempo, molta passione e abilità.

Sappiamo perfettamente che la traduzione fa parte della nostra vita quotidiana. Comunicando con una persona siamo costretti a decifrare il messaggio che questa persona tenta di trasmettere. Dico tenta perché non riusciamo a comunicare tutto quello che vorremmo far capire al nostro interlocutore; il nostro pensiero può essere interpretato in modo diverso, possiamo semplicemente non essere in grado di esprimerlo. Nella prefazione al suo diario Tolstoj scrisse: «Čudnaâ noč ́! Luna tol ́ko čto vybralas ́ iz-za bugra i osveŝala dve malen ́kie, tonkie, nizkie tučki … Â dumal: pojdu, opišu â, čto vižu. No kak napisat ́ èto? … Bukvy sostavât slova, slova-frazy; no razve možno peredat ́ čuvstvo?»1. «Mysl ́ izrečënnaâ est ́

1 «Che bella notte! La luna è appena spuntata dalla collina illuminando due piccole, trasparenti, basse nuvolette … Stavo pensando: vado e descrivo quello che vedo. Ma come faccio a descriverlo? … Le lettere si uniscono in parole, le parole in frasi. Ma riuscirò mai a trasmettere il sentimento?». Tolstoj, 22: 65-66

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lož ́»2 – diceva Tûtčev. Allora il testo scritto non è mai completo e traducendolo si perde del tutto l’emozione dell’autore? Il traduttore è autorizzato ad aggiungere i propri sentimenti, ad interpretare a modo suo, a creare, trasformare, trasportare? Perché una macchina, un programma automatico non ne è in grado? Quali tecniche e metodi usano i traduttori, quali sono giusti e quali no? Approccio meccanico o personale? Chi decide se una traduzione è bella o brutta? Accettabile o adeguata? Mantenere i realia del prototesto o aiutare il lettore eliminando gli elementi estranei e privandolo di possibilità di conoscere la cultura dell’autore? Proprio o altrui? Molti esperti di traduttologia cercano le risposte a queste e molte altre domande che riguardano il processo traduttivo.

Edward Balcerzan è un noto narratore, poeta, traduttore e critico letterario polacco. È nato nel 1937 in una cittadina russa. All’età di nove anni si è trasferito in Polonia dove si è laureato in lettere presso l’Università Adam Mickiewicz di Poznań e dove ha conseguito il titolo di dottore e professore universitario e dove tuttora insegna alla facoltà di storia e filologia polacca. Ha vinto alcuni premi per il suo contributo nelle scienze letterarie. Conosce bene la cultura e la letteratura italiana grazie ai legami professionali e d’amicizia con Andrzej Litwornia, docente di letteratura e civiltà polacca presso l’Università degli Studi di Udine, autore di varie dissertazioni sul tema dei rapporti culturali tra l’Italia e la Polonia.

Nel saggio che ho tradotto per questa tesi di laurea Balcerzan si esprime sul concetto di creatività nel processo traduttivo, sul suo sviluppo nel corso degli anni, oserei dire secoli, è un evidente sostenitore del concetto di adattamento della traduzione in funzione del lettore, afferma che il compito di ogni traduttore non è quello di preoccuparsi di parole, frasi, strutture grammaticali, ma di cercare di trasmettere ciò che l’autore dell’originale intende comunicare sacrificando in alcuni casi la letteralità, ma mai esplicitando poiché è il dovere del lettore e l’intenzione dell’autore; perciò un buon traduttore, sostiene Balcerzan, non può essere che un artista. Ma ogni intervento creativo del traduttore deve avvenire in modo consapevole e legittimo, ovviamente senza trasformare il campo dei «costrutti

2 «Il pensiero una volta espresso è falso». Tûtčev, Silentium! 9

semantici importanti» (personaggi, fabula ecc.). L’autore polacco si esprime anche sull’arbitrarietà delle opere tradotte affermando che ogni traduzione è errata, come lo è anche l’originale. Molte affermazioni di Balcerzan messe alla luce in questo suo saggio e riassunte in questo paragrafo possono essere duramente criticate, ma nel corso del lungo processo di sviluppo della scienza della traduzione vi furono manifestazioni di pensiero molto più radicale e, se vogliamo, aggressivo. Vediamo ora di capire cosa intende Balcerzan per «traduzione come processo creativo» e come avviene.

Prima di cominciare a scrivere ogni traduttore affronta la fase

«intersemiotica» della traduzione nella quale parole, frasi, concetti vengono tradotti

in una lingua individuale e mentale del traduttore che li analizza, accetta o critica,

comprende o rifiuta, sottolinea o ignora. Tale proiezione mentale del testo – così l’ha

definita Hönig – avviene in seguito a due processi mentali: quello inconscio e quello

conscio, la cosiddetta analisi traduttologica del testo. Nel caso la prima strategia

prevalga sulla seconda, il risultato rischia di essere molto diverso dal testo originale e

può essere chiamato «traduzione» solo in senso lato. Un traduttore consapevole e

esperto conosce il peso e il valore delle espressioni come «differenze culturali»,

«traducibilità», «accettabilità e adeguatezza», «residuo traduttivo», «realia»,

«dominante» e solo dopo una serie di considerazioni e riflessioni fa una sua scelta

ottimale tra le soluzione che il codice della lingua madre, generalmente, gli offre.

Questa scelta è non sempre, quasi mai, perfetta perché può enfatizzare un’accezione

della parola piuttosto che un’altra, creare rimandi intratestuali eliminandone altri,

esplicitare certi concetti o darli per scontati, creare una dominante diversa da quella

del metatesto. Roman Jakobson ha affrontato il problema dell’equivalenza

impossibile affermando che in due lingue non esistono due parole che coprono lo

stesso campo semantico e il traduttore è obbligato a fare una scelta oggettiva

motivata escludendo altri significati inclusi nel campo semantico della parola

straniera e assenti nella parola della sua lingua madre.
Secondo Edward Balcerzan scegliere tra il repertorio delle possibilità che la

lingua madre offre non è il compito più difficile del traduttore. Un po’ più interessante è analizzare la dominante e decidere se mantenerla o cambiarla, se concentrarsi sull’autore del prototesto o sul lettore empirico del metatesto, se attenersi – se usiamo la terminologia di Toury – al principio di adeguatezza o a

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quello di accettabilità. La dominante di una traduzione adeguata è quella dell’autore: diventa fondamentale mantenere i tratti peculiari dell’originale, le sue caratteristiche culturali, lo stile originale dell’autore, i realia, sconvolgere le regole della struttura grammaticale della lingua del metatesto se lo fa lo scrittore nel prototesto e così via. Purtroppo vi è un residuo anche in questo tipo di traduzione, vi è il rischio che tali testi diventino illeggibili, che il lettore li abbandoni e che li dimentichi. Questo capita meno spesso con una traduzione basata sul principio di accettabilità da dove scompaiono del tutto l’originalità, le caratteristiche della cultura altrui. Nasce un testo comprensibile «in cui linguaggio e stile sono in piena armonia con le convenzioni linguistiche e letterarie della cultura ricevente» (Leuven-Zwart: 1992). Balcerzan sostiene che la trasformazione dell’originale avviene in funzione del lettore, ma allo scopo di perfezionare il disegno creativo dell’autore. Chiama tale trasformazione «strategia dell’apocrifo» o «plagio à rebours». Qui l’intervento creativo del traduttore è massimo, e equiparabile a quello dell’autore stesso. Balcerzan ci dimostra inoltre come il principio dell’annessione (fondamentale negli scritti della letteratura preromantica e che oggi si potrebbe definire «plagio») abbia influenzato la scienza della traduzione d’oggi rendendola più attenta a non permettere un intervento eccessivo da parte del traduttore per far sì che le traduzioni rimangano filologicamente affini agli originali.

Ogni prototesto richiede l’applicazione dei quattro principali cambiamenti: omissione, aggiunta, spostamento e sostituzione. Balcerzan considera lo spostamento l’intervento meno dannoso, ma anche meno creativo e non tollera l’aggiunta, in quanto un traduttore non è autorizzato a scrivere al posto dell’autore. L’omissione – sostiene lo studioso – è, in alcune circostanze, inevitabile e perciò comprensibile. Un caso in cui l’intervento creativo del traduttore, secondo me, è perfino inevitabile è quello esemplificato dalla frase fiabesca russa «izbuška na kur ́ih nožkah»3. Eco definisce frasi di questo tipo «segnali di genere» che non ogni lettore del metatesto riuscirebbe a comprendere per mancanza di conoscenze enciclopediche. Le vie d’uscita potrebbero essere almeno quattro: tradurre alla lettera spiegando in una nota

3 Izbà sulle zampe di gallina

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a piè di pagina il significato e la funzione della frase; tradurre alla lettera senza dare spiegazioni; sostituire l’elemento con un altro simile tipico della cultura ricevente, applicando il principio dell’apocrifo, ma correndo il rischio di inserire elementi estranei alla cultura emittente; oppure omettere il segnale di genere (nel peggiore dei casi). È una considerazione di carattere generico dato che tutto dipende dal contesto e ogni traduttore considera il testo nel suo insieme per non compromettere la dominante scelta. Quale alternativa avrebbe scelto Balcerzan? Di sicuro non avrebbe tradotto la frase alla lettera con una nota esplicativa, di certo non avrebbe neanche pensato di ometterla, ma l’avrebbe forse sostituita con una figura retorica comprensibile al lettore del metatesto (magari ce ne fosse una con funzione molto simile a quella dell’autore dell’originale! Sarebbe ideale!), ma non avrebbe mai piantato in asso l’autore tralasciando questa particolarità visto che l’aspetto più importante di ogni traduzione per Balcerzan è che il lettore riesca a cogliere l’intenzione dell’autore dell’opera originale e che il traduttore rimanga un mediatore mai troppo creativo per cercare di superare e riscrivere l’opera inventiva altrui, ma sufficientemente e inevitabilmente creativo per produrre un testo leggibile, diverso da quello che anche un traduttore elettronico sarebbe in grado di fare.

Detto questo mi sembra opportuno soffermarmi sulle difficoltà che ho riscontrato traducendo l’articolo Perevod kak tvorčestvo. A scopo informativo ricordo che Balcerzan è di madrelingua russa, ma ha passato in Russia solo pochi anni della sua infanzia. Questo ha avuto alcune ripercussioni sulla sua conoscenza della lingua, o meglio: è evidente l’influenza di una lingua europea, anche se di origini slave. L’articolo che ho riportato in seguito con la mia traduzione è l’opera originale di Balcerzan scritta in russo, non tradotta. Il saggio è senza dubbio strutturato molto bene, ma un occhio attento riuscirà a notare che l’autore usa strutture grammaticali atipiche per il russo, un po’ differenti da quelle usuali; usa vocaboli di origine straniera, sostantiva i verbi e viceversa (facoltà superflua data la ricchezza della lingua russa) e esagera, a mio avviso, con l’uso delle virgolette. Non sono abbastanza esperta in materia e non posso perciò spiegare con certezza tali caratteristiche del linguaggio di Balcerzan in questo articolo.

Un’altra complicazione che ha rallentato moltissimo la traduzione del saggio è la sua complessità. Trattandosi di un argomento piuttosto articolato, ma espresso in

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poche cartelle, ogni singola frase racchiude in sé un intero concetto, idea, che può dar vita a un altro articolo scientifico (con questo non voglio assolutamente implicare che il testo sia privo di collegamenti). Sono dovuta stare molto attenta a capire bene il significato di ogni parola, frase, concetto. Sono dovuta ricorrere al mio relatore, esperto in materia, per decifrare il messaggio nascosto in alcune proposizioni. Devo assolutamente ammettere di essere rimasta molto soddisfatta del risultato di questa collaborazione in quanto il testo in italiano mi sembra più chiaro, più leggibile e comprensibile. Lo penso davvero! Nonostante quello che può sembrare, il mio testo comunica lo stesso messaggio dell’originale, però sono stata molto attenta alla costruzione delle frasi per non rendere pensieri già complessi con strutture grammaticali ancora più composte in una lingua la cui difficile sintassi ostacola, nel caso specifico, la comprensione.

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Traduzione con il testo a fronte.
La traduzione come processo creativo: Edward Balcerzan

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La traduzione come processo creativo Edward Balcerzan

«Traducendo in versi a volte ci si abbandona allo slancio artistico, si “crea”, possiamo dire, perdendo lo spirito critico verso quello che si scrive, la “traduzione”».

Valerij Brûsov

La storia della letteratura può essere definita come un processo nel quale la scrittura e la traduzione diventano sempre più isolate e indipendenti. Ed è per questo che lo sviluppo di molte letterature nazionali, tra cui quella polacca e quella russa, può essere suddiviso in due fasi ben distinte. Innanzitutto, la scrittura creativa è un processo sincretistico, combinatorio, che permette di combinare, nell’ambito della stessa opera, invenzioni originali dell’autore con prodotti della fantasia altrui. Qui il confine tra composizione e ricomposizione dei valori artistici è indistinto. La concezione della paternità dell’opera è problematica. La codifica e la ricodifica del testo si sviluppano lungo il continuum tra due poli. Da un lato è il principio dell’apocrifo: la parola propria si presenta come parola altrui. «Apocrifo» (nel significato che ci interessa) si può definire come un plagio à rebours. Il traduttore attribuisce idee e immagini proprie all’autore dell’originale. «A volte i letterati antichi slavi, – afferma Lihačëv, – traducendo ricostruivano il testo o creavano sulla sua base delle grandi composizioni eterogenee [...]» (Lihačëv 1962: 390). La competenza autoriale del traduttore si estendeva in quel periodo – fino al Settecento – a tutti i livelli della struttura del testo: non soltanto quelli più profondi, lessicali e fraseologici, ma anche gli strati superficiali (fabula, personaggi, narratore interno e altri cosiddetti «costrutti semantici importanti»). «Se è necessario, – si è pronunciato Bogomolec, – disambiguo, se invece il discorso dell’autore fa giri di parole inutili, riassumo lo stesso concetto in modo molto conciso per non solo confrontarmi con l’autore che sto traducendo, ma anche per superarlo nella capacità di resa» (Balcer- zan 1976: 71).

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Dall’altro lato c’è il principio dell’annessione – un fattore non di minore importanza che informava la letteratura dell’epoca preromantica. La parola altrui si presenta come parola propria. L’appropriazione di un testo – scritto in un’altra lingua –assomiglia a un atto di plagio, e oggi diremmo che si tratta di un plagio vero e proprio; nel sistema del classicismo la parafrasi di testi scritti in lingue diverse (più spesso di singoli episodi o di alcune componenti dell’opera altrui) è ammissibile con un minimo di aggiunte da parte del traduttore. A volte è sufficiente che la parola annessa sia tradotta nella lingua ricevente.

Tak i ja, jak z autora którego wiersz zarwę,

Za swój go już mam własny, jeno dam mu barwę,
– affermava in tutta sincerità Kochowski (Balcerzan 1976: 68).

[Anch’io, come l’autore a cui “strappo” la poesia, la sento mia se solo le do una nuova tinta]. Evidentemente il «principio dell’annessione» indirizza le ricerche sulle opere originali del classicismo verso la “pista” della traduzione implicita. Walter Benjamin analizza l’incrocio tra i due principi – dell’“apocrifo” e dell’“annessione” – e approfondisce la famosa affermazione secondo la quale un buon traduttore è un artista, mentre un artista mediocre è un cattivo traduttore (Benjamin 1975: 300).

Il romanticismo scredita «la scuola degli imitatori e dei traduttori» (Adam Mickiewicz); proclama la dittatura dell’originalità e dell’innovazione. Nell’Ottocento il lavoro del traduttore si complica e nel contempo si riduce il campo della sua libertà creativa. L’estensione della lista di doveri implica un graduale restringimento dei privilegi “autoriali”. Questo fenomeno ha due aspetti. Innanzitutto, il sistema dei procedimenti di trasformazione si sta rendendo “asimmetrico” in un modo particolare. Se accettiamo la tesi di Koptilov secondo cui la traduzione richiede l’applicazione dei quattro principali cambiamenti, e cioè: omissione, aggiunta, spostamento e sostituzione degli elementi del testo (Koptilov 1962), possiamo notare che questi ultimi hanno un potenziale “creativo” diverso. L’omissione fa parte di un approccio non tanto creativo, quanto censorio al testo. Lo spostamento risulta un intervento più creativo dell’omissione e meno creativo della sostituzione degli elementi del testo. Indubbiamente tutto dipende dal contesto e i nostri ragionamenti

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hanno un carattere prevalentemente generico, tipologico. Dal punto di vista tipologico il più caratteristico segno della “creatività” traduttiva è l’aggiunta di elementi non presenti nell’originale (non dettata dal desiderio di compensare i residui). Proprio questo processo è diventato oggi oggetto di dura critica. L’omissione (senz’altro solo in alcune circostanze) è perdonabile; l’intervento inventivo causa sempre rabbia. Ecco perché Vvedenskij risulta l’eroe negativo della storia della traduzione narrativa russa. Nel 1930 Čukovskij affermò che «il maggior peccato di Irinarh Vvedenskij è l’amore immenso per gli interventi inventivi. Appena ritiene che Dickens si stia esaurendo, stia fallendo, si mette a scrivere al posto suo, a completare e ad abbellire il suo testo» (Čukovskij 1930: 78). Dunque, l’espressione «scrivere al posto dell’autore» è l’antonimo di «tradurre».

Seconda osservazione: l’asimmetria avvolge la struttura del testo. Più alto è il livello della struttura, meno spazio c’è per l’invenzione creativa. Come si è già visto, il canone del classicismo permette di trasformare il campo dei «costrutti semantici importanti».

Nel Cinquecento Łukasz Górnicki poteva includere nel suo libero adattamento dell’opera di Castiglione nuovi capitoli, cambiare personaggi, o addirittura “trasfondere” la morale. È curioso che la traduzione intersemiotica, nell’ambito delle arti figurative (teatro e cinema), goda finora di simili agevolazioni. Nella traduzione letteraria è inconcepibile oggi la scomparsa dei personaggi, l’integrazione dell’intreccio e così via. Che cosa direbbe la critica se in una traduzione delle Tre sorelle di Čehov le sorelle fossero quattro o due o se ci fossero fratelli? Eppure tale metamorfosi dell’opera originale accade abbastanza spesso negli allestimenti teatrali. Nonostante le limitazioni delle competenze autoriali, la traduzione letteraria viene percepita oggi come arte. Si può presumere che l’idea di traduzione come arte serva ai traduttori stessi, sensibili alle specifiche e molto varie aspettative del lettore modello. L’analisi del testo secondo Lotman è determinata dall’opposizione: «testo non verosimile» versus «testo verosimile» (Lotman 1973). La traduzione è passibile di doppia “falsità”: inadeguatezza e casualità. Ci interessa di più il secondo aspetto del fenomeno. La fiducia del lettore contemporaneo nella letteratura è in gran parte legata all’ipotesi che lui fa sulla provenienza dei testi. Non è indifferente per il lettore sapere se un’opera è il risultato di un processo creativo

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finalizzato o se è frutto del puro caso. Indubbiamente la nostra cultura conosce alcune eccezioni a questa regola: per esempio il consumo di prodotti stereotipati della letteratura “commerciale”, che si rivela insensibile al movente psicologico del testo, oppure, per esempio, il dadaismo che cercava di trasformare la scrittura in un processo meramente casuale. Tuttavia possiamo affermare che il criterio romantico della “creatività”, accompagnato da quello della “verosimiglianza” del testo, rimane la costante principale dell’interesse del lettore.

Analizzare la traduzione come processo creativo è un compito arduo in quanto il concetto di «creatività» è il risultato di molti fattori storici. Secondo la teoria di Tatarkiewicz è solo uno “slogan comodo” incapace di soddisfare i requisiti di un concetto scientifico (Tatarkiewicz 1975: 311). Inoltre gli studi psicolinguistici e di altre interdiscipline ci permettono di stabilire, anche se con molte riserve e imprecisioni, alcune forme del comportamento discorsuale dell’uomo, soluzioni espressive più o meno creative dell’individuo. Švejcer cita «un’assai produttiva suddivisione tra due situazioni comunicative: quella tipica (o costante) e quella atipica (o incostante). Nelle situazioni tipiche le azioni dell’uomo sono strettamente regolamentate [...]. Le situazioni comunicative atipiche (incostanti) sono caratterizzate da un’ampia scelta dei mezzi linguistici [...]» (Švejcer 1977: 15).

Questo è il più facile, “neutro” livello d’opposizione tra il comportamento “creativo” e “non creativo”. Alla tesi di Švejcer bisogna aggiungere un’osservazione: il testo nato da una situazione costante (che esclude la creatività) si attiene alle norme esterne della comunicazione verbale. Si può capire se un testo è “corretto” o “scorretto” verificando se risponde a regole di tipo oggettivo (o meglio: intersoggettivo). Ci sono autorità che “sanno meglio” dell’individuo parlante se è giusto o sbagliato dire così. Qui è concepibile l’errore e può essere immediatamente corretto. A sua volta il testo che si forma in una situazione incostante diventa “creativo” quando il parlante si rifiuta di attenersi alle regole esterne (o meglio, ne vede i limiti). Ogni soluzione linguistica si trova quindi al confine tra la correttezza e la non correttezza. Ogni parola si può rivelare un errore stilistico (rimanendo in armonia con il canone del linguaggio non connotativo). La parola all’interno del processo creativo è sempre un neologismo. E non si tratta solo della letteratura sperimentale, del lessico astruso e delle invenzioni lessicali di Joyce, per esempio.

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Anche una frase semplice come questa: «V čas žarkogo vesennego zakata na Patriarših prudah poâvilos ́ dvoe graždan» (Bulgakov 1966, 11: 7) [Nell’ora di un caldo tramonto primaverile agli stagni Patriaršie apparvero due signori] perde le sue qualità di “tipicità”, ricade in una situazione potenzialmente metaforica poiché non esiste alcuna regola fissa – che non sia dell’autore – in grado di stabilire se un romanzo può o non può cominciare così. Il lavoro del traduttore si svolge lungo il continuum tra due poli: creativo e non creativo. Il traduttore crea modificando l’originale ai livelli più profondi della sua struttura. (È chiaro che la trasformazione delle unità lessicali e fraseologiche influisce sui «costrutti semantici importanti», ma questa influenza avviene indirettamente). Neanche il traduttore sa se la sua è l’unica soluzione possibile: se questa traduzione in polacco della frase sopraccitata di Bulgakov sia giusta:

«Kiedu zachodziło wlaśnie gorące wiosenne słońce, na Patriarszych Prudach zjawiło się dwu obywateli» (Bułhakow 1969: 7).

[Proprio mentre tramontava il caldo sole primaverile, ai Patriaršie prudy apparvero due signori]. In Bulgakov – «žarkij zakat» [caldo tramonto], in Lewandowska e Dąbrowski – «gorące słońce» [caldo sole]. Nell’originale la parola «prud» non fa solo parte del nome, ma richiama anche un’immagine, quella di uno stagno (in polacco «staw», «sadzawka»). Nella traduzione si perde l’ironia del conflitto tra il sublime e il meschino, si riflette solo la prima funzione della parola («prud» non suscita nel lettore polacco le associazioni previste). Non vogliamo affatto polemizzare con il traduttore! Ci interessa la discutibilità della traduzione in quanto tale. La variabilità della situazione comunicativa emerge, come abbiamo visto, anche quando in apparenza le scelte non sono molte. Ma scegliere tra il repertorio delle possibilità che la lingua madre offre non vuol dire ancora creare. La creatività vera e propria si esprime più spesso traducendo la poesia che la narrativa. Il traduttore di narrativa affronta a volte espressioni che trasmettono un’informazione nascosta. La traduzione letterale è impossibile. Bisogna trovare un traducente per la funzione della parola e non per la parola stessa. L’importante non è quello che viene detto, ma perché l’autore ha deciso di dirlo proprio in quel modo. Ogni soluzione del traduttore è una soluzione creativa (se per «creatività» intendiamo qualcosa che non trova conferma tra le norme esterne).

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Sulle prime pagine del Maestro e Margherita i due signori si precipitano verso un chiosco con la scritta «Pivo i vody» [Birra e acque]. L’acqua minerale Narzan non c’è, né la birra, c’è solo l’acqua al gusto di albicocca.

« – Nu, davajte, davajte, davajte!…»

Come può essere tradotta questa frase? La traduzione alla lettera («No, dawajcie, dawajcie, dawajcie» [Beh, me la dia, me la dia, me la dia!]) è la soluzione peggiore. Il traduttore deve inventare una frase che rifletta il significato nascosto tra le righe, in modo che il lettore lo indovini, lo colga.

« – Może być. Niech będzie!»

[Può andare. Vada per questa!] è la soluzione di Lewandowska e Dąbrowski. La si può criticare, e prendere in considerazione molte altre soluzioni proposte (per esempio «Dobra jest, dobra jest, dobra jest» [Va bene, va bene, va bene]) eppure la versione dei traduttori non è errata così come non lo è neanche l’originale. In entrambi i casi non esistono norme esterne. Entrambe le soluzioni sono il risultato di un processo creativo.

Le innovazioni che si formano ai livelli più profondi della struttura del testo, ai livelli microstilistici, hanno ripercussioni molto minori sulla struttura del testo che sul “sistema dei sistemi” degli stili, dei generi e in generale della letteratura: in questo consiste il paradosso dell’arte della traduzione.

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Перевод как творчество Эдвард Бальцежан

«Переводя в стихах, иногда отдаешься художественному порыву, так сказать, “творишь” и теряешь способность крити- чески отнестись к тому, что пишешь, как к “переводу”».

Валерий Брюсов

Историю литературного творчества можно рассматривать как процесс постепенно нарастающей изолированности и автономности писательской и переводческой деятельности. С этой позиции становление многих национальных литератур, в том числе польской и русской, довольно четко разделяется на два этапа. В первую очередь художественная письменность формируется в синкретическом, смешанном порядке, который позволяет совмещать – в рамках одного и того же произведения – оригинальные изобретения с продуктами чужой фантазии. Здесь граница между созданием и воссозданием художественных ценностей расплывчата. Понимание авторства проблематично. Кодирование и рекодироване текста развертывается между двумя полюсными принцыпами. С одной стороны, это принцип апокрифа: собственное слово представляется как чужое слово. Апокриф (в интересующем нас значении) можно охарактеризовать как плагиат à rebours. Переводчик приписывает автору подлинника свои мысли и образы. «Иногда древнеславянские книжники, – замечает Д. С. Лихачев, – перестраивали композицию переводного сочинения или создавали на их основе сводные большие композиции [...]» (Лихачев 1962: 390). Авторские компетенции переводчика охватывали в это время – до XVIII столетия – все уровни структуры текста: не только нижние, лексические и фразеологические, но и верхние слои произведения (фабула, персонаж, внутренний повествователь и другие т.н. «крупные семантические фигуры»). Стратегия «апокрифиста»

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формируется сознательно; об этом свидетельствуют многие высказывания переводчкиков. Трансформация подлинника происходит ради читателя. Одновременно «принцип апокрифа» включает переводчика в творческий процесс: перевод служит совершенствованию авторского замысла. «Где понадобится, – гласил Богомолец, – там выскажусь шире, а где видно, что авторская речь расширяется без надобности, там кратчайшим образом ту же сущность выскажу, дабы не только сравниться с переводимым мною автором, но и возвыситься над ним живостью изложения» (Balcerzan 1976: 71).

С другой стороны – не менее сильным фактором, стимулирующим писательский опыт доромантической эпохи, является принцип аннексии. Чужое слово представляется как собственное слово. Присвоение иноязычного текста напоминает плагиаторство, и наша современность говорит в таких случаях о плагиате; в системе клаcсицизма допустимо пересказывание иноязычных текстов (чаще отдельных эпизодов или некоторых компонентов чужого произведения) при минимумe новизны. Иногда достаточно того, что аннексированное слово переведено на родной язык.

Tak i ja, jak z autora którego wiersz zarwę,
Za swój go już mam własny, jeno dam mu barwę,
– с полным откровением заявлял Коховски (Balcerzan 1976: 68).

[Стихотворение «сорванное» у другого автора считается «своим собственным», лишь бы дать ему новую «окраску»]. По-видимому, «принцип аннексии» предопределяет исследование многих оригинальных произведений классицизма как результат скрытого перевода. К фактам пересечения этих двух принципов – «принципа апокрифа» и «принципа аннексии» – восходит известное мнение, анализируемое В. Беньямином, согласно которому знаменитый переводчик – творец, а посредственный творец – дрянной переводчик (Benjamin 1975: 300).

Романтизм дискредитирует «школу подражателей и переводчиков» (А. Мицкевич); провозглашает диктатуру оригинальности и новаторства. Начиная с XIX в., труд переводчика усложняется и одновременно редуцируется область его творческой свободы. Умножению списка обязанностей сопутствует

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постпенное сужение «сочинительских» привелегий. У этого явления – два аспекта. Во-первых, система трансформационных приемов своеобразно «ассиметризуется». Если согласимся с В. Коптиловым, что перевод приводит в движение четыре главных приема, а именно: сокращение, дополнение, перестановку и замену элементов текста (Коптилов 1962), то увидим, что эти приемы не равноценны по отношению к «творчеству». Сокрашение связано не с творческим, а скорее с цензорским подходом к тексту. Перестановка кажется более творческой операцией, чем сокращение и менее творческой, чем замена элементов. Несомненно, все зависит от контеста и наши рассуждения имеют самый общий, чисто типологический характер. С типологической точки зрения наиболее яркий признак переводческого «творчества» есть дополнение текста элементами не заданными подлинником (и не стимулированнными необходимостью компенсации потерь). Именно этот признак стал в наше время объектом осторой критики. Сокращение (в определенных условиях, конечно) простительно – «отсебятина» всегда вызывает негодование. Недаром отрицательным героем русской истории прозаического перевода оказался Введенский. В 1930 г. К. И. Чуковский утверждал, что «главный грех Иринарха Введенского – это страстная любовь к отсебятинам. Чуть только ему померещится, что Диккенс ослабел, сплоховал, он начинает писать вместо Диккенса, дополнять и украшать его текст» (Чуковский 1930: 78). Итак, выражение «писать вместо автора» – антоним понятия «переводить».

Во-вторых, ассиметрия охватывает структуру текста. Чем выше уровень структуры, тем меньше возможностей творческого новшества. Как уже указывалось, конвенция классицизма разрешала трансформировать сферу «крупных семантических фигур».

В XVI в. Л. Гурницки мог включать в пересказ итальянского произведения Кастильена новые главы, менять персонажи, вплоть до «трансфузии» нравственных идей. Любопытно, что аналогичными льготами пользуется до сих пор интерсемиотический перевод, в области зрелищных искусств (театр и кино). В литературном переводе в настоящее время немыслимы исчезновения героев, дополнение сюжета и т. д. Что сказала бы критика, если бы в переводе Трех сестер Чехова – вместо трех сестер

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действовали четыре, или две, или же сестры оказались бы братьями? А ведь в театральном спектакле довольно часто случаются именно такие метаморфозы литературного подлинника. Несмотря на ограничения творческих свобод, литературный перевод и в наше время воспринимается как искусство. Можно высказать предположение, что идея «перевод – искусство» нужна самим переводчикам, самочувствие которых детерминировано особенностями кругозора читательских ожиданий. Оценка текста по мнению Ю. Лотмана, определяется оппозицией: «текст, который может быть ложным» – «текст, который не может быть ложным» (Лотман 1973). Перевод находится под угрозой двойной «ложности»: неадекватности и случайности. Нас интересует второй аспект явления. Современное читательское доверие к литературе во многом связано с догадкой о происхождении текста. Читателю не безразлично, является ли данное произведение результатом творческой целеустремленности, или же, наоборот, эффектом чистой случайности. Несомненно, наша культура знает отклонения от этого правила. Это и практика потребления трафаретных продуктов «коммерческой» литературы, сохраняющая равнодушие к психологической предыстории текста, и, скажем, дадаизм, который стремился к превращению писательского процесса в игру случайностей. Однако мы вправе сказать, что романтический критерий «творчества», как критерий «неложности» текста, остается самой устойчивой нормой читательского интереса.

Постановка вопроса «перевод как творчество» сложнее тем, что категория «творчества» обусловлена исторически. Согласно учению В. Татаркевича, она функционирует как «полезный лозунг» и не может справиться с требованиями, предъявляемыми научным понятиям (Tatarkiewicz 1975: 311). Вместе с тем уже в настоящее время опыт психолингвистики и других смежных наук позволяет нам установить, хотя и с многими оговорками и неточностями, некоторые формы речевого поведения человека, различаемые как более или менее творческие решения индивида. А. Швейцер ссылается на «весьма плодотворное разграничение двух видов речевых ситуаций – стандартных (или стабильных) и вариабельных (или переменных). В стандартных ситуациях действия человека жестко регламентируются [...].

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Вариабельные (переменные) речевые ситуации отличаются более или менее широким диапазоном выбора языковых средств, [...]» (Швейцер 1977: 15).

Это самый простой, «нулевой» уровень оппозиции «творческого» и «нетворческого» поведения. К рассуждениям А. Швейцера следует добавить одно замечание: текст порождаемый стабильными ситуациями (исключающими творчество) подчиняется внешним нормам языковой коммуникации. Правильность или неправильность текста определяется целиком через проверку исполнения правил объективного (точнее интерсубъективного) порядка. Вне говорящего индивида находятся авторитеты, которым «лучше видно», говорят так или нет. Здесь вполне уместно понятие ошибки и готовность к немедленному исправлению ее. В свою очередь текст, формирующийся в вариабельной ситуации, становится текстом «творимым», когда говорящий отказывается от подчинения внешним нормам (или, вернее, чувствует недостаток внешних норм). Каждое языковое решение находится здесь на границе правильности и неправильности. Каждое слово может оказаться художественной ошибкой (оставаясь в согласии с нормой нехудожественной речи). Ситуация слова в творческом процессе – всегда ситуация неологизма. Это относится отнюдь не к самым экстремистским опытам литературы, в роде заумной лирики или лексических изобретений Джойса. Обыкновенное предложение, например, «В час жаркого весеннего заката на Патриарших прудах появилось двое граждан» (М. Булгаков: Мастер и Маргарита 1966, 11: 7) теряет признаки «обыкновенности», попадает в ситуацию любой метафоры, ибо вне автора не существуют никакие устойчивые нормы, которые в состоянии решить, можно или нельзя именно так начинать роман. Деятельность переводчика развивается между творческими и нетворческими языковыми поведениями. Она приобретает творческий характер на самых низких уровнях структуры текста. (Естественно, что трансформация лексических и фразеологических единиц влияет и на «крупные семантические фигуры», но это влияние происходит косвенным путем). Переводчик тоже не знает, нашел ли он единственный эквивалент; правильно ли цитированное выше предложение из Булгакова перевести на польский язык таким образом:

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«Kiedu zachodziło wlaśnie gorące wiosenne słońce, na Patriarszych Prudach zjawiło się dwu obywateli» (Bułhakow 1969: 7).

У Булгакова – «жаркий закат», у И. Левандовской и В. Домбровского – «жаркое солнце». В подлиннике слово «пруд» не только название, но и образ (по польски «staw», «sadzawka»). В переводе исчезает ирония столкновения возвышенного и низкого, остается лишь одно название («Prud» не вызывает у польского читателя желанных ассоциаций). Наши сомнения – отнюдь не полемика с переводчиками! Нас интересует сомнительность перевода как такового. Вариабельность речевой ситуации вскрывается, как мы видели, даже в самых простых условиях перевода. Однако выбор из репертуара возможностей родного языка – еще не творчество. Истинно творческий процесс присутствует реже при переводе художественной прозы чем в переводе поэтическом. Переводчик прозы сталкивается иногда с высказываниями, передающими скрытую информацию. Буквальный перевод – невозможен. Надо найти эквивалент не слову, а функции слова. Дело не в том, что сказано, а в том, ради чего в подлиннике сказано именно так. Любое решение переводчика – творческое решение (если принять введенное выше понимание «творчества» как лишение опоры в мире внешних норм).

Двое граждан на первых страницах Мастера и Маргариты бросаются к будочке с надписью «Пиво и воды». Нарзана нет, пива нет, есть только абрикосовая вода.

« – Ну, давайте, давайте, давайте! (…) »

Как перевести эту фразу? Обыкновенная калька («No, dawajcie, dawajcie, dawajcie») – самое плохое решение. Переводчик должен сочинить слова с определенной контекстом скрытой информацией, подразумеваемой, угадываемой читателем.

« – Może być. Niech będzie!»

– это предложение Левандовской и Домбровского. С ним можно не согласиться, можно взять во внимание громадное множество иных решений (напр. «Dobra jest, dobra jest, dobra jest»), тем не менее текст переводчиков не есть ошибка: в том же смысле, в котором не является ошибкой текст

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подлинника. В обоих случаях не существуют внешние нормы. Оба решения – результат литературного творчества.

Парадокс искусства перевода заключается в том, что нововведения, формирующиеся на самых низких уровнях структуры текста, в микростилистике, с гораздо меньшей энергией перестраивают единичное произведение, чем «систему систем» стилевого, жанрового и других порядков отечественной литературы.

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V. V. Ivànov: il ruolo della semiotica nello studio cibernetico dell’uomo e della collettività

V. V. Ivànov: il ruolo della semiotica nello studio cibernetico dell’uomo e della collettività

MARILENA ZARDONI

Scuole Civiche di Milano Fondazione di Partecipazione Dipartimento Lingue
Scuola Superiore per Mediatori Linguistici Via Alex Visconti, 18 – 20151 MILANO

Relatore: professor Bruno Osimo

Diploma in Scienze della mediazione linguistica primavera 2008

© V. V. Ivanov per l’articolo originale 1965 © Marilena Zardoni per il testo italiano 2008

Ivànov: il ruolo della semiotica nello studio cibernetico dell’uomo e della collettività

Ivanov: the Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective

ABSTRACT IN ITALIANO
La tesi consiste nella traduzione, nell’analisi e nel commento del saggio di Vâčeslav Ivanov The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective, del 1965, pubblicato inizialmente nella rivista del Dipartimento di semiotica dell’Università di Tartu Sign System Studies, e infine nel libro Soviet Semiotics. Questo saggio offre lo spunto per approfondire alcuni dei concetti fondamentali della semiotica estone-russa applicata alla traduzione: il «linguaggio d’intermediazione», ossia il “linguaggio terzo” che funge da intermediario tra prototesto e metatesto, il «linguaggio interno», ossia il processo d’interiorizzazione del linguaggio nel pensiero, e i «sistemi di modellizzazione» primari e secondari, i linguaggi naturali e i linguaggio scientifici. Ivanov presenta la semiotica come disciplina che, affiancata dalla cibernetica, permette di analizzare e modellizzare l’uomo e la collettività, concezione comune a tutti i rappresentanti della «Scuola di Tartu-Mosca», di cui Ivanov è un illustre esponente. In questa tesi si cerca quindi di capire se sarebbe possibile scomporre in modo efficace ogni singola fase del processo traduttivo e modellizzare anche la traduzione.

ENGLISH ABSTRACT
This thesis presents a translation and analysis with commentary of Vâčeslav Ivanov’ s essay The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective (1965). This was initially published in the journal of the Department of Semiotics of the University of Tartu, Sign System Studies, and later in the book Soviet Semiotics. This essay investigates some of the main Estonian-Russian semiotic concepts linked to translation, such as “intermediate language”, i.e. the “third language” functioning as intermediary between prototext and metatext, “internal speech”, i.e. the interiorization process of language in the mind, and the primary and secondary “modeling systems”, or natural and scientific languages. According to Ivanov, semiotics, supported by cybernetics, makes it possible to analyze and produce models of both man and collective; this concept is also shared by the other members of the “Tartu-Moscow School”. In this thesis I have tried to understand if it is possible to decompose every phase of the translating process and produce models of translation.

ZUSAMMENFASSUNG

Die vorliegende Diplomarbeit besteht aus der Übersetzung, der Analyse und dem Kommentar des 1965 veröffentlichten Essays The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective. Er wurde anfangs in der Zeitschrift Sign System Studies des Fachbereichs Semiotik der Universität Tartu und später im Werk Soviet Semiotics veröffentlicht. Dieser Essay gibt den Anlass zur V ertiefung einiger der Grundbegriffe der auf die Übersetzungswissenschaft angewandten estnisch-russischen Semiotik: die «Vermittlungssprache», das heißt die „dritte Sprache“, die als Vermittlerin zwischen Ausgangs- und Zieltext gilt, die «interne Sprache», das heißt der Internalisierungsprozess der Sprache im Denken, und die primären und sekundären «modellbildenden Systeme», die natürlichen und künstlichen Sprachen. Dank der Semiotik und Kybernetik können der Mensch und die Gemeinschaft analysiert und modellgebildet werden. Auch die anderen Mitglieder der „Tartu-Moskau Schule“ teilen diesen Begriff Ivanovs. In dieser Diplomarbeit wird versucht herauszufinden, ob es möglich wäre, auch jede Phase des Übersetzungsprozesses zu zerlegen und die Modellbildung der Übersetzung zu erreichen.

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Sommario

Abstract in italiano ……………………………………………………………………………..3 English Abstract …………………………………………………………………………………. 3 Zusammenfassung ……………………………………………………………………………… 3 Sommario……………………………………………………………………………………………… 4 1. Prefazione………………………………………………………………………………………… 5

1.1 Introduzione…………………………………………………………………….5 1.2 V. V. Ivanov e la scuola di Tartu-Mosca……………………………..5 1.3 I sistemi di modellizzazione……………………………………………….7 1.4 Il linguaggio d’intermediazione …………………………………………. 8 1.5 Il linguaggio interno …………………………………………………………. 9 1.6 Riferimenti bibliografici…………………………………………………..12

2. Traduzione con testo a fronte …………………………………………………… 14

The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective…………………………………………………………………………………. 15 Il ruolo della semiotica nello studio cibernetico dell’uomo e della collettività ………………………………………………………………………………… 16

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1. Prefazione

1.1 Introduzione

Questa tesi si basa sulla traduzione e sull’analisi di un saggio di V. V. Ivanov The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective, del 1965, in cui l’autore presenta la semiotica come una disciplina fondamentale per lo studio preliminare di una situazione umana (o comunque non matematizzata) per individuare regolarità e algoritmi da usare poi in applicazioni di tipo cibernetico. Parole chiave del suo saggio sono, infatti, traduzione automatica, linguaggio naturale, linguaggio artificiale e linguaggio d’intermediazione.

Il saggio è stato anche pubblicato come capitolo del libro Soviet Semiotics, a cura di Daniel P. Lucid. Il libro consiste in un insieme di saggi di diversi rappresentanti della scuola semiotica estone-russa.

1.2 V. V. Ivanov e la scuola di Tartu-Mosca

Vâčeslav Ivanov nasce a Mosca nel 1929. La grave malattia che, ancora bambino, lo obbliga a letto per molto tempo, non ostacola i suoi studi; studia a casa grazie all’aiuto del padre, Vsevolod Ivanov, scrittore. Terminati gli studi nel 1946, si iscrive alla facoltà di filologia inglese dell’Università di Mosca dove, una volta conseguita la laurea, lavora come docente non titolare di cattedra presso la facoltà di Linguistica generale e comparativa. In questi anni aumenta il suo interesse per gli studi riguardanti la traduzione automatica e, tra il 1959 e il 1961, collabora con la facoltà di Linguistica generale per la traduzione automatica dell’Istituto pedagogico statale di lingue straniere e dirige il gruppo di ricerca per la traduzione automatica presso l’Accademia delle scienze di Mosca.

V. V. Ivanov è, insieme a Û. M. Lotman e B. A. Uspenskji, uno dei maggiori rappresentanti della scuola semiotica cresciuta attorno alle università di Tartu e di Mosca e che per questo motivo ha preso il nome di «scuola di Tartu-Mosca»: ha avuto ufficialmente inizio con il Simposio sullo studio strutturale dei sistemi di segni tenutosi a Mosca nel 1962 e ha riunito due tradizioni: la tradizione linguistica moscovita, con un

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orientamento chiaramente linguistico (linguistica matematica), e la tradizione critica letteraria di Leningrado, il cui orientamento era prettamente storico e vòlto a uno studio scientifico dei testi letterari e culturali. «Questo diverso background culturale era all’inizio tangibile, ma poi si è rivelato molto fruttuoso, poiché i due gruppi si sono arricchiti reciprocamente, comunicandosi i rispettivi interessi» ha sottolineato Uspenskij. Questi studiosi lavorano non sul segno in sé, ma sui sistemi di segni, sui rapporti sistemici tra i segni, sulla lingua in quanto meccanismo generatore di segni.

Nel 1973 Û. M. Lotman, V. V. Ivanov, A. M. Pâtigorskij, V. N. Toporov e B. A. Uspenskij hanno pubblicato un documento, Tesi sullo studio semiotico della cultura, che racchiude i princìpi fondamentali su cui si basa la scuola: questi studiosi coltivano un interesse particolare per il concetto di «testo», struttura mediante la quale una cultura acquisisce informazioni su sé stessa e tutto ciò che la circonda.

Comune denominatore a tutti questi ricercatori è sicuramente l’interesse per la semiotica della cultura e per la lingua, sistema primario poiché capace di parlare di tutti gli altri sistemi e di modellizzare la realtà. La cultura ha dunque un ruolo primario nello studio di questi ricercatori, poiché in grado di plasmare la collettività. Il concetto di «natura» si contrappone a questo punto al concetto di «cultura»; Lotman sostiene pertanto che «[...] se per la sopravvivenza biologica di un singolo individuo è sufficiente che vengano soddisfatti determinati bisogni naturali, la vita di una collettività, quale che sia, non è possibile senza una cultura [...] Tutti i bisogni dell’uomo si possono ripartire in due gruppi. Gli uni richiedono una soddisfazione immediata e non possono (o quasi) venire accumulati. [...] I bisogni che possono essere soddisfatti mediante l’accumulazione di riserve formano un gruppo distinto. Essi sono la base oggettiva per l’acquisizione, da parte dell’organismo, di informazione extragenetica» (Lotman 1987:26-27). L’uomo, a differenza di tutti gli altri esseri viventi, è in grado di far parte di entrambi i sistemi, natura e cultura. Però, secondo Lotman, esiste anche uno spazio di «non cultura» (non semiotico), ossia «quella sfera che funzionalmente appartiene alla cultura, ma non ne adempie le regole» (Lotman 1987:30), tutto ciò che fa da sfondo alla cultura senza farne parte.

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1.3 I sistemi di modellizzazione

Oggetto di studio di questi studiosi è la semiotica della cultura, in quanto è la cultura a definire la relazione uomo-realtà. La cultura viene percepita come l’insieme di tutti i sistemi modellizzanti, ossia il sistema primario, il linguaggio, e tutti i sistemi secondari. Il linguaggio è quindi il sistema modellizzante “spontaneo” sul quale si costruiscono tutti i sistemi artificiali o di secondo grado. Il sistema che assicura una maggior coesione interna in qualsiasi società è infatti quello linguistico, che regola ogni possibilità di comunicazione fra i suoi membri e sta alla sua base. In questo caso il linguaggio viene percepito come grammatica di una comunità, come sistema dei sistemi semiotici modellizzanti e «generatore» di tutti i testi verbali e non verbali.

Il concetto di «sistemi di modellizzazione» è uno dei concetti fondamentali della semiotica della cultura, e Lotman nel suo saggio Tezisy k probleme ‘Iskusstvo v râdu modeliruûŝih sistem’1 ne fornisce una definizione:

Un sistema di modellizzazione consiste in un’organizzazione di elementi, e di regole per combinarli, che è in uno stato di analogia costante rispetto a tutta la sfera di un oggetto di conoscenza, intuizione o regolazione. Per questo motivo un sistema di modellizzazione può essere considerato un linguaggio. I sistemi che si basano su un linguaggio naturale e che acquisiscono sovrastrutture supplementari, dando vita in tal modo a un linguaggio di secondo livello, possono essere definiti in modo appropriato «sistemi di modellizzazione secondaria» (Lotman 1967:130-1).

I sistemi segnici, quelli naturali e quelli artificiali, hanno quindi il compito di modellizzare il mondo, un mondo che non viene dunque percepito come un qualcosa di puramente naturale, ma come un macrosistema modellizzato dai numerosi sistemi segnici. Ogni lingua viene considerata «un sistema di comunicazione e allo stesso tempo di modellizzazione, nel senso che ogni lingua serve a comunicare e, in modo indissolubilmente legato con la comunicazione, a rappresentare il mondo e a stabilire norme di comportamento, mentale e pratico» (Lotman 1967:130-1).

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Tesi per il problema «L’arte nella serie dei sistemi di modellizzazione».

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1.4 Il linguaggio d’intermediazione

«Il compito più importante consiste nella traduzione tra linguaggi scientifici e nella costruzione di nuovi linguaggi artificiali per renderla possibile» (Ivanov).
Questa frase finale del saggio di Ivanov (vedi capitolo 2) mi offre lo spunto per analizzare uno dei concetti fondamentali della semiotica estone-russa: parlando di «nuovi linguaggi artificiali» Ivanov fa infatti riferimento ai linguaggi d’intermediazione, ossia a quei linguaggi descrittivi che fungono da intermediario tra i linguaggi di due discipline scientifiche. Anche il semiotico bulgaro Aleksandr Lûdskanov si è espresso in sintonia con il pensiero della scuola di Tartu-Mosca:

L’identificazione del significato degli elementi linguistici presuppone un sistema di riferimento comune. Questo sistema di riferimento, che può essere un linguaggio artificiale o naturale o verbale che rispecchia l’esperienza comune della realtà, verrà convenzionalmente chiamato «linguaggio d’intermediazione» (Lûdskanov 2008:XII).

Secondo il semitico bulgaro tale linguaggio d’intermediazione «dev’essere un sistema semiotico superordinato che metta in relazione i mezzi e le strutture dei due linguaggi naturali dati e che rifletta le rispettive diverse modalità di segmentazione della realtà» (Lûdskanov 2008:XIII). Lo si utilizza sia nella traduzione umana che in quella automatica e, a seconda del grado di difficoltà ai vari livelli traduttivi, può combaciare con un dizionario, una grammatica, formule matematiche, un’altra lingua straniera o addirittura una certa tradizione culturale. Il prototesto e il metatesto sono visti come due elementi ben distinti, giustapposti o in opposizione a un tertium comparationis, codice di mediazione tra i due testi. Se due enunciati di due lingue devono essere in qualche modo corrispondenti, significa che dovrebbero poter essere scomposti in unità e descritti in un linguaggio terzo, un metalinguaggio.

È esattamente ciò che postulano molti studiosi della traduzione automatica. Deve esistere un tertium comparationis che permette il passaggio di espressione dalla

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lingua A alla lingua B garantendo che entrambe siano equivalenti a un’espressione nel metalinguaggio (Eco 2001:11).

È però lo stesso Eco che, dopo aver offerto una definizione del concetto di «linguaggio d’intermediazione», giunge a una conclusione che mette completamente in crisi la tesi precedente. Il problema che sorge è il seguente: se per stabilire che due enunciati sono equivalenti mi servo di un certo “linguaggio della lingua”, chi mi garantisce che tale metalinguaggio descriva la lingua in modo soddisfacente? Chi mi assicura che questo “linguaggio C” sia completamente affidabile? Occorrerebbe un “linguaggio D” mediante il quale dimostrarlo… ma questo è un evidente circolo vizioso.

È quindi vero che non si potrà mai essere del tutto certi – quantomeno a livello interpersonale – che questo linguaggio terzo comune possa essere un modello valido per i sistemi analizzati.

1.5 Il linguaggio interno

Alcuni studiosi identificano il linguaggio d’intermediazione con il linguaggio interno, o mentale. Tale linguaggio, postulato e analizzato a fondo dal linguista L. Vygotskij, consiste in un processo d’interiorizzazione del linguaggio nel pensiero. È sostanzialmente diverso dal linguaggio esterno: essendo un linguaggio per sé, che non necessita di interlocutori, esso è abbreviato, frammentato, privo di quella rigida struttura sintattica che caratterizza il linguaggio esterno:

[...] il linguaggio per sé non può affatto trovare la sua espressione nella struttura del linguaggio esterno, completamente diverso per la sua natura; la forma di linguaggio, che è del tutto particolare per la sua natura [...] deve avere necessariamente una sua forma d’espressione speciale, poiché il suo aspetto fasico cessa di coincidere con l’aspetto fasico del linguaggio esterno (Vygotskij 1990:354).

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Una delle caratteristiche principali di tale linguaggio è la predicatività: ci si trova di fronte al solo utilizzo di predicati poiché il soggetto, in quanto costantemente noto al parlante, viene sottinteso e per questo omesso.
Anche Lûdskanov, come Vygotskij, sostiene l’esistenza di un linguaggio nel quale “parla” la memoria, formato da unità non verbali, nel quale vengono tradotte le informazioni del prototesto e dal quale vengono tradotte le informazioni del metatesto. Nel caso si consideri il linguaggio interno di Vygotskij linguaggio d’intermediazione nel processo della traduzione interlinguistica, la traduzione consisterebbe, a grandi linee, in tre fasi: prototestolinguaggio internometatesto. Il traduttore, una volta accolto il prototesto, lo rielabora per mezzo di un “codice” personale che, come lo stesso Vygotskij tiene a sottolineare, non deve essere considerato come un linguaggio privato del suono, ma come una funzione verbale del tutto particolare e originale per la sua struttura e le sue modalità di funzionamento; il terzo passaggio consiste in una seconda rielaborazione, ossia nel “mettere in parole”, nel tradurre in un linguaggio esterno comune, comprensibile a tutti gli altri individui.

In questo caso la questione del tertium comparationis si sposta dal piano della logica interpersonale a quello personale. Il linguaggio interno, per quanto completamente soggettivo, per il singolo soggetto è necessariamente strutturato in un dato modo preciso. Dato che la traduzione interlinguistica avviene nella mente del singolo traduttore, il concetto di «linguaggio interno» non risolve, ma in qualche modo supera ugualmente, il problema logico, poiché – prima che il testo si materializzi nella ricodifica metatestuale – si tratta di un processo di autocomunicazione.

Quello che a un livello della cultura è un processo di comunicazione e un dialogo tra emittente e ricevente, a un livello più alto o più basso può essere considerato autocomunicazione della cultura e dialogo della cultura con sé stessa (Torop 2008:16).

La questione, dal punto di vista pratico, si sposta semmai sulla relazione interpersonale fra traduttore e revisore: i due, in quanto individui che non condividono uno stesso linguaggio interno d’intermediazione, spesso non concordano sulle presunte “corrispondenze” tra brani del prototesto e brani del metatesto. Questione tanto più

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grave qualora la revisione avvenga senza che il traduttore sia presente o, comunque, coinvolto.

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1.6 Riferimenti bibliografici

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VYGOTSKIJ L. S. Pensiero e linguaggio. Ricerche psicologiche, Bari, Laterza, 1990:354- 363

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2. Traduzione con testo a fronte

14

The Role of Semiotics in the Cybernetic Study of Man and Collective∗

1. Semiotics, the theory of sign systems, arose at the junction of various sciences that

investigate the sign systems used in human society: the natural languages studied by

linguistics, the artificial formalized languages analyzed in mathematical logic, and

1 others .

Any sign requires the presence of a signifying, material aspect by which the sign can be perceived by human sense organs or the appropriate instruments and a signified aspect or meaning that correlates the sign with certain objects situated outside the sign system. For example, for the signs of street signals, the colored signals (yellow, green, red) are the signifying aspect, and the messages (“go,” “stop”) are the signified aspect. For the words of natural language, a sequence of acoustic signals (spoken language) or optical signals (written language) is the signifying aspect, and a word’s meaning, defined by translation into another language or correlation with extralinguistic objects, is the signified aspect.

In various processes of recoding or translation, only the sign’s signifying aspect changes, while the signified aspect or meaning remains unchanged (for example, when a word of written language is presented in a cipher code); Shannon defined meaning accordingly as the invariant in mutually synonymous operations of translation and recoding. In work with the handicapped, it may be physically impossible to employ the usual linguistic signs, but one has recourse to variants that retain the same set of meanings, although the signs have a different material aspect, as in the tactile language of the blind-deaf-and- dumb. For this reason, it proves possible to insert the diverse signs used in human society into a computer and to employ the machine for various operations on signs and sign systems such as machine translation, machine review, and machine demonstration

∗ This article originally appeared as “Rol ́ semiotiki v kibernetičeskom issledovanii čeloveka i kollektiva” [The Role of semiotics in the cybernetic study of man and collective], in Logičeskaâ struktura naučnogo

znaniâ [The logical structure of scientific knowledge] (Moscow: Nauka, 1965), 75-90.

1

It is significant that the linguist Ferdinand de Saussure, father of modern structural linguistics, and the logician Charles Sanders Peirce, one of the founders of mathematical logic, concluded independently of one another that it was necessary to create a special science, semiotics.

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Il ruolo della semiotica nello studio cibernetico dell’uomo e della collettività

1. La semiotica, disciplina che studia i sistemi di segni, nasce dall’unione di numerose

scienze che hanno come oggetto i sistemi segnici usati dalla società: i linguaggi naturali

1 studiati dalla linguistica, i linguaggi artificiali analizzati dalla logica matematica e altri .

Ogni segno richiede la presenza di una parte concreta significante, quella percepita dai sensi o da strumenti appropriati, e un aspetto significativo, che collega il segno a determinati oggetti posti al di fuori del sistema di segni. Se si prendono come esempio i semafori stradali, i colori giallo, verde, rosso sono l’aspetto significante, e i messaggi («via,» «alt») l’aspetto significativo. Per quanto riguarda le parole del linguaggio naturale, l’aspetto significante consiste nella sequenza di segnali acustici (linguaggio orale) o visivi (linguaggio scritto), mentre quello significativo coincide con il significato della parola, specificato nella traduzione in un altra lingua o nel rapporto con oggetti extralinguistici.

Nei numerosi processi di ricodifica o traduzione, ciò che cambia è l’aspetto significante, mentre l’aspetto significativo rimane invariato (come avviene, per esempio, quando una parola del linguaggio scritto si presenta sotto forma di codice cifrato); Shannon, di conseguenza, ha definito il significato come invariante nelle operazioni reciprocamente sinonimiche di traduzione e ricodifica. Quando si lavora con persone invalide può risultare fisicamente impossibile utilizzare i consueti segni linguistici, ma si può ricorrere a varianti che mantengano lo stesso insieme di significati, sebbene i segni abbiano un aspetto materiale diverso, così come accade per il linguaggio tattile dei sordomuti ciechi.

Per questo motivo è possibile inserire i diversi segni utilizzati dalla società in un computer e adoperare tale macchina per numerose operazioni riguardanti i segni e i sistemi di segni, come la traduzione, la revisione e la dimostrazione di teoremi. In

1

È significativo il fatto che il linguista Ferdinand de Saussure, padre della linguistica strutturalista moderna, e il logico Charles Sanders Peirce, uno dei fondatori della logica matematica, sono arrivati indipendentemente l’uno dall’altro alla conclusione che fosse necessario dare vita a una nuova scienza, la semiotica.

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of theorems. Of course, as Oettinger formulated most distinctly, in this instance numbers are only a means of codifying other signs, such as the words of language or the signs of the formalized languages of mathematical logic utilized in computers; therefore, it is advisable to speak not only of computing machines, but also of semiotic machines. 2. From the viewpoint of contemporary cybernetics and semiotics, man can be described as a mechanism that performs operations on signs and sign sequences. Similarities and differences between the working of brain and computer pose the question, “people or machines?” Similarities and differences between human and animal behavior and intellectual activity pose the closely related question, “people or animals?” These questions amount for the most part to investigation of the relation between the sign systems used in human society and the sign systems employed in modern machines and animal signalization. Recently discovered data on signalization in animals such as bees, dolphins, and chimpanzees make it possible to ascertain a number of important distinctions between these systems of signalization and the sign systems, including natural language, used in human society. Animal signalization is characterized by the absence of different levels within each sign system. For animals, each signal is indivisible, in contrast to human language, which distinguishes the level of phonemes or letters of the alphabet, the level of words, the level of syntagms, and so on. Moreover, usually only one system of signalization is used within an animal collective, in contrast to human collectives, which have diverse sign systems serving the same collective. Chimpanzees constitute one of the rare exceptions: they display a potential for parallel utilization of acoustic and optical systems of signalization. Chimpanzees also reveal a closer analogy to human semiotic systems in other respects, and can be supposed to possess an analogue to the cultural-historical mode of transmitting information in time as well as possessing the genetic mode of transmitting information that seems to prevail without exception in all other animals except the anthropoid apes.

One of the most important distinctions between animal signalization and human natural language is that for animals each signal is correlated with one strictly defined class of situation, comparable to the air raid signal in the human collective. In this respect, animal signalization is more similar to those formalized languages used in modern

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questo caso, come aveva già illustrato chiaramente Oettinger, i numeri sono solo un mezzo per codificare altri segni, come le parole di una lingua o i segni dei linguaggi formalizzati della logica matematica utilizzati nei computer; per questo motivo è opportuno parlare di macchine semiotiche e non solo di macchine da calcolo.

2. Dal punto di vista della cibernetica e della semiotica odierne, l’uomo può essere descritto come un meccanismo che opera con segni e sequenze di segni. Similarità e differenze tra il lavoro cerebrale e quello del computer sollevano una questione «persone o macchine?». Similarità e differenze tra il comportamento e l’attività intellettuale di uomini e animali forniscono lo spunto per un’ulteriore domanda, strettamente collegata alla prima, «persone o animali?». Tali domande corrispondono principalmente allo studio del rapporto tra i sistemi di segni utilizzati dalla società umana e quelli impiegati dalle moderne macchine e dagli animali.

Dati recenti riguardanti la segnalizzazione di animali come api, delfini e scimpanzé, hanno permesso di constatare numerose importanti differenze tra tali sistemi di segnalizzazione e i sistemi di segni, compreso il linguaggio naturale, utilizzati dagli esseri umani. La segnalizzazione degli animali è caratterizzata dall’assenza di livelli diversi all’interno di ogni sistema segnico. Per gli animali ogni segnale è inscindibile, a differenza di quanto avviene nel linguaggio umano, che distingue il livello dei fonemi o delle lettere dell’alfabeto, il livello delle parole, il livello dei sintagmi, etc. Inoltre all’interno del gruppo animale generalmente viene utilizzato solo un sistema di segnalizzazione, a differenza delle comunità umane, caratterizzato da diversi sistemi di segni attivi in una stessa comunità. Gli scimpanzé costituiscono una delle rare eccezioni: essi manifestano la capacità di poter usare parallelamente i sistemi acustici e visivi di segnalizzazione. Sotto altri aspetti gli scimpanzé rivelano una stretta analogia coi sistemi semiotici degli esseri umani, e si potrebbe pensare che abbiano una modalità analoga a quella storico-culturale di trasmettere informazioni nel tempo, così come una modalità genetica di trasmettere informazioni che sembrano predominare senza eccezioni in tutti gli altri animali, ad eccezione delle scimmie antropoidi.

Una delle più importanti distinzioni tra la segnalizzazione degli animali e il linguaggio naturale dell’uomo è che per gli animali ogni segnale è correlato a una sola classe di situazioni ben precisa, paragonabile al segnale di incursione aerea nella società umana. Sotto questo aspetto la segnalizzazione animale è più simile ai linguaggi formalizzati

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machines and pertaining to a limited sphere of objects than to natural languages, in which each sign can have any meaning with the sole stipulation being that it must not be confused with other signs that belong to the same local vocabulary; thus it is prohibited to confuse words such as “salt,” “pepper,” and “mustard,” but the word “salt” can acquire other meanings in a specific context: for instance, in the expression “salt of the earth” in poetic language.

The earliest stages in the development of the language of an individual or of a whole collective are typified by a complexity of meanings in which a sign or word functions as the family name for an emtire complex of heterogeneous objects. This phenomenon occurs both in baby talk and in the languages of certain Australian tribes that retain extremely archaic features. In the Aranda language, the same word is used to mean “roots of the water lily covered by water,” “humam bones,” “who?,” “sleeping people,” and “night,” which are united by the common trait, “relation to the invisible and unapparent.” A similar complexity of meanings is found not only in normal development but in the pathology of dissociation and in the language of schizophrenics. In the subsequent development of language and of human intellectuall activity, complex meanings remain characteristic of everyday conversational language, poetic language, and the language of the human scieinces, but there are also meanings that are formed in correlation with strictly defined fields of subject matter.

Scientific development comes about by means of the continuial interaction of scientific languages, which are formalized or are being formalized, with nonformalized natural language; the latter, because it lacks a whole number of fixed semantic restrictions, can describe the entire diversity of human experience, including phenomena that still cannot be described scientifically or can no longer be described scientifically as a result of human errors. Natural language remains the fundamental interpretation for all the formalized languages cornstructed upon it. Indeed, possession of natural language and the sign systems constructed upon it is the specific particularity of man. Therefore, machines could only be included definitively in human society if the problem of teaching natural language to machines were solved, a prospect that lends the greatest theoretical interest to research in the fields of machine translation and the vocal control of automata.

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utilizzati dalle macchine moderne, riguardanti una sfera limitata di oggetti, piuttosto che ai linguaggi naturali, all’interno dei quali ogni segno può avere qualsiasi significato con la sola condizione che non deve essere confuso con altri segni che appartengono allo stesso vocabolario locale; pertanto è proibito confondere parole come «sale», «pepe» e «senape», ma la parola «sale», in contesti specifici, può acquistare altri significati: per esempio nell’espressione del linguaggio poetico «sale della terra».

I primi stadi nello sviluppo della lingua di un individuo o di un’intera comunità, sono caratterizzati da una complessità di significati, in cui un segno o parola funge da nome collettivo di un intero insieme di oggetti eterogenei. Tale fenomeno si verifica sia nel linguaggio dei bambini sia nelle lingue di alcune tribù australiane che conservano caratteristiche estremamente arcaiche. Nella lingua aranda si utilizza la stessa parola per significare «radice della ninfea coperta dall’acqua», «ossa umane», «chi?», «persone che dormono» e «notte», tutti concetti legati da un tratto comune: «rapporto con ciò che non è visibile e apparente». È possibile trovare una simile complessità di significati non solo nello sviluppo fisiologico, ma anche nella patologia della dissociazione psichica e nella lingua degli schizofrenici. Nel successivo sviluppo della lingua e dell’attività intellettuale dell’uomo, significati complessi rimangono caratteristici del linguaggio colloquiale quotidiano, del linguaggio poetico e del linguaggio delle scienze umane, ma ci sono anche significati che si formano in rapporto ad ambiti specifici.

Lo sviluppo scientifico avviene mediante la costante interazione tra i linguaggi scientifici, formalizzati o che si stanno formalizzando, e il linguaggio naturale non formalizzato; quest’ultimo, poiché privo di molte restrizioni semantiche rigide, può descrivere la totale molteplicità dell’esperienza umana, compresi i fenomeni che non possono ancora essere descritti scientificamente, o che non possono più essere descritti scientificamente, a causa di errori umani. Il linguaggio naturale continua ad essere l’interpretazione basilare di tutti i linguaggi formalizzati costruiti sulla sua base. In effetti solo l’uomo possiede il linguaggio naturale e sistemi segnici costruiti su di esso. Perciò le macchine potrebbero essere inserite definitivamente nella società umana solo se si riuscisse a risolvere il problema di insegnare loro il linguaggio naturale, prospettiva che conferisce il più grande interesse teorico alla ricerca nei campi della traduzione automatica e nel controllo vocale delle macchine automatiche.

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The strictly human features that distinguish man from animal can be defined wholly in terms of specifically human sign systems that allow man to take part in a collective. This distinction is demonstrated by pathological cases in which man does not learn language and can be observed by comparing the blind-deaf-and-dumb who have not received linguistic instruction with those who have been instructed.

It follows that the human sciences, which study man, must begin by examining semiotic problems.
3. As the outstanding Soviet psychologist L. S. Vygotskij observed in the 1930s, signs

1
are a means of controlling human behavior . Man cannot govern his own behavior

directly and creates signs in order to control it indirectly. The history of culture can be described to a great extent as the transmission in time of sign systems serving to control behavior. Semiotic systems for the programmed control of human behavior are elaborated due to the internalization of external signs, a process that can be partly compared to the automation of programming. This process can be traced most distinctly in the emergence of internal speech. Investigation of children’s speech makes it possible to ascertain that speech arises initially only as a means of communication and a way for adults to control the infant’s behavior.

The collective monologue of children is an intermediate form of speech found between speech as a means of communication and “mute” internal speech; in the collective monologue, each infant delivers a monologue but maintains the fiction of communication and of the presence of potential interlocutors. This “egocentric children’s speech” has parallels in the surviving archaic features of linguistic behavior in certain tribes. The next stage, immediately preceding internal speech, is the speech that the infant utters aloud before falling asleep and that requires the absence of an audience; this form of speech has been explored only in recent years by means of tape recordings.

1 L. S. Vygotskij’s book, Razvitie vysših psihičeskih funkcij [The development of the higher mental functions], which expounded this idea, was published posthumously only in 1960. See L. S. Vygotskij, Psihologiâ iskusstva [Psychology of art] (Moscow: Iskusstvo, 1965), 352-55.

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Le caratteristiche rigorosamente umane che distinguono l’uomo dall’animale possono essere definite interamente in termini di sistemi segnici prettamente umani che permettono all’uomo di prendere parte a una comunità. Tale distinzione è esemplificata dai casi patologici nei quali l’uomo non impara una lingua e può essere osservata mentre paragona i sordomuti ciechi, che non hanno ricevuto istruzioni linguistiche, con coloro che hanno ricevuto le istruzioni.

Ne segue che alla base delle scienze umane che studiano l’uomo deve esserci lo studio dei problemi semiotici.
3. Come osservò negli anni Trenta l’importante psicologo sovietico L. S. Vygotskij, i

1
segni servono per controllare il comportamento dell’uomo . L’uomo non può governare

direttamente il suo comportamento e crea dei segni per governarlo indirettamente. La storia della cultura può essere descritta in larga misura come la trasmissione nel tempo di sistemi di segni utili a controllare il comportamento. I sistemi semiotici per il controllo programmato del comportamento umano vengono elaborati grazie all’interiorizzazione dei segni esterni, processo che può essere in parte paragonato all’automazione tipica della programmazione. È possibile ritrovare in modo chiarissimo tale processo nello sviluppo del linguaggio interno. Lo studio del discorso dei bambini rende possibile appurare che il discorso nasce inizialmente solo come mezzo di comunicazione e come modo per gli adulti di controllare il comportamento dei bambini. Il monologo collettivo dei bambini consiste in una forma di discorso intermedio tra il discorso come mezzo di comunicazione e il discorso interno “muto”; nel monologo collettivo ogni bambino pronuncia un monologo ma preserva la finzione della comunicazione e della presenza di interlocutori potenziali. Tale «discorso egocentrico dei bambini» presenta delle analogie con le caratteristiche arcaiche di comportamento linguistico di alcune tribù. La fase successiva, quella immediatamente precedente al linguaggio interno, consiste nel discorso che il bambino pronuncia ad alta voce prima di addormentarsi e che richiede l’assenza di ascoltatori; si è cominciato a studiare tale forma di discorso solo negli ultimi anni grazie alle registrazioni su nastro magnetico.

1 Il libro di L. S. Vygotskij, Razvitie vysših psihičeskih funkcij [Lo sviluppo delle funzioni mentali superiori], in cui ha esposto questo pensiero, è stato pubblicato postumo solo nel 1960. Confronta L. S. Vygotskij, Psihologiâ iskusstva [Psicologia dell’arte] (Moskva: Iskusstvo, 1965), 352-55.
(Il libro di Vygotskij sull’arte è stato tradotto in inglese con il titolo The Psychology of Art [Cambridge, Mass.: M.I.T Press, 1971]).

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Internal speech, which plays a determining role in controlling the behavior of adults, can thus be considered a result of the internalization of external sign sequences. Internal speech and learning one’s native language are examples of programs that are introduced into man and then automatically, unconsciously, determine his behavior for the duration of his life. This process can also be observed in other internal sign systems, including the unconscious symbolism studied by Freud. These unconscious sign systems are formed in man at an early age and are analogous to the amply documented biological phenomenon of “imprinting” first impressions, which then determine an animal’s behavior to the extent that it is not genetically predetermined.

A fundamental fact to consider in comparing brain and machine is that a man’s behavior is determined by programs introduced into him by the collective; of course this collective programming follows the predetermining transmission of genetic codes. A machine that has not been programmed can be compared to an infant’s brain in the early stages of development. It would be vitally important to compare successively the potential for instruction in machines and man; in this comparison, man should be considered to be an automaton that undergoes prolonged instruction simultaneously with the autoconstruction of biological development or growth. Therefore research on training autoconstructing automata, such as those studied by J. von Neumann and A. N. Kolmogorov, would have particular significance for a comparison between man and machine.

4. It follows that analysis of sign systems is one of the chief means of studying man; semiotics erects a bridge between the human sciences, experimental psychology, physiology, and other natural sciences engaged in the study of man.
Formal description of human linguistic intuition is a basic task of current mathematical linguistics and presents in manifest form those unconscious behavioral programs that permit man to construct and understand meaningful linguistic texts. The tasks being addressed in mathematical linguistics are similar to those encountered in the last decade by the conscious investigation of scientific language in logical research and in studies

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Il linguaggio interno, che ha un ruolo importantissimo nel controllare il comportamento degli adulti, può essere considerato come il risultato dell’interiorizzazione delle sequenze di segni esterne. Il linguaggio interno e l’apprendimento della lingua madre sono esempi di istruzioni che vengono introdotti nell’uomo e che, automaticamente e inconsciamente, determinano il suo comportamento per tutta la vita. È possibile osservare tale processo anche in altri sistemi segnici interni, compreso il simbolismo inconscio studiato da Freud. Tali sistemi segnici inconsci si sviluppano nell’uomo sin dai primi anni di vita e sono simili al fenomeno biologico ampliamente documentato dell’imprinting delle prime impressioni, che determina il comportamento di un animale per la parte che non è geneticamente predeterminata.

Un fatto importante da considerare quando si paragonano il cervello e la macchina è che il comportamento umano è determinato dalle istruzioni in esso introdotte dalla comunità; certamente tali istruzioni collettive vengono dopo la trasmissione determinante dei codici genetici. Una macchina nella quale non sono ancora state immesse istruzioni può essere paragonata al cervello di un bambino durante le prime fasi dello sviluppo. Sarebbe di fondamentale importanza raffrontare il potenziale di istruzione nella macchina e nell’uomo; in tale raffronto si potrebbe considerare l’uomo una macchina automatica che viene sottoposto a un’istruzione prolungata in contemporanea all’autocostruzione dello sviluppo biologico, o crescita. Pertanto lo studio relativo all’addestramento di automi che si costruiscono autonomamente, come quelli studiati da J. Von Neumann e A. N. Kolmogorov, sarebbe molto significativo per porre a confronto l’uomo e la macchina.

4. L’analisi dei sistemi segnici rappresenta dunque uno dei principali metodi per studiare l’uomo; la semiotica erige un ponte tra le scienze umane, la psicologia sperimentale, la fisiologia e altre scienze naturali che si occupano dello studio dell’uomo.

Una delle principali attività della linguistica matematica contemporanea consiste nella descrizione formale dell’intuito linguistico, che espone in forma esplicita i programmi comportamentali inconsci che permettono all’uomo di creare e capire testi linguistici sensati. Nella linguistica matematica, i compiti trattati sono simili a quelli in cui ci si è imbattuti negli ultimi dieci anni nell’indagine conscia del linguaggio scientifico nella

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on the metatheories of the individual sciences, and also to the tasks of recognizing unconscious behavioral programs.
The study of human linguistic behavioral programs now makes it possible to solve problems that involve linguistics, experimental psychology, and physiology: assessment of the depth of memory of a finite automaton that generates propositions and of its dependence on the proposition’s depth in Ynvge’s sense; investigation of the way man discerns speech by accumulating signals on various levels; creating programs for the construction of speech movements; and determination of the dependence of disorders involving the separate levels of language and other semiotic systems on diseases affecting various areas of the cerebrum. Also, linguistic research stimulated by the problems of constructing an intermediary language for machine translation is now beginning to ascertain those common features of all human languages that should all be explained in the end by certain common features of the organization of the human nervous system and by common features of all human collectives.

In order to state the problem of the automatic decipherment of an unknown language with any exactitude, there must be an explicit formulation of those properties that lie at the basis of the human researcher’s intuition and are founded on the common properties of all world languages. This problem is directly connected with the construction of languages for cosmic communication, which was carefully studied for the first time in a monograph by the Dutch mathematician Freudenthal. In studying this question, it is particularly important to isolate not only the common features of natural languages but also the common features of both natural and artificial languages, including the logical- informational languages constructed by machines. Linguistics and semiotics are now starting to concern themselves in earnest with methods for constructing new languages – future languages – as distinct from the past languages that were the main object of research in nineteenthcentury historical linguistics and from the present languages that were the main object of research in descriptive linguistics of the first half of the twentieth century. Certain recent findings of mathematical linguistics make it possible to isolate common features and distinctions between natural and logical languages; experiments in constructing intermediate languages lying between natural languages and the languages of mathematical logic have been particularly rewarding in this respect.

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ricerca logica e negli studi sulle metateorie delle singole scienze, e anche ai compiti di riconoscere programmi comportamentali inconsci.
Lo studio dei programmi comportamentali linguistici dell’uomo permette di risolvere problemi che riguardano la linguistica, la psicologia sperimentale e la fisiologia: la valutazione della profondità della memoria di un automa finito che produce frasi e della sua dipendenza dalla profondità della frase nel senso di Yngve; l’indagine su come l’uomo distingue il discorso accumulando segnali a vari livelli; la creazione di programmi per la costruzione dei movimenti del discorso; e la determinazione della dipendenza di disturbi che interessano i singoli livelli del linguaggio e altri sistemi semiotici da malattie che colpiscono varie aree del cervello. Inoltre, la ricerca linguistica influenzata dai problemi riguardanti la creazione di un linguaggio d’intermediazione per la traduzione automatica sta appurando che tali tratti comuni a tutti i linguaggi umani si spiegherebbero, alla fine, con alcuni tratti comuni dell’organizzazione del sistema nervoso umano e tratti comuni di tutte le comunità umane.

Al fine di esporre con precisione il problema della decifrazione automatica di un linguaggio non noto, si necessita di una formulazione esplicita di quelle proprietà che sono alla base dell’intuito del ricercatore e che si fondano su proprietà comuni a tutte le lingue del mondo. Tale problema si collega direttamente con la formulazione di linguaggi per la comunicazione universale, analizzata meticolosamente per la prima volta dal matematico olandese Freudenthal in una monografia. Per studiare tale problema è necessario isolare non solo i tratti comuni dei linguaggi naturali ma anche quelli dei linguaggi che sono parzialmente naturali e parzialmente artificiali, compresi i linguaggi logico-informatici delle macchine. La linguistica e la semiotica contemporanee si dedicano scrupolosamente allo studio di metodi per la formulazione di linguaggi nuovi, futuri, che si differenziano dai linguaggi del passato, principale oggetto di studio della linguistica storica dell’Ottocento, e dai linguaggi del presente, principale oggetto di studio della linguistica descrittiva della prima metà del Novecento. Scoperte recenti di linguistica matematica permettono di isolare le proprietà comuni e le differenze tra i linguaggi naturali e quelli logici; gli esperimenti nella creazione di linguaggi d’intermediazione tra i linguaggi naturali e quelli della logica matematica hanno dato particolarmente soddisfazione da questo punto di vista. Alcune peculiarità

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Certain peculiarities of the syntax of natural languages can be described as the result of a compromise between the task of expressing a specific logical content common to logical and natural languages, and the necessity of making use of the human nervous system, which imposes definite limitations on ways of expressing this content, specifically, limitations on the proposition’s depth and some other syntactic parameters. Like a number of other mathematical-linguistic and physiological studies of recent years, such research has succeeded in investigating the correlation between the mechanism using a specific sign system and the organization of this sign system itself.

It seems that a number of essential features of human behavior can be described by applying a consistent semiotic viewpoint. A great many behavioral phenomena become intelligible according to the hypothesis that man elaborates every sequence of signals received by his sense organs as if it were a meaningful message; man is a decipherer and proceeds from a natural disposition to regard my message as meaningful. Thus, in ordinary linguistic communication, even obviously meaningless messages are perceived as meaningful, while attempts to interpret natural phenomena as signs are especially characteristic of earlier periods of human history. Another example of the semiotic approach to human behavior is offered by the analysis of dreams.

A human individual’s potential can be evaluated by describing all the sign systems he can use, including both multilevel sign systems composed of natural and scientific languages and monolevel sign systems such as the various natural languages. In traumatic aphasia and speech disorders, it can be shown how organic changes in the brain lead to violation of the sign systems used by the individual and to a corresponding violation of behavior. Psychiatry furnishes similar clinical material pertaining to violation of the normal relations between various sign systems: for example, the special artificial languages of schizophrenics, or the case of hysterical behavior described by Freud in which a woman patient did not use her native language during her fits, but rather a foreign language she did not ordinarily employ. Each sign system an individual employs is used to transmit information and control behavior in situations linked to the performance of functions in the collective, and the individual as a whole can be described as the system that controls all of these sign systems. Therefore the cases

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della sintassi dei linguaggi naturali sono descrivibili come il risultato di un compromesso tra la funzione di esprimere uno specifico contenuto logico comune ai linguaggi logici e naturali, e l’esigenza di utilizzare il sistema nervoso umano, che impone limiti ferrei sui modi in cui si deve esprimere tale contenuto, in particolare limiti riguardanti la profondità della proposizione e altri parametri sintattici. Come molti altri studi linguistico-matematici e fisiologici degli ultimi anni, tale studio ha esaminato con attenzione il rapporto tra il meccanismo che utilizza uno specifico sistema segnico e l’organizzazione di questo stesso sistema di segni.

Sembrerebbe che si possano descrivere numerosi elementi essenziali del comportamento umano affidandosi a un punto di vista semiotico coerente. È possibile comprendere numerosi fenomeni comportamentali se si considera l’ipotesi che l’uomo, con gli organi di senso, elabora ogni sequenza di segnali come se fosse un messaggio sensato; l’uomo è un decifratore e procede, secondo una predisposizione naturale, nel considerare ogni messaggio come sensato. Di conseguenza, nella normale comunicazione linguistica, anche i messaggi palesemente privi di significato vengono percepiti come sensati, anche se i tentativi di interpretare i fenomeni naturali come segni sono tipici quasi esclusivamente della storia passata. Un altro esempio dell’approccio semiotico al comportamento umano è offerto dall’analisi dei sogni.

È possibile valutare il potenziale di un individuo analizzando tutti i sistemi segnici che può utilizzare, compresi i sistemi segnici che appartengono a livelli diversi e che sono composti da linguaggi naturali e scientifici, e i sistemi segnici appartenenti a un unico livello, come i vari linguaggi naturali. In caso di afasia traumatica e disturbi della parola, si può dimostrare come i cambiamenti organici a livello cerebrale portino all’infrazione dei sistemi segnici utilizzati dall’individuo e a una corrispondente infrazione del comportamento. La psichiatria fornisce analogo materiale clinico riguardante l’infrazione delle normali relazioni tra diversi sistemi di segni, come i particolari linguaggi artificiali degli schizofrenici o il caso di comportamento isterico descritto da Freud, nel quale una paziente, durante le sue crisi, non parlava nella sua lingua, ma in una lingua straniera che solitamente non utilizzava. Un individuo adopera un determinato sistema segnico per trasmettere informazioni e controllare il comportamento in situazioni legate al suo agire nella comunità, e l’individuo nell’insieme può essere descritto come il sistema che controlla tutti questi sistemi di

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investigated in psychiatry and social psychology of violation of the individual’s normal functioning amount to loss of control of specific sign systems in their entirety, although part of these systems may be preserved.
5. A collective can be evaluated by describing all the sign systems of different levels used in it: natural languages, artificial languages, gesticulatory languages, etiquette, street signals, signboards, advertisements, scientific languages, religious ceremonies, monetary signs, clothes. In evaluating a collective, as in evaluating a single individual, it is important to look for possession of a maximum number of systems on different levels, from the simplest to the most complex, and also for the extent of their diffusion in the collective; often the proportion between the number of individuals possessing a specific system and the population of the entire collective depends on the level of the system, as can be seen especially in means of mass communication such as radio, television, cinema, and the press. The presence of different systems of the same level in the collective can serve as one of the ways of assessing its divisions.

The size of a collective’s operative memory and the extent of its passive means of memorization can be assessed with the help of growing new disciplines such as information science, which is developing rapidly in connection with solving the problems of the automatic search for information and of the construction of languages for computers. The sign systems for the collective as a whole and for the individual person serve not only as a means of communication but also as a means of control, and thus define the role of semiotics in the cybernetic analysis of the collective. Given the presence within a collective C of a subcollective C1, which is a subset of C and plays the role of a controlling system with respect to C, it is essential to ascertain which sign systems are used by C1 as distinct from C (problems of social cryptography), which sign systems are common to C and C1 (problems such as the special languages of the higher castes in India), and which sign systems are specific means on the part of C1 for controlling C (mass communication).

In order to compare a collective in its entirety with automata or a collective of automata, it is essential to analyze the semiotic tasks undertaken by the collective. A. N.

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segni. Di conseguenza, i casi analizzati in psichiatria e psicologia sociale di infrazione del funzionamento fisiologico dell’individuo, corrispondono alla perdita del controllo di specifici sistemi segnici nella loro globalità, sebbene parte di essi possano essere conservati.

5. È possibile estimare una comunità analizzando tutti i sistemi segnici di livelli differenti che vengono utilizzati al suo interno: linguaggi naturali, linguaggi artificiali, linguaggi dei gesti, etichetta, segnali e cartelli stradali, pubblicità, linguaggi scientifici, riti religiosi, segni valutari, indumenti. Quando si valuta una comunità, così come quando si valuta un individuo, è importante entrare in possesso del maggior numero di sistemi appartenenti a livelli differenti, dai più semplici ai più complessi, e analizzare la loro diffusione nella società; spesso la proporzione tra il numero di individui che possiede un determinato sistema e la popolazione dell’intera comunità dipende dal livello a cui il sistema appartiene, come si può notare soprattutto nei mezzi di comunicazione di massa come la radio, la televisione, il cinema e la stampa. La presenza di sistemi diversi dello stesso livello nella comunità può essere utile come uno dei modi per valutarne le divisioni.

È possibile calcolare la dimensione della memoria operativa di una comunità e l’ampiezza dei suoi mezzi di memorizzazione passivi grazie all’aiuto di nuove discipline come l’informatica, che si sta sviluppando velocemente in merito alla risoluzione di problemi che riguardano la ricerca automatica di dati e la creazione di linguaggi per i computer. I sistemi segnici sono utili all’intera comunità e ai singoli individui non solo come mezzi di comunicazione, ma anche come mezzi di controllo, e in questo modo definiscono il ruolo della semiotica nell’analisi cibernetica della comunità. Data la presenza all’interno di una comunità C di una sottocomunità C1, che è un sottoinsieme di C ed opera come sistema di controllo in relazione a C, è importante appurare quali sistemi segnici vengono utilizzati da C1 in contrapposizione a C (problemi di crittografia sociale), quali sistemi segnici sono comuni a C e C1 (problemi come i linguaggi speciali utilizzati in India dalle caste più alte), e quali sistemi segnici sono mezzi specifici da parte di C1 per controllare C (comunicazione di massa).

Per fare un raffronto tra una comunità nel suo insieme e gli automi, o comunità di automi, è importante analizzare i compiti semiotici intrapresi dalla comunità. Come primo tentativo in questo campo vanno citati gli studi di A. N. Kolmogorov sul

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Kolmogorov’s analyses of poetic language should be mentioned as one of the first attempts of this sort; his research has made it possible to move from general statements about the limited potential of cybernetic machines as compared to human collectives to precise analysis of the quantitative limitations that do not permit machines to create, for example, poetic texts of high artistic quality. In connection with this research, information theory and the theory of automata pose the problem of assessing the ever more complex tasks for which ever more complex automata are required; delays in task solution are assessed accordingly. Chomsky formulates an essentially similar task concerning language in analyzing the conditions necessary so that, as the parameter n defining the automaton’s capacity is increased, the mechanism G(i,n) would be able to understand in a definite sense an ever growing number of propositions generated by the grammar G1. Chomsky describes language as having a more complex structure than previously supposed; his research not only assesses the complexity of the tasks one man accomplishes in speaking and hearing, as Chomsky himself mentions, but is also valuable for investigating the whole collective that is able to use the language which it has elaborated.

Experimental study on the possibilities of teaching languages to automata, for example, in a game situation, is particularly important theoretically in order to compare the role of language and other sign systems in collectives of humans and of automata. It is also essential to continue the experiments already initiated in zoopsychology on elaborating the sign systems of anthropoid apes in collective problem-solving.

6. The most important special problem of modern linguistics and semiotics is that of analyzing the different levels within a single sign system, or the relations between sign systems belonging to different levels; this problem does not lie so much at the junction of these sciences with other sciences as at the basis of all the tasks of linguistics-proper and semiotics-proper.

A more exact definition of the very concept of a sign presupposes studying the relation between different levels within a system and the relations between systems of different levels. The meaning of a sign entails the presence of a signified aspect without which it would be impossible to speak of a sign. This meaning can be defined in two ways:

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linguaggio poetico; i suoi studi hanno permesso di superare le affermazioni generiche sul potenziale limitato delle macchine cibernetiche se paragonato alle comunità umane, per giungere a un’analisi precisa dei limiti quantitativi che non permettono alle macchine di creare, ad esempio, testi poetici di alta qualità artistica. In merito a tale ricerca, la teoria dell’informazione e la teoria degli automi pongono il problema della valutazione di compiti sempre più complessi per i quali vengono richiesti automi sempre più complessi; i ritardi nella soluzione dei compiti vengono valutati di conseguenza. Chomsky elabora un compito sostanzialmente simile che ha per oggetto il linguaggio analizzando le condizioni necessarie così che, quando il parametro n che definisce la capacità dell’automa aumenta, il meccanismo G(i,n) è in grado di capire in modo preciso un crescente numero di proposizioni della grammatica G1. Chomsky sostiene che il linguaggio ha una struttura molto più complessa di quanto si fosse ipotizzato in precedenza; i suoi studi non solo valutano la complessità dei compiti che un uomo deve affrontare mentre parla e ascolta, come ricorda lo stesso Chomsky, ma sono importanti per studiare l’intera comunità che è in grado di utilizzare il linguaggio che ha elaborato.

Lo studio sperimentale sulla possibilità di insegnare i linguaggi agli automi in una situazione di gioco, ad esempio, è particolarmente importante, in teoria, per fare un raffronto tra la funzione del linguaggio e altri sistemi segnici nelle comunità di umani e nelle comunità di automi. È inoltre importante portare avanti gli esperimenti già avviati in zoopsicologia riguardanti l’elaborazione dei sistemi segnici delle scimmie antropoidi, utili per la risoluzione di problemi collettivi.

6. Il problema più importante che la linguistica e la semiotica odierne devono risolvere consiste nell’analisi dei vari livelli che si trovano all’interno di un unico sistema di segni, o le relazioni tra sistemi di segni che appartengono a livelli differenti; tale problema non ha origine dall’unione di queste scienze con altre scienze, bensì dal punto di partenza di tutti i compiti della linguistica in senso stretto e della semiotica in senso stretto.

Una definizione più esatta del concetto stesso di segno presuppone lo studio della relazione tra i diversi livelli di un sistema e delle relazioni tra sistemi di livelli differenti. Il significato di un segno presuppone la presenza di un aspetto significativo, senza il quale non si potrebbe parlare di segno. È possibile definire tale significato in due modi:

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either by indicating equivalent signs on the same level within the same system- synonyms like “melancholy … sadness … grief … sorrow … ennui” – or by indicating equivalent signs on the same level in another system, such as another natural language, thus establishing equivalence on the basis of identity with respect to signs of a higher level, for example, signs of an intermediary language with an artificial semantics. Description of the lowest levels of linguistic organization is directly linked to problems also posed in other sciences: thus, analysis of phonetic language on the level of distinctive elements (labial/nonlabial, nasal/nonnasal) is directly connected with research on the construction of vocal movements in physiology and with corresponding questions of speech perception in psycholinguistics. Modern linguistics has investigated higher organizational levels that are properly linguistic: i.e., the levels of phonemes,

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morphemes, words, and syntactic combinations of words . Nonetheless, until recent

years the least-studied levels of language have been the highest ones, including the level of meaning, the corresponding level of semantic units of an intermediary language, and so on.
Yet analysis of these highest levels is a fundamental problem, both from a theoretical viewpoint, since any sign system serves above all to express meanings, and from a practical viewpoint, since all the fundamental tasks of the automatic processing of linguistic information amount to transmitting the same meaning while changing the linguistic means for its transmission. Moreover, the recently discovered high semantic redundancy of the majority of texts in natural languages makes the task of automatic review considerably more important than that of translation.

The situation is similar in the metatheories of sciences that have been analyzed as formal systems. The semantic aspect of the corresponding signs, which is particularly important for tasks of the automatic search for information, has been studied less than the syntactic aspect. The same has been true in analysis of the sign systems of poetic art, where purely formal levels, such as rhythm in poetry, have been examined with much

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Level E in the terminology introduced by N. A. Bernštejn in his book 0 postroenii dviženij [The

construction of movement] (Moscow, 1947).

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indicando segni equivalenti appartenenti al medesimo livello dello stesso sistema –

sinonimi come «melanconia, tristezza, afflizione, dolore, noia», o indicando segni

equivalenti appartenenti al medesimo livello in un altro sistema, come un altro

linguaggio naturale, stabilendo perciò un’equivalenza sulla base dell’identità in

relazione a segni di livello più alto, ad esempio, i segni di un linguaggio

d’intermediazione con la semantica artificiale. La descrizione dei livelli più bassi

dell’organizzazione linguistica è direttamente collegata a problemi che si riscontrano

anche in altre scienze: l’analisi del livello degli elementi distintivi del linguaggio

fonetico (labiale/non labiale, nasale/non nasale) è direttamente collegato allo studio

dell’articolazione dei movimenti vocali in fisiologia e a simili problemi riguardanti la

percezione del linguaggio in psicolinguistica. La linguistica moderna ha analizzato i

livelli organizzativi più alti che sono propriamente/completamente linguistici: ad

esempio i livelli dei fonemi, dei morfemi, delle parole e delle combinazioni sintattiche

1

di parole.
Ciò nonostante, fino a pochi anni fa, i linguaggi più alti erano i meno studiati, compresi il linguaggio del significato, il livello delle unità semantiche di un linguaggio d’intermediazione, e così via.
L’analisi di questi livelli più alti è importante sia da un punto di vista teoretico, poiché ogni sistema segnico serve principalmente a esprimere significati, sia da un punto di vista pratico, poiché tutte le principali attività dell’elaborazione automatica di informazioni linguistiche consistono nel trasmettere lo stesso significato cambiando i mezzi linguistici. Inoltre, la recente scoperta di un’elevata ridondanza semantica nella maggior parte dei testi espressi in linguaggio naturale rende notevolmente più importante l’attività di revisione automatica rispetto a quella di traduzione.
Si riscontra la medesima situazione nelle metateorie delle scienze analizzate come sistemi formali. L’aspetto semantico dei segni corrispondenti, particolarmente importanti per le attività di ricerca automatica di informazioni, è stato analizzato meno rispetto all’aspetto sintattico. Lo stesso si è verificato anche nell’analisi dei sistemi segnici dell’arte poetica, dove i livelli puramente formali, come il ritmo poetico, sono

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costruzione del movimento] (Moskva, 1947).

Livello E della terminologia introdotta da N. A. Bernštejn nel suo libro 0 postroenii dviženij [La

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greater precision and detail than the special poetic ways of modeling the world that constitute the highest level of the sign systems of verbal art. However, in recent years mathematical prosody has isolated rather distinctly the hierarchy of different levels that should be analyzed in poetics.

Research on relationships between the sign systems of different sciences, such as physics, chemistry, and biology, and between various levels within the sign system of a single science, poses a central question for human knowledge. Formal analysis of these relationships, and of relationships between scientific languages and the natural language in which an experiment js described, would render possible automation of the basic processes of human knowledge. It should be mentioned that modern science has inherited a hierarchical organization of knowledge from ancient Greek science, which rather clearly recognized the analogy between the hierarchy of levels describing nature and the hierarchy of linguistic levels. The regularities between various levels correspond to the real processes of encoding and decoding signs in using them. Thus the transformational rules that link the various levels of natural language in Chomsky’s transformational grammar correspond to real features of discourse analysis and synthesis as carried out by people and automata. The psychological and physiological reality of linguistic levels is evidenced in cases where speech disorders destroy one level while retaining another: for example, the grammatical level may be destroyed while the lexical level is conserved, or vice versa; or the phonemic level may be destroyed while the semantic level is conserved, or vice versa. The following cases provide further evidence: the social stipulation that one level be removed while another is preserved, as in taboos; errors in normal linguistic behavior, such as not distinguishing between homonyms that coincide on one level and differ on another; possibilities for constructing grammatically correct, marked sequences of words that are meaningless; and other instances of disjunction between the various levels in the actual use of sign systems. In poetry, disjunction between the various levels is common to all poets except the greatest ones, and it manifests itself in use of the sign’s signifying aspect as an end in itself, a difference between the levels of meter and rhythm, and the phenomenon of “metrical homonymy.”

In both descriptive and historical linguistics, the object of linguistic reconstruction is never language as a whole, but always a language divided into levels.

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stati analizzati con maggiore precisione e più dettagliatamente rispetto agli speciali stili poetici di modellizzazione del mondo che costituiscono il livello più alto dei sistemi segnici dell’arte verbale. Tuttavia, recentemente, la prosodia matematica ha isolato in modo piuttosto chiaro la gerarchia dei vari livelli che dovrebbero essere analizzati in poetica.

Lo studio delle relazioni tra i sistemi segnici di scienze differenti, come la fisica, la chimica e la biologia, e delle relazioni tra i vari livelli all’interno del sistema segnico di una singola scienza, è importante per la conoscenza umana. L’analisi formale di tali relazioni e delle relazioni tra i linguaggi scientifici e il linguaggio naturale in cui un esperimento viene descritto, renderebbe possibile l’automazione dei processi fondamentali della conoscenza umana. È utile aggiungere che la scienza moderna ha ereditato un’organizzazione di conoscenza gerarchica dalla scienza dell’antica Grecia, che aveva riconosciuto piuttosto chiaramente l’analogia tra la gerarchia dei livelli che descrivono la natura e la gerarchia dei livelli linguistici.

Le regolarità comuni a livelli diversi corrispondono agli effettivi processi di codifica e decodifica dei segni nel momento in cui si utilizzano. Perciò le regole trasformazionali della grammatica trasformazionale di Chomsky che legano i vari livelli del linguaggio naturale corrispondono ai reali aspetti di analisi e sintesi del discorso che vengono eseguiti da persone e automi. La realtà psicologica e fisiologica dei livelli linguistici si manifesta in casi dove i disturbi del linguaggio distruggono un livello mantenendone un altro: è possibile, ad esempio, distruggere il livello grammaticale mantenendo quello lessicale, o viceversa; o ancora, è possibile distruggere il livello fonemico preservando quello semantico, o viceversa. I seguenti esempi ne forniscono un’ulteriore prova: un accordo sociale secondo il quale un livello viene rimosso e un altro preservato, come accade per i tabù; errori nel normale comportamento linguistico, come non distinguere tra gli omonimi che coincidono per un livello e differiscono per un altro; possibilità di costruire sequenze di parole grammaticalmente corrette e marcate ma prive di significato; e altri esempi di disgiunzione tra i diversi livelli nell’effettivo utilizzo dei sistemi segnici. In poesia, tutti i poeti separano i vari livelli, eccetto i più bravi, e tale separazione si manifesta nell’utilizzo fine a se stesso dell’aspetto significativo del segno, una differenza tra i livelli della metrica e del ritmo e il fenomeno dell’«omonimia metrica». Nella linguistica descrittiva, così come in quella storica, l’oggetto della

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7. The basic function of every semiotic system is the modeling of the world. According to N. A. Bernštejn’s cybernetic physiology of activity, every semiotic world model can also be regarded as a program for individual and collective behavior. The primacy of the behavioral program in a semiotic system as compared to all its other functions emerges with particular clarity in such extreme cases as the teaching of language to the deaf- dumb-and-blind. I. A. Sokoljanskij has shown that engaging the deaf-dumb-and-blind child in active behavior affecting the environment is a necessary prerequisite for such teaching; only gestures actively used in behavior affecting the environment can be used as signs.

Various semiotic systems possess diverse model-building roles. Moreover, the higher the system’s model-building function and the larger the number of objects situated outside the system’s borders that the system can nonetheless potentially include within its model, the harder it is to formalize it; compare, for example, the languages of mathematical logic with natural languages, or compare the games analyzed in game theory with more complex sign systems where game-like behavior is a function of the sign.

A sign system can only be formally analyzed by describing it in terms of a sign system, as in the use of metalanguage for the formal description of language; the descriptive sign system may be either the same as the described sign system or different and may be especially constructed for this purpose. In turn, the sign system used as a metalanguage can itself be examined only with the help of some metalanguage. Theoretically, this should lead to the construction of an infinite succession of metalanguages in order to describe the signified aspects of signs, but this theoretical possibility is not realized in man’s actual use of sign systems due to properties that allow natural languages to be used as the basic human sign system and metalanguage for diverse other languages.

The world model constructed by a specific sign system is usually held in common by an entire collective and is introduced to each individual who becomes a member of the collective. Moreover, those world models introduced to man at a sufficiently early age through instruction often function, both as world model and behavioral program,

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ricostruzione linguistica non è mai il linguaggio nel suo insieme, ma il linguaggio diviso in più livelli.
7. La funzione principale di ogni sistema semiotico è di modellizzare il mondo. Secondo la fisiologia cibernetica dell’attività di N. A. Bernštejn, ogni modello di mondo semiotico può essere considerato come un programma per il comportamento individuale e della comunità. La superiorità del programma comportamentale in un sistema semiotico paragonato a tutte le altre sue funzioni emerge in modo particolarmente chiaro in casi estremi, come l’insegnamento del linguaggio ai sordomuti ciechi. I. A. Sokolânskij ha dimostrato che indurre il bambino sordomuto cieco a un comportamento attivo che ha un’influenza su ciò che lo circonda è un prerequisito importante per questo tipo di insegnamento; solo i gesti che vengono utilizzati attivamente nel comportamento che ha un’influenza su ciò che lo circonda possono essere utilizzati come segni.

I vari sistemi semiotici hanno diversi ruoli di modellizzazione. Inoltre, più alta è la funzione modellizzzante del sistema e più grande è il numero di oggetti collocati al di fuori dei confini del sistema e che tuttavia il sistema riesce a racchiudere potenzialmente all’interno del proprio modello, più è difficile formalizzarlo; si pongano a confronto, ad esempio, i linguaggi della logica matematica e i linguaggi naturali, o i giochi analizzati dalla teoria dei giochi e i più complessi sistemi segnici, in cui il comportamento ludico è una funzione del segno.

È possibile analizzare formalmente un sistema segnico solo descrivendolo in termini di sistema segnico, come nell’uso del metalinguaggio per la descrizione formale del linguaggio; il sistema segnico descrittivo potrebbe essere lo stesso del sistema segnico descritto o diverso, e può essere formulato apposta a questo scopo. A sua volta il sistema segnico utilizzato come metalinguaggio può essere analizzato solo con l’aiuto di un metalinguaggio. Teoreticamente ciò dovrebbe portare alla formulazione di una successione infinita di metalinguaggi utili a descrivere il significato dei segni: tale possibilità teoretica non è però riscontrabile nell’attuale utilizzo da parte dell’uomo dei sistemi segnici a causa delle caratteristiche che permettono ai linguaggi naturali di essere utilizzati come principale sistema segnico umano e metalinguaggio per diversi altri linguaggi.

Il modello di mondo creato da un determinato sistema segnico viene solitamente utilizzato dall’intera comunità, e lo si insegna a ogni individuo nel momento in cui ne

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automatically and independently of how much they correspond to the conscious world models constructed by the individual at a later time. Therefore, recognition of these unconsciously functioning semiotic models and programs is a necessary prerequisite for the conscious control of individual and collective behavior.

8. The development of human sign systems in the individual (ontogenesis) or in mankind (phylogenesis) is brought about by increases in the number of different levels within the same system and in the number of levels of different systems. Hypothetically, human sign systems originate from an undifferentiated sign system, not yet divided into different levels, which may have been used several hundred thousand years ago by the ancestors of modern man as their sole semiotic modeling system. This primordial system was gradually articulated into an ever more complex network of diverse sign systems on different levels, each in turn forming its own hierarchy of levels. Different systems of the same level and systems of different levels are complementary with respect to each other and provide for the construction of a world model by means of an entire complex of semiotic systems.

The significance of the presence of several systems for the individual person’s development can be observed in the extreme example, already mentioned above, of the development of sign systems in the blind-deafand-dumb. Here the accelerating growth of new sign systems constructed upon already assimilated systems can only begin after two systems of different levels, the hieroglyphic and alphabetical, have been formed and equivalence has been established between these systems. The normal development of the individual and the collective, particularly in the most recent collectives, manifests a similar process of the ever accelerating growth of new sign systems after the assimilation of several other systems whose signs have been ascertained to be equivalent.

The avalanching growth of sign systems during the past decade has presented increasing obstacles to the organization of the whole system in its entirety and has necessitated automation of translation between different sign sequences to adjust the effective functioning of the whole collective. Translation between natural languages is only one such task, while the most important task is translation between scientific languages and the construction of new artificial languages to accomplish this. Various sciences have

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entra a far parte. Inoltre quei modelli di mondo che si insegnano all’uomo in un’età abbastanza precoce, spesso funzionano, sia come modello di mondo sia come programma comportamentale, automaticamente e indipendentemente da quanto corrispondano ai modelli di mondo consapevoli che l’individuo si crea in seguito. È perciò importante riconoscere tali modelli e programmi semiotici inconsapevoli per il controllo consapevole del comportamento dell’individuo e della comunità.

8. Lo sviluppo dei sistemi segnici umani nell’individuo (ontogenesi) e nel genere umano (filogenesi) è determinato dall’aumento del numero dei vari livelli all’interno dello stesso sistema e dei livelli di sistemi differenti. Ipoteticamente i sistemi segnici umani avrebbero origine da un sistema segnico indifferenziato non ancora diviso in vari livelli, che potrebbe essere stato utilizzato dagli antenati dell’uomo moderno centinaia di miglia di anni fa come unico sistema semiotico di modellizzazione. Tale sistema primordiale si sarebbe gradualmente articolato in una rete ancora più complessa di sistemi segnici differenti a diversi livelli, ognuno dei quali avrebbe dato origine a sua volta a una propria gerarchia di livelli. Sistemi diversi dello stesso livello e sistemi di livelli differenti sono complementari in relazione a ogni altro sistema e determinano la costruzione di un modello di mondo per mezzo di un intero insieme di sistemi semiotici. È possibile osservare l’importanza della presenza di numerosi sistemi per lo sviluppo dell’individuo nell’esempio estremo già citato in precedenza, lo sviluppo dei sistemi segnici nelle persone sordomute cieche. In questo caso, il veloce sviluppo di nuovi sistemi segnici creati su sistemi già assimilati è stato possibile solo in seguito alla creazione di due sistemi di livelli differenti, quello geroglifico e quello alfabetico, e le equivalenze che sono state stabilite tra questi due sistemi. Lo sviluppo normale dell’individuo e della comunità, in particolare nelle comunità più moderne, mostra un simile processo di crescita sempre più veloce di nuovi sistemi segnici in seguito all’assimilazione di numerosi altri sistemi, di cui si è accertata l’equivalenza dei segni. Negli ultimi dieci anni, il continuo sviluppo dei sistemi segnici ha incontrato sempre più ostacoli nell’organizzazione dell’intero sistema nel suo insieme, e ha reso necessaria l’automazione della traduzione tra sequenze di segni diverse per permettere l’effettivo funzionamento dell’intera comunità. La traduzione tra linguaggi naturali è solo uno di questi compiti; il compito più importante consiste nella traduzione tra linguaggi scientifici e nella costruzione di nuovi linguaggi artificiali per renderla possibile.

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prepared for these future syntheses of human and mechanical methods of constructing world models, and among them the first place rightfully belongs to semiotics.

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Numerose scienze si sono preparate a queste future sintesi di metodi umani e artificiali per costruire modelli di mondo, e tra questi la priorità và data alla semiotica.

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